sábado, 17 de abril de 2010


Marx é inquestionável ?!


Por que os humanos que tentaram implantar o socialismo científico de Marx na Hungria, na Tchecoslovachia, na Ucrânia, em Cuba, na Iugoslávia, na Letônia, na Rússia, na Coreia do Norte, no Camboja, no Vietnam, na China, em Angola, na Etiópia, na Alemanha Oriental, na Romênia, na Ucrânia, no Kasaquistão, no Azerbaijão, na Polônia, e em muitos outros países - falharam ?

Dois bilhões de humanos, cerca de 31% da população mundial, no século passado foram marxistas, socialistas, comunistas, em dezenas de países !

Todos estes milhões de humanos, que tinham o “Manifesto Comunista” e o livro "O Capital" de Marx como livro de cabeceira, lidos e relidos muitas vezes, e que aplicaram na prática o que Marx escreveu neles – falharam na sua intenção de chegar ao comunismo que Marx disse que chegariam !
E foram tantos líderes, desde Lenin na Rússia até o MPLA de Nilo Alves em Angola, passando por Che Guevara em Cuba e Ho Chi Min no Vietnam.

A pergunta óbvia que se pode fazer è - todos esses homens eram imbecis ?
Seres idiotas que não entenderam o que Marx escreveu ?

Será que só os marxistas atuais (marxistas brasileiros em especial) é que entendem Marx a fundo e os marxistas do passado eram imbecis sem capacidade de entendimento do texto marxista ?
E tais marxistas atuais, do alto do seu arrogante "conhecimento marxista", tem gabarito para dizer que os líderes marxistas do século XX não entenderam Marx e fizeram errado o que Marx escreveu ?

Não acredito nisso...
O bom senso e a lógica me fazem concluir que os marxistas atuais não tem esse gabarito.
São humanos como os marxistas do passado eram, leram Marx da mesma forma que os antigos leram, entenderam Marx da mesma forma que os antigos entenderam, e tem dentro da cabeça o mesmo ódio, a mesma arrogância, a mesma ideologia cega que os marxistas do passado tinham !

Devido a isso, contestamos essa opinião dos marxistas atuais e iremos provar que estão equivocados, e em muitos casos, que o que dizem são mentiras inventadas para enganar inocentes e idealistas em nome da ideologia cega.


2 - A moralidade de Marx


A doutrina marxista não pertence a área de ciências exatas ou biológicas, não é científica, é apenas uma teoria, que tem por base a condenação da "cruel classe de humanos" chamada por eles de "burguesia", que, segundo o marxismo, é má e exploradora dos pobres "proletários".

Isso é um julgamento moral, que teve origem na opinião de um ser humano - Marx.
E esse ser humano não tinha uma boa moral, era um mau caráter, cínico, déspota e pai e esposo irresponsável.
Um ser humano desse tipo não tem o direito de fazer julgamento moral dos outros.

Entretanto, mostrar as falcatruas e irresponsabilidade que Marx praticou na sua vida pessoal tem relação direta com a análise da sua "obra", também repleta de falcatruas, e tem relação direta também com o que fizeram seus seguidores !

Neste livro procuramos mostrar justamente isso !
Mostrar em seus diversos aspectos que o mau caráter de Marx teve relação direta com o mal que a sua ideologia e seus seguidores causaram para a humanidade.


2.1 - Era Marx um deus ateu inquestionável ?




Que tipo de homem era Marx que ninguém no século XX conseguiu entender o que ele escreveu, sempre deu errado o tal de “socialismo científico” marxista !?

O sistema marxista quando é implantado em um país, sempre termina em uma mesma tragédia - a ditadura socialista !
Esta é uma característica infalível do socialismo científico de Marx, em qualquer lugar do mundo onde foi implantado, podendo ser na Europa, na Ásia, na África, na América, sempre a nação se torna uma ditadura socialista de onde as pessoas não podem sair livremente, onde a liberdade de expressão é banida, onde não existe imprensa livre, apenas um jornal e uma TV existem, em resumo, surge a conhecida ditadura socialista, com seus castros, maos, stalins, pol pots, mins, kims, etc.
Este é o lugar comum onde sempre termina o "socialismo científico" de Marx.

Então, por qual capricho da intelectualidade humana os nossos marxistas atuais podem se achar profundos conhecedores de Marx ao ponto de colocar toda a culpa pelo fracasso do socialismo científico marxista nos que aplicaram Marx e desta forma inocentarem Marx de qualquer erro ou culpa ?
Por que razão, baseado em que tipo de lógica, os marxistas atuais podem atribuir a Marx a qualidade de ser infalível, inquestionável ?

Heinrich Heine (1797-1856), um poeta alemão romântico, foi amigo de Marx, diz-se que ele em uma conversa com amigos disse o seguinte a respeito de Marx:

"Marx se acha um deus ateu auto-proclamado.”

Ao tomar conhecimento disso, podemos perguntar:
Era Marx um deus ateu inquestionável ?
Era Marx um ser divino situado acima dos bilhões de pobres mortais marxistas do século XX que jamais o entenderam ?

Vamos ver o que temos então, da vida, do caráter, da personalidade desse ser humano infalível, inquestionável, chamado Karl Marx...

Se formos estudar a história pessoal de Marx vamos verificar que ele era um ser humano cínico, mau caráter, despótico ....
Fez vários filhos que não cuidou, vivia as custas do dinheiro da mulher e do amigo rico Engels, quatro de seus filhos morreram na infância devido as péssimas condições de vida que o pai lhes dava, teve um filho com a empregada de sua casa, que Engels criou porque Marx não o assumiu, duas de suas filhas sobreviventes se mataram quando adultas !
Esse histórico pessoal, se fosse no mundo atual, daria cadeia para seu autor.

Com o seu “bom caracter” revolucionário, Marx impediu que uma de suas filhas casasse com um revolucionário francês porque ele não era um “bom partido”.
Essa foi uma excelente prova do seu despojamento pessoal socialista.

Plagiou de seu amigo Heinrich Heine a frase “A religião é o ópio do povo.”.
Plagiou de outros autores outras de suas “frases famosas”.
Usou dados estatísticos antigos do governo inglês para que pudessem se adequar ao seu discurso, uma vez que os dados atuais da época, na Inglaterra, tornavam invalida a sua teoria !

Marx passou a vida instigando a revolução, mas, jamais participou diretamente de uma, jamais foi na linha de frente lutar pelo que defendia em uma revolução, mandava os outros e ficava tranquilamente lendo na sala de leitura do Museu Britânico.
Também não se tem noticia de Marx ter entrado em uma fábrica uma vez sequer na sua vida !

E por fim, disse tudo que iria dizer por toda a sua vida sobre seu sistema socialista, já em 1848 no Manifesto Comunista !
Já no Manifesto de 1848 Marx falava em “exploração”, sem entretanto, ter feito a teoria da mais-valia !

Isso só foi possível porque Marx tomou conhecimento das teorias do anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), que já em 1840 escreveu seu ensaio "Qu'est-ce que la propriété?" (O que é a propriedade ?), no qual Proudhon afirma - "A propriedade é um roubo".

E Marx, que ficou amigo de Proudhon em Paris, se apropriou dos conhecimentos de Proudhon sobre a propriedade privada e exploração e a usou como sendo originalmente sua, e depois renegou Proudhon passando a criticá-lo de forma violenta e maldosa por toda a vida... até no obituário de Proudhon Marx falou mal dele. Apresentaremos dados mais detalhados sobre essa desonestidade de Marx contra Proudhon mais a frente.

Marx morreu isolado e na miséria em Londres..
Nem quis editar os dois volumes restantes da sua principal obra, O Capital, Engels precisou terminá-la.

Marx foi um ser humano de péssimo caráter, despótico, arrogante, um eterno "desempregado", plagiador, falsário, pai irresponsável, marido adultero, maledicente, ambicioso, cínico assumido, etc.

Por que será então que existem pessoas que dizem que o que ele escreveu é certo e que todos que tentaram implantar o que ele escreveu falharam porque “fizeram errado” o que ele escreveu ?
Como podem transformar Marx nesse ser infalível, inquestionável, se Marx não tinha nada de especial, inclusive comia a empregada como o mais comum dos homens ?!
Como podem atribuir a Marx essa infalibilidade se Marx nem competência para criar os filhos que fez teve ?
Será que Marx, mesmo tendo tido uma vida imperfeita foi perfeito no que escreveu ?
Não acredito, isso não tem lógica !

***

A ideia colocada neste livro surgiu da minha atuação nas comunidades do Orkut.
E nelas, muitos marxistas diante dessa realidade que eu colocava, argumentavam que não se importavam com a vida pessoal de Marx, que se importavam apenas com a sua obra.
E diziam que viam nela uma crítica perfeita do capitalismo...

Bom, quanto a isso temos que:
um ser humano não tem duas personalidades, uma para escrever e outra para viver.
Quando um ser humano vai escrever usa as mesmas concepções que tem para viver.
E se ele é imperfeito em sua vida pessoal, a sua teoria também terá imperfeições, uma vez que as ideias tiveram origem no mesmo cérebro !
E devido a isso os milhares de líderes e bilhões de pessoas que implantaram suas ideias não estavam errados ... a teoria de Marx é que é falha, errada, e sempre termina da mesma forma - a ditadura socialista.

Alem disso, a vida pessoal, o caráter, a moral, de uma pessoa que faz uma teoria ética, uma teoria moral, que pretende "mudar o mundo", mudar o modo de vida de todos os humanos do planeta, por taxá-lo como sendo incorreto, tal pessoa deveria ter uma vida integra, correta, e não uma vida imoral como foi a de Marx !

Se fosse uma teoria da física, da matemática, da astronomia, que não envolvesse ética e moral, que não envolvesse o modo de vida das pessoas, ai até poderíamos dizer que a sua obra era desvinculada da sua moral, mas, não foi o caso, o marxismo condena parte da humanidade eticamente, moralmente !
Porém, seu autor, Marx, não tinha ética nem moral para fazer isso.

Como pode um inveterado mau caráter, “desempregado” vitalício, dizer que o modo de vida das demais pessoas está errado, se ele próprio teve uma vida pessoal extremamente errada ?
Qualquer ser humano lúcido e não dominado por ideologia cega saberá a resposta com facilidade - não pode.

***

Vamos mostrar a seguir que as coisas que Marx disse tem influência direta de seu mau caráter, influência direta da forma cínica e mesquinha que Marx via a sociedade, na sua obra ele atribui a parte das pessoas do mundo, a mesquinharia e o mau caráter e ele, Marx, tinha dentro de si !

***

Marx depois de suas análises do capitalismo na Europa, e em especial ao capitalismo na Inglaterra, chegou a seguinte conclusão:

Que o capitalismo tinha uma contradição inerente em sua formação que levaria a sociedade capitalista a gerar uma enorme massa de proletários pobres "sem propriedades" em confrontação com uma pequena classe de burgueses muito ricos.
Tal contradição levaria a "revolução do proletariado", a imensa massa de miseráveis se revoltaria contra os burgueses, tomaria o poder e instituiria a "ditadura do proletariado" que levaria a implantação do "socialismo científico" que ele Marx, o deus ateu, inventou ... da forma que ele, Marx, já tinha decretado no Manifesto Comunista de 1848.

Vejamos em que partes de sua obra Marx escreveu depoimentos relacionados a isso:

No Manifesto Comunista temos:

" O progresso da indústria, de que a burguesia é agente passivo e inconsciente, substitui o isolamento dos operários, resultante de sua competição, por sua união revolucionária mediante a associação. Assim, o desenvolvimento da grande indústria soca o terreno em que a burguesia assenta o seu regime de produção e de apropriação dos produtos. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis."[Manifesto Comunista, capítulo 1]"

No Capítulo Primeiro de seu livro "A Ideologia Alemã" em "Feuerbach. Oposição das Concepções Materialista e Idealista", item II, temos:

"5. Desenvolvimento das forças produtivas como uma premissa material do comunismo

[18] Esta "alienação" [Entfremdung], para continuarmos compreensíveis para os filósofos, só pode ser superada, evidentemente, dadas duas premissas práticas. Para que ela se torne um poder "insuportável", isto é, um poder contra o qual se faça uma revolução, é necessário que tenha criado uma grande massa "destituída de propriedade" e ao mesmo tempo em contradição com uma minoria da sociedade existente com riqueza e cultura"

Em O Capital, temos:

"mas o venda de bens, a realização de mercadoria de capital e, portanto, do excedente de valor, é limitado, e não pelo consumidor ou por exigências da sociedade em geral, mas por exigências de uma sociedade na qual a grande maioria serão sempre de pobres e sempre deverão permanecer pobres."
[Capital, Volume II, Capítulo 16]

Temos ai três escritos de Marx que nos mostram a forma como ele enxergava o capitalismo e a sociedade, em especial o capitalismo e a sociedade na Inglaterra do século XIX, país em que ele vivia.

No Manifesto vemos que ele disse que a burguesia iria cavar a sua própria sepultura.
Na Ideologia Alemã Marx diz que o capitalismo irá gerar uma "grande massa destituída de propriedade" em contradição a uma classe rica e culta....
E no O Capital Marx diz que – a sociedade - exige que exista uma grande massa de pobres que sempre deverão ser pobres !

Ou seja, para Marx, os capitalistas, a sociedade, que no caso são os empresários, os empregadores que pagam salários, são verdadeiros demônios que irão gerar enormes massas de miseráveis e que irão manter para sempre essa massa pobre !
Era dessa forma sórdida, mesquinha, que ele via outros seres humanos iguais a ele.

Porém, Marx errou fragorosamente !
A Inglaterra de onde ele tirou essas suas conclusões malignas, jamais gerou a imensa massa de trabalhadores pobres que Marx previu !
Pelo contrário, o capitalismo na Inglaterra transformou o povo inglês, que era pobre em épocas anteriores, em um dos povos com melhor qualidade de vida, cultura e igualdade social do planeta !
Jamais o capitalismo inglês cavou a sua sepultura e jamais o capitalismo inglês quis manter seu povo para sempre pobre como Marx estupidamente previu !

O que Marx previu que iria acontecer na Inglaterra, palco principal do capitalismo, jamais aconteceu.
Então, se o que Marx previu não aconteceu, de onde Marx tirou a sua absurda conclusão ?

- Tirou da sua própria cabeça, tirou da sua própria personalidade, tirou do seu mau caráter.
Se ele, Marx, fosse o capitalista ele faria o que previu !
Mas, os capitalistas ingleses, a sociedade inglesa, não tinham o mau caráter de Marx e não agiram como ele agiria.

A "contradição" que Marx supôs foi devido a sua visão disforme da sociedade e dos seres humanos, Marx achava que todos os seres humanos eram iguais a ele, cínicos, egoístas e gananciosos, e que iriam manter sempre os trabalhadores na miséria.
Para felicidade das mentes livres da humanidade, essa tétrica contradição só existia dentro da cabeça de Marx, e o capitalismo inglês produziu uma das melhores, mais livre e culta das sociedades humanas, o povo inglês atual !

Desta maneira, mostramos que a "obra de Marx" teve sim, na sua base, a interferência direta do seu mau caráter pessoal.
Foi o seu mau caráter que levou Marx a cometer o erro de avaliação grotesco que cometeu ao criticar o capitalismo inglês.

***

Por uma irônica travessura da história, eles sim, os marxistas, produziram dezenas de ditaduras socialistas onde viviam milhões de pessoas, e em todas elas, transformaram essa imensa massa de pessoas em pobres e os mantiveram pobres até o fim, até falirem !
E geraram uma pequena classe de burocratas donos da verdade que viviam na fartura.
A história se recusou a ser como Marx queria que ela fosse, e o contradisse !
As ideias marxistas quando foram implantadas em dezenas de países produziram a miséria que Marx erroneamente disse que o capitalismo produziria !
O marxismo produziu uma imensa massa de trabalhadores pobres, em torno de 2 bilhões de pessoas, e uma classe dirigente abastada !
Essa é a contradição fatual do socialismo marxista.

***

Para finalizar esse item vamos colocar mais uma prova da influência do mau caráter de Marx na sua obra, e pior, nos herdeiros da sua obra...

Marx escreveu no Manifesto:

" PARTE 4 - POSIÇÃO DOS COMUNISTAS
...
Os comunistas não se rebaixam a ocultar suas opiniões e os seus propósitos.
Declaram abertamente que os seus objetivos só poderão ser alcançados pela derrubada violenta de toda ordem social existente.
Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista."

“O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital da burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado.
Isto naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do direito de propriedade e das relações de produção burguesas”

Isso é o mais puro fruto do seu mau caráter, do seu violento rancor contra a sociedade, do seu despotismo cínico, da sua falência moral como ser humano...
É o pensamento do vagabundo que pretende se apossar de bens alheios.

Essas incitações de Marx, feitas no Manifesto Comunista de 1848 - são a causa direta das milhões de mortes que os seguidores das ideias de Marx cometeram no século XX contra os chamados “dissidentes” (pessoas que não concordaram com o método “revolucionário” marxista).
Ao cometerem seus crimes os marxistas do século XX estavam seguindo a risca as ordens de Marx ditadas no Manifesto !

Vamos então, continuar a demonstrar a não infalibilidade de Marx e de sua obra.


2.2 – Marx e a sua desafortunada família

Marx nasceu em 1818 na Alemanha e faleceu em 1883 na Inglaterra.

Muitos o tem como "grande estudioso", mas, ele não fez grandes estudos, fez a escola básica e em 1835 entrou na Universidade de Bonn para estudar Direito, porém não foi em frente, "direito" não era seu forte, ele era mais para o "esquerdo", no ano seguinte, em 1836 transferiu-se para a Universidade de Berlim, lá Marx cursou Filosofia e participou do movimento dos Jovens Hegelianos.
Em 1841 terminou seus estudos universitários fazendo uma dissertação de mestrado sobre as "Diferenças da filosofia da Natureza em Demócrito e Epicuro".
Portanto, o curso superior em Filosofia e o "doutorado" de Marx foram feitos em apenas 6 anos.

Em 1843 casou-se com Johanna “Jenny” von Westphalen (1814-1881), uma aristocrata alemã de família rica.
Jenny e Marx tiveram sete filhos: Caroline (1844-1883); Laura (1846-1911); Edgar (1847-1855); Henry Edward Guy (1849-1850); Eveline Frances (1851-1852); Julia Eleanor (1855-1898); e mais um em 1857 que morreu antes de receber nome.
Como vemos pelas datas, 4 dos filhos de Marx morreram quando criança (Edgar, Guy e Eveline, e um que não foi dado nome) devido a penúria em que viviam.

Dos filhos sobreviventes temos:

Laura Marx se casou com Paul Lafargue em 1868, ambos foram ativistas socialistas e cometeram suicídio juntos em 1911.

Eleanor Marx, vamos detalhar um pouco mais a história dela...
Foi educada em casa por Marx.
Quando ficou mais crescida se tornou secretária de Marx, depois foi ser professora em um colégio de Brighton.
Teve uma relação com Hipólito Lissagaray, socialista francês, autor da História da Comuna de 1871.
O romance não foi em frente porque Marx não concordou, o rapaz não era um "bom partido".
Eleanor passou a ser ativista socialista.
Em 1884 conheceu Edward Aveling e teve um relacionamento com ele, porém, em 1898, descobriu que Aveling havia casado com outra.
Propôs a ele um pacto de suicídio, que foi recusado.
Eleanor se suicidou com veneno dado por Aveling...

Caroline Marx Longuet, também foi uma ativista socialista.
Casou-se em 1872 com Charles Longuet, um veterano da Comuna de Paris.
Morreu aos 39 anos, provavelmente de câncer.

Marx também teve um filho com Helen Demuth (1820-1890), ela era socialista e foi morar na casa de Marx para trabalhar como empregada.
O filho bastardo de Marx com Helen se chamou Frederick Lewis Demuth (1851−1929), Marx não o assumiu, pediu para Engels criar.

Temos ai então a trágica história da família de Marx...
Para ele o materialismo histórico não foi determinista, foi diretamente proporcional a “ação humana” e ao seu mau caráter e a sua incompetência com pai e marido.


2.3 - A frieza e o cinismo de Marx

O que vamos relatar a seguir é uma das evidências mais deploráveis do mau caráter de Marx.

O que iremos mostrar é a carta de Engels a Marx comunicando a morte de Mary, sua amante.
Vamos mostrar parte da carta de Marx em resposta a Engels, dando pouca atenção ao sofrimento do amigo e se preocupando apenas em falar de suas necessidades financeiras e pedir dinheiro para o amigo.
Mostraremos também partes das demais cartas que se sucederam, ao todo são 5 cartas.

Todos os jovens que estão sendo doutrinados pelo marxismo nas escolas do Brasil deveriam saber deste fato ... para saberem que tipo de mente sórdida irá dominar suas mentes e suas vidas com uma mentirosa promessa de que irão “mudar o mundo”.

***

Mary Burns, uma garota irlandesa, foi amante de Engels por muitos anos, ela faleceu no início de 1863, Engels sofreu muito com essa perda, e triste com o acontecido escreveu para seu amigo Marx em 7 de janeiro a seguinte carta:

"Caro amigo: Mary está morta. Ontem à noite, ela foi para a cama cedo. Quando Lizzy subiu para a cama a meia-noite, ela já estava morta. Muito subitamente. Doença cardíaca, ou um acidente vascular cerebral. Não ouvi-la até esta manhã, na segunda-feira à noite ela estava perfeitamente bem. Eu simplesmente não posso dizer-lhe como me sinto sobre isso. A pobre menina amava-me com todo seu coração. Manchester, 07/01/1963"

Em resposta ao amigo, Marx escreveu a seguinte inacreditável carta:

"Caro Engels: A notícia de que Mary morreu espanta-me e me deixa consternado. Ela era muito boa,, espirituosa, e acompanhava muito a ti.
O diabo sabe que não há nada, mas agora o nosso problema gira em círculos.
Eu próprio já não posso dizer se estou com ele em minha cabeça ou em meus calcanhares.
Minhas tentativas para levantar algum dinheiro na França e na Alemanha têm falhado, e isto é de se esperar que a falta de dinheiro será uma avalanche dentro de uma semana ou duas.
Além do fato que não nos darão mais crédito, exceto o açougueiro e do padeiro (e eles darão só para o final desta semana), estou atormentado palas despesas escolares, para o aluguel e por todo o mais.
O pouco dinheiro que tenho pago a quem eu tenho conta, os cobradores estão caindo sobre mim com redobrada insistência.
Além disso, as crianças não têm roupas ou sapatos para sair à noite.
Em uma palavra, um inferno para pagar...
Nós dificilmente nos manteremos sem dinheiro por mais uma quinzena.
É abominável e egoísta da minha parte contar todos estes horrores a você em neste momento.
Mas o remédio é homeopático.
Um mal não irá ajudar a anular o outro. ... Londres, 08/01/1863"

Engels sabia do cinismo de Marx, e da tendência de Marx para a frieza, porém, ele ficou incrédulo e surpreso com essa carta !
Ele não esperaria que Marx chorasse de tristeza, mas, ele não estava preparado para tanta frieza naquele momento difícil...
Engels demorou cinco dias até responder para Marx o seguinte:

"Você deveria perceber naturalmente nesta ocasião os meus problemas, a sua gelada atitude tornou impossível para mim escrever-lhe mais cedo. Todos os meus amigos, conhecidos, incluindo entre eles os filisteus, já nesta ocasião, demonstraram mais simpatia e amizade do que eu poderia ter esperado.
Não me pareceu um momento adequado para a sua exibição de frieza a superioridade do seu modo de pensar. Portanto, é isso!
Você sabe o estado das minhas finanças. Também sabe que eu faço tudo que posso para arrastá-lo para fora do lamaçal.
Mas não posso levantar a soma bastante grande que você pede, ... Manchester, 13/01/1963"

Ao que Marx, mostrando todo o seu frio cinismo e imoral tratamento para com os demais seres humanos, respondeu da seguinte forma:

" Eu pensei que seria aconselhável dar algum tempo antes de responder.
Porém, sua posição, por um lado, e a minha, por outro lado, tornam mais difícil de ver a situação "desapaixonadamente".
Foi muito maldade minha escrever-lhe aquela carta, e me arrependi logo que ela foi postada. Minha esposa e os filhos irão confirmar que quando da recepção da carta eu estava tão profundamente emocionados com a morte de uma das minhas mais próxima e querida.
Mas quando eu escrevi-lhe, eu tinha sido levado pelo desesperado estado de penúria das coisas em casa.
Os cobradores estavam em cima de mim; eu tinha uma cobrança do açougueiro; não tínhamos nem fogo, nem comida, e jenny estava doente na cama.
Em tais circunstâncias, posso, de modo geral, apenas pensar em mim mesmo por cinismo. .... Londres, 24/01/1863"

Engels ainda estava abalado com o comportamento de Marx, esse abalo na amizade entre os dois iria gerar em Engels, para o resto da vida, uma desconfiança quanto aos valores que Marx dava para a amizade que tinham, mas, a vida já estava na fase final, e não muito podia ser feito com os anos em que supôs uma amizade sincera de seu amigo.
Engels sabia que ele tinha parte da culpa nessa "amizade" e continuou a mantê-la, mas, nunca mais foi a mesma coisa.
Ele respondeu para Marx, com uma ironia velada, o seguinte:

"Eu senti que quando eu enterrei ela, eu enterrei com ela o último fragmento da minha juventude.
A sua carta chegou antes do funeral. Devo dizer-lhes que eu não pude deixar a sua carta fora de minha cabeça durante toda uma semana, não poderia esquecê-la.
Lembrei-me, a sua última carta foi-se com ela, e eu estou satisfeito com o fato de ao perder Mary não perdi ao mesmo tempo meu melhor e mais antigo amigo. Manchester, 26/01/1863"

Engels tomou providências para arrumar o dinheiro que Marx estava pedindo e lhe comunicou o seguinte:

"Ainda assim, você vai entender depois de meus esforços excepcionais, estou absolutamente sem dinheiro, e que, portanto, você não vai poder contar com alguma coisa de mim antes de junho, Manchester, 26/01/1863".

Destas troca de cartas entre Engels e Marx, qualquer pessoa isenta pode tirar uma conclusão exata de que tipo de mente sórdida, cínico assumido, insensível, era Karl Marx.

É impossível que uma mente sórdida dessas, apenas preocupada consigo mesma, com dinheiro, em uma situação extremamente sofrida para o amigo, tenha em algum momento pensado com sinceridade no bem da humanidade !

Uma mente cínica dessas não tem o menor gabarito ético e moral para avaliar quem quer que seja moralmente, e muito menos teria capacidade de fazer uma teoria correta com intenções sinceras de "mudar o mundo" para melhor !

O que essa mente cínica fez foi uma doutrina apenas para dominar mentes ingênuas, para dominar mentes bem intencionadas, para criar seguidores submissos que iriam dar prazer ao seu ego arrogante e egoísta de “intelectual” comunista "condutor da humanidade"...

O resultado da "obra" que essa mente cínica fez foram milhões de mortes e miséria para dezenas de países - nada mais poderia ser gerado de alguém que só pensava em si mesmo e em dinheiro - dos outros - para seu sustento, fosse qual fosse a situação do outro.


2.4 - Marx – Libertar os escravos irá varrer o EUA do mapa !

Em 28 de Dezembro de 1846 Marx estava em Bruxelas e escreveu uma carta para Pavel Vassilievitch Annenkov (1814-1887), um historiador e crítico literário russo, que havia lhe escrito pedindo opinião sobre o livro "Filosofia da miséria" que Proudhon tinha acabado de escrever.

Esta carta nada mais é do que crítica e sarcasmo de Marx contra Proudhon, as expressões usadas por Marx nesta carta são de declarado ódio a Proudhon ... que nada de mal lhe havia feito, apenas tinha escrito um livro colocando suas opiniões filosóficas, não precisava tanto rancor contra uma pessoa de quem ele Marx, tinha recebido ensinamentos decisivos sobre a propriedade privada.

Para obter o seu intento de usar de sarcasmo e denegrir Proudhon, Marx INVENTOU uma SUPOSTA "dialética de Proudhon", dialética esta que Proudhon JAMAIS USOU em seu texto.

A carta toda, longa, é semeada de palavras agressivas contra Proudhon, não precisamos ver todo esse ódio, vejamos apenas parte do texto da carta para que cada leitor possa tirar suas conclusões.

Eis o texto:

***

Meu querido Sr Annenkov
...

Deixe agora lhe dar um exemplo da dialética de Proudhon.

A liberdade e a escravidão constituem um antagonismo.
Não há nenhuma necessidade de eu falar dos aspectos bons ou maus da liberdade.
Quanto à escravidão, não há nenhuma necessidade para mim falar de seus aspectos maus.
A única coisa que requer explanação é o lado bom da escravidão.
Eu não me refiro à escravidão indireta, a escravidão do proletariado; eu me refiro à escravidão direta, à escravidão dos pretos no Suriname, no Brasil, nas regiões do sul da América do Norte.
A escravidão direta é o pivô em cima do qual a industrialização dos dias de hoje faz girar a maquinaria, o crédito, etc.
Sem escravidão não haveria nenhum algodão, sem algodão não haveria nenhuma indústria moderna.
É a escravidão que tem dado valor às colônias, foram as colônias que criaram o comércio mundial, e o comércio mundial é a condição necessária para a indústria de máquinas em larga escala.
Conseqüentemente, antes do comércio de escravos, as colônias enviaram poucos produtos para o velho mundo, e não ajudaram de forma visível a mudar a face do mundo.
A escravidão é consequentemente uma categoria econômica de suprema importância.
Sem escravidão, a América do Norte, a nação mais progressista, ter-se-ia transformado em um país patriarcal.
Se tiramos a América do Norte do mapa teremos a anarquia, a deterioração completa do comércio e da civilização moderna.
Abolir a escravidão seria varrer a América do mapa do mundo.
Sendo uma categoria econômica, a escravidão existiu em todas as nações desde o começo do mundo.
Tudo que as nações modernas conseguiram foi disfarçar a escravidão em casa e importá-la abertamente no Novo Mundo.
Depois destas reflexões sobre escravidão, o que o bom Sr. Proudhon fará ?
Procurará a síntese da liberdade e da escravidão, o verdadeiro caminho dourado, em outras palavras, o equilíbrio entre a escravidão e a liberdade.

Não seria necessário dizer, que Proudhon, um humanista francês dos maiores, jamais disse nada parecido com isso...
Tudo isso saiu da cabeça mentirosa e maledicente de Marx.

Bom, alem do fedorento sarcasmo raivoso contra Proudhon, o que temos neste trecho da carta ?
Temos mais um grotesco erro de avaliação de Marx !
Quinze anos depois dessa carta de Marx, o EUA fez uma guerra civil (1861-1865), e libertou totalmente os escravos, e jamais aconteceu o que Marx supôs !

O EUA sem escravidão não se transformou em um país patriarcal ... e muito menos foi varrido do mundo como Marx estupidamente profetizou !
Ao libertar os escravos pela primeira vez na história da humanidade o EUA se tornou um país livre e a maior nação do mundo.
A maldade, o mau caráter,, o revanchismo, o ódio das pessoas que ousassem fazer uma teoria filosófica e não apenas se submetessem a sua opinião despótica - é que levaram Marx a dizer esse absurdo que ele disse nesta carta.
Acabamos de ver então, mais uma prova da raiva e do erro intrínseco no marxismo.


2.5 - Marx e o racismo

Aqui vamos mostrar como Marx se referia aos negros na intimidade de suas cartas com Engels.
Mostraremos uma carta de Marx a Engels, de 30 de julho de 1862.
Marx está-se referindo a Ferdinand Lassalle (1825-1964), filósofo e o principal líder socialista da Alemanha.
Marx o invejava e odiava, por ele ser o líder dos socialistas na Alemanha.
Mais a frente vamos ter oportunidade de ver esse mesmo ódio contra Lassalle na “obra” de Marx, “Crítica ao programa de Gotha”, nome dado por comunistas do século XX que editaram essa crítica ..... mas, o nome mais correto da “obra” seria “Critica contra o líder do partido socialista alemão - Lassalle”.

Diz Marx para Engels:

"Está completamente claro para mim agora que ele, como é provado por sua formação cranial e seu nariz, descende de negros do Egito (supondo-se que sua mãe ou avó não tenha cruzado com um negro).
Agora esta união de judaísmo e germanismo com uma substância negra básica deve produzir um produto peculiar. A impertinência do camarada é também própria de crioulo."

Que acham caros leitores ?
Marx seria processado por racismo se, se referisse a uma pessoa dessa forma em nossos dias ?

Seria essa a opinião adequada para um homem que queria "mudar o mundo" ?
Não, jamais, esta opinião é daqueles que passam por cima de todos para aniquilar seus desafetos e atingir seus objetivos egoístas.


2.6 - Marx concordando com o não respeito a fronteiras, com o não respeito a soberania dos povos, apenas para usar isso em sua crítica feroz a um seu desafeto.

A obra de Marx é apenas "crítica".
Crítica feroz contra aqueles pensadores que ele queria destruir, e crítica de economia política também com a única intenção de destruir a sociedade vigente e substitui-la pelo seu sistema, o socialismo científico.

Para conseguir seu objetivo a maledicência de Marx não tinha limites, usava de todos os argumentos possíveis que lhe vinham na cabeça para isso, não importando se tais argumentos envolviam ofensas diretas a moral de pessoas e nações.
A Moral em Marx era apenas para os outros.

Uma das pessoas que Marx mais odiou foi o anarquista russo Mikhail Bakunin (1814-1876), Bakunin era um idealista sincero e jamais foi um mau caráter como Marx.
Veremos mais a frente as verdades que Bakunin disse a Marx e que levaram Marx a odiá-lo e jogar contra Bakunin toda a sua argumentação sórdida e maledicente.
Bakunin era ativista em prol do bem da humanidade e preocupado com o destino dos povos, Bakunin participava da Internacional, porém Marx e sua gangue, depois de críticas ferozes contra Bakunin, conseguiu expulsá-lo da Internacional.
Um dos trabalhos de Bakunin foi o "Apelo aos Eslavos", escrito onde ele pede a fraternidade e o respeito na determinação das fronteiras no novo Estado Eslavo (região dos Balcãs e arredores) que estava em formação.
Contra esse trabalho de Bakunin, Marx escreveu na sua Gazeta Renana, em 1849, o seguinte artigo:

“Justiça, liberdade, igualdade, fraternidade, independência, nada mais encontramos no manifesto pan-eslavista além destas categorias mais ou menos morais que, é certo, soam bem, mas não têm nenhum sentido no domínio histórico e político.
Os Estados Unidos e México são dois povos soberanos, duas repúblicas.
Como é possível que entre duas repúblicas que, segundo a lei moral, deveriam estar unidas por elos fraternos e federais, tenha eclodido uma guerra por causa do Texas, e que a vontade soberana do povo americano tenha empurrado uma centena de milhas mais adiante as fronteiras naturais em razão das necessidades geográficas, comerciais e estratégicas ?
Bakunin censura os americanos por fazerem uma guerra de conquista que é um duro golpe na teoria fundada na justiça e na humanidade, mas que é conduzida no interesse da humanidade.
É uma infelicidade se a rica Califórnia foi arrancada dos mexicanos preguiçosos que não sabiam o que fazer dela ?
Se os enérgicos yankees, graças a exploração das minas de ouro daquela região, aumentam as vias de comunicação, concentram sobre a costa do Pacífico uma população densa e um comércio em expansão, abrem linhas marítimas, estabelecem uma via férrea de Nova York a São Francisco, abrem pela primeira vez o Pacífico à civilização e pela terceira vez na história dão uma nova orientação ao comércio mundial ?
A independência de alguns californianos pode sofrer com isso, a justiça e outros princípios morais podem ser feridos – mas isto conta, diante de tais realidades que são o domínio da história universal ?”

Está ai dito com todas as letras para que os atuais humanistas e defensores de direitos humanos vejam quem foi Marx e o que ele defendia !

Está ai para todos aqueles que seguindo a orientação de Marx (na "Teses contra Feuerbach, item 14) querem "mudar o mundo" verem quais eram os valores e a moral que Marx defendia para "mudar o mundo" a sua maneira marxista !
Para "mudar o mundo" na visão marxista, a moral e a liberdade podem ser jogadas no lixo !
Tudo vale para a maledicência de Marx, até distorcer o seu "materialismo histórico", pois se existe uma coisa que a tomada da California pelo EUA do México – não foi – foi a “luta de classes” marxista.

Este texto serve de alerta aos jovens brasileiros que entram em nossas universidades na área de humanas ... e nelas vão ouvir falar das "maravilhas" do marxismo e vão ser incentivados a "mudar o mundo" de acordo com o que o marxismo propõe, mas agora, lendo esse texto, e outros que foram mostrados, sabem como o marxismo vai agir contra aqueles que apenas querem o bem da humanidade, a fraternidade e a liberdade entre povos, como Bakunin queria.

Agora tomaram conhecimento da maneira como o marxismo ataca de forma feroz e imoral os amantes da liberdade, foi devido a isso, seguindo ao pé da letra as ideias de Marx, que nas dezenas de países que adotaram o marxismo no século XX no mundo, milhões de pessoas foram taxadas de "dissidentes", presas e mortas apenas porque clamavam por liberdade.
Os marxistas do século XX seguiram a risca a mais pura concepção de Marx para a realidade da história universal !

***

E neste texto, Marx da mais uma prova da falsidade das suas teorias...

Ao dizer: "diante de tais realidades que são o domínio da história universal ?"

Ele afirma que a história universal é dependente da ação humana dos "enérgicos yankees", que essa é a realidade !
Contrariando o seu discurso de que a história é determinística em função da luta de classes.


2.7 - Marx autorizou os crimes que o marxismo cometeu ?

Autorizou.
Autorizou no Manifesto Comunista e em outros textos.
E autorizou em uma entrevista que deu ao Chicago Tribune que saiu na edição de 5 de Janeiro de 1879

Os marxistas atuais, em uma ação desesperada contra os fatos históricos que os atormentam, contra as evidências fatuais da falência do marxismo no mundo, que lhes deu enorme frustração existencial, tentam inocentar Marx de qualquer culpa dos crimes cometidos pelos seus seguidores, dizendo a mentira de que Marx não disse que era para agirem da forma que agiram... com isso esperam manter viva a doença espiritual gnóstica.
Mas, isto é só mais uma desculpa sem nexo não baseada em fatos.

Sobre as palavras de Marx no Manifesto falaremos mais a frente, aqui vamos mostrar a entrevista que ele deu ao Chicago Tribune.

Apresentamos a seguir partes da entrevista.
P = Pergunta do jornalista.
R = Resposta de Marx.

P - Isso (a luta socialista) implica o derrube do atual sistema social ?
R - Este sistema de terra e capital nas mãos dos empregadores, por um lado, e a mera força de trabalho nas mãos dos trabalhadores, por outro, é apenas uma fase histórica, que há de dar lugar a uma situação social mais evoluída.
O antagonismo entre as duas classes vai a par com o desenvolvimento dos recursos industriais dos países modernos.
De um ponto de vista socialista já existem meios de revolucionar a atual fase histórica.

Eis ai Marx afirmando, em 1879, que já existiam sim meios para fazerem a revolução socialista na sua época ! Inclusive na Rússia como veremos a seguir !

P - Atribuem-lhe também afirmações, segundo as quais nos EUA, na Grã-Bretanha e talvez na França pode acontecer uma reforma do trabalho sem uma revolução sangrenta, mas que terá de haver derramamento de sangue na Alemanha, na Rússia, Itália e na Áustria ?

R - Não é preciso ser socialista para prever uma revolução sangrenta na Rússia, na Alemanha, na Áustria e possivelmente na Itália, se os italianos continuarem a política atual.
....

Temos ai - Marx afirmando - que vai existir sim uma revolução socialista sangrenta na Rússia !
Isso desmente as alegações de marxistas atuais de que não existiam condições para a revolução na Rússia !
Marx já disse na resposta anterior que já existiam condições para a revolução e agora completa dizendo que - na Rússia - a revolução vai ser sangrenta !
Os marxistas da Rússia seguiram ao pé da letra as orientações de Marx !

P - Mas é verdade que escreveu com simpatia acerca dos comunas de Paris ?

R - Claro que sim, por causa do que tem sido escrito acerca deles em artigos de fundo.
....

Eis ai Marx dizendo que apoiou sim a Comuna de Paris ... mesmo a França não sendo um país com "capitalismo avançado" em 1871 !

P - Então, para fazer triunfar os princípios do socialismo, os seus defensores advogam o assassínio e o derramamento de sangue ?

R - Nenhum grande movimento se fez sem derramamento de sangue.
A independência da América fez-se com derramamento de sangue, Napoleão conquistou a França por meios sangrentos e foi derrubado do mesmo modo.
A Itália, a Inglaterra, a Alemanha e todos os outros países dão provas disto.

Marx não discordou da pergunta.
O mau caráter de Marx o faz igualar a matança interna dentro de uma nação para implantar o marxismo, com a luta de uma nação contra outra pela sua independência !
Napoleão não conquistou a França por meios sangrentos iguais aos que existiram na revolução francesa, Napoleão não matou franceses como os marxistas russos mataram russos, Napoleão foi um general herói da França pelas suas façanhas militares no exterior, Napoleão não foi derrubado pelos franceses, que o adoravam, foi derrubado na Batalha de Waterloo contra os ingleses !
Marx está inventando mentiras para justificar os assassinatos e derramamento de sangue que os socialistas irão praticar.
E ele continua...

E quanto ao assassínio, não preciso dizer que não se trata de coisa nova.
Orsini tentou matar Napoleão; os reis mataram mais gente do que ninguém; os Jesuítas mataram; os Puritanos mataram no tempo de Cromwell.
Esses atos foram todos perpetrados ou tentados antes de o socialismo nascer.
No entanto, todas as tentativas que agora são feitas contra a realeza ou os dignitários do Estado são atribuídos ao socialismo.
Os socialistas lamentariam muito a morte do Imperador da Alemanha, neste momento. Ele é muito útil onde está.
E Bismarck tem feito mais pela nossa causa do que qualquer outro estadista, ao levar as coisas ao extremo.

Ou seja, se outros derramaram sangue, se outros assassinaram ... por que o socialismo não pode ?
Foi isso que Marx quis dizer com a sua argumentação.
Os marxistas irão jogar no lixo a Moral e a Ética como outros jogaram no passado.

Marx deu carta branca para os socialistas cometerem seus crimes, que como ele próprio acabou de dizer, todos cometeram ao longo da história.
A diferença é que os marxistas vão matar dentro das próprias nações e não em guerras entre nações como aconteceu na maior parte da história, os marxistas farão russos matarem russos, chineses matarem chineses, cambojanos matarem cambojanos; milhões de assassinatos cometidos entre os próprios cidadãos do país para efetuar a "revolução socialista" em cada um deles.


2.8 - O "internacionalismo" de Marx.

No dia 19 de Julho de 1870 a França declarou guerra a Prússia, no dia seguinte Marx escreveu uma carta para Engels comentando a situação.
Nesta carta iremos tomar conhecimento, mais uma vez, de toda a frieza e egoísmo de Marx...
Iremos verificar que ele, muito ao contrário do que tinha gritado no Manifesto Comunista - "Proletários de todo o mundo uni-vos !", estava pouco se importando com essa união se ela não estivesse sob sua tutela !

O povo da França, e em especial os proletários franceses, e mais em especial ainda, os trabalhadores simpatizantes das ideias de Proudhon, precisavam apanhar, precisavam ser derrotados, para que ai então o centro de poder do proletariado na Europa Ocidental passasse da França para a Prússia e caísse no seu colo !

Alguém também poderia ver nessa carta um exacerbado nacionalismo alemão em Marx, mas, não acredito nisso, a única intenção do desejo de Marx de que a França apanhasse da Prússia era para que assim as chances dele, Marx, dominar todo o movimento dos socialistas na Europa seria muito maior !

Vejamos então como foi que o "mestre" da ideologia cega se pronunciou em mais essa demonstração de escárnio para com o destino dos trabalhadores e pensadores franceses a quem ele invejava e odiava.

"Londres, 20 de julho de 1870

Mas o jornal Le Réveil (um jornal democrático francês), também é interessante devido ao editorial feito pelo antigo líder Delescluze.
Apesar de sua oposição ao governo, a sua fala é a mais completa expressão do chauvinismo - a França, sozinha, é o local das idéias - (das ideias que tem sobre si própria).
A única coisa que incomoda estes republicanos chauvinistas é que a real expressão de seu ídolo - L. Bonaparte o grande "tubarão narigudo da Bolsa de Valores - não corresponde à sua imagem extravagante.
Os franceses precisam de uma sova (apanhar).
Se os prussianos ganharem, a centralização do poder estatal será útil para a aglutinação da classe operária alemã.
A predominância alemã traria também a transferência do centro de gravidade dos trabalhadores na Europa Ocidental da França para a Alemanha, e qualquer um pode comparar o movimento nos dois países, a partir de 1866 até agora, para ver que a classe trabalhadora alemã é superior a francesa em teórico e organização.
A predominância deles (os prussianos) sobre os franceses no mundo significaria também a predominância da nossa teoria sobre a teoria de Proudhon, etc ..."

Temos ai então mais uma informação valiosa para sabermos quem foi o "bom velhinho" barbudo que queria "mudar o mundo" !
Temos ai mais uma prova que o grito "proletários de todo o mundo, uni-vos!" for apenas mais um slogan mentiroso de Marx.


2.9 - Marx disse que não era marxista.

Marx não era marxista ?
Não, não era, pelo menos, não era marxista em francês...
Não era um seguidor das sua doutrina - disse isso para seu genro.

Isso é uma coisa evidente !
Tanto pelos seus atos ao longo da vida, que não foram os de um digno socialista, foram do mais ferrenho egoísta, como também pela natureza de sua própria doutrina.
Na doutrina, ele Marx, não é o sujeito nem o objeto, é a "ideia" de onde emanam os dogmas a serem seguidos - pelos fieis - mas não pelo deus ateu inquestionável !

O deus ateu marxista vai ficar lá no seu pedestal de sabedoria marxista, inacessível, apenas decretando de forma incompreensível, uma vez que ninguém o entende, o que é certo ou errado para o restante da humanidade.

Vejamos então Engels relatando a Bernstein, um intelectual socialista, como Marx se referiu ao dizer isso.

Parte da carta de Engels para Eduard Bernstein

"Londres, 2-3 de Novembro de 1882

Prezado Sr Bernstein,
....
Agora que é conhecido como o "marxismo" é na França, na verdade, um produto totalmente peculiar - tanto assim que Marx afirmou uma vez para Lafargue: "Ce qu'il ya que de certa c'est moi, je ne suis pas marxiste '. (Se alguma coisa é certa, é que eu não sou um marxista.)
Mas se, no Verão passado, os cidadãos foram capazes de vender 25.000 cópias e atingir uma posição tal que Lissagaray arriscou sua reputação, a fim de obter o controle do mesmo, não pareceria algo incompatível com a falta de estima você insistir ?..."

Então é isto ... "se alguma coisa é certa, é que eu não sou marxista." !
Karl Marx.


2.10 - Marx, um comunista machista

Quando do nascimento de Julia Eleanor, em Janeiro de 1855, Marx escreveu uma carta para Engels reclamando de ter nascido menina, ele queria que fosse menino.
As palavras de Marx foram:

“infelizmente, no sexo “par excellence’”, se fosse um menino seria muito melhor”

O motivo de Marx era que as meninas dariam mais despesas e demorariam mais para ir embora de casa, ficariam até acharem um “bom partido” para casarem...
Para isso, Marx colocou as meninas em aulas particulares para aprenderem línguas, tudo pago por Engels é claro, para que no futuro, no melhor estilo socialista, elas arrumassem bons partidos para casarem !

Em 1865 Marx escreveu outra carta para Engels se referindo às meninas como se fossem um “peso”, e que devido a necessidade de elas arrumarem um bom casamento, ele tinha que se mudar para um casa melhor ... disse ele a Engels:

“nas condições em que eu me encontro, chefiando uma família basicamente proletária, isso seria aceitável se fosse apenas eu e Jenny, e se as meninas fossem meninos”

Dessas lamentações podemos deduzir que as filhas para Marx foram um peso que ele teve que carregar a contragosto.
Pelo dito acima ele pensava que não era aconselhável para mulheres serem proletárias... deveriam pelo menos parecerem burguesas !
Para isso ele estava pedindo uma casa melhor para Engels.
Infelizmente, como tudo o mais em sua vida e "obra", as filhas não deram certo, tiveram vidas complicadas e duas delas se suicidaram.


2.11 - A agressão de Marx contra o alfaiate escritor Weitling.

Vamos agora relatar a história de mais uma vítima de Marx, um homem brilhante e idealista que foi eliminado pela maledicência de Marx e sua gangue.

Wilhelm Weitling (1808–1871)
Nasceu em Magdeburg, Prússia.
Chegou a Paris em 1838, e mais tarde foi para a Suíça.
Ele trabalhava como alfaiate, era muito conhecido e respeitado nesse seu trabalho.
Era um autodidata socialista que escreveu livros aceitos pelos filósofos alemães.
Weitling aderiu aos protestos dos trabalhadores franceses em 1839.

Seu livro “Garantias de harmonia e liberdade” foi elogiado por Bruno Bauer, Ludwig Feuerbach e Mikhail Bakunin.
Weitling se reuniu com Bakunin em Zurique em 1843.

Com certeza esse prestígio todo, de um homem de grande talento tanto como trabalhador, como escritor e como socialista, despertou em Marx um ressentimento doentio.
Marx disfarçou esse sentimento por um certo tempo mas quando pegou Weitling sozinho no meio de uma reunião onde estavam presentes toda a gangue marxista, o humilhou e ofendeu.

Vamos ver como isso aconteceu.

Em 1844 Weitling era um dos mais populares e renomados homens, não apenas entre os trabalhadores alemães, mas também entre a intelectualidade alemã.
Marx fez um comentário, ao seu modo “questionador”, fazendo elogios indiretos a Weitling quando este lançou seu mais conhecido livro.
Mas, no “estilo” do texto de Marx já dá para notar que ele via o “jovem” como “uma promessa de talento” ... ou seja, abaixo dele.

Porém, a dupla Marx e Engels procurou ter acesso aos conhecimentos de Wietling.
Alias, sempre fizeram isso, ficaram amigos dos jovens hegelianos para pegar seus conhecimento, ficaram amigos de Proudhon para pegar seu conhecimento, plagiaram os pensadores e depois romperam com eles de forma violenta e passaram a falar mal deles.
Eles entraram em estreita relações com Weitling quando Weitling veio a Bruxelas onde Marx também estava.

A história da agressão de Marx contra Weitling foi registrada pelo crítico russo Pavel Annenkov, em Bruxelas, durante um Congresso em 30 de março de 1846.
E também por uma carta de Weitling.
Annenkpv nos dá um relatório de uma reunião na qual uma furiosa desavença ocorreu entre Marx e Weitling.

Ele relata que Marx, batendo violentamente seu punho na mesa, gritou para Weitling:
"A ignorância nunca ajudou nem fez nada de bom para ninguém."

Certamente isso é apenas ressentimento e inveja, Weitling era uma trabalhador idealista, uma pessoa culta que procurava o bem dos trabalhadores, era admirado pelos trabalhadores e intelectuais alemães pelos seus méritos ... e com certeza não era um ignorante !
Weitling escreveu uma carta para Moses Hess no dia seguinte onde relata as causas do acontecido nessa reunião.

Weitling depois dessa humilhação parece ter ficado sem ânimo, Marx conseguiu destruir o brilhante trabalhador e socialista alemão ...
E depois conseguiu seu objetivo de expurgar todo mundo que não lhe abaixava a cabeça do movimento socialista.

Vejamos os dois relatos do acontecido:

Pavel Annenkov descrevendo Marx ao vivo:

“Notável em seu aspecto como tipo de homem composto de energia, de vontade e de inquebrável convicção, Marx não era menos notável em sua condição física.
Cabelos negros e espessos, mãos cobertas de pelos, terno de botões cruzados, tinha um ar de um homem em posse do direito e do poder de impor respeito, apesar da estranheza do seu aspecto e de seus gestos.
Seus movimentos eram desarticulados, porém cheios de audácia e de segurança.
Seus modos eram avessos a toda etiqueta, porém orgulhosos, com um matiz de desdém.
Sua voz cortante e metálica harmonizava-se de um modo estranho com os categóricos juízos que pronunciava sobre o homem e sobre as coisas.
Não falava mais que em termos imperativos, sem suportar contradição alguma e em um tom cuja vivacidade me comovia quase dolorosamente.
Aquele tom expressava a convicção firme de sua missão: dominar os espíritos e ditar-lhes leis.
Diante de mim se levantava um ditador democrático, tal como havia me permitido sonhá-lo em minha imaginação.”.


Annenkov descrevendo a intervenção de Marx contra Weitling que estava discursando.

“Weitling, perante aquele grupo hostil, perdeu seu habitual poder de oratória.
Falou com uma voz pouco clara, com um estilo confuso, repetiu frases com freqüência, corrigindo constantemente o que acabava de dizer, fazendo esforços para encontrar suas razões.
Em resumo, não fez mais que reiterar todos os “lugares comuns da retórica liberal”, ele era hostil à criação de novas teorias econômicas, acreditava que a ensinada pelos autores franceses era suficiente, os trabalhadores deviam mostrar-se vigilantes, não confiar nas promessas e não contar mais que consigo mesmos....
Teria falado mais tempo, sem dúvida, se Marx, com a testa franzida de cólera, não o interrompesse.
Na parte essencial de sua sarcástica resposta Marx declarou que era enganar o povo agitá-lo sem fundar sua atividade em bases sólidas.
O despertar de fantásticas esperanças não contribuía para a salvação, e sim para a perdição para os que sofriam.
Dirigir-se aos operários, e sobretudo aos operários alemães, sem ter idéias científicas e uma doutrina concreta, era transformar a propaganda em um discurso sem sentido, o que supunha, de uma parte, um apóstolo, inflamado de entusiasmo, e na outra, asnos escutando-o com a boca aberta.
Aqui - assinalou de repente indicando-me com um gesto imperativo - aqui entre nós há um russo.
Weitling, na Rússia talvez, o senhor estivesse em seu lugar adequado, porque só ali poderiam ser feitos com grande êxito acordos entre apóstolos absurdos e discípulos absurdos.
Porém em um pais civilizado como Alemanha não se poderia obter resultado algum sem um ensinamento firme e concreto e não se conseguiu até agora mais que barulho, uma excitação nefasta e a ruína da própria causa que se pretendia defender.”.

Este relato do russo fã de Marx é uma das mais perfeitas descrições de Marx "ao vivo", com ela dá para imaginar quem era e como atuava Marx, um extremado egoísta, um ditador que quando em vantagem não hesitava em humilhar e espezinhar outros seres humanos em nome da sua supremacia pessoal.


Carta de Weitling a Moses Hess.

“Bruxelas, 31 de março de 1846

Caro Hess!
Nesta última noite nos reunimos novamente.
Marx trouxe com ele um homem que apresentou a nós como sendo um russo, e que não disse uma palavra durante toda a noite.
A pergunta era: Qual é a melhor forma de proceder em propaganda na Alemanha?
Seiler colocou a pergunta, mas ele disse que não podia entrar em mais detalhes, uma vez que algumas questões delicadas tinham que ser abordadas.
Marx manteve-se pressionando sobre ele, mas em vão.
Ambos se tornaram exaltados, Marx mais violentamente.
No final, Marx assumiu a causa.
Suas exigências foram:
1. Um expurgo deve ser feito no Partido Comunista.
2. Isto pode ser alcançado com críticas aos incompetentes e separando-os das fontes de dinheiro.
3. Este expurgo é a coisa mais importante que pode ser feita no interesse do comunismo.
4. Quem tem o poder de exercer autoridade sobre os homens que tem dinheiro também tem os meios para afastar os outros e, provavelmente aplicá-la.
5. "Artesão comunista" e "filosófico comunista" devem ser combatidos, sentimento humano deve ser ridicularizado, são apenas ofuscações. Não um real discurso de propaganda, não prevê propagandas secretas, em geral, a palavra propaganda não deve ser utilizado no futuro.
6. A realização do comunismo, num futuro próximo, está fora de questão, primeiro a burguesia deve estar no comando.
7. Marx e Engels me atacaram veementemente. Weydemeyer falou calmamente. Gigot e Edgar não disseram uma palavra. Heilberg opôs-se a Marx a partir de uma perspectiva imparcial, no final Seiler fez o mesmo, amargamente, mas com calma admirável.
Tornei-me veemente, Marx ultrapassou-me, especialmente no final quando tudo estava em um alvoroço, ele saltava para cima e para baixo em sua cadeira.
Marx ficou especialmente furioso contra minha colocação final.
Eu disse: A única coisa que restou da nossa discussão foi ele (Marx) descobrir que com dinheiro ele pode escrever o que ele quiser.

Que Marx e Engels vão criticar com veemência a minha posição agora é certo.
Se vou ser capaz de defender-me como gostaria de fazer ou não, não sei.
Sem dinheiro Marx não pode criticar e eu não posso me defender sozinho, no entanto, em caso de emergência, pode não importar que eu não tenho dinheiro.
Penso que Marx e Engels acabarão por criticar-se através de suas próprias críticas.
Do cérebro de Marx, não vejo nada mais do que uma boa enciclopédia, mas nenhum gênio.
Porém, sua influência é sentida através de outras personalidades.
Homens ricos fizeram dele editor, voila tout !
Na verdade, ricos homens que fazem sacrifícios têm o direito de ver ou ter investigações feitas sobre o que eles querem apoiar.
Eles têm o poder de fazer valer esse direito, mas o escritor também tem o poder, não importa o quanto ele é pobre, para não sacrificar suas convicções por dinheiro.
Eu sou capaz de sacrificar a minha convicção em prol da unidade.
Eu pus de lado o meu trabalho no meu sistema quando eu recebi protestos contra ele de todas as direções.
Mas quando ouvi falar em Bruxelas, que os opositores do meu sistema estavam destinados a publicar esplêndidas sistemas de bem-financiadas traduções, eu completei o meu e fiz um esforço para trazê-lo para o homem [Marx].
Se isto não for aceito, então estaria a fim de fazer um exame.
Ingênuo que eu fui, eu até então acreditava que seria melhor nós usarmos todos as nossas próprias qualidades contra os inimigos, e incentivava especialmente aqueles que sofrem diante de perseguições na luta.
Eu tinha pensado que seria melhor para influenciar as pessoas e, acima de tudo, para organizar uma porção deles para a propagação de nosso popular escritos.
Mas Marx e Engels não partilham dessa minha opinião, e nisso eles são apoiados pelos seus ricos financiadores.
Tudo bem! Muito bom! Esplêndido!
Estou a vê-lo chegando.
Eu já me encontrei muitas vezes em circunstâncias similares, e as coisas sempre voltaram para o melhor ....”


É, mas para ele não voltaram, Marx conseguiu acabar com ele.
E não só com ele, Marx conseguiu expulsar Bakunin também e todos os demais que não aceitavam as suas imposições.

E nessa carta temos uma coisa muito importante !
Marx tinha por trás dele gente com dinheiro...
Ele não vivia apenas do dinheiro da mulher e do amigo rico, tinha outras fontes de renda ... a Internacional Socialista que ele fundou era uma forma de ele receber dinheiro e ter onde “gastá-lo”.
Agora dá para entender quando ele disse para Engels, na carta quando da morte de Mary, que tinha buscado dinheiro na França e Alemanha sem sucesso !
Era o dinheiro dos ricos financiadores !


2.12 - O testemunho de Bakunin sobre a atuação de Marx e sua gangue.

Marx odiava Bakunin, porque Bakunin dentre outras coisas, disse na cara dele que o sistema dele iria gerar ditaduras !
Bakunin acertou na mosca !

Bakunin em várias oportunidades manifestou a repugnância que a atuação suja e quadrilheira dos marxistas lhe causava.
Seria interessante ler todas elas, porque fornecem uma informação rica em detalhes a respeito do mau caráter de Marx e sua gangue, relatado por quem participou e foi vítima dela, mas, neste momento, vamos apenas colocar o comentário de Bakunin a respeito da sua participação em uma reunião com eles.


Mikhail Bakunin
Recollections on Marx and Engels
Written: 1869.

"Os proletários alemães, Bornstadt, Marx, Engels, especialmente Marx, envenenaram a atmosfera.
Com vaidade, maledicência, intriga, ambição, arrogância e ostentando covardia na teoria e na prática.
Dissertações sobre vida, ações e emoções, mas com completa ausência de vida, ação e emoção, ausência total de vida.
Repugnantes elogios mútuos, e discurso vazio.

Segundo eles, Feuerbach é um "burguês", o epíteto BOURGEOIS! é gritado a exaustão por pessoas que são da cabeça aos pés burguesas mais do que ninguém, em suma, insensatez e mentiras, mentiras e insensatez.

Nesta atmosfera ninguém pode sequer respirar livremente.

Eu me mantive afastado deles e tenho declarado abertamente que não vou para a sua Kommunistischer Handwerkerverein [Sociedade dos Sindicatos Comunista], lá não vai ter nada a ver com esta organização.”

Os jovens que são vítimas da covarde atuação doutrinária marxista nas universidades brasileiras, área de humanas, deveriam ler Bakunin...


3 – Plágios e manipulações praticados por Marx.

3.1 - Religião é o ópio do povo.

Esta frase Marx copiou de Henrich Heine Christian Johann (1797-1856).
Heine foi um importante poeta romântico alemão, grande parte de sua poesia de juventude foi musicada por compositores famosos como Schumann, Schubert, Brahms, Wagner, Henze e outros.
Heine foi um crítico sagaz e irônico da religião.
Conheceu e ficou amigo de Marx em Paris em 1841.

A frase “A religião é o ópio do povo.” tem a seguinte origem:

Em alemão:

HEINRICH HEINE
"Heil einer Religion, die dem leidenden Menschengeschlecht in den bittern Kelch einige süße, einschläfernde Tropfen goss, geistiges Opium, einige Tropfen Liebe, Hoffnung und Glauben!"
Denkschrift für Ludwig Börne, 1840

KARL MARX
"Das religiöse Elend ist in einem der Ausdruck des wirklichen Elendes und in einem die Protestation gegen das wirkliche Elend. Die Religion ist Seufzer der bedrängten Kreatur, das Gemüt einer herzlosen Welt, wie sie der Geist geistloser Zustände ist. Sie ist das Opium des Volkes. Die Aufhebung der Religion als des illusorischen Glücks des Volkes ist die Forderung seines wirklichen Glücks. Die Forderung, die Illusionen über seinen Zustand aufzugeben, ist die Forderung, einen Zustand aufzugeben, der der Illusionen bedarf. Die Kritik der Religion ist also im Keim die Kritik des Jammertales, dessen Heiligenschein die Religion ist."
Zur Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie, Einleitung, 1844


em português:

HEINRICH HEINE
“O crescimento da religião, espalhou o sofrimento cristão entre o povo como sendo caridoso, induzindo-os como drogas, como um Ópio mental, pingos de amor, esperança e fé !”

KARL MARX
"A miséria religiosa é a expressão mais real e miserável do Protestantismo contra a verdadeira miséria. A religião é o suspiro da criatura pressionado, a mente de um coração mundo, como é o espírito em deploráveis condições. É o Ópio do povo. A abolição da religião como ilusória a sorte do povo é a procura da sua verdadeira sorte. A procura dar-se as ilusões sobre sua condição é a exigência de dar-se uma condição que exige que as ilusões. A crítica da religião é, portanto, no germe a crítica da miséria, a sua santa religião é a luz.”

Esta é a verdadeira origem da “famosa frase” de Marx.


3.2 - De cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades.

Esta frase não é de Marx, é uma célebre frase usada por Louis Jean Joseph Charles Blanc (Louis Blanc) que está no livro “L'Organisation du travail” de 1839, onde ele escreve:

“de chacun selon sa capacité, à chacun selon ses besoins.”

“de cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo as suas necessidades.”

Louis Blanc (1811-1882), foi um socialista francês que teve importante participação na Revolução de 1848, foi taxado pelo seu plagiador Marx de "socialista utópico".
Marx, como sempre agiu contra outros socialistas que se destacavam, criticou Louis Blanc, mas, nem por isso deixou de se apossar da frase usada por Blanc e a usou na sua crítica a outro socialista que ele odiava (Lassalle) no seu “Crítica ao programa de Gotha”.

Porém, o princípio original é: “de cada um conforme a sua capacidade, a cada um conforme a sua necessidade".
Esta fórmula é da autoria de Barthélemy Prosper Enfantin (1796-1864), socialista reformador francês, e foi feita em 1831.


3.3 - A origem do nome e da ideia da “ditadura do proletariado”

Essa designação, e essa concepção, teve origem em Louis Auguste Blanqui (1805-1881), um ideólogo comunista francês.
Blanqui participou de todos os levantes, revoluções, tentativas de golpe que se verificaram na França de 1830 a 1870.
Ele defendia que o comunismo só poderia ser estabelecido por etapas, à medida que o povo fosse sendo educado por um sistema implantado em um período de “ditadura revolucionária” que seria exercida por associações urbanas e rurais, até que se tornasse desnecessário qualquer forma de Estado.

Exatamente o que Marx falaria algum tempo depois !
Marx usou toda a concepção ideológica de Blanqui da suposta fase ditatorial de transição para o comunismo e mudou parte do nome, de "revolucionária" para "do proletariado".

Marx jamais admitiu publicamente que o nome “ditadura do proletariado” se originou da criação de Blanqui “ditadura revolucionária”, mas, em uma carta para o Dr Watteau, de 10 Novembro 1861, Marx disse que ele considerava Blanqui como sendo “a cabeça e o coração dos partidos proletários na França".

Ambos, Blanqui e Marx, jamais disseram como se daria esse processo e como seria a sociedade comunista, a desculpa de Blanqui era que “depois da revolução a nova sociedade dependeria da vontade do povo”, e a desculpa de Marx foi dizer “que isso era um trabalho para a ciência” !

***

Muitas outras partes dos escritos de Marx são originadas de ideias de outros pensadores.
Não podemos dizer que é “plágio” porque não existem textos idênticos, Marx mudava as palavras, mas, a ideia permanecia ... por exemplo, a frase “Os proletários nada têm a perder a não ser suas algemas.” tem relação com a fala de Marat em seu livro “Les chaînes de l’esclavage” - “As algemas da escravidão” (dos trabalhadores) publicado em 1778.


3.4 - Manipulação e adulteração da mensagem ao Parlamento do ministro inglês das finanças Gladstone referente ao ano de 1863.

No seu discurso inaugural da Internacional Socialista em 1864 Marx, para enganar os trabalhadores, manipulou e adulterou de forma vil a mensagem orçamentária ao Parlamento do ministro das finanças britânico Gladstone referente ao ano de 1863.

Marx escreveu nesse discurso, como se Gladstone tivesse afirmado tal coisa, o seguinte:

"Deslumbrados com o "progresso da Nação" as estatísticas dançam diante de seus olhos, o Chanceler do Tesouro exclama em selvagem êxtase:"

"De 1842 a 1852, o rendimento tributável do país aumentou 6 por cento, nos oito anos de 1853 a 1861, tem aumentado em relação ao ano base tomada em 1853, 20 por cento!
O fato é tão espantoso que é quase inacreditável! ...
Este inebriante aumento da riqueza e poder,",
acrescenta o Sr. Gladstone,
"está inteiramente confinado às classes de propriedade."

Ou seja, Marx está dizendo que Gladstone disse que esse ene4briante aumento da riqueza "está inteiramente confinado às classes de propriedade" !

Porém, se pegarmos o texto original de Gladstone, vamos verificar que ele - não disse isso que Marx inventou !
Ele disse o contrário !
Gladstone disse que ele - não acreditava - que o progresso estivesse "inteiramente confinado às classes de propriedade.", ele disse que existiam provas reais de que as condições de subsistência do trabalhador inglês estavam melhorando como jamais tinha existido igual na humanidade em qualquer época !

Marx manipulou o discurso de Gladstone dando a suas palavras outro sentido.

E Marx voltou a fazer esta mesma adulteração nos capítulos XIII e XV de "O Capital" com a informação estatística contida nos Livros Azuis de Biblioteca do British Museum.

Esse tipo de ação fraudulenta por parte de Marx está presente em todos os seus escritos.
Marx tinha muita habilidade na manipulação do leitor, geralmente no início de um assunto ele colocava uma frase de efeito ideológica.
Logo no início de "O Capital" temos um belo exemplo dessa manipulação (sobre mercadorias), estas frases tem efeito hipnótico sobre o leitor, fazendo com que o leitor não percebesse as falcatruas que vem a seguir.

Vamos colocar a seguir o texto original de Gladstone:

Gladstone, discurso na House of Commons, 16 de abril de 1863.

Fonte:
http://hansard.millbanksystems.com/commons/1863/apr/16/the-budget-financial-statement-ways-and#S3V0170P0_18630416_HOC_22

Inglês
......
"In ten years from 1842 to 1852 inclusive, the taxable income of the country, as nearly as we can make out, increased by 6 per cent; but in eight years, from 1853 to 1861, the income of the country again increased upon the basis taken by 20 per cent.
That is a fact so singular and striking as to seem almost incredible.
......
Such, Sir, is the state of the case as regards the general progress of accumulation; but, for one, I must say that I should look with some degree of pain, and with much apprehension, upon this extraordinary and almost intoxicating growth, if it were my belief that it is confined to the class of persons who may be described as in easy circumstances.
The figures which I have quoted take little or no cognizance of the condition of those who do not pay income tax; or, in other words, sufficiently accu- 245 rate for general truth, they do not take cognizance of the property of the labouring population, or of the increase of its income.
Indirectly, indeed, the mere augmentation of capital is of the utmost advantage to the labouring class, because that augmentation cheapens the commodity which in the whole business of production comes into direct competition with labour.
But, besides this, a more direct and a larger benefit has, it may safely be asserted, been conferred upon the mass of the people of the country. It is matter of profound and inestimable consolation to reflect, that while the rich have been growing richer, the poor have become less poor.
I will not presume to determine whether the wide interval which separates the extremes of wealth and poverty is less or more wide than it has been in former times.
But if we look to the average condition of the British labourer, whether peasant, or miner, or operative, or artisan, we know from varied and indubitable evidence that during the last twenty years such an addition has been made to his means of subsistence as we may almost pronounce to be without example in the history of any country and of any age And this,
Sir, is a result of the causes I have described, upon which it is impossible to look without feelings of the liveliest satisfaction."

Português

"Em dez anos a partir de 1842 a 1852, inclusive, o rendimento tributável do país, da forma como podemos calculá-lo, aumentou 6 por cento, mas em oito anos, a partir de 1853 a 1861, o rendimento do país voltou a aumentar a partir da base tomada por 20 por cento.
Isso é um fato muito singular e marcante e que nos parece incrível."
......
Esse, Excelentíssimo Senhor, é o estado do progresso no que diz respeito à evolução geral de acumulação, mas, por um, devo dizer que eu deveria olhar com algum grau de dor, e com muita apreensão, sobre este extraordinário e quase intoxicante crescimento, se isto fosse a minha convicção de que se limita à classe de pessoas que podem ser descritos como em circunstâncias favoráveis.
Os números que citei dão pouco ou nenhum conhecimento da condição de quem não paga imposto de renda, ou, em outras palavras, suficientemente informação para a taxa geral verdadeira, eles não dão informação suficiente das condições da população trabalhadora, ou do aumento de seus rendimentos.
Indiretamente, na verdade, o simples aumento do capital é da maior vantagem para a classe trabalhadora, pois esse aumento torna mais barato o preço da mercadoria que, em todo o negócio de produção entrar em concorrência direta com o trabalho.
Mas, além disso, temos um maior benefício mais direto, que pode ser afirmado com segurança, foram atribuídas à massa da população do país.
É motivo de profunda e incalculável consolo para refletir, enquanto os ricos têm ficado mais ricos, os pobres se tornaram menos pobres.
Eu presumo que não irão determinar se o intervalo de largura que separa os extremos de riqueza e de pobreza é mais ou menos ampla do que tem sido, em tempos antigos.
Mas se olharmos para a condição média do operário britânico, quer camponesa, ou mineiro, ou operatório, ou artesão, constatamos a partir de variadas e incontestáveis provas de que, durante os últimos vinte anos tem acontecido uma melhoria ao seu meio de subsistência e como podemos verificar isto nunca existiu na história de qualquer país em qualquer época, e isto, Senhor, é o resultado das causas que descrevi, sobre a qual é impossível olhar sem animados sentimentos de satisfação."

Com mais esta prova concreta do mau caráter de Marx, da falsidade de seus escritos, constatamos que a "obra" marxista se baseia em mentiras.

Marx - sabia - que as condições de vida do trabalhador inglês estavam melhorando, mas, continuou cegamente mentindo e pregando seus dogmas.
Marx apenas queria a estupidez da matança entre humanos (luta de classes) e a destruição da sociedade livre.


4 – Os marxistas, herdeiros da “moral” de Marx

O marxismo transformou a coisa-em-si em coisa-para-nós.
Determinou a extinção da essência humana.
Para o marxismo a Ética é a ética do proletariado !
A Moral absoluta para o marxista é a “moral” de Marx.


4.1 - Os dois tipos de marxistas.

Nos países livres e democráticos, onde a liberdade de expressão existe, existem dois tipos de marxistas, estes dois tipos tem algo em comum, o ódio e o preconceito, são eles:

O marxista “intelectual”.
O marxista revoltado.

O primeiro tem como motivação o poder mundano que deseja ter.
É uma enciclopédia marxista ambulante, porém, nada mais sabe, apenas – os textos de Marx dominam a sua mente.
Esse tipo de marxista está infiltrado nas universidades públicas e no meio artístico, na época da Guerra Fria se taxavam de “engajados”, atualmente agem camuflados, são os artífices do marxismo cultural.
Tais seres formam uma “classe” de humanos, uma classe extremamente arrogante que quando no poder é despótica e violenta, mata em nome da sua suposta superioridade ideológica.
Esse tipo de marxista se sente triunfante quando fala da “beleza” marxista, é um orgasmo mental !

Bobbio disse:
“os marxistas não são um partido político, mas, uma nova classe social, que se acha no direito e no destino de suplantar e conduzir as outras.”

É destes donos da verdade utópica, que surgem os genocidas socialistas, tais como Lenin, Stalin, Mao, Pol Pot, e outros ditadores, tais como Kim e Castro, ou visionários como Guevara, e dezenas de outros que mataram milhões de pessoas em nome da doutrina cega e surda que possuem dentro da cabeça.

Os marxistas do segundo tipo tem como motivação a situação que vivem, na pobreza e na ignorância, pouco sabem das coisas, sabem de ouvir falar.
Não conseguem sair da miséria e elegem um “culpado”, a sociedade, desconhecem por completo o que falam, mas falam, desconhecem a história da humanidade e dos países, muitos nem escrever direito sabem, mas, tem que eleger um “culpado” pela sua insignificância.
Estes são os milhares de membros de comunidades no Orkut do tipo: “Odeio capitalismo”, “Odeio Bush”, “Odeio neoliberal”, etc.

Ambos tem em comum o ódio irracional violento, tem o preconceito como ideário, não se baseiam em idéias livres, se baseiam em idéias preconcebidas pelo “mestre”, ambos os tipos não tem personalidade própria...

Quando o marxismo assume o poder em uma nação esses dois tipos de marxistas se transformam, os primeiros irão se transformar na “inteligenzcia” marxista que irá conduzir os destinos da nação, e a segunda irá se juntar a imensa massa de proletários miseráveis que deverão apenas obedecer.

Mo mundo atual está surgindo um terceiro tipo de marxista – o marxista alienado - um marxista que não sabe que é marxista.
São crias de Gramsci, Lukacs, Marcuse, Horkheimer, Adorno, da Escola de Frankfurt e sua “Teoria Crítica”, criadores do marxismo cultural.
Em geral são jovens inocentes e idealistas, que entram na universidade e lá encontram doutrinadores marxistas disfarçados de professor de história, geografia, sociologia, filosofia, jornalismo, artes, etc.
A doutrinação marxista se baseia em indicar muitos textos de Marx para o aluno ler, é uma lavagem cerebral, Marx com sua exímia técnica de dominação de mentes faz o resto.
Nas aulas os “mestres” marxistas continuam apenas exaltando o “gênio”, o filósofo, o “sociólogo”, o “economista”, o "historiador", e tudo o mais que falam que Marx foi.
E falando sobre o maravilhas comunismo que nem mesmo sabem definir o que seja !
Muitos destes jovens se tornam marxistas do primeiro tipo, já tinham no sangue o vírus do marxismo, são eles que invadem e destroem Reitorias de universidades públicas para darem vazão ao seu ódio “revolucionário”, a grande maioria porém, apenas ficam passivos, mas, receptivos a campanhas esquerdistas, tais pessoas se sensibilizam com campanhas feministas, campanhas de defesa dos gays, negros, campanhas para proteção de animais, para salvar o planeta, e facilmente acreditam na mentira marxista que o culpado de tudo isso é o capitalismo...
A única coisa que aprenderam foi Marx, tem Marx dentro da cabeça, com isso, agem e falam de acordo com o marxismo, mas, dizem que não são marxistas !
Isso é uma coisa muito triste que está acontecendo para a humanidade ... porque a maioria desses jovens tem boas intenções, querem a paz e a igualdade, mas, se deixam dominar pela doutrina criminosa marxista que quer justamente o oposto para a humanidade !
A guerra civil, a luta de classes.

Quando o marxismo assume o poder em uma nação esse tipo de marxista, que no fundo são pessoas boas e bem intencionadas, irão pouco a pouco começar a notar a tirania que apoiaram, e irão começar a clamar por justiça, serão taxados de “dissidentes” pelos “intelectuais" marxistas, presos e assassinados aos milhões se for necessário, exatamente como já aconteceu na China e URSS marxistas.

Mas, a história mais uma vez irá se negar a ser como o marxismo quer que ela seja, alguma coisa irá acontecer que irá reverter esse quadro trágico que ameaça ser repetido na humanidade.


4.2 - A moral marxista é apenas para os outros.

Quando citamos fatos a respeito da pouca moralidade e mau caracter de Marx em sua vida pessoal e ao compor seus escritos em nossas argumentações, os marxistas atuais ao responderem usam de diversas alegações, desde “profundas” teorias até a verborrágica ofensiva, mas, existe uma coisa que sempre dizem, é lugar comum – dizem que não se importam com a moral de Marx, apenas se importam com sua obra !
Este é um dado importante para entendermos o por que do fracasso do marxismo e também para entendermos por que o marxismo produziu homens como Stalin, Mao, Pol Pot e demais ditadores marxistas assassinos.

Para eles só importava “a obra” de Marx .... e com isso temos a “obra” do marxista Stalin !
Milhões de prisioneiros e milhões de assassinatos !

Ao dar valor apenas “à obra” os marxistas ignoram que as idéias que uma pessoa coloca em livro, muito mais ainda quando esse livro trata de política e do destino da vida das pessoas – depende integralmente da personalidade, da moral e do caracter da pessoa que o escreve !

Os textos de Marx estão repletos de avaliações morais – dos outros - mas, com que direito alguém que não dá valor para a moral própria pode avaliar a moral dos outros ?
Os marxistas atuais então extrapolam nas seus julgamentos morais – dos outros !
Classificam os não marxistas com toda sorte de avaliações morais, mas, eles próprios não dão valor algum para a moral e caracter do homem que preenche suas mentes !
Ou seja, o marxismo pode matar a família inteira do czar russo, inclusive as crianças, pode matar Trotsky, pode matar opositores políticos, pode construir o Muro da Vergonha de Berlim e matar os alemães que tentaram fugir da opressão, pode prender e executar “dissidentes”, etc, pois – a moral marxista é apenas para os outros !

Essa é a lógica marxista, estão acima do bem e do mal, a Moral não é para eles - a moral serve apenas para eles julgarem os outros.
A razão marxista está acima das demais, não precisam se apegar a condutas morais e éticas, eles próprios se acham o principio de ambos.
Essa característica vem do próprio "mestre".
No Manifesto Comunista Marx condenou todas as demais tendências socialistas - e decretou que os comunistas são "os condutores intelectuais dos demais, pois são eles que sabem interpretar o que é certo" !

Vejamos o que Marx disse no Manifesto a respeito dos comunistas em relação aos demais:

“PARTE 2 - PROLETÁRIOS E COMUNISTAS
....
Os comunistas só se distinguem dos outros partidos operários em dois pontos:
1) Nas diversas lutas nacionais dos proletários, destacam e fazem prevalecer os interesses comuns do proletariado, independentemente da nacionalidade.
2) Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, representam, sempre e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto.
Praticamente, os comunistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos partidos operários de cada pais, a fração que impulsiona as demais; teoricamente têm sobre o resto do proletariado a vantagem de uma compreensão nítida das condições, da marcha e dos resultados gerais do movimento proletário.”

Ou seja, os comunistas, do alto de sua sabedoria marxista, são os condutores, os únicos que conseguem “compreender nitidamente” a realidade !
Isso se iguala ao orgulho nazista de raça superior...

***

No momento atual, principalmente no Brasil, como já mencionamos, surgiu um terceiro tipo de marxista, o marxista alienado, aquele que pensa e age como o marxismo determina mas não sabe disso !
Esse marxista é fruto do "marxismo cultural" politicamente correto, que age sorrateiramente nas escolas e universidades corrompendo a cabeça dos jovens.
A maioria dos jovens pensa que o que está ouvindo em sala de aula é matéria do curso, e acredita nas mentiras, e forma sua opinião baseado na doutrinação marxista sem nem mesmo saber que foi doutrinado e não educado por um professor correto.
E irá propagar tais mentiras nas escolas secundarias !

O marxismo se infiltrou nos cursos de História e Sociologia de tal forma que em tais cursos não existe na prática nenhuma outra ideia a não ser a marxista !
Porém, quando entramos em uma comunidade do Orkut de Ciências Sociais, e lá estão vários jovens marxistas alienados, e os desafiamos a citar UM LIVRO de Marx que tenha como assunto a Sociologia, a única coisa que obtemos como resposta são ofensas pessoais.
Esta é a triste situação em que se encontra a educação no Brasil, a área de humanas não forma mais especialistas na área de humanas, forma marxistas fanáticos.


4.3 - Mentiras marxistas propagadas na Internet

Os marxistas atuais, em seu ódio contra o Liberalismo, que produziu dezenas de países desenvolvidos, cultos, onde o povo vive bem e é livre, inventaram mentiras a respeito do Liberalismo, a maior delas foi propagar esse sistema econômico como sendo “capitalismo”.
Sobre isso falaremos com maiores detalhes mais adiante.


4.3.1 - A invenção marxista contra Locke e Smith.

Os marxistas criaram insinuações quanto a Locke, um dos teóricos do Liberalismo Político, ter defendido a escravidão negra e criaram insinuações quanto a um "mestre” de Adam Smith" ter defendido a "escravidão dos pobres".

Nos textos a seguir teremos um exemplo real de como a mentira marxista é forjada e contada para jovens nas escolas brasileiras e também divulgada na Internet.

***

O marxismo propaga na Internet o texto abaixo dizendo que Locke defendia a escravidão:

“John Locke, na formação da constituição da "província da carolina" onde:

[...] todo homem livre da Carolina deve ter absoluto poder e autoridade sobre os seus escravos negros seja qual for sua opinião e religião."

Esse texto mentiroso quanto a procedência é divulgado na Internet, está na Wikipédia.

Vejamos algumas coisas:
Existem alguns sites onde o texto aparece sendo associado com o país atual EUA.
Fazem associação com os estados norte-americanos atuais da Carolina do Sul e do Norte...
Ou seja, querem fazer parecer que Locke, defendeu a escravidão no país EUA.
Porém, esse texto foi escrito em pleno Mercantilismo da época colonial.
113 anos antes da independência americana !
Esse trecho é um artigo da constituição da colônia inglesa da Carolina, na América do Norte, assinado em 1663, e não foi feito por Locke.

Vamos relatar uma breve história sobre a colônia inglesa da Carolina, encontramos esse material que vamos citar disponibilizado na Internet, em inglês, em diversas universidades americanas:

Depois da restauração da monarquia em 1660, o rei Carlos II da Inglaterra recompensou oito pessoas em 24 de março de 1663 por seu leal apoio aos esforços para retomar o trono inglês.
Ele deu aos oito, designados de "Lordes Proprietários "ou simplesmente "Proprietários", a terra chamada Carolina, em homenagem a Carlos I, seu pai.

Tratado de 1663 para a colônia inglesa da “Carolina”

O Tratado de 1663, feito pelo monarca inglês Carlos II, deu aos Lordes Proprietários a posse de toda a terra da fronteira sul da Colônia da Virgínia de 36 graus norte a 31 graus norte (ao longo da costa do que hoje é o estado da Geórgia).

Com respeito a "Constituição da Carolina" surgida desse Tratado:

Esta Constituição foi falsamente atribuída a John Locke (1632-1704), ela foi modificada e assinada na América a partir de um rascunho feito na Inglaterra, que Locke subscreveu junto com outros membros do Parlamento e que posteriormente foi alterada pelo Conde de Shaftesbury, anteriormente conhecido como Anthony Ashley Cooper.

O texto mencionado, que é um artigo do Tratado não foi redigido por Locke, foi inserido pelos Lords Proprietários, contra vontade de Locke.
Ou seja, é uma mentira atribuir a Locke tal artigo da Constituição ... não existe prova alguma disso !
Locke apenas assinou o rascunho da Constituição junto com os demais dezenas de membros do Parlamento.
Locke estava na Inglaterra e tal constituição foi alterada e assinada pelos Lords Proprietários na América.
Lembrando que o ano era 1663, em pleno Mercantilismo escravocrata, todas as Constituições dos países do ocidente tinham artigos semelhantes.

A outra mentira marxista propagada na Internet:

Encontramos na Internet, em diversos sites, geralmente junto com o texto já citado sobre Locke, o seguinte texto:

"o mestre de Adam Smith, tinha reservas à escravidão dos negros, mas considerava a escravidão das pessoas dos "níveis mais humildes" da sociedade como uma "punição útil".

Diz ele que a escravidão dos pobres é:

[...] castigo normal para aqueles vagabundos preguiçosos que, mesmo depois de ter sido justamente advertidos e submetidos à servidão temporária, não conseguem sustentar a si próprios e às suas famílias com um trabalho útil."

As pessoas podem ser levadas a pensar (devido a omissão do nome na sequência do texto) que o "mestre de Adam Smith" aludido é Locke ... mas, não é, o texto faz referência a Francis Hutcheson.

Francis Hutcheson (1694-1746) foi um teólogo presbiteriano e um filósofo irlandês de raízes escocesas.
Hutcheson exerceu influência sobre Adam Smith – apenas - com respeito a seu critério moral em examinar uma ação quanto a se ela tende ou não a promover o bem estar da sociedade.
Com esse critério Hutcheson havia antecipado o Utilitarismo do filósofo inglês Jeremy Bentham.

Hutcheson nunca foi professor de Adam Smith, portanto a designação “mestre de Adam Smith” é mentirosa, Smith apenas aceitou uma das teses dele já citada acima, o pensamento de Smith nada tem a ver com o suposto texto que maldosamente o marxismo pretende associar entre Hutcheson e Smith.

Voltando ao texto citado:

"Diz ele que a escravidão dos pobres é:
[...] castigo normal para aqueles vagabundos preguiçosos que, mesmo depois de ter sido justamente advertidos e submetidos à servidão temporária, não conseguem sustentar a si próprios e às suas famílias com um trabalho útil."

Neste caso temos duas coisas...

O texto em nenhum momento se coloca a favor da "escravidão dos pobres" !
Se refere a "servidão temporária", claramente se referindo a "vagabundos e preguiçosos" (bandidos) e não a pobres !
É apenas uma distorção maldosa dizer que esse texto defende a "escravidão dos pobres".
É o mais puro estilo mesquinho e manipulador de Marx sendo praticado pelos seus herdeiros.

Mas, fomos mais longe.
Depois de várias pesquisas para encontrar a origem do texto citado, não encontrei tal texto original em inglês em nenhum lugar.
Então, de onde vem esse texto ?

O texto acima está escrito em:
Domenico Losurdo, Contra-História do Liberalismo, p. 17-18.

Essa é a fonte do texto....
E quem é Domenico Losurdo ?
Domenico Losurdo é um marxista italiano !
Domenico Losurdo, nascido em Sannicandro di Bari, Itália, 1941, é um filósofo marxista, professor na Universidade de Urbino, na Itália....
Ou seja, uma “fonte” extremamente não confiável.
Mesmo que a citação feita por esse marxista italiano fosse verdadeira, e Hutcheson tivesse escrito algo semelhante, isso nada tem a ver com Adam Smith, uma vez que Hutcheson não foi professor de Smith e a tese que Smith aceitou de Hutcheson não tem nada a ver com escravidão, como já foi mostrado no início.

***

Outra insinuação maldosa colocada na Internet por marxistas atuais, de que Locke fez "pesados" investimentos em escravos - também tem como “fonte” o livro do marxista italiano acima mencionado.


4.3.2 – A Inglaterra explorou Portugal, ou foram a Espanha e a França ?

É muito comum encontrarmos "professores de história" marxistas falando em sala de aula ou escrevendo na Internet o seguinte:

"Como qualquer aluno de história sabe, o ouro brasileiro não ficava com os portugueses. Ia para a Inglaterra que, através do Tratado de panos e vinhos Methuen, drenava o ouro brasileiro para sua economia em franca expansão."

"Com isso, os portugueses financiaram a indústria inglesa e alias bem mais tarde também ajudaram a salvar a Inglaterra do Bloqueio Continental imposto por Napoleão em 1815.
E o ouro? Simples, o ouro extraído de Minas Gerais foi justamente para pagar essa diferença na balança comercial.
Afinal, precisa-se mais de roupas do que vinho !"

Essa maledicência, que não apresenta provas, só poderia vir de ressentidos "intelectuais" marxistas brasileiros.
Gente que tem uma visão ideológica de história, e que omite fatos históricos e restringe a história apenas ao o que as suas intenções ideológicas pretendem incutir.
A história real dos acontecimentos é muito mais ampla do que essas mentiras dizem.

Vamos ver o conteúdo do Tratado, e nele vamos verificar que nada existe do que foi dito, o tratado é recíproco e se enquadrava nos interesses de Portugal em vender o seu vinho aos ingleses, e como Portugal tinha que comprar de alguém os panos, pois não os fabricava, se comprometia a comprar da Inglaterra, desde que a Inglaterra também se comprometesse a comprar vinhos de Portugal !
Nada mais que um "toma lá, dá cá."

O Tratado de Methuen (Tratado dos Panos e Vinhos), foi assinado entre a Inglaterra e Portugal, em 27 de dezembro de 1703.
Os negociadores foram o embaixador britânico John Methuen e D. Manuel Teles da Silva, marquês de Alegrete.

Vejamos o que constava nesse tratado:

"Artigo I - Sua Sagrada-Majestade ElRei de Portugal promete, tanto em seu próprio Nome, como no de Seus Sucessores, admitir para sempre, de aqui em diante, no Reino de Portugal os panos de lã e mais fábricas de lanifício de Inglaterra, como era costume até o tempo em que foram proibidos pelas leis, não obstante qualquer condição em contrário.

Artigo II - É estipulado que Sua Sagrada e Real Majestade Britânica, em Seu Próprio Nome, e no de Seus Sucessores, será obrigada para sempre, de aqui em diante, de admitir na Grã-Bretanha os vinhos do produto de Portugal, de sorte que em tempo algum (haja paz ou guerra entre os Reinos de Inglaterra e de França) não se poderá exigir direitos de Alfândega nestes vinhos, ou debaixo de qualquer outro título direta ou indiretamente, ou sejam transportados para a Inglaterra em pipas, tonéis ou qualquer outra vasilha que seja, mais que o que se costuma pedir para igual quantidade ou medida de vinho de França, diminuindo ou abatendo uma terça parte do direito do costume.

Artigo III - Os Exmos. Senhores Plenipotenciários prometem e tomam sobre si, que Seus Amos acima mencionados ratificarão este tratado, e que dentro do termo de dois meses se passarão as ratificações."

Como vemos, nada de anormal ou desfavorável a Portugal existe nesse tratado.

***

Podemos encontrar também avaliações feitas em livros, que dizem que "o Tratado de Methuen provocou a destruição do processo de industrialização português (os têxteis) e que, se existisse, poderia evitar o atraso tecnológico que caracterizou Portugal até a atualidade".

Isto não é verdade, Portugal não se preocupava em sair da forma medieval em que vivia.
O homem português tinha raízes no campo e a sua realeza era passiva e apenas gostava de viver em luxo extremo, sem se preocupar em produzir e trabalhar para construir um novo país.
Para a suntuosa corte portuguesa era muito mais cômodo comprar os produtos que precisava do que trabalhar para fabricá-los !

A enorme realeza portuguesa (cerca de 30000 pessoas), para manter seu luxo, não comprava apenas da Inglaterra, comprava também da Itália, da França, da Holanda, da Alemanha, dos países escandinavos, da Espanha e de muitos outros fornecedores.
E para pagar tais luxos, não precisava trabalhar, usava o ouro do Brasil.
Devido a esse fato, é uma mentira dizer que o ouro do Brasil foi todo para a Inglaterra, não foi, foi também para muitos outros países de quem Portugal comprava mercadorias.
Alem de que, o ouro que era extraído no Brasil, não ia todo para a coroa portuguesa, apenas 20% (Quinto) ia para Portugal, isso do que era oficial, porque a maior parte do ouro extraído no Brasil ficava por aqui mesmo por baixos dos panos.

A Inglaterra nunca deixou de ser o maior comprador de produtos portugueses, a Inglaterra não comprava apenas vinhos de Portugal, comprava também azeite, couros, diamantes, pau-brasil, cortiça, sal e frutas diversas.

O atraso tecnológico de Portugal, se deve a acomodação da elite portuguesa, alias, isto é uma coisa conhecida no comportamento humano, normalmente aqueles que tem tudo de mão beijada se acomodam.

Alem de que, no Tratado, não existia nenhuma cláusula que decretasse que Portugal não poderia desenvolver sua industria têxtil ... Portugal não desenvolveu porque não quis, por comodidade ou porque não teve capacidade para isso.

Portugal também demonstrou ao longo da história a mesma passividade na administração de suas colônias, Portugal nunca se preocupou em desenvolver as suas colônias de forma ordenada e com planejamento para o futuro como a Inglaterra fez, Portugal se preocupava apenas com imediatismo que lhe desse dinheiro para sustentar as necessidades de momento e a suntuosa corte portuguesa.
Com essa atitude, na entrada da Idade Contemporânea (século XIX), com a independência das colônias, Portugal se viu sem a fonte de sua riqueza, e com isso, se tornou uma nação pobre, alem disso, outros fatores decisivos contribuíram para uma total desmoralização e pobreza da nação portuguesa, como veremos mais a frente.

***

Uma das maiores mentiras que os "intelectuais" marxistas inventaram é que "a Inglaterra precisava de ouro para aumentar a circulação de moeda dentro da Inglaterra, aumentando assim o mercado interno e os capitais para a burguesia inglesa..."

E completam com a maledicência maior !
Dizem eles que isso "financiou" a Revolução Industrial inglesa !

Essa mentira é uma demonstração inequívoca da ignorância inerente na "história marxista".
Ou seja, segundo o marxismo, se não fosse o ouro do Brasil, a Revolução Industrial inglesa não teria acontecido...
Supor isto é uma coisa ridícula !
A Inglaterra tinha colônias muito mais prósperas do que o Brasil, tinha a colônia que em breve iria se tornar a maior nação do mundo, o EUA, e que com certeza forneceu a Inglaterra muitas riquezas, tinha a colônia do Canadá e da Austrália onde aconteceram diversos ciclos de extração e mineração de ouro e prata.
A Inglaterra tinha colônia na Ásia e as colônias inglesas nas Antilhas já produziam produtos agrícolas em larga escala, já produziam açúcar em grande quantidade e em menor custo do que o produzindo no Brasil.
Alem disso, a Inglaterra já era o maior país da Europa e exercia sua influência e supremacia não só na Europa como no mundo todo.

A Revolução Industrial inglesa foi possível devido ao trabalho a e genialidade do povo inglês, que muito antes do Tratado de Methuen já havia produzido um dos maiores cientistas da humanidade, Issac Newton, que em 1687 fez a Lei da Gravitação Universal !
A Inglaterra teve a felicidade (e capacidade) de fazer florescer em suas terras William Shakespeare (1564-1616) !
Como será que a Inglaterra conseguiu produzir tais pessoas geniais, se ainda não tinha o ouro do Brasil ?!
Só mesmo a ridícula "história marxista" para ignorar tais fatos.

A Revolução Industrial inglesa foi possível devido a Inglaterra ter originado, nos séculos XVII, XIII e XIX, cientistas de primeira linha como William Gilbert (magnetismo e eletricidade), William Oughtred (régua de cálculo), Robert Boyle (um dos maiores cientistas da humanidade), James Puckle (metralhadora) Stephen Gray (eletricidade, fio elétrico), Joseph Black (calorimetria), James Hargreaves (máquina de fiar), Richard Arkwright (máquina de tecer), James Watt (máquina a vapor), Henry Cavendish (gases, mecânica e eletricidade), Richard Trevithick (motor de alta pressão), etc.
A Revolução Industrial inglesa foi possível devido a Inglaterra ter gerado filósofos como Francis Bacon (1561-1626), Hobbes (1588-1679), John Locke (1632-1704), George Berkeley (1685-1753), David Hume (1711-1776) e Adam Smith (1723-1790).

Portugal, apesar de por séculos ter captado riquezas de suas colônias, jamais teve a capacidade de gerar tais cientistas e filósofos.

A mesma coisa aconteceu com a Espanha !
Os espanhóis pegaram as enormes riquezas em ouro e prata dos impérios inca e asteca e levaram para a Espanha, entretanto, apesar dessa enorme riqueza, muito maior que o "ouro do Brasil", a Espanha jamais teve competência para fazer uma Revolução Industrial como a Inglaterra fez !

No mundo atual existem exemplos semelhantes... a Arábia Saudita, apesar de possuir a maior riqueza do mundo atual, o petróleo, apenas o usa para manter o luxo de sua corte e compra tudo que precisa de outros países, sem se preocupar em criar dentro de seu próprio país uma infra-estrutura que possa no futuro, quando o petróleo acabar, dar condições ao país de se manter de outras formas.


Outros fatos históricos.

Portugal sempre foi uma nação fraca militarmente.
Não existe na história portuguesa grandes acontecimentos militares, grandes batalhas, grandes heróis.
Portugal por toda a sua história sempre esteve ameaçado pelo seu grande inimigo, a Espanha, e também por outro inimigo que sempre cobiçou e invadiu as colônias portuguesas, a França.
Estes dois países, Espanha e França, também foram sempre inimigos da Inglaterra.
A amizade entre Portugal e Inglaterra vem da necessidade comum de enfrentar estes dois poderosos inimigos.

Os ingleses, ao contrário dos portugueses, já desde o Império Romano com os celtas, anglos e saxões, sempre foram guerreiros e ao longo da história sempre travaram grandes batalhas, contra seus inimigos.
Portugal, por causa de sua fraqueza militar, sempre contou com a Inglaterra para a sua defesa.

Já em 1373, a Inglaterra fez aliança militar com Portugal para ajudar os portugueses na sua luta contra Castela (parte da Espanha), que ameaçava a independência do reino português.
A Inglaterra também ajudou Portugal na luta contra os mouros (árabes) que ocupavam a séculos a Península Ibérica.

A Inglaterra ao longo da história foi sempre um país amigo de Portugal, não usou da força militar para submeter os portugueses.
A Inglaterra, devido a sua competência administrativa, comercial e científica, sempre exerceu supremacia comercial, a partir do século XVII, por todo o mundo, e Portugal foi apenas mais um país que tinha na Inglaterra, alem de um país amigo, o maior parceiro comercial.

Quem usou de força contra Portugal foi a Espanha, Felipe II da Espanha em 1580 anexou Portugal à Espanha e o submeteu a força a coroa espanhola.
Por 60 anos, até 1640, Portugal não foi um país livre, e com certeza durante estes 60 anos a Espanha explorou a nação portuguesa.
A coroa portuguesa, desde 1532, cobrava um tributo chamado de "Quinto", que correspondia a 20% de toda riqueza encontrada no Brasil, em especial ouro e prata, quando da anexação de Portugal pela Espanha, o rei espanhol Felipe II criou o título de "Marques das Minas" para todo aquele que descobrisse ouro no Brasil.
Em 1598, foi descoberto ouro na capitania de São Vicente, 20% de todo o ouro das minas de Araçoiaba, Bitiruna, Jaraguá e Monserrate foi para a Espanha, e neste caso, não foram dados panos em troca !

Nesta mesma época os bandeirantes paulistas descobriram ouro e pedras preciosas em muitos locais do Brasil, e os 20% dos "quintos dos infernos" foram para a Espanha e não para Portugal.
Desta forma, quem extorquiu o ouro do Brasil por 60 anos foi a Espanha e nada deu em troca.


A invasão e ocupação de Portugal pela França.

Outro fato histórico que jamais é mencionado pela omissa "história marxista" é que o golpe final no Império Português foi dado pela França de Napoleão.
O já combalido Reino de Portugal foi invadido e ocupado pela França em 1807, e por 5 anos a França pilhou e roubou Portugal.
Quando da subida ao poder de Napoleão na França em 1799 a Espanha se aliou a França na intenção mútua de derrotar a Inglaterra, e para tanto, tencionavam submeter Portugal e obrigar Portugal a participar do "bloqueio continental" contra a Inglaterra ... Portugal apesar de inicialmente dizer que concordava, na verdade, nunca concordou em se aliar com a França, o que fez a França e a Espanha se voltarem militarmente contra ele e concentrar tropas para invadir Portugal em 1807.
França e Espanha tencionavam repartir Portugal entre si da seguinte forma:
- Lusitânia Setentrional, que faria reviver o Reino da Etrúria para a Espanha.
- Algarves, que iria pertencer ao espanhol Manuel de Godoy.
- O resto de Portugal, iria pertencer a França.

Na eminência da invasão o príncipe regente de Portugal, D. João VI, toda a família real, e grande parte da corte portuguesa, cerca de 15 mil pessoas, fugiram para o Brasil em 27 de novembro de 1807.
As tropas francesas entraram na Espanha em 18 de Outubro de 1807 e invadiram Portugal em 20 de Novembro, tomaram Lisboa em 30 de Novembro.

A Espanha provou do próprio veneno, foi invadida e tomada pela França em seguida !
E José Bonaparte é empossado como rei da Espanha e Portugal !

Em agosto de 1808 tropas inglesas desembarcam em Portugal para ajudar os portugueses na luta contra a ocupação francesa, as forças eram de 14 mil ingleses e 6 mil portugueses.
Os ingleses não ajudaram apenas Portugal, ajudaram também aos espanhóis !
As forças inglesas, portuguesas e espanholas passaram ao ataque a partir de agosto de 1813 e invadiram o território francês, Napoleão foi expulso de Portugal e Espanha definitivamente em Toulouse em 10 de abril de 1814.
A Inglaterra iria derrotar definitivamente a França de Napoleão no ano seguinte na Batalha de Waterloo.

A corte de D. João VI voltou para Portugal em 1821, mas, depois desta degradante ocupação do país pela França, que nos 5 anos que ficou soberana em Portugal pilhou e roubou, Portugal era um país arruinado, nos anos seguintes aconteceram revoltas e pilhagens que mantiveram Portugal na pobreza.

Conclusão

Diante da verdadeira história, a mentira contada pela "história marxista" é desmentida, as nações que realmente exploraram e roubaram Portugal foram a Espanha e a França.
A Inglaterra sempre se manteve amiga de Portugal e sua supremacia foi exercida de forma pacífica, através da sua competência industrial e comercial.


4.3.3 - A mais recente mentira inventada pelo marxismo e divulgada na Internet.

A mais nova mentira inventada pelo marxismo e divulgada na Internet em blogs e correntes de emails é a seguinte:

"PROFECIA OU HISTÓRIA?

"Os donos do capital vão estimular classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Karl Marx, Das Kapital, 1867.

(Qualquer semelhança não é mera coincidência). "

É mais uma mentira do marxismo.

Se perguntarmos para quem diz isso qual é o capítulo e a página onde isso está escrito no livro, eles não sabem !
Marx jamais escreveu tal frase.

Seria uma contradição com a sua teoria de que o capitalismo iria gerar na Inglaterra uma massa de pobres e uma minoria rica (luta de classes).

A frase também é uma coisa idiota, não interessa em nada aos "donos do capital" que bancos sejam "nacionalizados", isso quem quer é o socialismo e não o capitalismo !

O marxismo atual já criou centenas de mentiras, essa frase mentirosa é só mais uma.


4.4 - O marxismo e a globalização

No vestibular 2006 para o curso de Administração da FGV o tema para a redação foi o seguinte:

“Leia atentamente o texto abaixo.

Por meio de sua exploração do mercado mundial, a burguesia deu um caráter cosmopolita à produção
e ao consumo em todos os países. Para desespero dos reacionários, retirou da indústria sua base nacional. As velhas indústrias nacionais foram destruídas ou estão-se destruindo dia a dia. São
suplantadas por novas indústrias, cuja introdução se torna uma questão de vida e morte para todas as nações civilizadas, por indústrias que não empregam matérias-primas autóctones, mas matérias-primas vindas das zonas mais remotas; indústrias cujos produtos se consomem não somente no próprio país, mas em todas as partes do globo. Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pela produção nacional, encontramos novas necessidades que requerem para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas mais diversos. Em lugar do antigo isolamento local e da auto-suficiência das nações, desenvolvem-se, em todas as direções, um intercâmbio e uma interdependência universais.
E isso tanto na produção material quanto na intelectual. (...)
Com o rápido aprimoramento dos meios de produção, com as imensas facilidades dos meios de comunicação, a burguesia arrasta todas as nações, mesmo as mais bárbaras, para a civilização. Os
baixos preços de suas mercadorias formam a artilharia pesada com que destrói todas as muralhas da
China, com que obriga à capitulação dos bárbaros mais hostis aos estrangeiros. Força todas as nações, sob pena de extinção, a adotarem o modo burguês de produção; força-as a adotarem o que ela chama de civilização, isto é, a se tornarem burguesas. Em uma palavra, cria um mundo à sua imagem.
MARX, Karl e ENGELS, F. Manifesto Comunista. Rio de Janeiro: Zahar, 1982, p. 97

Nesse texto, escrito no século XIX, Marx e Engels expõem uma análise do capitalismo.
Elabore uma dissertação capaz de demonstrar que você compreendeu o tema, tem informações sobre ele e sabe argumentar a respeito dele.
No desenvolvimento de sua redação, não deixe de tratar dos seguintes aspectos:
A expansão geográfica dos mercados no século em que o texto foi escrito.
Os conflitos sociais da Europa no século XIX.
A atualidade do tema.”


Nisso ai temos três coisas:

a) Esse texto, feito em 1848, não é uma “análise do capitalismo”, este texto foi uma exaltação a revolução comunista no mundo.
Este texto foi feito para a Internacional Socialista, uma organização subversiva que tinha a finalidade de instigar a revolução socialista no mundo.
Na maior parte do texto Marx mete o pau em todos os demais grupos de socialistas e anarquistas com a intenção de acabar com eles e prevalecer apenas o socialismo dele, o “socialismo científico”.
Portanto, esse texto foi um panfleto subversivo que tinha como finalidade exaltar a revolução socialista no mundo – de forma despótica e violenta - e não uma “análise do capitalismo” como a FGV quer fazer parecer.

b) Na medida que a FGV afirma que:
“Nesse texto, escrito no século XIX, Marx e Engels expõem uma análise do capitalismo.”
Ela está deixando de lado o fato que o sistema econômico na época era o Liberalismo .... e a FGV está aceitando que o sistema se chamava “capitalismo”, o que é um equívoco científico com intenção doutrinaria camuflada em “questão de vestibular”.

Podemos perguntar:
Para que interessa ao curso de Administração da FGV um texto de 1848 do Manifesto Comunista que pregava justamente o extermínio das empresas privadas na forma que elas existem atualmente as quais se destinam, supostamente, os administradores formados pela FGV ?

Para que o aluno brasileiro deve ter “conhecimento” de um texto do Manifesto Comunista de 1848, que foi desmentido pela História, para fazer uma redação para entrar em um curso de Administração da FGV se o comunismo não tem nada a ver com administração de empresas privadas ?

Onde um texto comunista de 1848, comunismo este já implantado no mundo e também já falido no mundo, tem relação “com a atualidade” se o comunismo marxista FALIU no final do século XX ?

Isso nada mais é que o “marxismo cultural” sendo posto em execução.

Nada é dito que esse texto faz parte da “PARTE 1 - BURGUESES E PROLETÁRIOS” do Manifesto onde Marx nada mais faz do que dizer – o entendimento dele – a respeito da sociedade da época !
Esse texto nada mais é que – a visão marxista – da sociedade em 1848 !
Marx está falando da SUA ideologia socialista, e não do futuro.
Marx está apenas metendo o pau na “burguesia” como sempre fez por toda a sua vida falida, e essa sua ideologia já foi colocada em prática no século XX em vários países e resultou no colossal fracasso e matança generalizada ... coisa que qualquer pessoa esclarecida sabe !

Para que a FGV quer que futuros alunos de Administração saibam dessa desgraça da humanidade ?
Que interesse primordial, que justifique ser tema da redação do vestibular, tem para o curso de Administração da FGV as “lutas sociais” na Europa do século XIX ?

Por que a FGV não coloca como tema de redação “o desenvolvimento histórico das usinas de álcool/açúcar” e sua relação com a atualidade, este sim um tema de suma importância para o BRASIL ATUAL ?
Em vez de colocar a mentira marxista falida...
Essa incultura marxista em nossas universidades é de estarrecer toda pessoa consciente no Brasil.

c) A partir desse texto colocado pela FGV vinculado “a atualidade”, os “militantes” marxistas, em geral os estudantes brasileiros nos cursos da área de humanas, História em especial, doutrinados pelo marxismo, passam a dizer que Marx previu a globalização !
É uma coisa de arrepiar cabelos em carecas !

Vamos por enquanto pegar parte do texto do Manifesto que resume toda a fala, depois falaremos sobre a globalização.

A parte do texto de Marx que resume o que ele está falando é:

“Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pela produção nacional, encontramos novas necessidades que requerem para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas mais diversos.”

Em vista disso, quem não conhece história, vai supor que antes de 1848 as nações longínquas do mundo não comerciavam !
Que só começaram a comerciar quando a suposta “burguesia” inventada por Marx, começou a existir !
Ou seja, é desconsiderado que os fenícios, os egípcios, os chineses, milênios atrás, já enviavam seus mercadores mundo afora para fazer comércio !
É desconsiderado que o Império Romano dominou todo o mundo ocidental no século I e fazia comércio com todos os países conhecidos do mundo !
E desconsidera que os europeus no ano 1000 compravam especiarias da Índia, do Oriente, via rota que Alexandre o Grande desbravou no século III antes de Cristo !
É desconsiderado que Marco Polo abriu caminho para o comercio europeu com a China no século XIII !
É desconsiderado que os navegadores portugueses, italianos, espanhóis, já no século XV, saíram pelos mares do mundo para iniciarem novas rotas comerciais !

Em resumo, esse texto marxista – ignora – que o comercio mundial existiu desde e sempre entre os humanos, e só era limitado pela tecnologia da época e não pela vontade de uma suposta classe social.
Esse texto marxista ignora que não é por causa “da burguesia” que existia comercio entre as nações do mundo, mas sim, porque os humanos desde 6000 AC já comerciavam entre as nações e esse comercio foi aumentando gradativamente ao longo dos milênios de acordo com o progresso tecnológico... não foi a suposta “burguesia” inventada por Marx que iniciou o comércio mundial.

Quando a bússola, as caravelas e outros instrumentos foram inventados no século XV, os humanos tiveram um incremento nas suas relações comerciais devido a esse progresso e não por causa de uma suposta classe social.

Ignora que o homu sapiens saiu da África a 60 mil anos atrás para povoar o planeta todo e que isso é uma coisa inata da NATUREZA HUMANA e não de uma suposta classe social inventada por Marx.

Então, Marx não estava falando de nada inédito, estava como sempre usando do desconhecimento das pessoas da história e inventando situações fictícias de acordo com a opinião ideológica dele.
E é essa verdade que é ignorada e omitida nesse texto da FGV.

Sobre a globalização.

Marx estava falando – de comércio e industria – e não de globalização.
Comércio entre nações sempre existiu, não é a globalização que o inventou, nem tampouco a “burguesia”.

A globalização é TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO em larga escala, e não comércio entre nações.
A globalização é a COMUNICAÇÃO ONLINE MASSIFICADA ENTRE HUMANOS propiciada pela alta tecnologia da informática, das fibras ópticas, da telefonia celular, dos satélites de telecomunicações, dos computadores e da rede mundial TCP/IP, a Internet.

A globalização deu aos humanos a possibilidade de se comunicarem online – em escala mundial – e executarem TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS (e não apenas comércio) que antes eram feitas por outros meios, e que agora são feitas, da mesma forma em sua essência, porém com enorme rapidez via rede mundial.

Não é apenas o comércio entre as nações que foi beneficiado com a globalização, todas as relações humanas foram, as cartas de amor entre dois amantes separados por um oceano que em 1800 demoravam semanas para chegar, hoje são enviadas via email e chegam em segundos.

Marx por acaso previu isso ?
Marx previu os satélites e as fibras ópticas ?
Marx previu a Internet ?
Só faltava dizerem que previu !

Desta forma, essa intenção marxista de vincular Marx com a globalização é só mais um produto do mau caráter marxista em se apropriar de coisas alheias.
A globalização nada tem a ver com esse texto comunista de 1848.
A globalização possibilita que um garoto pobre do interior de Goias converse com uma menina chinesa de Xangai, desde que ambos saibam uma língua comum.
A globalização possibilita que milhões de brasileiros não “burgueses” tenham um celular no bolso e possam se comunicar com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo em questão de segundos !.
A globalização possibilitou que bilhões de humanos vissem as provas da Olimpíada de Pequim, no instante em que elas aconteciam ... sem sair de casa.
A globalização possibilita que qualquer aluno pobre do Brasil tenha acesso ao que existe no Museu do Louvre sem precisar ir em Paris.
Isso é o que a globalização é, e jamais será a ideologia falida marxista colocada com ódio e raiva da sociedade no Manifesto Comunista de 1848.

A única coisa que se pode dizer é que os brasileiros precisariam fazer alguma coisa – urgentemente - contra o atraso marxista dominante em nossas universidades, que é um dos motivos do atraso cultural do Brasil em relação ao mundo.


4.5 – Crise financeira não é "crise do capitalismo".

A maioria dos marxistas brasileiros, e provavelmente de todo o mundo, não sabem o que é "crise do capitalismo" segundo Marx !
A maioria dos marxistas confundem crises financeiras com a tão sonhada "crise do capitalismo" que Marx disse que um dia viria ...

Marx escreveu na “Ideologia Alemã”:

“Esta «alienação» - para que a nossa posição seja compreensível para os filósofos - só pode ser abolida mediante duas condições práticas.
Para que ela se transforme num poder «insuportável», quer dizer, num poder contra o qual se faça uma revolução, é necessário que tenha dado origem a uma massa de homens totalmente «privada de propriedade», que se encontre simultaneamente em contradição com um pequeno mundo de riqueza e de cultura com existência real;
ambas as coisas pressupõem um grande aumento da força produtiva, isto é, um estágio elevado de desenvolvimento."

O que temos ai ?
Temos que, segundo Marx, a "crise do capitalismo" que levaria a revolução do proletariado viria em um estágio elevado de desenvolvimento do capitalismo.

Por que surgiria essa crise ?
Surgiria devido as supostas contradições do capitalismo, o capitalismo geraria duas classes de humanos, uma composta de "uma massa de homens totalmente "privada de propriedade", e outra pequena classe com "um mundo de riqueza e de cultura com existência real".

Em outras palavras, em um capitalismo com desenvolvimento avançado (Marx se referia, em particular, ao capitalismo inglês, o mais avançado na época), surgiriam uma enorme massa esfomeada de proletários e uma elite culta e rica de burgueses !

Tal concepção macabra de Marx, imagina uma Inglaterra miserável, com milhões de “proletários” vivendo na miséria e uma elite rica de “burgueses”, ou seja, é uma concepção estúpida que regrediria os humanos ao tempos da Babinônia.

Essa coisa grotesca produzida pela mente perturbada de Marx, é mais que suficiente para invalidar toda a ideologia marxista !
Tudo o mais na ideologia de Marx é baseado nisso !
E o capitalismo inglês, a quem ele se referia, jamais originou essa miserável condição.

Vamos analisar mais em detalhes essa absurda suposição marxista.
No contexto desse suposto cenário macabro podemos perguntar:
Para quem essa mente insana supôs que seriam produzidos os bens em larga escala gerados pelas industrias em um capitalismo com elevado desenvolvimento ?
Apenas para a suposta minoria rica ?

Vamos dizer ... as fábricas produziriam 2 milhões de camisas, 2 milhões de sapatos, etc, e tudo isso seria destinado apenas para a minoria rica, uma vez que os miseráveis proletários – privados de propriedades - não teriam dinheiro para adquiri-las ?!
Só mesmo a mente doente de Marx para supor que os empresários seriam tão idiotas !
Trabalharem tanto, produzirem tanto, se sabiam que não existiriam consumidores !

Para quem a industria capitalista iria fabricar 1 milhão de carros com motor 1.0 ?
Essa riqueza seria destinada apenas para a elite ?
Coisa ridícula supor isso...

É claro que toda essa riqueza iria para o povo trabalhador e o sistema seria forçado a pagar salários cada vez melhores para que o povo trabalhador pudesse ter poder aquisitivo para comprá-los !
A conclusão de Marx é uma coisa tão estúpida que mais parece que foi dita por um louco....

É uma coisa evidente que a produção capitalista, cada vez maior, cada vez mais massificada, cada vez mais gerando bilhões de produtos, seria justamente para criar o bem estar social para o povo trabalhador !
Os produtos, toda essa riqueza, seriam destinados ao povo e não apenas para a elite !

E com isso a riqueza e o bem estar – do povo trabalhador – aumentaria continuamente - que foi o que aconteceu na Inglaterra e no restante da Europa, EUA, etc, onde foi implantado o Liberalismo a partir de 1800 !
O povo destas nações atingiu um grau de igualdade social e qualidade de vida que jamais existiu igual na humanidade !

A conclusão de Marx é de uma miséria mental inigualável...

***

É bom fazermos aqui uma observação.
A miséria que existe na Etiópia – sempre existiu por milênios – não foi um “capitalismo com elevado desenvolvimento” que produziu a miséria que existe na Etiópia, uma vez que por toda sua história a Etiópia sempre foi um reino livre, o Reino de Aksum, e jamais teve um capitalismo com elevado desenvolvimento, na Etiópia jamais existiu um “mundo de riqueza e de cultura com existência real” conforme dito por Marx.
A Etiópia só deixou de ser um Reino, quando aconteceu lá um golpe socialista que torturou e matou seu último imperador, Sellasie, e tornou a Etiópia um país socialista a partir de 1974, uma desgraça total para o povo da Etiópia, com o socialismo milhares de etíopes foram assassinados e a miséria se espalhou por toda a Etiópia.

***

Continuando ...
Para Marx essa suposta “contradição do capitalismo” traria uma tensão "insuportável" que levaria a revolução do proletariado.
É essa a "crise do capitalismo" segundo Marx.

Desta forma, uma crise de insolvência de mutuários no EUA, que provoca falta de crédito bancário, uma crise de aumento de petróleo, etc, são crises financeiras setoriais, e não a “crise do capitalismo” segundo Marx !

***

O socialismo marxista diz-se a si próprio como sendo INTERNACIONAL.
Socialismo seria supostamente um sistema para o mundo todo.

O Liberalismo não é um sistema mundial, e muito menos é uma ideologia internacional, o Liberalismo é um sistema econômico (Modo de Produção) para funcionar - dentro de uma nação.

Por quê ?
Porque o Liberalismo precisa que existam um Estado de Direito, Democracia e Justiça eficazes para funcionar corretamente.

Mesmo nas nações onde existe o Estado de Direito, as condições mudam, devido a tradições, condições climáticas, tipo de terreno, tamanho do país, etc.
O Japão tem uma realidade e a Islândia tem outra, apesar de estas duas nações serem ilhas, e terem o Estado de Direito democrático, uma é bem diferente da outra na sua cultura social e econômica.
Cada país tem os seus problemas e as suas soluções – procedimentos que servem bem para o Japão podem não servir na Islândia.

O Liberalismo tem outra diferença fundamental em relação ao socialismo:
No socialismo supõem-se que os humanos vão se tornam seres compartilhadores e bondosos que vão ficar se ajudando uns aos outros !
O Liberalismo sabe que isso está fora da realidade, sabe que os seres humanos vivem em crise, crise consigo mesmos, crise na família, crises amorosas, crises com os demais humanos.
O Liberalismo foi feito tendo como base essa realidade, o Liberalismo foi feito para esses humanos imperfeitos e que vivem tendo crises continuamente.
A definição da "mão invisível" nos diz que:

"Apesar dos seres humanos agirem sempre de forma egoísta e em proveito próprio, se existir liberdade, Justiça, e mercado livre competitivo, essa atitude humana, como se tivesse uma "mão invisível" a conduzi-la - reverte para o progresso e bem estar de toda a sociedade."

Consequentemente, como o Liberalismo é baseado na - ação humana imperfeita - ele está sujeito a todo instante a crises tal qual os humanos estão !
Humanos não são todos honestos, fazem traição, mentem e camuflam suas intenções, corrompem, tem inveja, tem desejos sexuais fortíssimos, humanos trapaceiam e se unem em quadrilhas para tirar vantagem, se unem em quadrilhas para aplicarem no mercado financeiro de forma maliciosa, ou seja, fazem toda sorte de trapaças, e o mercado financeiro está sujeito a essa característica humana.
Não levar em conta essa caraterística dos humanos é estar fadado ao fracasso.

Por outro lado, o mercado financeiro também está sujeito a – erros humanos - de procedimentos e avaliação, o que pode levar a crises setoriais, que foi o caso da última crise no EUA no mercado de hipotecas imobiliárias de alto risco.
O FED (banco central norte-americano), permitiu que os bancos financiassem mutuários que não tinham condições de pagar.

O marxismo mundo afora, infiltrado nos meios de comunicação e nas organizações mundiais, no FMI e na ONU, cria diariamente “notícias” sobre a “crise global”, eles querem forçar uma situação fictícia, querem por toda lei “fazer acontecer” o que Marx previu, e nesse intento, se esquecem do básico, que a crise que Marx disse que levaria ao fim do capitalismo – não é essa – a crise do capitalismo prevista por Marx, é outra, seria advinda da “contradição” do capitalismo já citada e não de uma crise de crédito !

Nesta crise atual, apenas empresas - que já tinham problemas estruturais - apenas empresas que já estavam penduradas em bancos com empréstimos, é que vão ter problemas ... empresas sólidas não vão ser afetadas, uma vez que não precisam de crédito para manter seu capital de giro !
Por uma “cegueira” induzida, e pelo desconhecimento generalizado, os marxistas fazem de conta que não vêem que é uma crise – financeira - específica no mercado de hipotecas, que evidentemente pode atingir outros setores dependentes de crédito, mas, esta crise, jamais será a crise profetizada por Marx.

***

Outra coisa que os marxistas inventam é dizer que os governos liberais, em especial o EUA, ao liberarem créditos aos bancos, ou comprarem parte das ações de um banco, estão sendo “socialistas”, que estão “interferindo na economia”.
Porém, essa compra emergencial de ações de um banco não é "interferência na economia", isso é uma ação de política monetária de um governo responsável, para que os norte-americanos não sofram devido a erros do FED e dos bancos envolvidos.
Interferência do estado na economia para o Liberalismo nada tem a ver com isso.
Liberar crédito para a economia não é “interferir na economia” da forma que o socialismo interfere, no socialismo o estado é dono de tudo e não existe propriedade privada, a liberação de crédito pelo governo norte-americano – para empresas privadas - na crise imobiliária americana, não tem nenhuma semelhança com a interferência socialista na economia, que é total.

O Liberalismo surgiu em substituição ao Mercantilismo, onde existia – monopólio do estado sobre a economia e sobre as colônias.
Para o Liberalismo o estado não pode ter empresas estatais monopolizando nichos do mercado, como petróleo, mineração, telecomunicações, energia, etc.
É isso que não pode existir para o Liberalismo.
É isso que seria "interferência do estado na economia" para o Liberalismo.
A compra eventual pelo estado de parte das ações de um banco em dificuldades não se enquadra nessa concepção, tais ações logo serão devolvidas ao mercado.

Outro ponto importante para o entendimento desse assunto é que uma crise no setor de hipotecas, como a que aconteceu no EUA, não é uma crise no – modo de produção – o modo de produção, baseado na livre concorrência de empresas privadas, vai continuar sem alteração.
Uma crise financeira setorial provocada por erros gerenciais privados e públicos, são consequências da própria imperfeição humana e não do Liberalismo que já em sua concepção as tem como premissas !

Outro parâmetro importante é que - um país, no caso o EUA, não é a personificação do sistema econômico Liberalismo, o EUA é uma nação e o governo norte-americano faz o que achar melhor para seu povo... e isso pode tanto dar certo como dar errado.
O que o EUA fez foi para proteger seu povo contra desemprego e perdas financeiras indevidas provocadas por má administração tanto do FED como dos bancos que assumiram riscos em demasia.


4.6 - O Brasil é “neoliberal” ?

A esquerda marxista gosta de apregoar que o Brasil é “neoliberal” ...
Isso é apenas mais um dos chavões do marxismo tal como “burguês”, “capitalista”, “imperialista”, “fascista”, etc.

Se compararmos um país liberal como a Inglaterra e o Brasil que jamais foi liberal, e muito menos “neoliberal", temos o seguinte:

Política:
Inglaterra – grande estabilidade, desde 1707 é uma monarquia constitucional parlamentarista.
Brasil – total instabilidade – já fomos império, regência, republica velha, ditadura do estado novo, nova republica, ditadura militar e a atual democracia corrupta que para existir precisa cobrar a mais alta carga tributária do planeta, algo oposto aos ideais do Liberalismo.
O Brasil até 1888 era um país que mantinha a escravidão.
O Brasil até uns anos atrás era uma ditadura que tinha empresas estatais em todos os setores produtivos monopolizando os meios de produção, o oposto do ideal liberal.
Liberalismo não existe em uma instabilidade dessas.

Economia:
Inglaterra – total estabilidade econômica, a libra se mantém estável desde 1707.
Brasil – total instabilidade econômica – já tivemos como moeda o real antigo, o cruzeiro, o cruzeiro novo, o cruzado, o cruzado novo, cruzeiro (de novo), cruzeiro real, e o novo Real. Tivemos inflação desenfreada por 40 anos e o governo já confiscou o dinheiro das pessoas na conta corrente (Collor).
O Liberalismo não funciona nestas caóticas circunstâncias.

Propriedade Privada – uma das bases do Liberalismo:
Inglaterra – existe democratização da propriedade privada, a grande maioria das pessoas é dona do imóvel que mora e não existem imensos latifúndios.
Outro exemplo é o EUA que a 200 anos atrás distribuiu milhões de lotes de terras para os colonos europeus no oeste norte-americano.
Em ambos países o povo tem acesso a compra de ações de grandes empresas, em virtude disso, o trabalhador nestes países também é proprietário das empresas do país.
Brasil – Existem imensos latifúndios a séculos, desde as Capitanias Hereditárias, existem fazendas enormes e riquíssimas que vão de município a município em pleno Estado de São Paulo, o estado mais rico do Brasil, em todo Brasil milhões de pessoas vivem abaixo do nível de pobreza em favelas miseráveis em terrenos baldios, sem ter acesso a casa própria.
O “trabalhador do campo” é o bóia-fria que vive em favelas nas cidades e não no campo.

Bolsa de Valores (uma das bases do Liberalismo):
Inglaterra – tem a mais antiga e confiável Bolsa de Valores do planeta.
Brasil – tem um balcão de ações onde só especulador lucra, aplicadores comuns são sempre lesados.

Distribuição de renda:
Inglaterra - grande igualdade na distribuição de renda com renda média de 21410 dólares.
Brasil – uma das maiores desigualdades do mundo, altíssima concentração de renda, renda média de 3400 dólares.

Forma de trabalho:
Inglaterra – A Inglaterra foi um dos primeiros países a abolir a escravidão, a Inglaterra fez surgir a Revolução Industrial e o trabalho assalariado criando um enorme parque fabril com trabalhadores assalariados e um grande mercado consumidor.
Brasil - Foi um dos últimos países do mundo a abolir a escravidão, apenas em 1888 o Brasil aboliu o trabalho escravo, até 1950 o Brasil era uma imensa fazenda onde apenas a agricultura e a pecuária eram os meios de produção.
A industrialização só foi chegar ao Brasil a partir de 1950 quando empresas estrangeiras vieram para cá e começaram a fabricar automóveis e eletrodomésticos que antes jamais foram produzidos aqui.

Carga tributária:
Inglaterra - baixa carga tributária.
Brasil - uma das maiores cargas tributárias do planeta, o povo precisa trabalhar quase a metade do ano apenas para pagar impostos.
Isto é incompatível com o Liberalismo.

Estas são as diferenças enormes entre um país liberal e o Brasil.
Como, diante de tamanhos contrastes alguém pode dizer que Inglaterra e Brasil usam o mesmo sistema econômico ?
Só mesmo marxistas para dizer isto...

O Brasil sempre foi um país agrícola, onde "nobres" e coronéis donos da terra mandavam como se fossem senhores feudais.
Os empregados desses senhores, até 1888 foram os escravos negros, depois de libertos os negros continuaram a trabalhar por um salário que apenas lhes dava condição para ter casa e comida morando em colônias dentro das fazendas, em alguns estados vieram emigrantes europeus para trabalhar na lavoura nas mesmas confissões.
Esta condição de servidão camuflada, só foi mudar durante a ditadura militar, na década de 1970, quando os latifundiários brasileiros executaram o maior êxodo do mundo moderno !
Quarenta milhões de trabalhadores rurais foram expulsos das fazendas, as fazendas foram cercadas, e surgiu no Brasil a figura do “bóia-fria”, um trabalhador rural que não mora junto a terra em que labora, foi obrigado a morar em favelas ao redor das cidades.
Esse êxodo foi feito porque o Brasil já não podia mais manter, perante o mundo, os trabalhadores rurais fora da lei trabalhista (CLT).

No Brasil jamais existiu, antes de 1950, um parque fabril desenvolvido, o mercado sempre esteve sujeito a vontade dos senhores donos da terra.
Depois de 1950, com a implantação da industria automobilística no Estado de São Paulo, começou a surgir a industrialização nesse estado, porém, o restante do Brasil permaneceu agrário, com isso ocorreu uma enorme migração de outros estados para o Estado de São Paulo.
No Brasil jamais existiu o pleno Estado de Direito democrático, tivemos aqui duas longas ditaduras, a política sempre teve enorme grau de corrupção e instabilidade, de 1964 até 1988 existiu uma ditadura militar centralizadora incompatível com o Liberalismo econômico.
Ou seja, jamais existiu no Brasil o sistema econômico Liberalismo.

***

Sobre o “neoliberalismo”.
O que os marxista chamam, por desconhecimento ou por maledicência, de “neoliberalismo” foram ações de governo executadas a partir de 1980 na Inglaterra por Margareth Thatcher e no EUA por Ronald Regan, que tinham a intenção de diminuir o tamanho do estado, tinham a intenção de retornar aos valores e ideais do Liberalismo clássico.
Praticamente foi aplicado apenas nesses dois países, a França por exemplo, não tomou tais medidas e permaneceu com o estado ”cheio”.

Tais medidas tiveram como base os estudos do economista norte-americano Milton Friedman e visavam diminuir impostos, erradicar cobranças de taxas, distribuir renda, eliminar o assistencialismo estatal e se desfazer de empresas estatais para chegar a um “estado mínimo”.
Tais medidas foram executadas no EUA e na Inglaterra e estes países chegaram ao “estado mínimo” desejado.

No Brasil, onde jamais existiu Liberalismo, não poderia existir um “neo” liberalismo !
A única coisa que existiu no Brasil foi a passagem das ricas empresas estatais para as mãos de particulares brasileiros e estrangeiros.
Os estrangeiros receberam seu quinhão em troca da tecnologia, se as empresas ficassem apenas com brasileiros seria muito difícil e caro comprar tecnologia lá fora.
Desta forma, as estatais do norte e nordeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro ficaram para brasileiros, e as de São Paulo e sul para estrangeiros.
O dinheiro de tais vendas desapareceu sem nenhum proveito para o povo brasileiro.
Tais "vendas" jamais tiveram as mesmas intenções que existiram no EUA e na Inglaterra, aqui apenas foi mais uma jogada do poder dominante para se apossar das ricas empresas estatais.

As outras medidas não foram executadas no Brasil, o Brasil continuou sendo o país com uma das maiores cargas tributárias do planeta, altíssima concentração de renda, enorme quantidade de taxas e multas de todos os tipos e o assistencialismo do voto de cabresto aumentou !
Sem falar da corrupção que continuou intacta.
De forma que o termo “neoliberal” usado para adjetivar o Brasil serve apenas como chavão para esquerdistas gritarem e em nada corresponde a verdade dos fatos.

O “neoliberalismo” no Brasil foi apenas mais uma trapaça aplicada pelos corruptos que mandam no Brasil.
Infelizmente o povo brasileiro, mantido a distância de uma boa educação e informação, permanece alheio a todas essas farsas e mentiras generalizadas.

***

Os marxistas também gostam de se referir ao Brasil como sendo “capitalista”.
Tudo que foi dito acima serve para isso também, mas, podemos ainda fazer algumas observações.

Vamos fazer a seguinte análise:
O Canadá, uma ex-colônia, é capitalista.
O Brasil, uma ex-colônia, é capitalista.

Mas, se ambos os países tem o mesmo sistema econômico como os resultados podem ser tão diferentes ?
Como o Canadá capitalista pode chegar a ter um dos povos mais cultos e desenvolvidos do planeta e o Brasil, tendo supostamente o mesmo sistema continuou pobre e subdesenvolvido como sempre foi ?

Seria lógico se esperar que ambos os países tendo o mesmo sistema ou fossem ambos pobres ou fossem ambos desenvolvidos !
Não é isso que acontece...

Na verdade, o Canadá é uma país sério tanto na política como na economia, aplicou corretamente as regras do Liberalismo, incentivou a imigração de colonos europeus e distribuiu terras a eles, criou um excelente sistema de ensino em todos os níveis e produziu um povo culto que levou o Canadá a ser uma nação desenvolvida.
O Brasil, infelizmente, com a sua elite corrupta, não fez nada disso, manteve seu povo refém da ignorância com um péssimo ensino, refém de altas cargas tributárias, jamais distribuiu terras para colonos e manteve o latifúndio secular que já vinha desde as Capitanias Hereditárias, e com isso manteve o povo que antes era escravo na mesma pobreza secular em que sempre esteve.

O Canadá é um país que tem como sistema econômico o Liberalismo.
O Brasil é um país onde jamais existiu Liberalismo, ou "capitalismo".
O Brasil é o que chamo de "escravidão democrática", uma obra prima da irresponsabilidade humana.


4.7 – Colônia de “exploração” e colônia de “povoamento”.

Quando se argumenta com marxistas, que da mesma forma que o Brasil e demais países da América Latina foram colônias e que o EUA também foi colônia, os marxistas vem com uma alegação que demonstra todo o seu desconhecimento de História.

Dizem eles que o Brasil e demais países latinos são pobres porque foram “colônias de exploração” da Espanha e Portugal ... e que o EUA foi “colônia de povoamento” da Inglaterra.
É claro que quando se trata de países da África que foram protetorados da Inglaterra por algumas décadas ... os marxistas já não dizem mais isso !
Ai eles dizem que tais países africanos são pobres porque a Inglaterra os explorou !

Essa alegação no mínimo entra em contradição com uma outra alegação deles próprios de que a pobreza do Brasil e dos países latinos é por causa do capitalismo...
Afinal, a pobreza latina é por que foram “colônias de exploração” ou foi causada pelo capitalismo ?

É bom lembrar que Portugal e Espanha foram metrópoles coloniais mais jamais foram países industriais capitalistas.

Mas, o que nos interessa demonstrar é que o EUA também foi uma “colônia de exploração” igual os latinos, a Inglaterra não tinha colônias para simplesmente povoá-las, tinha colônias para explorá-las.
A má fé e o desconhecimento de História da América e do EUA leva os marxistas atuais a fazerem essa alegação sem fundamento.

Dos atuais 50 estados norte-americanos, 33 deles foram – colônias da Espanha por séculos - Florida, Texas, California, estados norte-americanos que são das regiões mais ricas do mundo atual – foram colônias da Espanha por séculos !
Apenas após a independência americana é que tais estados foram agregados ao EUA !

Se a alegação marxista tivesse algum fundamento tais estados deveriam ser iguais aos demais países latinos, afinal, por 300 anos foram “colônias de exploração” da Espanha” tal como o México foi !
A California, deveria ser igual ao México !
A California foi uma das regiões mais exploradas pela Espanha colonial !

Pela alegação marxista, uma nação que foi colônia de Portugal ou Espanha está condenada a ser pobre para sempre, devido a exploração que sofreu até 200 anos atrás !
Então, a California não deveria ser a mais rica região do mundo !
Deveria ser tão pobre como os estados do norte do México !

Infelizmente para os marxistas a California, apesar de ter sido “colônia de exploração” da Espanha por 300 anos, é rica e culta, e este fato refuta a alegação deles.

***

O EUA quando da independência em 1776 era uma faixa de terra litorânea ao Oceano Atlântico da América do Norte (AN), uma faixa de terra que ia do noroeste da AN até o sul nos limites da Florida mexicana.
Nestas terras estavam as Treze Colônias inglesas na AN, que correspondem a uma pequena parte do EUA atual, em torno de 20% do EUA atual.

Tais colônias eram as seguintes:

Colônias na Nova Inglaterra (4):
New Hampshire,
Massachusetts (atuais estados de Massachusetts e Maine),
Rhode Island,
Connecticut.

Colônias Centrais (4):
Nova Iorque (atuais estados de Nova Iorque e Vermont),
Nova Jérsei,
Pensilvânia,
Delaware.

Colônias do Sul (5):
Maryland,
Virgínia “(atuais estados da Virgínia e Kentucky),
Carolina do Norte (atuais estados da Carolina do Norte e Tennessee),
Carolina do Sul,
Geórgia.

Os habitantes dessas treze colônias inglesas, embora tivessem a mesma origem étnica, não possuíam uma identidade nacional norte-americana !
O sentimento nacionalista norte-americano só iria surgir tempos depois da independência, quando da guerra de 1812 contra a Inglaterra e de forma mais acentuada com a Guerra da Secessão americana.

A Inglaterra mandou para as suas colônias na América, em maior número para a sua colônia da Georgia, bandidos condenados na Inglaterra, ou seja, o EUA, tal qual a Austrália, serviu de colônia penal para a Inglaterra, para onde eram enviados bandidos que o reino queria ficar livre deles.

Ou seja, a Inglaterra não tinha suas colônias como "colônias de povoamento", neste aspecto também, podemos acrescentar para reforçar este fato que, em vez de colonos a Inglaterra, tal qual Portugal e Espanha, escolheu para trabalhar nas colônias da América, o escravo negro africano.
Então, o "povoamento" feito pela Inglaterra na suas 13 colônias da AN foi feito majoritariamente por bandidos e escravos negros.

A Guerra da Independência do EUA foi justamente devido aos altos impostos que a Inglaterra cobrava de suas colônias, o que levou a revolta dos norte-americanos contra a metrópole.

A população das Treze Colônias quando da independência americana era de apenas 2,4 milhões de pessoas, sendo que grande parte deles eram de escravos africanos e índios.
Entre 1609 quando iniciou-se o trafico de escravos para as colônias do sul, até a independência, foram para o EUA em torno de 500 mil africanos.

Com isso constatamos que o grande país que existe na AN atual, quando da sua independência em 1776 não era nem sombra do que é hoje, era uma nação sem identidade nacional, escravocrata (no sul) e com limitadas capacidades econômicas e territoriais.

Depois da independência é que o governo norte-americano passou a incentivar o povoamento e a expansão territorial, tal expansão e progresso se devem – exclusivamente – a ação do governo norte-americano e não de uma suposta “colônia de povoamento”.

O povoamento do EUA foi feito com o incentivo – pelo governo norte-americano - da imigração para o EUA de europeus.
A partir de 1830 foram para o EUA milhões de imigrantes europeus e isso mudou para sempre a configuração do povo norte-americano !
Os europeus foram “para a América”, foram para lá realizar o “sonho americano”.
Já por volta de 1840 a quantidade de ingleses foi superada por imigrantes irlandeses e alemães.

Os números de imigrantes para o EUA são os seguintes a partir de 1830:
5,4 milhões de italianos
5 milhões de alemães,
4,4 milhões de irlandeses,
3,6 milhões de ingleses,
2 milhões de poloneses,
2 milhões de judeus europeus,
1,5 milhões de escandinavos,
1 milhão franceses.
1 milhão de asiáticos.

Ou seja, mais de 25 milhões de imigrantes foram para o EUA !

Este foi o povoamento do EUA.
Feito após a independência com o incentivo do governo norte-americano.

A grande motivação para essa enorme imigração foi a distribuição de terras para os colonos, o governo do EUA deu posse de milhões de lotes de terra para os colonos europeus, uma reforma agraria feita no século XIX.
Esta democratização da propriedade privada foi um dos alicerces do progresso do EUA.
Isto foi acompanhado da expansão territorial em direção ao Pacífico que tornou o EUA um país continental 5 vezes maior do que era quando da independência.

Tais fatos históricos o “materialismo histórico” marxista, dominante nas escolas brasileiras, não ensina para os alunos.
Os alunos desconhecem a história real, lhes é ensinado apenas a “luta de classes”, tudo é “luta de classes” para o “materialismo histórico” !
Desta forma, muito jovens são presas fáceis para as mentiras inventadas pelo marxismo, e acreditam que o EUA é uma grande nação porque foi “colônia de povoamento”.

Esta é uma triste realidade, uma desgraça para os jovens estudantes brasileiros que saem da escola sem saber História, saem da escola apenas sabendo o ódio marxista da “luta de classes”.


4.8 – Aquecimento global

Os marxistas, infiltrados em todas as organizações mundiais, como a ONU, FMI, ONGs, etc, viram no aquecimento global mais uma inusitada chance de falar mal do capitalismo...
E criaram mais uma mentira, atribuindo ao capitalismo o aquecimento global !
Até parece que os 2 bilhões de humanos que foram socialistas em 50 países do mundo no século XX não usavam combustíveis fósseis !
Até parece que a URSS marxista e a China comunista não usavam petróleo !

***

Quando os humanos dominaram o fogo a milhares de anos atrás, e acenderam a primeira fogueira, os humanos começaram a poluir a atmosfera.
As fogueiras precisavam de lenha, e a lenha vinha das arvores.
Dai para frente, com a melhoria do conhecimento humano da natureza, com o surgimento da ciência e da tecnologia cada vez mais os humanos foram poluindo mais a atmosfera sem saber.
Os humanos sempre usaram o carvão como fonte de energia, desde a antiguidade.
Quando os humanos inventaram o motor a vapor, seguindo o desenvolvimento científico, eles dominaram a produção de energia com o uso de carvão em maior escala !
Mais ainda, quando os humanos desenvolveram a tecnologia para extrair energia dos combustíveis fósseis, também foi o desenvolvimento científico que levou a uma maior poluição.
A poluição da atmosfera portanto, é em função da forma que os humanos encaminharam a sua ciência para extrair energia da natureza e não do sistema econômico vigente em cada época.

Os humanos só não poluiriam a atmosfera se continuassem a viver da forma que viviam antes do domínio do fogo, ou seja, se os humanos ainda vivessem como australopitecos.
O consumo humano, a vontade dos humanos de comer, beber, se enfeitar, se divertir, usar meios de locomoção que os evitassem de andar, de usar roupas bonitas, sempre existiu !
Os índios brasileiros quando os portugueses chegaram aqui usavam cocares, penas, brincos, colares e outros adereços que fabricavam para se enfeitar, só não usavam relógio no pulso porque não sabiam fazer ... mas, hoje usam !

Era uma questão apenas de tecnologia e produção, a vontade para consumir sempre existiu.
E a fonte de matéria-prima para tudo isso sempre foi a natureza.
Os antigos egípcios, os babilônios, os romanos, consumiam até drogas em larga escala, o único limite para a vontade de consumir dos humanos eram os meios de que dispunham para fazer bens de consumo.

Não foi o Liberalismo que surgiu em 1776 que colocou isso nas atitudes humanas !

A ciência não fez o motor a combustão por maldade .. fez para melhoria da vida do ser humano, e todo mundo usa, todo mundo quer ter um carro, todo mundo gosta de ir trabalhar de carro.
Nada mais normal isso, os humanos não sabiam que o uso do petróleo colaborava para o aquecimento do planeta.

Alguns países tiveram maior progresso tecnológico e deram a seu povo um maior conforto que os demais, isso levou a um maior consumo de energia, mas não fizeram isso por maldade, fizeram porque tiveram mais capacidade que os outros, é uma coisa mesquinha acusá-los de “destruir o planeta”, os acusadores não colaboram tanto quanto eles para isso apenas porque não tiveram capacidade para isso, pois vontade de viverem como ricos sempre tiveram !
Mesmo um "verde", ou um "vegetariano", apenas na aparência não usa as fontes de energia poluidores, tudo o que tais pessoas usam para chegar até eles, exigiu produção e transporte, que necessitam das fontes de energia existentes.
Quando um vegetariano come o seu tomate na sua casa, o tomate não chegou até ele voando do paraíso, todo um sistema energético complexo foi necessário para que isso acontecesse.

Países pobres, países socialistas, não deixaram de usar combustível fóssil !
A URSS socialista sempre usou petróleo, e proporcionalmente poluía até mais que os países com alta tecnologia, o que aconteceu foi que a URSS socialista não teve competência para dar a seu povo uma boa qualidade de vida.
O mais atrasado país do mundo, usa o mesmo tipo de energia que o mais desenvolvido país do mundo, e polui da mesma forma.

Em resumo, a culpa do aquecimento global não deriva do tipo de sistema econômico que existe no mundo, mas sim do tipo de produção de energia que os humanos, desde o domínio do fogo, criaram.
Com a ressalva, os humanos – não sabiam que a forma de energia que usavam causava aquecimento.

***

Os motores que usam combustíveis fósseis, quando do início de tal descoberta, usavam 1 litro de gasolina para percorrer um quilômetro de distância, com o passar do tempo esse consumo foi diminuindo, hoje existem motores que fazem 20 quilômetros com um litro de gasolina, a ciência nem sabia que com isso estava colaborando para diminuir o aquecimento !
Agora que os humanos sabem que a energia que usam pode ser prejudicial para a atmosfera, a ciência irá trabalhar para descobrir novas formas de energia não poluentes e reduzir ao mínimo o uso da atual, isso não resta a menor dúvida que vai acontecer.
A ciência irá, sem dúvida alguma, trabalhar para reverter o quadro atual.
O correto não é buscar culpados como o falido marxismo e os oportunistas fazem, o correto é buscar soluções para o problema.
Precisamos ficar atentos com os reais problemas e as reais soluções, e tomar muito cuidado com as mentiras marxistas, os marxistas não estão interessados em melhorar as condições de vida das pessoas, eles estão interessados em destruir a sociedade atual e implantar o socialismo criminoso mais uma vez.
Para isso não hesitam em criar mentiras para enganar as pessoas bem intencionadas e com isso colocar a culpa das mais variadas coisas ruins que existem no mundo no capitalismo.
Mas, a verdade sempre irá prevalecer, a URSS socialista e seus “intelectuais” marxistas espalharam pelo mundo uma infinidade de mentiras, mais ao final, a URSS desmoronou sobre os pés de barro que tinha, e mostrou ao mundo que o socialismo sim, era uma mentira.


4.9 - Imperialismo, uma criação do marxismo-leninismo.

O termo “imperialismo” foi criado por Vlademir Lenin em seu livro “O imperialismo, fase superior do capitalismo”, onde ele disse: “O imperialismo é um prelúdio das revoluções proletárias.”.

Ou seja, Lenin inventou um nome para a predição caótica de Marx para o capitalismo.
Lenin tinha os seguintes princípios:

“Os comunistas deveriam lembrar-se de que falar a verdade é preconceito pequeno-burguês. Uma mentira, por outro lado, é muitas vezes justificada pelo fim”

“Uma mentira dita muitas vezes torna-se verdade”

"A tarefa da revolução vitoriosa consiste em fazer o máximo num país para desenvolver, sustentar e fomentar a revolução nos outros países"

"A Ditadura do Proletariado é a dominação não restringida pela lei e baseada na força"

Vemos por seus princípios que Lenin tinha a mentira como um de seus principais métodos de dominação.
Lenin tinha como método acusar outros do que ele próprio fazia.
Estes seus princípios é que são os princípios de um imperialista que deseja intervir em todos os países do mundo para impor a sua vontade !

Depois da primeira guerra mundial, foi Lenin que criou um estado imperialista !
Lenin criou a URSS, que tinha a Rússia como potência imperial, a Rússia vermelha, da foice e martelo, ocupou dezenas de países ao seu redor e os submeteu ao império soviético da URSS.

A URSS ocupou e anexou as seguintes nações atuais:
Azerbaijão, Armênia, Bielo-Rússia, Casaquistão, Estônia, Georgia, Kyrgyzstão, Letônia, Lituânia, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão.

A URSS mantinha os seguintes países da Europa Oriental sob sua intervenção militar direta:
Albânia, Alemanha Oriental, Bosnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Hungria,, Monte Negro, Polônia, Rep. Checa, Romênia, Servia.

A URSS apenas estava seguindo as orientações de Lenin: "A tarefa da revolução vitoriosa consiste em fazer o máximo num país para desenvolver, sustentar e fomentar a revolução nos outros países" - a URSS fez exatamente isso.

A URSS interferiu em todos os países do mundo com a intenção de fazer a revolução socialista neles.
Protegia e financiava líderes comunistas em todos os países da América Latina, no Brasil seu maior afilhado foi Luis Carlos Prestes, que residiu na URSS por anos e de lá foi enviado as escondidas para fomentar a revolução comunista aqui dentro do Brasil.
A URSS manteve os países da Europa Oriental sob suas botas, invadiu a Tchecoslovaquia na “Primavera de Praga”, invadiu a Hungria, mantinha o exército vermelho na RDA, e por fim invadiu o Afeganistão, onde teve seu fim trágico e humilhante.

O marxismo já em sua criação é imperialista, uma vez que Marx sempre disse que o seu socialismo científico era “internacional”.
Para isso Marx fundou a organização subversiva “Internacional Socialista”, uma prova concreta da pretensão do marxismo de implantar no planeta um imperialismo socialista internacional.

Os países democráticos do ocidente, tendo o EUA como líder, não tinham nenhum império que estivesse fazendo a mesma coisa que a URSS fez a partir de 1917.
As guerras em que o EUA se envolveu na Guerra Fria foi justamente para evitar que a URSS (ou a China comunista) ocupassem países e implantassem neles o socialismo.

A Guerra do Vietnã por exemplo, foi iniciada porque o Vietnã do Norte comunista, através dos vietcongs financiados pela URSS e China, invadiu o Vietnã do Sul que era uma democracia livre.
A prova dessa intenção é que ao término da guerra, com a derrota do Vietnã do Sul, todo o Vietnã se tornou comunista, ou seja, o Vietnã do Sul que era uma democracia, foi anexado.

Na Guerra da Coreia, a Coreia do Sul teve melhor sorte !
O EUA conseguiu evitar a ocupação socialista, e com isso o mundo ganhou uma nação livre e desenvolvida, a Coreia do Sul !
O pobre povo da Coreia do Norte, que continuou socialista, se manteve em miserável pobreza e ditadura socialista.

Então, baseado em que fatos Lenin pode acusar os países desenvolvidos e democráticos de serem “imperialistas” ?
Ele não tinha fatos.
Lenin tinha apenas a principal ferramenta do marxismo - a mentira dita muitas vezes.
E tal mentira se espalhou pelo mundo, dita pelos “intelectuais” socialistas nas universidades, e se transformou em verdade, e ainda é verdade, para muitos jovens inocentes que não sabem dos fatos reais da história.
As pessoas de mente livre, as pessoas que tem personalidade própria, e que não se deixam levar por mentiras doutrinárias, vão constatar facilmente que o que foi dito acima é a mais clara verdade dos fatos e dos acontecimentos no século XX.
A influência que países democráticos como EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra, Canadá, exerceram no planeta é uma influência advinda da cultura e ciência adiantada que possuem e dos serviços de alta tecnologia que tal ciência fornece.
Nenhum país do mundo é obrigado a aceitar isso.
O EUA produziu o PC e o Windows, nenhum país do mundo é obrigado a usar o PC e o Windows !
O EUA produz notebooks, nenhum país do mundo é obrigado a usar os notebooks norte-americanos.
O EUA produziu a Internet, nenhum país do mundo é obrigado a usar o Internet !
O EUA produziu o McDonald´s, o filme Matrix, a Inglaterra produziu os Beatles, o Japão produziu as motos Honda, a Alemanha produziu o Fusca, nenhum país do mundo é obrigado a usar tais coisas !
Usa se quiser.

Desta forma, os países democráticos desenvolvidos jamais fizeram “imperialismo”, fizeram desenvolvimento cultural e tecnológico, quem fez imperialismo com a intenção de intervir e ocupar militarmente em todos os países do mundo - declaradamente - foi o socialismo da URSS, da China comunista e de Cuba.

O “imperialismo” intervencionista é uma característica inata do socialismo marxista, e não do Liberalismo político e econômico que existe nos países democráticos, cujos ideais são a liberdade e o estado de direito.


4.10 - Che Guevara mentiu ? Ele não era socialista ?

Uma das desculpas de marxistas atuais, depois do desmoronamento da URSS e do socialismo marxista no mundo, é que “não existiu socialismo”, alegam que na URSS não foi socialismo, foi “capitalismo de estado” !

Quanto a essa desculpa tola, palavras que jamais foram ditas enquanto a URSS existia, e sabendo que em Cuba existiu e ainda existe a já 50 anos, a mesma ditadura socialista que existiu na URSS e em todos os demais países socialistas, um dos argumentos que se pode colocar para facilmente refutar tal alegação, é o seguinte:
Guevara não sabia marxismo, não sabia o que era o “socialismo científico” de Marx ?
Guevara não entendeu o Manifesto Comunista, Guevara não entendeu a “Ideologia Alemã”, Guevara não entendeu “O Capital” ?
Che Guevara implantou em Cuba um “capitalismo de estado” em vez do "socialismo científico" marxista ?

Se não existiu socialismo, então Che Guevara não era socialista !
Quando os marxistas vestem a camiseta com a cara de Che estampada não estão com a camiseta com a cara de um socialista !
Estão vestindo uma camiseta com a cara de um “capitalista de estado” !
É patético !

Vamos ver a seguir as atividades de Guevara em Cuba após assumir o poder:

Depois da vitória da revolução em Cuba Che Guevara foi o responsável pelo processo de formação do estado socialista cubano.
Em meados de 1959 foi nomeado Chefe do Departamento das Indústrias, mais tarde transformado em Ministério da Industria, e também foi nomeado Chefe do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INRA), a seguir foi nomeado presidente do Banco Nacional de Cuba.

Quando da nomeação para o Banco Nacional de Cuba em Fevereiro de 1961, Fidel Castro comentou que precisavam de um bom economista, e Guevara respondeu dizendo que ele pensava “que precisavam de um bom marxista” !

Ou seja, Guevara, é claro, se considerava "um bom marxista".

Guevara dirigiu e implantou a economia socialista cubana desde meados de 1959 até março de 1965, alem de ser o líder político ao lado de Fidel e ter participado ativamente da Crise dos Mísseis de 1961 que quase levou o mundo a uma guerra nuclear.
Em meio a isso Guevara também dava palestras nos países dominados pela URSS e principalmente ia para países do Terceiro Mundo exportar a sua revolução marxista.
Algum marxista brasileiro em algum momento o questionou quanto a ele não saber marxismo e estar implantando em Cuba um “capitalismo de estado” ?
Não é claro !
Sempre tiveram Guevara e sua protetora a URSS, como o mais perfeito marxismo que já existiu no planeta !

Guevara implantou um modelo de economia socialista em Cuba denominado Sistema Orçamentário de Financiamento (SOF) ao qual deu ênfase ao slogan de "uma nova atitude perante o trabalho" e a sua ideia de um "novo homem".
A teoria do SOF baseava-se nos escritos do “jovem” Marx e nos princípios iniciais da gestão econômica de Lenin na URSS,
Guevara não discordava em nada do marxismo que foi implantado na URSS por Lenin !
A respeito desse seu projeto marxista para Cuba Guevara escreveu no seu “El socialismo y el hombre en Cuba” o seguinte:

"O importante é que os homens estão cada vez mais conscientes da necessidade da sua inclusão na sociedade e ao mesmo tempo da sua importância como gestores da mesma.
Os trabalhadores seguem a sua vanguarda, que é constituída pelo Partido e pelos seus membros avançados ligados as massas e em comunhão com elas.
O prêmio é uma nova sociedade onde os homens terão uma característica distinta: a sociedade do homem comunista.”

Belo discurso marxista, mas, como sempre, mentiroso.
Como sabemos, o “homem comunista” que ele gerou em Cuba é um infeliz que nem alimentação correta tem, um prisioneiro dentro de sua ilha sem liberdade para sair dela.
Esse infeliz cubano é o “homem comunista” de Guevara.

Guevara escreveu também no mesmo livro:

“A massa participou na Reforma Agrária e no difícil empenho de administrar as empresas estatais; passou pela experiência heróica de Playa Girón; forjou-se nas lutas contra as várias hordas de bandidos armados pela CIA; viveu uma das definições mais importantes dos tempos modernos na crise de Outubro e está hoje trabalhando para a construção do socialismo.”
“Tentarei agora definir o indivíduo, ator desse estranho e apaixonante drama que é a construção do socialismo,”

Existe alguma dúvida quanto a Guevara estar implantado – o socialismo – e não “capitalismo de estado” em Cuba ?

Outros textos de Che Guevara:

"Faremos o homem do século XXI: nós mesmos. Nos forjaremos na ação quotidiana, criando um homem novo com uma nova técnica".
Che Guevara "O socialismo e o Homem novo", 1965.

O “homem novo” de Guevara é o mesmo de sempre, um infeliz submisso a um sistema ditatorial comandado por um ditador socialista.

Guevara escreveu uma carta ao jornalista uruguaio Anibal Quijano, diretor do semanário “Marcha” que foi publicada em 12 de Março de 1965, onde Guevara falava a respeito do socialismo em Cuba:

“Faço estas notas em viagem à África, animado pelo desejo de cumprir, ainda que tardiamente, o que eu prometi.
Gostaria de falar sobre o tema “O socialismo e o homem em Cuba”.
Eu acho que pode ser interessante para os leitores uruguaios.
É comum ouvir-se entre os porta-vozes capitalistas, como um argumento na luta ideológica contra o socialismo, a alegação de que este sistema social ou o período de construção do socialismo a que estamos empenhados em Cuba se caracteriza pela abolição do indivíduo em proveito do estado.
Não pretendo refutar esta alegação com um argumento puramente teórico, mas também mostrar os fatos tal como eles estão acontecendo em Cuba e acrescentar comentários de caráter geral.”

Ou seja, Guevara não tinha nenhuma dúvida com respeito a implantação do socialismo em Cuba, estava sendo feito da forma correta, os “capitalistas” como sempre, é que nada sabiam...

Infelizmente para os cubanos os “capitalistas” estavam certos !

O socialismo que Guevara implantou em Cuba trouxe aos cubanos a perda das liberdades individuais, sobre os cubanos a 50 anos reina soberana e inquestionável a “vanguarda” socialista - o Partido Comunista Cubano e seu ditador Fidel Castro, que manteve o povo cubano prisioneiro por todo esse tempo.

Che Guevara não era “capitalista de estado”, era marxista, era socialista, e implantou em Cuba as ordens traçadas pelo “mestre”, da mesma forma que foram também implantadas em outros 49 países do planeta as mesmas ordens do “mestre”.
Porém o sistema mentiroso inventado por Marx, em todos os países socialistas, levou ao mesmo ponto que levou Cuba – a ditadura socialista - e jamais chegaram ao “homem comunista” pois ele nada mais era que uma mentira.


4.11 - Os sindicatos de trabalhadores e o marxismo.

Os marxistas atuais em uma tentativa de ver algo de bom no marxismo falam que o marxismo contribuiu para o desenvolvimento dos sindicatos e da melhoria dos salários.

Isso não é verdade.

Marx atuou na Internacional Socialista e não nos sindicatos trabalhistas.
Os sindicatos sempre tiveram ligados aos Partidos Trabalhistas (Labor Party inglês) e ao meio empresarial diretamente que financiou muitos deles.
Marx era contra a atuação dos sindicatos, Marx era contra a negociação pacífica, contra a negociação salarial, ele queria a luta de classes, a revolução e a ruptura completa do sistema de salários.
Marx, ao em vez de um sindicato, fundou a Internacional Socialista, era nela que ele atuava e não nos sindicatos.
A IS era uma instituição subversiva que tinha como única finalidade destruir a sociedade da época através da revolução do proletariado, a IS jamais teve a intenção de estabelecer negociação por melhores salários.

Quando Marx se referia a "trabalhadores", ele não estava se referindo aos trabalhadores sindicalizados, estava se referindo aos trabalhadores que eram filiados da Internacional Socialista.

Em Junho de 1865 os marxistas conseguiram organizar a primeira reunião da Internacional Socialista, e Marx preparou um extenso discurso para dizer aos trabalhadores como eles deveriam proceder...
Vamos apresentar a parte final desse discurso para tomarmos conhecimento de como Marx interpretava a luta sindical e de que forma Marx queria que os trabalhadores procedessem.
Só lembrando que tal discurso, não foi em um sindicato, foi na IS.

Discurso de Marx na I Internacional em Junho de 1865.

Este discurso ficou inédito até depois da morte de Engels, foi lançado como "livro" depois da morte dele com o título de "Valor, Preço e Lucro".

Vejamos a parte final:

"....
Estas dicas servem para mostrar que o desenvolvimento da moderna indústria deve progressivamente transformar-se em favor do capitalista e contra o trabalhador, e a tendência geral da produção capitalista não é para aumentar salários, mas sim de diminuir o padrão médio de salários, ou a empurrar o valor do salário para próximo do limite mínimo.
Essa é a tendência das coisas neste sistema, isto nos diz que a classe trabalhadora deveria renunciar à sua resistência contra as invasões de capital, e abandonar as suas tentativas de fazer o melhor dos esforços para uma ocasional melhora temporária ?
Se os trabalhadores fizerem isso, iriam ser degradados a um nível de massa falida miserável sem salvação.
Creio ter mostrado que as suas lutas para melhorar salários são inseparáveis dos acontecimentos de todo o sistema salarial, que em 99 casos em 100 os seus esforços em elevar os salários são apenas os esforços em manter o valor do salário, e que a necessidade de debater os seus preços com o capitalista é inerente à sua condição de ter de vender a si próprios como mercadorias.
Por esse meio covarde vocês estão cedendo diante de seus conflitos contra o capital, com isso vocês certamente irão se desqualificar a si próprios para o início de um movimento maior.
Ao mesmo tempo, e independentemente da forma geral servidão que vocês estão envolvidos no sistema de salários, a classe trabalhadora não deveria exagerar para si o último trabalho destas lutas cotidianas.
Vocês não deveriam esquecer que estão brigando contra efeitos, e não contra as causas desses efeitos; que isto vai retardar a diminuição dos salários, mas não vai mudar a sua intenção, que estão aplicando paliativos, não cura a doença.
Os trabalhadores deveriam, portanto, a não ser absorvido exclusivamente nestas inevitáveis lutas guerrilheiras incessantemente pulando para cima a partir de invasões nunca deixam de capital ou mudanças de mercado.
Eles deveriam saber que, com todas as misérias que lhes impõe, o atual sistema gera simultaneamente as condições materiais e as formas sociais necessárias para uma reconstrução econômica da sociedade.
Em vez do conservador lema, "Um dia de salário justo para um dia de trabalho justo!" têm que inscrever na sua bandeira o lema revolucionário, "Abolição do sistema de salários!"

Está ai a prova incontestável que Marx jamais apoiou a negociação pacífica dos sindicatos trabalhista, nem mesmo jamais falou para eles, ele apenas queria a implantação do seu sistema - o socialismo científico.

Depois disso, Marx conclui:

"Após este longo e muito, receio, tediosa exposição, que eu era obrigado a entrar em fazer alguma justiça ao assunto, irei concluir, propondo as seguintes resoluções:
Em primeiro lugar.
Um aumento na taxa geral de salários resultaria numa diminuição da taxa geral de lucro, mas, em termos gerais, não afetam os preços das mercadorias."

Conclusão errada de Marx
Se os aumentos de salários viessem acompanhados de aumentos de produtividade, que foi o que aconteceu, não existiria diminuição da taxa de lucros.

"Em segundo lugar.
A tendência geral da produção capitalista não é para aumentar, mas a diminuir o padrão médio dos salários."

Conclusão errada de Marx
O capitalismo inglês, a quem ele estava se referindo, aumentou em alto grau o nível dos salários do trabalhador inglês.

"Em terceiro lugar.
Os sindicatos trabalham bem como centros de resistência contra as invasões de capital.
Eles falham parcialmente a partir de um uso pouco cuidadoso do seu poder.
A falha geral de limitarem-se a uma guerrilha contra os efeitos do sistema existente, em vez de tentar mudá-la simultaneamente, em vez de usar suas forças organizadas como alavanca para a emancipação definitiva da classe trabalhadora ou seja, a abolição o sistema de salários."

Conclusão errada de Marx
Os trabalhadores que aboliram a existência de salário, como na URSS e outros países que se tornaram marxistas, se tornaram trabalhadores que foram ficando cada vez mais pobres, sem roupas boas, sem comida aceitável, seus países faliram na miséria.
Ao contrário dos trabalhadores da Inglaterra, que não aboliram o salário e se tornaram um dos povos mais desenvolvidos do planeta.

Os sindicatos trabalhistas, os legítimos representantes dos trabalhadores, nada tem em comum com o marxismo, o marxismo não admite a existência de salários e a “solução” para o marxismo é a luta entre humanos, é a “luta de classes” e a “revolução do proletariado” que visam acabar com os salários de forma violenta e despótica.
O marxismo jamais quis uma negociação civilizada entre trabalhadores e empresários.


4.12 - O marxismo e os humanistas e defensores dos animais.

Muitos dos “humanistas” atuais também são marxistas, são contra o “capitalismo” que propiciou a suas existências e se colocam a favor do marxismo criminoso e mentiroso que nada de bom fez para a humanidade.

Colocamos a seguir as palavras de Marx (no Manifesto Comunista) sobre eles, vai ser bom para o ego deles saberem o que Marx pensava deles !

Manifesto Comunista
PARTE 3 - LITERATURA SOCIALISTA E COMUNISTA

"2 - O socialismo conservador ou burguês

Uma parte da burguesia procura remediar os males sociais com o fim de consolidar a sociedade burguesa. Nessa categoria enfileira-se os economistas, os filantropos, os humanitários, os que se ocupam em melhorar a sorte da classe operária, os organizadores de beneficências, os protetores dos animais, os fundadores das sociedades de temperança, enfim os reformadores de gabinete de toda categoria.
Chegou-se até a elaborar esse socialismo burguês em sistemas completos.
Como exemplo, citemos a Filosofia da Miséria, de Proudhon.
Os socialistas burgueses querem as condições devida da sociedade moderna sem as lutas e os perigos que dela decorrem fatalmente. Querem a sociedade atual, mas eliminando os elementos que a revolucionam e a dissolvem. Querem a burguesia sem o proletariado. Como é natural, a burguesia concebe o mundo em que domina como o melhor dos mundos. O socialismo burguês elabora em um sistema mais ou menos completo essa concepção consoladora. Quando convida o proletariado a realizar esses sistemas e entrar na nova Jerusalém, no fundo o que pretende é introduzi-lo a manter-se na sociedade atual, desembaraçando-se, porém, do ódio que ele nutre contra ela.
Uma outra forma desse socialismo, menos sistemática, porém mais prática, procura fazer com que os operários se afastem de qualquer movimento revolucionário, demonstrando-lhes que não será tal ou qual mudança política, mas somente uma transformação das condições de vida material e das relações econômicas, que poderá ser proveitosa para eles. Mas por transformação das condições de vida material, esse socialismo não compreende em absoluto a abolição das relações burguesas de produção - o que só é possível por via revolucionária - mas, apenas reformas administrativas realizadas sobre a base das próprias relações de produção entre o capital e o trabalho assalariado, servindo, no melhor dos casos, para diminuir os gastos da burguesia com seu domínio e simplificar o trabalho administrativo de seu Estado.
O socialismo burguês só atinge uma expressão adequada quando se torna uma simples figura de retórica. Livre câmbio, no interesse da classe operária! Tarifas protetoras, no interesse da classe operária! Prisões celulares, no interesse da classe operária! Eis suas últimas palavras, as únicas pronunciadas seriamente pelo socialismo burguês.
Ele se resume nesta frase: os burgueses são burgueses no interesse da classe operária."

Essas palavras de Marx são muito úteis !
Para que “humanistas” e ongueiros em geral saibam o que Marx pensava deles !
Nada mais do que “burgueses” que deverão ser eliminados.

***

Só um comentário sobre uma frase de Marx no texto acima:

“Querem a burguesia sem o proletariado.”

Exato.
Essa era a intenção.
E conseguiram !
A sociedade inglesa (e não apenas os humanistas) conseguiu.
Hoje em dia na Inglaterra existe um povo livre e culto, com excelente qualidade de vida e igualdade social, onde não existe “classe” alguma.
Na Inglaterra atual não existe burguesia e proletariado, existe o culto povo inglês.
Marx mais uma vez errou grosseiramente em suas malignas previsões.


4.13 - Marxismo e consumismo

É muito comum ouvirmos marxistas dizerem:
“Somos bombardeados de informação todos os dias em sua grande maioria ligada ao consumo.“

Essa é a visão do mundo anacrônica do marxismo.
Por mais que exista informação, isso é uma coisa normal.
A humanidade evoluiu em tecnologia, a coisa mais normal que existe é os humanos se comunicarem cada vez mais, ver algo ruim nisso só mesmo para marxista que quer voltar a pré história, que segundo eles, era comunista !

A maior – vontade - dos seres humanas é advinda da própria vida – o instinto sexual !
É a atração entre os sexos que move os seres humanos e não a tola suposição marxista.
É a atração sexual que faz namorados matarem a namorada de 15 anos.
É a atração sexual que faz surgir milhões de gritos de todos os tipos nesse exato instante no seio da humanidade.
E isso, não precisa da TV, basta um olhar para que a mais forte emoção humana se torne viva.

As pessoas procuram – livremente - entre as diversas coisas anunciadas na TV, aquelas que satisfaçam a sua vontade pessoal, que em geral é advinda da vontade primordial dos humanos que é a sexual.

O marxismo falido não percebe que dentro da programação de uma TV, deve existir a propaganda, é isso que mantém a empresa no ar, é dai que vem o salário dos funcionários.
Ninguém é obrigado a comprar o que a TV anuncia, cada pessoa compra o que achar que deve comprar, a TV apenas dá uma melhor informação para a população de quais produtos existem.

Quando vamos em uma feira livre os feirantes também anunciam freneticamente seus produtos ... mas, ninguém vai comprar todos os produtos anunciados, vamos comprar apenas aqueles que necessitamos, e a propaganda do feirante é muito importante para sabermos o que está a venda e os preços.

Mas, essa raiva do marxismo, camuflada na crítica ao consumismo, é proveniente do ódio marxista contra a liberdade de imprensa !
O marxismo é um inimigo mortal da liberdade, a imprensa livre é um agente da liberdade, desta forma, o marxismo se coloca contra a imprensa, mas, sempre o faz de forma camuflada, disfarçada, para que as pessoas não notem a sua real intenção.
Uma das primeiras coisas que os marxistas fazem quando assumem o poder em uma nação é acabar com a imprensa livre e deixar apenas uma imprensa submetida as ordens do partido.


4.14 - Para que existam ricos devem existir pobres.

4.14.1 – Por que Cuba e o Paraguai são pobres e o Japão é rico ?.

“Para que existam ricos devem existir pobres.”
Está é a “sábia” conclusão de marxistas.
O marxismo não tem competência para produzir riquezas e não sabe que para um país tornar seu povo um povo rico, com igualdade social, com excelente qualidade de vida – é preciso que tal país produza ele próprio riquezas dentro do país !
É o chamado PIB (Produto INTERNO Bruto), um país só terá um povo com excelente qualidade de vida e igualdade social, rico, se produzir um grande PIB per capita e se este país tiver uma boa distribuição de renda, ou seja, não pode existir no país uma alta concentração de renda.
É uma equação:
Grande PIB per capita + Baixa concentração de renda = Povo com igualdade social e boa qualidade de vida.

Por exemplo no Brasil, o Brasil tem um grande PIB, passa do trilhão de dólares, tem também um bom PIB per capita (10222 dólares), mas, no Brasil existe uma das maiores concentrações de renda do planeta, então, devido a isso, apesar do PIB ser grande existem milhões de miseráveis !

Um país como a Noruega, onde existe um alto PIB per capita e uma excelente distribuição de renda, dá a seu povo uma excelente qualidade de vida e igualdade social !
E claro, isso que os noruegueses tem lá dentro da Noruega em nada depende do pobre povo do Paraguai (ou de qualquer outro país do mundo) que nada produz nem para si próprio !
E mesmo sendo pobre, o povo do Paraguai não é idiota, o povo do Paraguai se produzisse alguma coisa de valor que fosse mandar para a Noruega, não a mandaria de graça, iria cobrar o preço justo do mercado mundial.

O preço de uma mercadoria para exportação depende do mercado mundial, depende de acordos comerciais mundiais feitos na OMC, nenhum país do mundo tem poder para tabelar preços dos produtos de outro pais !
O preço do petróleo por exemplo, varia de acordo com o humor do mercado.
Mesma coisa é com o preço de todos os demais produtos.

Para que a mentira marxista tivesse fundamento, tal mentira deveria ser acompanhada de provas que mostrassem com dados estatísticos reais, quais foram as riquezas transferidas do país pobre para o país rico...
Por exemplo, a Noruega tem povo rico, os marxistas deveriam provar, com dados reais, quais foram os países pobres do mundo que enviaram riquezas para a Noruega poder ser rica !
Os marxistas deveriam mostrar dados reais - olha, está aqui, em 1990 os idiotas do Bolivia mandaram de graça para a Noruega as mercadorias X, Y e Z.
Jamais farão isso !
Pois isso não existe, a Bolívia é pobre porque não teve competência para ser rica, e jamais teve riquezas que pudessem ter tornado a Noruega rica.

Para comprovar com fatos que um país rico não depende em nada de países pobres que não produzem riquezas, vamos apresentar a seguir uma comparação da produção real de riquezas em 3 países, e como é a relação destes países com os demais países do mundo.
Três países:
Cuba, Paraguai, Japão.

Vamos ver porque dois deles são pobres e um é rico (dados de 2007, existentes em todas as entidades de estatística econômica do planeta).

Cuba

Produção de riquezas DENTRO DO PAÍS (PIB): 51,1 bilhões de dólares.

Renda per capita: 4500 dólares

Exportações: 3,2 bilhões de dólares.

Exporta para:
Holanda - 21.8%
Canada - 21.6%
China - 18.7%
Espanha - 5.9%

Importações: 10,9 bilhões de dólares.

Importa de:
Venezuela - 26.6%
China - 15.6%
Espanha - 9.8%
Alemanha - 6.4%
Canada - 5.6%
Itália - 8.4%
USA - 8.3%
Brasil - 8.2%

Comentários:
Cuba produz muito poucas riquezas DENTRO DE CUBA.
Cada cubano produz apenas 4500 dólares de riquezas por ano.

Cuba RECEBE mais riquezas do exterior do que envia para o exterior.
Suas importações (10,9 bilhões de dólares) são 3 vezes maiores que suas exportações (3,2 bilhões de dólares) !
Cuba NÃO MANDA nenhuma riqueza para Japão.
E se mandasse não seria de graça.

Então, se existe um país que suga outros países, este país é Cuba, uma vez que ela – produz pouco - e recebe mais coisas do exterior do que envia.

Paraguai

Produção de riquezas DENTRO DO PAÍS (PIB): 26,5 bilhões de dólares.

Renda per capita: 4000 dólares

Exportações: 6,8 bilhões de dólares.

Exporta para:
Uruguai - 22%
Brasil - 17.2%
Rússia - 11.9%
Argentina - 8.8%
Chile - 6.9%

Importações: 7 bilhões de dólares.

Importa de:
China - 27%
Brasil - 20%
Argentina - 13.6%

Comentários:
O Paraguai também – produz muito poucas riquezas - por isso é pobre.
Cada paraguaio produz apenas 4000 dólares por ano.
O Paraguai também recebe mais riquezas do exterior do que envia.
O Paraguai – não manda - nenhuma riqueza para o Japão.
E se mandasse não seria de graça.

Japão

Produção de riquezas DENTRO DO PAÍS (PIB): 4,4 TRILHÕES de dólares.

Renda per capita: 33800 dólares.

Exportações: 665,7 bilhões de dólares.

Exporta para:
USA - 22.8%
China - 18.3%
Coreia do Sul - 7.8%
Taiwan - 6.8%
Hong Kong - 5.6%

Importações: 571,1 bilhões de dólares.

Importa de:
China - 20.5%
USA - 12%
Arábia - 6.4%
UAE - 5.5%
Austrália - 8.8%
Coreia do Sul - 8.7%
Indonésia - 8.2%

Comentários:
O Japão é rico porque cada japonês produz - LÁ DENTRO DO JAPÃO - 33800 dólares por ano !
O Japão tem como parceiros comerciais – os países ricos.
O Japão envia mais riquezas para o exterior do que recebe.
O Japão não recebe nenhuma riqueza dos pobres Cuba e Paraguai que não produzem riquezas nem para eles próprios.

Paraguaios e cubanos tem um lugar comum, produzem apenas 4000 e 4500 dólares por ano, são pobres devido a isso.
Nenhum país do mundo vai ficar rico com essa miséria produzida nestes países !
É uma coisa que foge ao bom senso supor tal coisa !

Diante destas provas, mais uma vez fica claro, que dizer que os ricos são ricos porque os pobres são pobres, é apenas mais uma mentira marxista facilmente desmentida pelos fatos.


4.14.2 – A “teoria da exploração” generalizada.

Os marxistas atuais extrapolaram a teoria da exploração de Marx.
A expandiram para países !
A teoria da exploração de Marx é baseada na mais-valia, ou seja, uma parte do salário do trabalhador, segundo Marx, fica com o patrão.
Marx dizia que o trabalhador não fica com tudo o que produz, que o dono da fábrica fica com parte do que o trabalhador produz com seu trabalho.
Alias, isso é uma coisa que chega a ser tola, um empresário não iria aplicar suas economias para comprar um prédio, maquinas, construir toda a infra-estrutura de uma fábrica para que depois os trabalhadores ficassem com toda a produção !
É claro que o dono da fábrica deve ficar com uma parte da produção, afinal, a fábrica não existiria se ele não a tivesse construído com suas economias !
Aqueles que quiserem ficar com toda a produção do seu trabalho podem construir suas próprias fábricas e trabalharem sozinhos nela, ai ficarão com toda a produção.
Isso em termos, pois terão que vender a produção, uma vez que um dono de uma fábrica de sapatos não vai ficar com todos os sapatos que fabrica para si !
Alem disso, o estado, nunca deixa de pegar a sua parte na forma de impostos.

Então, a teoria da exploração de Marx era estritamente – na relação de trabalho – entra um trabalhador assalariado e o seu patrão.

O marxista atual generalizou tal suposição para os países do mundo.
Dizem eles que os países desenvolvidos “exploram” os países pobres.
Evidentemente jamais apresentam evidências fatuais que possam comprovar tal afirmação !
Apenas soltam a maledicência no ar sem jamais provar o que dizem.
Uma das coisas que dizem é que os desenvolvidos usam as “matérias primas” dos pobres a preços baixos.

Isso é um total desconhecimento do comércio mundial !

Os países que integram o G20, que são: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão, Rússia, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Turquia e a UE, detém 90% do PIB mundial !
Estes países detém também 80% do comercio mundial !
Eles não precisam dos pobres que pouco produzem para terem riquezas.

Os preços das matérias primas são estabelecidos na OMC, dentro de limites de acordos comerciais entre os membros, que valem para todos os países membros da OMC.

E o mais importante - no comércio mundial os maiores produtores de matérias primas não são os países pobres !
São países ricos os maiores produtores de matérias-primas !

A Austrália por exemplo é um dos maiores produtores de matérias primas.
O EUA, o Canadá, a Rússia, a China, o Brasil, o México, a Índia, a África do Sul, são os grandes exportadores de matérias primas, e não os países pobres.

A pobre Serra-Leoa africana exporta uma pequena quantidade de matéria-prima que lá existe, a bauxita, e o preço que ela vende sua bauxita é o mesmo que a Austrália, o maior produtor mundial de bauxita, vende a sua !

Vejamos quem são os maiores produtores mundiais de matérias-primas (1995):

Países % da produção mundial

FERRO
Brasil 22,2
Austrália 16,5
China 13,3
Estados Unidos 7,4
Índia 4,9
Canadá 4,4
África do Sul 4,1
Venezuela 2,5
Suécia 2,3

MANGANÊS
Ucrânia 23,3
China 18,6
África do Sul 13,3
Austrália 9,4
Gabão 9,3
Índia 5,2

ESTANHO
China 30,0
Indonésia 26,2
Peru 12,4
Brasil 10,7
Bolívia 8,0
Austrália 4,1
Malásia 3,6

NIQUEL
Rússia 21,8
Canadá 17,8
Nova Caledônia 11,4
Austrália 9,4
China 4,3

COBRE
Chile 26,5
Estados Unidos 20,0
Canadá 7,8
Casaquistão 5,1
Indonésia 4,9
Peru 4,3
Austrália 4,2
Polônia 4,1

CHUMBO
Austrália 19,3
China 15,7
Estados Unidos 14,4
Peru 8,5
Canadá 7,8
México 6,5

ZINCO
Canadá 15,0
Austrália 13,3
China 11,3
Peru 10,2
Estados Unidos 9,4
México 5,6
Índia 2,2

BAUXITA
Austrália 37,3
Guiné 13,1
Jamaica 9,5
Brasil 8,5
China 7,0
Venezuela 4,7
Índia 4,4

OURO
África do Sul 23,0
Estados Unidos 14,5
Austrália 11,2
Rússia 6,6
Indonésia 3,3
Brasil 3,0


Notamos que a Austrália, um país rico, alem de ser o maior produtor mundial de chumbo e bauxita, participa como grande produtor de todos os demais produtos !
Notamos também que o EUA também é um grande produtor de várias matérias-primas.
Os países pobres produzem muito pouca matéria-prima, portanto, a matéria-prima que os ricos usam, não vem dos pobres.

Se existisse exploração, essa transferência de riquezas dos países pobres para os ricos, só poderia ser feita através do comércio.
E claro, antes de mandar as riquezas para os ricos eles teriam que produzir tais riquezas dentro de seus países, ai depois as enviaram para os ricos...

Então vejamos quais são os países do mundo que mais produzem riquezas dentro de seus países, vamos ver o PIB (Produto Interno Bruto) de todos os países do mundo:

Posição País PIB (em bilhões de dólares)

1 Estados Unidos 13,860
2 China 7,043
3 Japão 4,417
4 Índia 2,965
5 Alemanha 2,833
6 Reino Unido 2,147
7 Rússia 2,076
8 França 2,067
9 Brasil 1,838
10 Itália 1,800
11 Espanha 1,362
12 México 1,353
13 Canadá 1,274
14 Coreia do Sul 1,206
15 Irão 852.6
16 Indonésia 845.6
17 Austrália 766.8
18 Taiwan 690.1
19 Turquia 667.7
20 Países Baixos 638.9
21 Polônia 628.6
22 Arábia Saudita 572.2
23 Argentina 523.7
24 Tailândia 519.9
25 África do Sul 467.6
26 Paquistão 446.1
27 Egito 431.9
28 Bélgica 378.9
29 Malásia 357.9
30 Venezuela 335
31 Suécia 333.1
32 Grécia 326.4
33 Ucrânia 321.3
34 Colômbia 320.4
35 Áustria 319.7
36 Suíça 300.9
37 Filipinas 298.9
38 Nigéria 298.8
39 Hong Kong 293.4
40 Argélia 268.9
41 Noruega 257.4
42 República Checa 249.1
43 Romênia 246.7
44 Chile 238.4
45 Portugal 232
46 Singapura 222.7
47 Vietnã 222.5
48 Peru 217.5
49 Bangladeche 209.2
50 Dinamarca 208.6
51 Hungria 198.2
52 Irlanda 187.5
53 Finlândia 185.9
54 Israel 188.9
55 Casaquistão 161.5
56 Emirados Árabes Unidos 145.8
57 Kuwait 138.6
58 Marrocos 127
59 Nova Zelândia 112.6
60 Sudão 107.8
61 Eslováquia 107.6
62 Bielo-Rússia 108.7
63 Iraque 100
64 Equador 98.28
65 Birmânia 91.13
66 Bulgária 86.73
67 República Dominicana 85.4
68 Sri Lanca 83.21
69 Síria 83
70 Angola 80.95
71 Líbia 78.79
72 Porto Rico 77.41
73 Tunísia 77.16
74 Azerbaijão 72.2
75 Croácia 69.44
76 Guatemala 67.45
77 Uzbequistão 62.27
78 Omã 61.21
79 Lituânia 59.59
80 Catar 57.69
81 Quênia 57.65
82 Sérvia 56.89
83 Costa Rica 55.95
84 Etiópia 55.07
85 Eslovénia 58.79
86 Iêmen 52.61
87 Cuba 51.11
88 Turquemenistão 47.37
89 Tanzânia 43.49
90 Líbano 40.65
91 Letônia 40.04
92 Camarões 40.01
93 Bolívia 39.78
94 Luxemburgo 38.79
95 Uruguai 37.05
96 Salvador 35.97
97 Afeganistão 35
98 Costa do Marfim 32.86
99 Uganda 31.47
100 Gana 31.23
101 Nepal 30.66
102 Bóina e Herzegovina 29.89
103 Estônia 29.35
104 Panamá 29.14
105 Jordânia 28.18
106 Paraguai 26.55
107 Montenegro 26.38
108 Camboja 25.79
109 Guiné Equatorial 25.69
110 Honduras 28.69
111 Barém 28.61
112 Botswana 28.14
113 Trindade e Tobago 22.93
114 Senegal 20.61
115 Gabão 20.09
116 Madagascar 19.95
117 Albânia 19.76
118 Geórgia 19.65
119 Congo 19.07
120 Nicarágua 18.17
121 Moçambique 17.82
122 Burquina Faso 17.5
123 Macedônia 17.26
124 Armênia 16.83
125 Papua-Nova Guiné 16.56
126 Chade 15.95
127 Zâmbia 15.93
128 Haiti 15.82
129 Maurícia 18.9
130 Mali 18.18
131 Congo-Brazzaville 13.97
132 Jamaica 13.47
133 Laos 12.61
134 Macau 12.5
135 Benin 12.18
136 Islândia 11.89
137 Tajiquistão 11.87
138 Namíbia 10.67
139 Malávi 10.47
140 Quirguizistão 10.38
141 Coreia do Norte 10
142 Moldávia 10
143 Guiné 9.74
144 Brunei 9.56
145 Malta 9.34
146 Níger 9
147 Ruanda 8.58
148 Mongólia 8.45
149 Baamas 6.93
150 Burúndi 6.39
151 Zimbabwe 6.19
152 Mauritânia 5.82
153 Somália 5.58
154 Barbados 5.53
155 Suazilândia 5.42
156 Togo 5.13
157 Jersey 5.1
158 Fiji 5.08
159 West Bank 5.03
160 Gaza Strip 5.03
161 Serra Leoa 8.88
162 Eritreia 8.75
163 Polinésia Francesa 8.58
164 Bermudas 8.5
165 Guiana 8.06
166 Cabo Verde 3.71
167 Butão 3.5
168 Suriname 3.45
169 Nova Caledônia 3.16
170 República Centro-Africana 3.1
171 Lesoto 3.09
172 Maldivas 2.84
173 Antilhas Neerlandesas 2.8
174 Andorra 2.77
175 Guernsey 2.74
176 Man, Isle of 2.72
177 Guame 2.5
178 Belize 2.34
179 Aruba 2.26
180 Timor Leste 2.22
181 Ilhas Caimão 1.94
182 Jibuti 1.88
183 Listenstaine 1.79
184 Seicheles 1.66
185 Ilhas Virgens Americanas 1.58
186 Libéria 1.5
187 Gâmbia 1.34
188 Comores 1.26
189 Samoa 1.22
190 Antígua e Barbuda 1.19
191 Santa Lúcia 1.18
192 Groenlândia 1.1
193 Gibraltar 1.07
194 Faroé 1
195 Granada 0.98
196 Mônaco 0.98
197 Mayotte 0.95
198 São Vicente e Granadinas 0.9
199 Guiné-Bissau 0.9
200 Marianas do Norte 0.9
201 Tonga 0.88
202 Ilhas Virgens Britânicas 0.85
203 São Marinho 0.85
204 Ilhas Salomão 0.8
205 Vanuatu 0.74
206 São Cristóvão e Neves 0.73
207 Samoa Americana 0.51
208 Dominica 0.49
209 São Tomé e Príncipe 0.28
210 Quiribati 0.24
211 Ilhas Turcas e Caicos 0.22
212 Ilhas Cook 0.18
213 Palau 0.12
214 Ilhas Marshall 0.12
215 Anguila 0.11
216 Micronésia 0.1
217 Ilhas Falkland 0.08
218 Wallis e Futuna 0.06
219 São Pedro e Miquelon 0.06
220 Nauru 0.06
221 Monserrate 0.03
222 Santa Helena 0.02
223 Tuvalu 0.01
224 Niue 0.01
225 Tokelau 0

Ai temos quem produz as riquezas no mundo.

Vamos pegar alguns países pobres:

150 Burundi 6.39
151 Zimbabwe 6.19
152 Mauritânia 5.82
153 Somália 5.58
154 Barbados 5.53
155 Suazilândia 5.42
156 Togo 5.13

Alguém em sã consciência pode pensar que a Alemanha dependa do que a Somália e o Zimbabwe produzem para ser uma nação rica ?
Alguém lúcido pode supor que a Alemanha dependa para ser o país culto e desenvolvido que é da exploração dos pobres Somália e Zimbabwe que nada produzem ?!
Chega a ser ridícula tal suposição, mas, marxistas dizem essa mentira !
E o mais trágico para a humanidade, é que existem milhões de pessoas que, por ignorância, acreditam em tais mentiras ridículas ...

Vamos colocar a seguir quem faz o comercio mundial, para verificarmos que o maior volume de comércio é entre os países desenvolvidos, e não entre eles e os pobres que pouco tem para comerciar.

Maiores exportadores de mercadorias.

Pos. País Valor % % de crescimento
1 Alemanha 1326,4 9,5 20
2 China 1217,8 8,7 26
3 EUA 1162,5 8,3 12
4 Japão 712,8 5,1 10
5 França 553,4 4,0 12
6 Holanda 551,3 4,0 19
7 Itália 491,5 3,5 18
8 Inglaterra 437,8 3,1 -2
9 Bélgica 430,8 3,1 17
10 Canada 419,0 3,0 8
11 Coreia do Norte 371,5 2,7 14
12 Rússia 355,2 2,5 17
13 Hong Kong 349,4 2,5 8
14 Singapura 299,3 2,1 10
15 México 272,0 2,0 9
16 Taipei 246,4 1,8 10
17 Espanha 241,0 1,7 13
18 Arábia Saudita 234,2 1,7 11
19 Malásia 176,2 1,3 10
20 Emir. Árabes 173,0 1,2 19
21 Suíça 172,1 1,2 16
22 Suécia 169,1 1,2 14
23 Áustria 162,9 1,2 19
24 Brasil 160,6 1,2 17
25 Tailândia 153,1 1,1 17
26 Índia 145,3 1,0 20
27 Austrália 141,3 1,0 14
28 Polônia 138,8 1,0 25
29 Noruega 136,4 1,0 12
30 Rep. Checa 122,4 0,9 29
31 Irlanda 121,0 0,9 11
32 Indonésia 118,0 0,8 14
33 Turquia 107,2 0,8 25
34 Dinamarca 103,5 0,7 12
35 Hungria 94,6 0,7 26
36 Finlândia 89,7 0,6 16
37 Irã 86,0 0,6 12
38 África do Sul 69,8 0,5 20
39 Venezuela 69,2 0,5 6
40 Chile 68,3 0,5 18
41 Ingeria 65,5 0,5 12
42 Kuwait 62,4 0,4 12
43 Alegria 60,2 0,4 10
44 Eslováquia 58,2 0,4 39
45 Argentina 55,9 0,4 20
46 Israel 54,1 0,4 16
47 Portugal 51,5 0,4 19
48 Filipinas 50,5 0,4 6
49 Ucrânia 49,2 0,4 28
50 Vietnã 48,4 0,3 21

Vemos pela informação acima que os países pobres não estão entre os maiores exportadores de mercadorias...
O maior exportador de mercadorias é a Alemanha !
Será que a Alemanha é um país explorado ?

Acreditamos que com a demonstração de quem são os países maiores produtores de riquezas no planeta, e a demonstração de quais são os países que mais exportam as riquezas que produzem, dá para comprovar que a afirmação de que os ricos exploram os pobres é uma mentira.
Os pobres pouco produzem, por isso são pobres, riqueza só é possível existir se for produzida.

Infelizmente, os marxistas obtem sucesso com sua mentira !
Muita gente acredita na mentira da “exploração” de países ricos para com os pobres.
Nem mesmo a demonstração acima que mostra fatos os convencem !
Continuam cegamente odiando os países ricos e dando vazão a isso de diversas formas.

Existem comunidades no Orkut com milhares de membros como o título – “Odeio capitalismo”.
Em comunidades desse tipo essa mentira marxista é uma verdade, e nada muda a opinião deles, nem mesmo fatos !
É algo impressionante, um ódio terrível contra os bem sucedidos os domina, são presas fáceis para o marxismo e irão viver com esse ódio dentro na cabeça por toda a vida...


4.14.3 - O “bloqueio” de Cuba.

Vamos aproveitar aqui para dizer alguma coisa sobre o “bloqueio” do EUA a Cuba aproveitando as informações sobre Cuba já colocadas no item anterior.

Cuba em 1961 permitiu que a URSS instalasse – secretamente – mísseis nucleares na ilha ... a intenção era instalar os mísseis secretamente, sem o EUA saber, e quando os mísseis estivessem instalados a URSS iria disparar um ataque surpresa contra o EUA, os mísseis nucleares em menos de 5 minutos estariam caindo sobre as cidades americanas não dando chances ao EUA de detectar o ataque e se defender ... seria um ataque covarde de surpresa que iria destruir o EUA.
Essa era a intenção de Cuba (de Castro e Guevara), destruir o EUA com um ataque nuclear de surpresa, matar milhões de americanos e destruir a industria norte-americana.

É uma coisa suja, digna do marxismo sujo, vir agora reclamar por não comercializar com uma nação que Cuba queria (e ainda quer) destruir !

Cuba, em sendo socialista, deveria ter vergonha na cara de não precisar de uma nação capitalista para se manter.
Se Cuba pretendia destruir o EUA, se ela tivesse atingido seu macabro intento, o EUA não existiria mais para comerciar com Cuba, pois depois de um ataque nuclear de surpresa não existiria mais a nação americana e a URSS socialista teria tomado posse do planeta.
Então, essa gritaria toda de Castro do “bloqueio” é só mais um ato sujo e covarde digno do marxismo.

Inimigos mortais não comercializam amigavelmente, cada um vive de acordo com as suas capacidades e competências, e os socialistas cubanos deveriam ter vergonha na cara de não acusar um país que não é socialistas de não comerciar com ele, afinal para o socialismo, o capitalismo é o pior dos males ... por que então um país socialista precisa comerciar com um país capitalista ?

Os socialistas cubanos deveriam ter vergonha na cara de não virem agora dar uma de “pobrezinhos” injustiçados ... se quando estavam ao lado da URSS em 1961, batiam no peito se dizendo valentes guerreiros... e vociferando ofensas contra o EUA.

Entretanto, o EUA é um dos maiores exportadores para Cuba, o EUA exporta mais para Cuba do que o Brasil.
4,3% das importações de Cuba vem do EUA, enquanto 4,2% vem do Brasil !

A proibição do EUA para Cuba é quanto a importação de Cuba.
Cuba confiscou terras e empresas de norte-americanos e passou a usá-las sem pagar aos antigos proprietários ... o EUA não aceita isso, e proibiu a importação de produtos cubanos devido a isso também.
Desta forma, o “bloqueio” se resume a não importação de produtos cubanos pelo EUA.

Cuba é membro da OMC (Organização Mundial do Comércio) desde 1995 e pode importar e exportar para centenas de países do mundo.
No século passado Cuba podia exportar e importar dos 50 países que eram socialistas, comerciava com todos os países latinos e da África.
Apenas alguns países da Europa, devido aos crimes cometidos em Cuba (e não devido ao “bloqueio”), não tinham relações com Cuba.

Jamais existiu um “bloqueio” mundial contra Cuba.

O que acontece é que Cuba continua igual ao que era antes da "revolução", não mudou nada, piorou, antes tinha turismo que gerava riqueza, com o socialismo isso terminou, continua tendo o tabaco, o açúcar e o níquel como únicos produtos de exportação.
Cuba apesar de estar em uma região rica em petróleo nunca teve competência para produzir petróleo.
Por 40 anos Cuba viveu as custas da ajuda da URSS que lhe enviava petróleo e comida a preços módicos, em troca de açúcar.
Nem agricultura para alimentar seu povo Cuba tem capacidade de ter !

Depois da falência da URSS, Cuba também entrou em processo de falência ... mas, surgiu um outro benfeitor, Chavez, que em troca de Cuba aceitar Chavez como um “líder” socialista latino, manda para Cuba petróleo a um preço simbólico.
Cuba é uma refém de Chavez, come e bebe na mão de Chavez.
E Cuba (Castro), como sempre fez, continua a falar mal do EUA.
Castro não sabe fazer seu país sair da pobreza, a 50 anos está lá mandando e Cuba não sai do lugar, mas, ofender o EUA ele sabe, agora fazendo dueto com Chavez.
Cuba é pobre porque os cubanos socialistas pouco produzem lá dentro de Cuba, e essa é uma característica de todos os países socialistas.
Não é porque o EUA não compra de Cuba que ela é pobre, ela é pobre porque é socialista, um sistema onde o lugar comum é a incapacidade de produzir comida e mercadorias.


4.15 - Sobre a ganância humana.

4.15.1 - A ganância humana é causada pelo “capitalismo” ?

Os marxistas criaram a mentira de que a ganância é causada pelo capitalismo.
É uma afirmação tão absurda que só mesmo marxistas que desconhecem por completo a natureza humana para inventar tamanho disparate !
A 2000 anos atrás Judas se vendeu por 30 dinheiros, por ganância, e Judas não era capitalista.
Quando um bebê humano de 2 anos, empurra um outro e toma dele o brinquedo para si, ele está dando uma demonstração clara da inata ganância humana.
Os seres humanos sempre agem almejando benefício próprio, isso é assim desde que os humanos viviam em bandos nômades na África.
Nas civilizações mais antigas da humanidade, os sumérios, os egípcios, sempre os seres humanos foram conduzidos pelas suas necessidades próprias acima das dos demais.
Existe um texto sumério, gravado em uma pedrinha, que acho muito útil para se saber que a Angústia humana já existia a 7000 anos atrás...

Vou reproduzi-lo aqui:

“Como é pequenino o pobre homem !
Um abrigo para ele a beira do fogo.
Sua roupa rasgada não será remendada.
O que ele perdeu não será jamais encontrado !
Pobre homem, seus defeitos o trouxeram para baixo !
O que é falado de sua boca deveria reparar seus erros.
Quem tenha caminhado com a verdade gerará vida.” Suméria, 6000 AC.

Esse texto, escrito por um ser humano inteligente, mostra que nos primórdios da humanidade civilizada a “natureza humana” já estava presente e atuante.

O último parágrafo porém, não tem a ver com a outra parte do texto, é uma das frases mais profundas da compreensão humana da existência – “Quem tenha caminhado com a verdade gerará vida.”

No Egito dos faraós, o faraó, sempre agiu de forma egoísta, o ouro era para ele, Tutankamon levou seu ouro para o túmulo em uma mascara mortuária.
E sempre foi assim em todas as civilizações.
A ganância humana levou a existência de escravidão humana, de brancos, amarelos, vermelhos e negros, desde os primórdios da civilização humana.
A ganância humana levou os negros da África a caçarem seus próprios semelhantes e os venderem como escravos para os europeus...
Muitos não sabem disso, mas os europeus não entravam África a dentro para caçar escravos, não precisavam, os próprios africanos os aprisionavam.
Os brancos europeus simplesmente ancoravam seus navios nos portos africanos e compravam os escravos que estavam a venda ali.
Os vendedores de escravos negros eram – os próprios negros africanos.

O Liberalismo Econômico, sistema econômico que surgiu na Inglaterra em 1776 com o livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith é baseado no seguinte princípio:

"Apesar dos seres humanos agirem sempre de forma egoísta e em proveito próprio, se existir liberdade, Justiça, e mercado livre competitivo, essa atitude humana, como se tivesse uma "mão invisível" a conduzi-la - reverte para o progresso e bem estar de toda a sociedade."

Desta forma, o Liberalismo (“capitalismo” para marxistas) não gera a ganância humana, ela sempre existiu, o desenvolvimento do Liberalismo surgiu em virtude dessa característica da personalidade humana, criou-se um mecanismo, a Liberdade Política e Econômica do indivíduo, que em um Estado de Direito democrático, aproveita tal característica para trazer benefício para toda a sociedade do país.

Ou seja, existindo Liberdade e Leis a serem respeitadas, a vontade dos seres humanos de terem sempre mais, leva a um aumento da produção de bens duráveis e de consumo, trazendo com isso o progresso para a sociedade como um todo.
E foi assim que o país que inventou o Liberalismo, a Inglaterra, tirou milhões de ingleses da miséria e os levou a ser um dos povos mais desenvolvidos do planeta.

Essa mesma inata ganância humana, quando em um sistema socialista, não deixa de existir nos indivíduos, um bebê socialista de 2 anos vai continuar a empurrar outro bebê socialista para se apossar do brinquedo dele !
Isso é dramático para o “idealismo” socialistas ... mas, é uma verdade.

Como no socialismo a propriedade privada não existe, a ganância humana se transforma em ganância por poder.
A “intelligenzia” marxista, os supra sumos da sabedoria humana, arrogam para si o direito e o poder de conduzir os demais.
E dentre eles sempre surge um chefe, o ditador socialista.

Um exemplo é Fidel Castro, ele aboliu a propriedade privada em Cuba, mas, as suas propriedades privadas ele jamais deixou de ter !
Castro sempre gostou de mulheres, teve várias mulheres.
Sempre gostou de luxo, teve várias casas luxuosas em Cuba.
Para ele o dinheiro era desnecessário ... ele tinha o poder nas mãos, e com ele obtinha o que quisesse e saciava a sua ganância sem limites.
E todo o bando que vive ao redor de Castro também usufruiu disso.

É o que Bakunin magistralmente disse para Marx: “Quem acredita no teu sistema Marx, não conhece a natureza humana !”.


4.15.2 - Sobre mercado financeiro.

Existem investidores e especuladores....

Não importa qual é a intenção, este é o cerne do Liberalismo... uma pessoa pode aplicar no mercado financeiro com uma única intenção - ganhar dinheiro, mas, o mercado financeiro não é uma coisa artificial, riqueza não cai do céu.

Por que um banco paga juros a um investidor ?
Só para ficar com o dinheiro dele guardado no banco ?
É claro que não !
O banco vai emprestar esse dinheiro que em última instância irá financiar a atividade de um produtor de riquezas !

Vamos ver uma sequência:

- Um "especulador" aplica no mercado financeiro.
- O agente do mercado aplica em um banco.
- O banco empresta para um cliente via cartão de crédito.
- O cliente compra um produto (por exemplo uma TV) e assim financia um produtor de riquezas !
O empresário dono da fábrica de TVs.

Outro exemplo:

Se um "especulador" aplica na Bolsa usando de uma malandragem qualquer...
Esse "especulador" vai dar prejuízo para quem ?
Vamos supor que ele fez uma jogada com ações da Vale, da Usiminas e da Embraer, estas empresas vão ter algum prejuízo ?
Não, é claro, elas já pegaram o dinheiro referente ao valor da ação !
Que era o que elas queriam, dinheiro para fazerem investimento em suas fábricas.
Então, a produção ganha sempre com o mercado de ações.
Quem vai perder então ?
Quem vai perder é outro "especulador" menos avisado ...
Que na semana que vem poderá ganhar em cima do "esperto" de agora...
Mas, para as industrias que colocaram as ações na Bolsa, isso pouco importa, para elas apenas o instante inicial importou, quando elas lançaram as ações na Bolsa e elas foram compradas !
E com isso elas tiveram o capital para fazerem investimento na fábrica, na produção !

Essa é a "mão invisível" ... a intenção humana quase sempre é a de levar vantagem, só que o sistema, no final, resulta em benefício para a sociedade com geração de riquezas e progresso.

É evidente que tudo isso é dependente da “ação humana”, e como tal está sujeito a crises, tensões maiores entre os elementos que atuam no mercado, ou o que acontece na maioria das vezes, por erros humanos, ou ação ilícita de quadrilhas atuando no mercado.
Ai entra um dos elementos básicos do Liberalismo, a Justiça, o Estado de Direito, que deverá fazer com que a lei seja cumprida e aqueles que agiram de má fé, sejam retirados do mercado e punidos.


4.16 - Libertação dos escravos no EUA.

O marxismo na sua inutilidade procura desmerecer obras de valor de outros, sobre a libertação dos escravos no EUA, a primeira vez que uma nação libertou os escravos no planeta, eles dizem que os norte-americanos libertaram os escravos porque queriam consumidores ... “sem mercado consumidor o sistema não sobrevive...”, dizem.

É uma coisa torpe dizer isso ...
Alem de ser um profundo desconhecimento de história.

O mercado sempre existiu, com escravos e sem escravos, uma tolice supor que os escravos não participavam do mercado !
Os escravos comiam, bebiam, precisavam de roupas, sapatos, utensílios, e essas coisas eram compradas no mercado, com eles libertos, a mudança seria mínima pois até os escravos conseguirem evoluir socialmente demorariam várias gerações.
Alem disso, a escravidão existia apenas nos estados do sul do EUA.
Todos os estados do norte do EUA já haviam abolido a escravidão.
Para o EUA não foram muitos negros, apenas os estados do sul tinham escravos, atualmente os negros no EUA não passam de 13% da população !
Diferente do Brasil que tem mais de 50% de negros na sua população.

A guerra civil americana foi travada porque após a independência os EUA começou a se expandir e a incorporar novos estados.
Foi estabelecido no Congresso que cada novo estado norte-americano seria, um sim, um não, a favor da escravidão.
Esse acordo durou um certo tempo até que foram criados dois estados seguidos onde não era permitido a escravidão.
Devido a isso os estados do sul se declararam independentes da União.
A guerra civil foi devido a isso, por isso a guerra se chamou “da Secessão”.
Morreram mais de 700 mil norte-americanos na Guerra da Secessão, foi o conflito mais sangrento em que o povo norte-americano se envolveu.
Após o término da guerra, o presidente norte-americano, que era do Partido Republicano, Abrahan Lincoln, decretou a libertação dos escravos em todo o EUA.
Cinco dias depois Lincoln foi assassinado por um ator teatral favorável a escravidão.
É uma ofensa a memória das pessoas que morreram nessa guerra, é uma ofensa a memória de Abraham Lincoln, é uma imoralidade digna da moral de Marx, dizer que os norte-americanos fizeram tal guerra para aumentar os consumidores.
Coisa que só pode ser dita por gente muito ressentida por inveja e ódio.

***

Outra coisa que deve ser mencionada é que a KKK, a maior organização racista do EUA, era aliada do Partido Democrata.

***

Outra mentira relacionada aos negros norte-americanos é dizerem que a libertação dos negros no EUA só foi “completamente” erradicada em 1967.
Dizem isso devido ao problema do voto negro.
Essa é outra manipulação mentirosa característica do marxismo.
A escravidão no EUA foi completamente erradicada após o término da Guerra da Secessão, quando foi também dado direito aos negros de voto como qualquer cidadão norte-americano.
Porém, como em muitos países, inclusive no Brasil, o voto não era permitido para analfabetos, fossem eles de que cor fossem, essa condição, saber ler e escrever, era usada – nos estados do sul do EUA – como motivo para evitar que alguns negros votassem.
Eram feitos testes para ver se eles sabiam escrever, como a maioria não sabia, eles não podiam votar, é claro que os negros que tinham estudo, votavam.
Este artifício foi usado até a década de 1960 quando ai foi eliminado o teste escrito para poder votar.
Essa é a verdade histórica e não a insinuação maldosa que é feita.

Uma diferença fundamental entre o racismo no EUA e o racismo nos países latinos, Brasil inclusive, é que no EUA o racismo foi declarado, e o racismo dos latinos é mascarado.

O racismo no sul do EUA existiu e talvez exista até hoje, mas, o governo norte-americano sempre cumpriu a lei, e o ensino foi uma coisa que o governo norte-americano determinou que seria dado igualmente.
Enquanto os negros no Brasil eram ainda escravos, os negros no EUA já tinham universidades só para eles !
Com isso os negros no EUA adquiriram cultura e conhecimentos e se espalharam por todos os setores da sociedade americana.
Dois presidentes norte-americanos foram assassinados porque se puseram contra o racismo e a favor da liberdade e da democracia, é uma coisa baixa atribuir a nação americana o que apenas uma pequena parte do povo norte-americano praticou.
E o povo norte-americano livre e democrático acabou de dar mais um exemplo do sonho americano – elegeram um presidente negro !


4.17 - Interferência na economia

Quando o governo norte-americano comprou ações de duas seguradores na crise do mercado de hipotecas "subprime" a gritaria de marxistas foi enorme !
Bush está sendo socialista !
Bush está intervindo na economia !
Isso é um desconhecimento total de marxismo/socialismo e do Liberalismo !
O que o governo norte-americano fez foi fornecer crédito para corrigir um erro, ou melhor, uma omissão do FED.

Marxismo/socialismo não é “intervenção na economia” da forma aventada.
O socialismo científico de Marx não é “intervenção” na economia, ele é a própria economia !
No socialismo marxista não existe propriedade privada, não existem bancos privados, não existem mercado, não existem empresários, tudo é propriedade do estado socialista.
Então, forçar a barra e querer comparar atuação macroeconômica no mercado financeiro que bancos centrais fazem com marxismo/socialismo é um desconhecimento do que é socialismo e do que é Liberalismo.

O princípio do Liberalismo é a definição da “mão invisível” já colocado aqui, que nada tem a ver com a não existência de políticas de controle macro econômicas !

O conceito da "mão invisível" se refere a produção de riquezas advindas do desejo da ação humana de proveito próprio, e não a políticas macroeconômicas governamentais no mercado financeiro.
Quando acontece uma crise financeira, e os governos precisam intervir com crédito, muitos "intelectuais" marxistas em entrevistas dizem - "Cadê a "mão invisível ?"
Simples ignorância maledicente...
O conceito da "mão invisível" não se refere ao mercado financeiro.

O Liberalismo começou a ser aplicado em 1800 para substituir o Mercantilismo, para acabar com a escravidão, para acabar com o monopólio metrópole-colônia, para a acabar com o total controle do estado absolutista (rei) na economia, para criar o trabalho assalariado, a empresa SA, a Bolsa de Valores e o mercado livre e competitivo, para implantar democracias e o Estado de Direito.
Os que desconhecem economia ignoram que o Liberalismo não é apenas “não interferência na economia”, é muito mais que isso !
Para o Liberalismo “interferência na economia” – não é - o banco central atuar no controle macroeconômico da economia !
Isso é perfeitamente normal no Liberalismo.
Controle de juro, controle de inflação, controle de atuação ilegal/errada no mercado feita por bancos e outras entidades financeiras, política Anti-Trust, concessão de maior/menor crédito, emissão de moeda, controle da divida interna - isso tudo faz parte do Liberalismo.

O que não pode existir no Liberalismo é o “estado empresário”, é o estado tendo empresas estatais monopolizando todos os setores da economia, como era no Brasil da ditadura militar, o que não pode no Liberalismo é o estado cobrar uma alta carga tributário como é no Brasil.

Esquerdista e marxista querem isso, muitas empresas estatais onde eles possam ganhar dinheiro sem trabalhar.
Esquerdista e marxista querem uma porção de ONGs “trabalhando” para executar funções que deveriam ser do estado e intervindo na economia com assistencialismo.

Esquerdistas e marxistas são contra e combatem o Liberalismo porque o Liberalismo não quer essa mamata assistencialista e corporativista, isso (empresas estatais, assistencialismo e ONGs) apenas onera quem paga impostos.
Quem precisa disso são os incompetentes que nada conseguem por esforço próprio e precisam da “interferência do estado na economia” para terem um “emprego”.

***

Os marxistas criaram uma mentira muito difundida na midia e na Internet, de que “segundo o Liberalismo” o mercado se “auto regula”.
Isso é apenas maledicência.
O Liberalismo jamais disse isso.

O mercado é tal qual uma partida de futebol. deve ser livre e competitiva, mas, jamais irá dispensar as regras e o juiz !

O seres humanos não são todos honestos, se puderem levar vantagem de alguma forma ilícita irão fazê-lo.
Seres humanos se juntam em quadrilhas para atuar na sociedade e no mercado financeiro, criam situações falsas, criam boatos, fazem mau uso das liberdades, e com isso geram perdas e crises no mercado.
Os órgãos governamentais devem estar sempre atentos e intervir imediatamente.

Esta última crise no mercado imobiliário norte-americano é um exemplo da complexidade que existe.
O presidente do FED, Greenspam, sabia da atuação abusiva dos bancos com as hipotecas ... estavam emprestando para quem não podia pagar, isso deveria ter sido parado, mas, sabe-se lá por quais motivos, não foi parado, o presidente do FED deixou os bancos emprestarem dinheiro para quem não podia pagar.
O resultado foi um grande número de inadimplêntes e falência de instituições financeiras.
O FED deveria ter intervido, pois emprestar dinheiro para quem não pode pagar não faz parte do sistema econômico Liberalismo !
Emprestar dinheiro para quem não pode pagar é uma coisa idiota que qualquer pessoa normal sabe.
Mas, provavelmente o presidente do FED dá época, Greenspam, tinha lá seus motivos...


4.18 - O ódio marxista contra o EUA e a Inglaterra.

Os intelectuais, em especial os socialistas, são tal qual filho que quer matar o pai.
Esses intelectuais ficam nas universidades apenas fazendo seus estudos e só puderam existir dessa forma devido ao progresso e bem estar social que o Liberalismo gerou.
Onde existe maior número de intelectuais ?
É no EUA, onde a riqueza produzida pela Democracia e pelo Liberalismo propiciaram o capital necessário para que eles existissem na sociedade.
Países socialistas são incapazes de produzir intelectuais, é só olharmos para Cuba, Vietnã, Coreia do Norte, China, a produção intelectual original nestes países inexiste.
Apenas existem “proletários” nestes países socialistas.

O EUA sempre foi um país respeitado no mundo até 1945.
Foi uma colônia, lutou contra a Inglaterra, lutou contra a Espanha, lutou contra o nazismo e contra o império japonês que queriam dominar o mundo.
Milhões de pessoas foram para o EUA de todo o mundo, foram ao encontro da liberdade, de trabalho e do sonho americano, e lá encontraram e usufruíram de tudo isso.
Com o início da Guerra Fria, democracia x socialismo (EUA + Inglaterra x URSS + China) depois do término da segunda guerra mundial, aflorou uma classe de gente que já estava em gestação, os "intelectuais socialista” corrompidos pelo marxismo.
Essa gente, em função do meio que frequentavam, fora da realidade da luta pela sobrevivência no dia a dia dos meios de produção, começaram a “sonhar” com um “mundo igualitário socialista”.
O comunismo já existia na Rússia desde 1917, mas nunca tinha tido o apoio “intelectual”, com o domínio da URSS na Europa Oriental, com a revolução cubana – o “sonho do socialismo” virou obsessão para essa gente.
Isso foi resultado de uma doença espiritual, de um ego gnóstico fora da realidade transcendente que se formou nesse meio acadêmico.
Até filósofos como Sartre entraram nessa.
Mas, Sartre em um certo momento desconfiou da coisa e rompeu com o PC.
Alias, isso custou a ele 30 anos de “esquecimento” no Brasil !

Esse pessoal eram em sua maioria professores universitários, e claro, passavam isso para seus alunos, principalmente da área de humanas.
Isso criou uma grande quantidade de jovens marxistas professores de história, geografia, sociologia, letras, artes, jornalistas, sociólogos, etc.
Com o passar do tempo os países que usavam o Liberalismo ficaram prósperos e os países que usavam o socialismo foram decaindo até desmoronarem na miséria ...
O marco final do fracasso marxista-socialista no planeta foi a Queda do Muro da Vergonha de Berlim e a subsequente queda da URSS socialista.

A frustração desses intelectuais foi enorme, e essa frustração virou ódio contra os líderes dos países desenvolvidos que os venceram – o EUA e a Inglaterra.
Dai para frente tais intelectuais, corroídos pela mágoa, pelo despeito, pelo ódio, começaram a inventar mentiras das mais variadas formas, sempre tendo como foco final falar mal do EUA ou da Inglaterra, e a difundi-las na universidade e na mídia.

As ONGs surgiram a partir de 1980, quando as ideias de Friedman começaram a ser aplicadas no EUA por Regan e na Inglaterra por Thatcher (marxistas chamam essa ação de “neoliberalismo”) que puseram para fora do governo o pessoal que apenas fazia que trabalhava.
A opção desse pessoal foi criar o “terceiro setor”, e a partir dele pleitear doações do governo e de particulares para suas “causas nobres” assistencialistas, mas, na verdade, servem apenas como meio de vida para os ongueiros de profissão.
As ONGs nada mais são que braços artificiais do marxismo (é claro que existem exceções).
Só no Brasil hoje em dia existem 250.000 OMGs !

Em paralelo a isso um enorme contingente de invejosos e incompetentes natos existe no mundo ... e sofrem muito quando vêem em filmes norte-americanos e ingleses toda a rica e sofisticada cultura e modo de vida diferente que eles tem ...
Tais pessoas são aquelas que irão “acreditar” nas mentiras criadas pelos intelectuais socialistas e as vão propagar como se fossem verdades.
Tais pessoas são aquelas que irão participar de comunidades no Orkut do tipo "Odeio capitalismo"...

***

O EUA, destino maior da inveja e maledicência dos frustrados do planeta, foi uma pequena colônia britânica até 1776, eram apenas 13 colônias no leste da América do Norte.
Após a independência o sentimento de pátria foi se formando e o país se expandindo rumo ao Pacífico, a guerra da independência contra a Inglaterra foi um marco para o surgimento do patriotismo dos norte-americanos.
O maior símbolo norte-americano é a bandeira, que é queimada por muitos que odeiam a nação norte-americana, porque sabem que isso é uma grande ofensa para o povo norte-americano ... mas, os norte-americanos também sabem que essa é apenas uma forma covarde de atingi-los.
Os norte-americanos formaram uma etnia, criaram um "homem norte-americano", e os governantes são da mesma etnia que a maioria do povo, então eles não desprezam o povo, e daí surge o patriotismo, e a bandeira é o maior símbolo deste patriotismo dos norte-americanos.
A liberdade e a democracia desde o início existem no EUA. muito antes dos demais países americanos o EUA já tinha libertado os escravos, mas, em 1865 o povo norte-americano fez uma guerra civil para erradicar totalmente a escravidão de seu país.
Na Guerra da Secessão morreram 700 mil norte-americanos ... é a maior glória já tida por um povo em prol da liberdade.
O presidente norte-americano que libertou os escravos, Abraham Lincoln, foi morto por um ator assassino escravocrata.
Desde a independência em 1776 o EUA é uma democracia, jamais existiu lá um ditador, sempre elegeram seus representantes em eleições livres, todos as questões nacionais também são decididas pelo povo nas eleições através de plebiscitos.
O EUA teve racismo, mas suas instituições sempre estiveram ao lado da justiça e da lei, na década de 1960 outro presidente norte-americano foi assassinado, John Kennedy, por defender e erradicar todos os vestígios de preconceitos contra os negros.

Após a segunda guerra mundial o EUA ajudou os países da Europa Ocidental (Inglaterra, França, Itália, Holanda, Alemanha Ocidental, Dinamarca, Suíça, etc) com o Plano Marshall– todos estes países europeus ajudados pelo EUA se tornaram democracias livres e prósperas.
Ao contrario dos países da Europa Oriental que se tornaram ditaduras socialistas pobres sob as botas do exército vermelho da URSS socialista.

O EUA ajudou o Japão, e o Japão se tornou uma democracia livre e uma potência econômica do planeta.

O EUA ajudou a Coreia do Sul e este país se tornou um país livre e desenvolvido enquanto a Coreia do Norte socialista é uma ditadura miserável.

No EUA foram inventadas milhares de coisas, a tecnologia americana se propagou pelo mundo, mas, ninguém é obrigado a usá-la.
No EUA foram inventadas a lâmpada elétrica, o telefone, o alto falante, o para-raios, o telegrafo, a ferrovia, a linha de montagem, o jeans, o hambúrguer, o rock and roll, o jazz, o CD, o computador, o PC, o transistor, a técnica digital que propiciou o surgimento da Internet, lá surgiu o Sistema Operacional MSDOS, o Windows, o Office, o MSN, o Youtube, o Orkut que o mundo inteiro usa em grande parte pirateado.
Muita gente má e frustrada tem inveja e ódio de toda essa grandeza e competência.
Essa gente é que aceita as mentiras do marxismo.

O ódio contra o EUA fez o terrorismo mundial se voltar contra o EUA e demais nações livres e democráticas.
O ódio contra o EUA de marxistas e frustrados do mundo todo se pôs do lado do terrorismo mundial assassino, tais pessoas hoje em dia torcem para o terrorismo assassino contra os países democráticos e livres.

Mas, o povo norte-americano, deu um jeito nisso !
Tirou a vidraça “bush” e pôs em seu lugar um negro !
Isso foi um golpe de mestre contra a maledicência !
Quem vai ter coragem agora de maldizer um presidente negro ?
Isso chega a ser cômico...

O EUA é uma democracia com povo livre e desenvolvido e acabou de dar mais uma prova da sua grandeza como nação !
E o marxismo corrupto e frustrado – acabou de sofrer mais uma derrota !


4.19 – Sobre as “sociais-democracias” escandinavas.

Os marxistas em suas argumentações atuais, dentre outras apropriações indébitas, tentam associar as sociais-democracias escandinavas ao socialismo e até mesmo ao marxismo !
E para tanto eles são capazes de mudar a história.

A tentativa de apropriação é recente, surgiu depois do desmoronamento da URSS, mas remonta ao passado, tentam dar ao partido socialista alemão que foi fundado em 1875 no Congresso de Gotha a alcunha de “social-democrata”.
Porém, esse partido jamais teve algo a ver com social-democracia escandinava, um sistema que só surgiu no século XX.
Tal partido alemão foi um partido socialista e seu nome inicial era “Partido Operário Alemão” e em seguida ao Congresso de Gotha passou a chamar-se “Partido Socialista da Alemanha”.
Em alemão o nome e a sigla são: Sozialistische Partei Deutschlands (SPD).

Os marxistas atuais já tiveram a cara de pau de mudar esse nome usando de malandragem, substituíram a palavra “Sozialistische” por “Sozialdemokratische”...

Os fundadores do Partido Socialista da Alemanha foram os chamados “eisenachianos”, cujos líderes eram A. Bebel e W. Liebknecht.
Marx e Engels escreveram cartas a Bebel em 18/28 de março de 1875, comentando a pedido deste, a união das duas correntes socialistas operárias alemãs no novo partido.
Bebel agia sob influência direta de Marx e Engels, e os “lassallianos”, liderados por Ferdinand Lassalle, que Marx odiava, porque era um líder socialista aclamado na Alemanha, Lassalle jamais foi “social-democrata”, era socialista.
A união dessas duas correntes socialistas alemãs [na verdade uma corrente marxista (Babel) e uma socialista(Lassale)] se deu no Congresso de Gotha, de onde surgiu o Partido Socialista da Alemanha (SPD).

Marx escreveu uma crítica ao programa do SPD (na verdade foi uma crítica violenta contra Lassalle), que depois editaram como se fosse um "livro", a “Crítica ao Programa de Gotha”, nesse texto, em nenhum momento Marx se refere a “social-democracia”.
Na verdade Marx se refere a ele como “Partido Operário Alemão”, que foi o termo usado no Congresso de Gotha.

Já no início da sua crítica Marx diz:

“Mas um programa socialista não pode permitir que esta fraseologia burguesa silencie aquelas condições sem as quais não tem sentido algum.”

Em seguida no item II Marx diz:

“Partindo destes princípios. o Partido Operário Alemão esforça-se. por todos os meios legais, por fundar o Estado livre e a sociedade socialista; por abolir o sistema assalariado com a lei de bronze dos salários... bem como... a exploração em todas as suas formas; por eliminar toda a desigualdade social e política".

Vemos ai, que, segundo Marx, o Programa deveria ter como meta, abolir o sistema de salários.
No final da sua violenta e raivosa crítica contra Lassalle, Marx cita um item do Programa:

“5. "Regulamentação do trabalho nas prisões."

Reivindicação mesquinha num programa geral operário. De qualquer modo, era preciso dizer claramente que não se pretende que os criminosos de direito comum, por medo da sua concorrência, sejam tratados como gado e que não se tem a intenção de Ihes retirar precisamente o que é o seu único meio de correção, o trabalho produtivo.
Era o mínimo que se podia esperar de socialistas.”

Vemos então que Marx sempre se refere a “socialista” e não a “social-democrata”.

Engels também nos dá uma prova que o SPD jamais foi um partido social-democrata, vejamos o que ele diz no seu “Do socialismo utópico ao socialismo científico".

"Prefácio
Isso ocorria num momento em que os dois setores do Partido Socialista Alemão –os eisenachianos e os lassalianos– acabavam de fundir-se, adquirindo assim não só um imenso fortalecimento, mas algo ainda mais importante: a possibilidade de desenvolver toda essa força contra o inimigo comum.
O Partido Socialista da Alemanha convertia-se rapidamente numa potência.”

Nada mais elucidativo...

Existe um site da cidade de Gotha:

http://www.goruma.de/Staedte/G/Gotha/Geschichte.html

onde podemos ler:
“Gotha spielte eine wichtige Rolle in Deutschlands Arbeiterbewegung, wurde doch hier 1875 die Sozialistische Partei Deutschlands (SPD) gegründet.”

Tradução:

“Gotha desempenhou um papel importante no Movimento Operário da Alemanha, foi aqui que em 1875, o Partido Socialista da Alemanha (SPD) foi fundado.”

Por todas essas provas podemos constatar que não é verdade que o SPD alemão tenha sido um partido social-democrata.
Foi apenas um partido socialista com hegemonia marxista.

***

Posteriormente, entraram em cena dois outros socialistas que iriam ser figuras importantes, Karl Kautsky e Eduard Bernstein.
Esses dois socialistas iriam em 1891 redigir um novo programa para o SPD, o Programa de Erfurt do Partido Socialista da Alemanha (SPD) juntamente com August Bebel.
Nenhum destes 3 socialistas que redigiram o Programa de Erfurt falaram em “social-democracia”, Bernstein iria refutar Marx em vários pontos e iniciar um movimento revisionista no marxismo, mas, jamais deixou de ser socialista; Kautsky ficou muito amigo de Engels e inclusive editou o quarto volume de O Capital, era um marxista convicto; e Bebel, foi por toda vida um fiel seguidor de Marx.
Tal programa (Erfurt) foi uma vitória da ideologia marxista no seio do Partido Socialista da Alemanha (SPD).

Como sabemos, o marxismo nunca aceitou nenhum tipo de acordo com empresários, o marxismo sempre pregou a revolução violenta, a extinção do sistema de salários e a extinção da propriedade privada, o isso nada tem a ver com as sociais-democracias escandinavas.

Vejamos trechos do novo Programa do SPD de 1891:

“A propriedade privada dos meios de produção tem mudado, converteu-se na causa da devastação e ruína social, sua queda é certa, a única possibilidade a ser constatada é:
O sistema da propriedade privada dos meios de produção conduzirá a sociedade na sua queda até o abismo ou a sociedade se libertará desse peso livrando-se dele ?
...
As forças produtivas que surgiram na sociedade capitalista se tornaram irreconciliáveis com o próprio sistema que a gerou.
A tentativa de manter esse sistema de propriedade privada torna impossível qualquer desenvolvimento social e condena a sociedade a estagnação e a decadência.
....
O sistema capitalista chegou ao final de sua vida, sua dissolução é a partir de agora uma questão de tempo .
....
A civilização não pode prosseguir desta forma, devemos avançar para o socialismo ou iremos para a barbárie.
(Programa de Erfurt, 1891).”

O texto acima, um amontoado de mentiras doidas, na mais exata ideologia cega marxista, fez parte do novo Programa do Partido Socialista da Alemanha (SPD) a partir de 1891.

É uma coisa ridícula tentar associar um partido que possuía um Programa comunista radical desses com as sociais-democracias escandinavas que tem o Estado de Direito Democrático como seu maior valor !
O Partido Socialista da Alemanha existiu até o surgimento do nazismo na Alemanha, quando foi extinto.

Os demais partidos socialistas europeus de mesma linha do SPD sempre foram partidos socialistas, jamais foram partidos sociais-democratas.

***

Como surgiram as chamadas sociais-democracias escandinavas ?

Até 1929 o EUA, o Canadá, a Austrália, o Reino Unido, os países escandinavos e da Europa em geral tinham o Liberalismo Clássico de Adam Smith como sistema econômico, com pouquíssimo controle governamental do mercado financeiro.

Com a crise na Bolsa de Nova York de 1929 tais países chegaram a conclusão que o sistema liberal precisava de maior controle macroeconômico no mercado financeiro (não no mercado produtivo) para que não acontecessem tais crises.
Foi ai que surgiu um economista notável, John Maynard Keynes, inglês (1883-1946) que propôs novas concepções macroeconômicas.
Suas idéias inovadoras tiveram enorme impacto sobre a teoria econômica e política de muitos países.

Keynes defendeu o papel regulador do estado sobre a economia, através de medidas de política monetária e fiscal, para controlar os efeitos adversos do mercado financeiro.
Keynes foi o fundador da Teoria Macroeconômica.

O objetivo de Keynes, ao defender o controle do estado sobre a economia não foi de modo algum, destruir o sistema liberal de produção.
Muito pelo contrário, para Keynes o Liberalismo sempre foi o sistema mais eficiente que a humanidade já inventou.
O objetivo de Keynes foi o aperfeiçoamento do sistema, de modo a unir o investimento social com a necessidade humana de ganho individual propiciada pelo livre mercado competitivo.

Para Keynes, "o controle do estado na economia é necessário porque os acontecimentos no mercado não ocorrem de forma natural, agentes adversos e “externos” ao livre mercado atuam em contraposição ao mesmo." !

A intervenção do estado na economia de Keynes - é através de políticas macroeconômicas.
Tal política se baseia na supervisão e ajustes nas seguintes variáveis: impostos, juros, dívida pública, balança de pagamentos, câmbio, desemprego, taxa de inflação, PIB.

A política macroeconômica de Keynes nada tem a ver com assistencialismo puro e simples ou com o “estado empresário” defendido pelo socialismo.

O New Deal.

As orientações de Keynes foram primeiramente aplicadas no EUA pelo presidente Franklin Delano Roosevelt entre 1933 até 1937, foi o chamado New Deal.
Tais medidas tinham como objetivo reestruturar a economia norte-americana.

As principais medidas adotadas no New Deal foram:

- controle sobre bancos e instituições financeiras.
- concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores.
- maior investimento em obras sociais e de infra-estrurura.
- criação de Previdência Social, com garantias a idosos, desempregados e deficientes.
- incentivo a criação de sindicatos trabalhistas para dar maior poder de negociação aos trabalhadores.
- criação do salário-mínimo.
- controle da corrupção.


O "Estado do Bem Estar" ou "Estado Providência", em inglês “Welfare State”.

Esse foi o nome do procedimento que originou as atuais sociais-democracias escandinavas.
Quando do início da execução do New Deal o economista e sociólogo sueco Karl Gunnar Myrdal (1898-1987), estava no EUA e acompanhou a aplicação das medidas, quando retornou para a Suécia ele implementou as ideias de Keynes e do New Deal na Suécia.
As ideias de Gunnar Myrdal foram em seguida aplicadas nos demais países escandinavos e outros países da Europa continental.
No sistema de Gunnar Myrdal o estado é o agente regulador da saúde social, política e econômica do país em parceria com sindicatos e empresas privadas, os níveis dessa atuação variam de nação para nação.
Cabe ao "Estado do Bem Estar Social" garantir serviços públicos e a proteção da população.

Essas garantias que o estado deveria fornecer seriam as seguintes:

- a educação em todos os níveis,
- a assistência médica gratuita,
- o auxílio ao desempregado,
- a garantia de uma renda mínima,
- recursos adicionais para a criação dos filhos.

No conceito moderno do "Estado Providência", os mercados dirigem as atividades específicas do dia-a-dia da vida econômica, enquanto que o estado regulamenta e controla as necessidades sociais.
Vejamos algumas informações práticas reais sobre a economia das sociais-democracias em comparação com o restante dos países do mundo.
A seguinte tabela mostra a percentagem do PIB gasta por alguns países em investimento social.

País - % do PIB

1 Dinamarca - 29.2%
2 Suécia - 28.9%
3 França - 28.5%
4 Alemanha - 27.4%
5 Bélgica - 27.2%
6 Suíça - 26.4%
7 Áustria - 26.0%
8 Finlândia - 28.8%
9 Holanda - 28.3%
10 Itália - 28.4%
11 Grécia - 28.3%
12 Noruega - 23.9%
13 Polônia - 23.0%
14 Reino Unido - 21.8%
15 Portugal - 21.1%
16 Luxemburgo - 20.8%
17 Rep. Checa - 20.1%
18 Hungria - 20.1%
19 Islândia - 19.8%
20 Espanha - 19.6%
21 Nova Zelândia - 18.5%
22 Austrália - 18.0%
23 Eslováquia - 17.9%
24 Canadá - 17.8%
25 Japão - 16.9%
26 EUA - 18.8%
27 Irlanda - 13.8%
28 México - 11.8%
29 Coreia do Sul - 6.1%

É interessante comparar-se a percentagem do PIB de cada país que é investida em políticas sociais com seus respectivos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

A relação não é direta !
Nem sempre o país que mais fez investimentos sociais é o melhor colocado no IDH, o que mostra que não é só o valor do investimento social que é importante, a competência em como investir tem grande influência nos resultados obtidos:

IDH

1 Islândia - 0.968
2 Noruega - 0.968
3 Austrália - 0.962
4 Canadá - 0.961
5 Irlanda - 0.959
6 Suécia - 0.956
7 Suíça - 0.955
8 Japão - 0.953
9 Holanda - 0.953
10 França - 0.952
11 Finlândia - 0.952
12 EUA - 0.951
13 Espanha - 0.949
14 Dinamarca - 0.949
15 Áustria - 0.948
16 Reino Unido - 0.946
17 Bélgica - 0.946
18 Luxemburgo - 0.944
19 Nova Zelândia - 0.943
20 Itália - 0.941
21 Hong Kong - 0.937
22 Alemanha - 0.935
23 Israel - 0.932
24 Grécia - 0.926
25 Singapura - 0.922
26 Coreia do Sul - 0.921
27 Eslovénia - 0.917
28 Chipre - 0.903
29 Portugal - 0.897

Pela comparação dos dois índices anteriores vemos que a Dinamarca que é o país que mais aplica no social, não é o país com melhor IDH, é o 14o. melhor !

E a Islândia que tem o melhor IDH é apenas o 19o. país que mais aplica no social !

Hoje em dia existe no mundo desenvolvido o "Estado Providência" em diferentes níveis, dependendo do país, entre os seus objetivos existem dois principais:

- a garantia do bom funcionamento do mercado segundo as premissas do Liberalismo.
- a defesa dos direitos dos cidadãos na saúde, educação e alimentação.

Coloco a seguir a estrutura política dos países escandinavos para que possamos verificar que eles são iguais as demais democracias liberais que usam o Estado de Direito Democrático, não tendo o menor vestígio do estado socialista marxista.

Dinamarca

Nome do país: Reino da Dinamarca.

Tipo de governo: Monarquia constitucional.

Formação do país: Foi unificada como um estado no século X, em 1849 tornou-se uma monarquia constitucional.

Poder executivo:
Chefe de estado – Rainha Margarethe II.
Chefe de governo - Primeiro Ministro eleito pelo Gabinete apontado pelo monarca.

Poder Legislativo:
Assembleia do Povo com 179 membros.

Eleição de 2007:
Partido Liberal = 26.2%,
Social Democratas = 25.5%,
Partido do Povo = 13.9%,
Partido Socialista = 13.0%,
Partido Conservador = 10.4%,
Partido Social Liberal = 5.1%,

Poder Judiciário:
Suprema Corte com juizes indicados pelo monarca.


Finlândia

Nome do país; República da Finlândia.

Independência:
6 de Dezembro de 1917, da Rússia.

Poder Executivo:
Chefe de Estado – Presidente da República, eleito pelo povo.
Chefe de Governo – Primeiro Ministro e Deputado Primeiro Ministro, ambos indicados pelo Presidente no Gabinete.

Poder Legislativo:
Parlamento com 200 membros.

Eleições 2007:
Kesk = 23.1%,
Kok = 22.3%,
SDP = 21.4%,
VAS = 8.8%,
VIHR = 8.5%,
KD = 8.9%,
SFP = 8.5%.

Poder Judiciário:
Suprema Corte, juizes indicados pelo Presidente.

Noruega

Nome do país: Reino da Noruega.

Tipo de governo: Monarquia Constitucional.

Independência:
7 de Junho de 1905 da Suécia.

Poder Executivo:
Chefe de Estado - Rei Harald V.
Chefe de Governo - Primeiro Ministro chefe do Gabinete apontado pelo monarca dentre os líderes do Parlamento.

Poder legislativo:
Parlamento com 169 membros eleitos.

Eleições 2005:
Partido Trabalhista = 32.7%,
Partido Progressista = 22.1%,
Partido Conservador = 18.1%,
Partido Socialista = 8.8%,
Partido cristão = 6.8%,
Partido Centrista = 6.5%,
Partido Liberal = 5.9%.

Poder Judiciário:
Suprema Corte, juizes indicados pelo monarca.


Suécia

Nome do país: Reino da Suécia.

Tipo de governo: Monarquia Constitucional.

A Suécia existe como nação desde 6 de Junho de 1523.

Poder Executivo:
Chefe de Estado - Rei Carl XVI.
Chefe de Governo - Primeiro Ministro, o Gabinete é apontado pelo Primeiro Ministro.

Eleição 2006:
Social Democracia = 37.2%,
Moderados = 27.8%,
Partido de Centro = 8.3%,
Partido Liberal = 8.0%,
Partido Cristão Democrata = 6.9%,
Partido da Esquerda = 6.3%,
Partido verde = 5.4%;

Poder Judiciário:
Suprema Corte, juizes são indicados pelo Primeiro Ministro.


Para comparação:

Inglaterra.

Nome do país: Reino Unido da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, Gales) e da Irlanda do Norte.

Tipo de governo: Monarquia Constitucional.

A Inglaterra existe como nação desde o século X, a união com o País de Gales foi em 1284, que só foi formalizada em 1536 com o Act of Union; em outro Act of Union em 1707 a Inglaterra e a Escócia concordaram em formar a Grã-Bretanha
A Irlanda entrou para a união em 1801, a partir dai a união passou a adotar o atual nome.

Poder Executivo.
Chefe de Estado - Rainha Elizaberh II.
Chefe de Governo - Primeiro Ministro, indicado pelo partido majoritário na Câmara dos Comuns.

Poder Legislativo:
Casa dos Lordes: com 618 membros hereditários.
Câmara do Comuns, com 646 membros eleitos.

Eleição de 2005:
Partido Trabalhista = 35.2%,
Partido Conservador = 32.3%,
Partido Liberal Democrata = 22%,

Poder Judiciário:
Corte de Lordes: é corte de apelação, os juizes são indicados pelo monarca.
Suprema Corte: juizes indicados pelo Gabinete.


4.20 – O nazismo era socialista ou capitalista ?

Uma das alegações de marxistas é que o nazismo era “capitalista”.
A Alemanha, antes do nazismo, era um país que adotava em parte o Liberalismo, evidentemente na Alemanha existia a propriedade privada, mas isso não quer dizer nada uma vez que o rei Salomão, a 2500 anos atrás, também tinha propriedade privada.
Podemos dizer que a Alemanha era “capitalista” – antes - de Hitler.

O partido de Hitler era o “Partido do Nacional Socialismo dos Trabalhadores Alemães”, um partido socialista.
O partido de Hitler era antes de tudo, nacionalista, e em seguida, era socialista.
Acho uma coisa óbvia demais isso...
Hitler não colocou o nome “Partido do Nacional Capitalismo dos Trabalhadores Alemães” no seu partido !

Para constatarmos as enormes diferenças entre a Alemanha nazista e uma democracia liberal, e para constatarmos as grandes semelhanças entre a Alemanha nazista e um país marxista, podemos fazer uma comparação entre um país “capitalista”, o Canadá, um país marxista, a antiga URSS, e a Alemanha nazista:

Canadá – democracia.
Alemanha nazista – ditadura.
URSS – ditadura.

Canadá – pouca interferência do estado na economia.
Alemanha nazista –total interferência do estado na economia.
URSS - total interferência do estado na economia.

Canadá – respeito a propriedade privada.
Alemanha nazista – total desrespeito a propriedade privada, os nazistas confiscaram milhares de propriedades de judeus e outras etnias.
URSS – confiscou todas as propriedades privadas.

Canadá – mercado livre e competitivo.
Alemanha nazista – mercado direcionado para as necessidades do estado nazista.
URSS – não existia mercado, a economia era planificada e dirigida pelo estado socialista.

Canadá – as leis e a justiça decidem os conflitos da sociedade.
Alemanha nazista – o estado era soberano e a SS se tornou a lei majoritária.
URSS – a lei era o Partido Comunista, era o PC que determinava o que era certo e o que era errado.

Desta comparação dá para verificarmos que o nazismo nada tinha de “capitalismo”, o nazismo era – exatamente - o que seu nome estipulava = nacional socialismo.
E notamos também que as semelhanças entre o nazismo e o marxismo da URSS são enormes.

Alem disso o partido nazista foi um partido político racista e que queria dominar o mundo nem que fosse para matar metade dele.
Esse também era o objetivo da URSS, dominar o mundo e implantar a ditadura socialista em todas as nações do planeta, a URSS também matou milhões de pessoas para implantar o marxismo.
Essas loucuras jamais fizeram parte do sistema econômico inventado por Adam Smith, o Liberalismo.


4.21 – Ajuda do EUA para a Europa no pós guerra, Plano Marshall.

Quando falamos em discussões com marxistas sobre a Europa pós guerra, de que os países liberais e democratas do ocidente se tornaram países desenvolvidos e livres e que os países da Europa Oriental se tornaram ditaduras socialistas estagnadas, os marxistas alegam que foi porque receberam ajuda do EUA através do Plano Marshall...

Bom, essa alegação é mais uma prova que o Liberalismo funciona !
Ou seja, a pequena ajuda em investimentos que o EUA deu para os países europeus foi suficiente para torná-los países livres e prósperos !
Enquanto que a ajuda que a URSS socialista deu para os países da Europa Oriental, trouxe apenas tirania, estagnação e pobreza.

Aqui é necessário uma lembrança, o EUA ofereceu a mesma ajuda para os países da Europa Oriental, porém, Stalin rejeitou e não permitiu que os países aceitassem a ajuda norte-americana.
Esse fato refuta qualquer alegação maledicente de marxistas contra supostas intenções do EUA ao prestar a ajuda.
De qualquer forma, seja lá quais foram as intenções do EUA que a maledicência possa dizer, a ajuda gerou países livres, cultos e desenvolvidos !
Isso é o que importa.

Evidentemente, o desenvolvimento e progresso que os países da Europa Ocidental tiveram não foi por causa do Plano Marshall apenas, foi muito mais porque tais países eram democracias livres e usavam o livre mercado, que leva ao progresso da sociedade como um todo.
Vamos fazer algumas considerações sobre o Plano Marshall (o nome foi em homenagem a seu idealizador, general George Catlett Marshall, Nobel da Paz de 1953).

O Plano Marshall foi um plano de reconstrução para os países destruídos pela guerra, teve duração de 4 anos (1947 a 1951) e o volume de dinheiro foi de 13,3 bilhões de dólares em investimentos feitos pelo EUA, e que foram distribuídos pelos seguintes países:

País Valor (milhões de dólares)

Reino Unido - 3189
França - 2713
Alemanha Ocidental - 1390
Holanda - 1083
Grécia – 706
Áustria – 677,8
Bélgica e Luxemburgo – 559,3
Dinamarca – 273,0
Turquia – 225,1
Irlanda – 147,5
Suécia – 107,3
Islândia – 29,3
Geral para o continente – 407.

Como vemos, a Suécia recebeu apenas 107 milhões de dólares e a Itália, Noruega e Finlândia nada receberam de forma direta.
A França recebeu mais que a Alemanha, entretanto, a Alemanha, apesar de ser o país mais destruído, se tornou uma economia maior que a da França.

É sem sentido supor que a Alemanha tenha se tornado a terceira maior economia do mundo, com um PIB de 4 trilhões de dólares em 2007, apenas porque entre 1947 a 1951 recebeu 1,39 bilhões de dólares em investimentos do EUA !

Mas, sem dúvida alguma o Plano Marshall foi uma retumbante vitória do Liberalismo sobre o socialismo !
O investimento liberal em uma Europa arrasada pela guerra reergueu os países e trouxe liberdade e progresso.
O socialismo jamais conseguiu isso na Europa Oriental, conseguiu apenas opressão, falta de liberdade, estagnação e finalmente a falência.

***

Sobre a ajuda do EUA para a Coreia do Sul

Da mesma forma que com a Europa do pós guerra, quando se fala do progresso da Coreia do Sul liberal em relação a miséria da Coreia do Norte socialista, os marxistas dizem que foi porque o EUA ajudou !

Vale a mesma resposta ...
Isso só demonstra, mais uma vez, que o EUA é um país que coopera com os países amigos e tais países sempre se tornam países livres e desenvolvidos !
Isso serve para comprovar que o investimento liberal norte-americano é bom, funciona e trás progresso, democracia e desenvolvimento.
Mas, o progresso da Coreia do Sul de forma alguma dependeu apenas do investimento norte-americano.
A Coreia do Sul a partir de 1950 deu prioridade máxima para a educação, em duas gerações erradicaram o analfabetismo na Coreia do Sul e criaram instituições de ensino de excelente qualidade em todos os níveis, esse foi o motivo principal da mudança na Coreia do Sul de uma nação pobre para uma nação desenvolvida em apenas 40 anos !
Alem disso, os coreanos trabalharam por muitos anos por até 12 horas por dia para construírem seu país, hoje não precisam mais, mas, trabalharam muito.
É sem fundamento dizer que o progresso e desenvolvimento que os coreanos do sul conseguiram foi fruto de ajuda externa, isso é uma ofensa aos coreanos do sul....
Os investimentos liberais na Coreia do Sul só foram possíveis porque o governo criou condições para isso.
O governo criou infra-estrutura educacional, criou ciência e tecnologia próprias, o povo estava preparado culturalmente para trabalhar em empresas de alta tecnologia e para criar empresas próprias de tecnologia como a Sansung.
As universidades formavam pessoal técnico capacitado em todas os níveis e especialidades.
O povo da Coreia do Sul se preparou para o progresso e trabalhou muito para chegar a ser hoje em dia uma das nações desenvolvidas do planeta !

Sem dúvida alguma o EUA fez investimentos na Coreia do Sul, e isto é só mais uma prova da cooperação norte-americana para países amigos e de que tal ajuda sempre trouxe progresso, liberdade e desenvolvimento para os países que o EUA ajuda.

- A Europa Ocidental liberal em contraste com a Europa Oriental socialista.
- A Coreia do Sul liberal em contraste com a Coreia do Norte socialista.
- O Japão liberal em contraste com a China comunista.
- A Singapura liberal em contraste com o Vietnã comunista.
- O EUA liberal em contraste com a URSS socialista.
- A Islândia liberal em contraste com a Cuba socialista ...

são uma esmagadora evidência para o mundo que o Liberalismo produz liberdade, democracia e progresso.
E que o socialismo produz ditadura, estagnação e falência.


4.22 - O Muro de Berlim

Se existe um assunto que marxista não gosta de falar é sobre o Muro de Berlim !
Símbolo maior da miséria do socialismo marxista.
Evidentemente – nenhum – professor marxista de história no Brasil atual fala alguma coisa em suas aulas sobre esse fato histórico !
Em virtude disso muitos jovens brasileiros desconhecem por completo o que foi isso.
Vamos colocar algumas coisas para elucidar.

Com o final da segunda guerra em 1945 a Alemanha derrotada foi dividida ao meio, uma metade ficou sob a administração da Inglaterra, França e EUA, e a outra ficou para a URSS.
Porém, a capital da Alemanha, Berlim, ficava dentro da parte que ficou com a URSS, bem no meio !
Devido a isso a cidade de Berlim também foi dividida ao meio, surgiu a Berlim Ocidental e a Berlim Oriental.
Desta forma, Berlim Ocidental era uma “ilha” democrática dentro da Alemanha Oriental socialista !

No início foi tudo bem, mas, com o passar dos anos a Alemanha Ocidental, e Berlim Ocidental, tiveram progresso, tornaram-se desenvolvidas e ricas, enquanto a parte socialista se manteve estagnada e foi ficando pobre.

O que começou a acontecer ?
Na fronteira entre as duas Alemanhas existiam guardas e cercas, mas, em Berlim não, pois era uma cidade.
Alemães orientais passavam para Berlim Ocidental, e dali pegavam um avião e fugiam para a Alemanha Ocidental !
Milhares de alemães orientais, principalmente jovens, fugiram dessa forma da parte socialista e foram para a Alemanha Ocidental.
A solução para parar isso encontrada pelos socialistas em 1961 foi construir um muro em volta de Berlim Ocidental !
Com guaritas e guardas armados.
Toda a parte ocidental da cidade foi cercada com um muro alto e isolada.
Mesmo assim, milhares de alemães tentaram de forma heróica fugir do socialismo através do muro ... muitos foram mortos pelos guardas socialistas.

Alemão matando alemão ... foi isso que o socialismo trouxe para os alemães.

Durante décadas essa desgraça para o povo alemão existiu, muitas histórias verídicas existem desse drama humano causado pela doutrina marxista cega.
Durante décadas a soberba “intelectualidade” marxista mundial, dona da verdade, teve que engolir essa vergonha que o marxismo produziu na humanidade !
O Muro da Vergonha de Berlim foi a maior prova da miséria marxista.
A Alemanha era um dos povos mais evoluídos do planeta, tanto em cultura, filosofia, ciência, como também tinha uma industria desenvolvida.
Na Alemanha, um país com um “capitalismo desenvolvido”, era para o socialismo ter dado certo !
Mas não deu.
Pelo contrário, foi na Alemanha com “capitalismo desenvolvido” que o socialismo marxista gerou sua maior vergonha criminosa para a humanidade, ao assassinar centenas de pessoas no Muro da Vergonha de Berlim, que a única coisa que queriam era liberdade para trabalhar e ser alguém na vida.

Está certo que os cubanos fugindo a nado do miserável socialismo cubano também são uma vergonha socialista para a humanidade, mas, o Muro da Vergonha de Berlim, por ter sido em uma das nações mais evoluídas do planeta, foi a maior prova da miséria existencial do socialismo marxista.
Lá, na terra natal de Marx, onde Marx viveu e estudou, a sua doutrina criminosa cometeu seu maior crime contra a civilização humana – o Muro da Vergonha de Berlim para prender alemães dentro de seu próprio país.
Felizmente foi com ele que o socialismo mundial começou a desmoronar !
Em 1989 o povo alemão derrubou o muro e acabou com a vergonha socialista em terras alemãs.
Logo em seguida a URSS, um gigante com pés de barro, também desmoronou e encerrou um período trágico para a humanidade.

***

Os indivíduos mais sujos do marxismo, e são muitos, tentam de forma maldosa associar o muro que Israel construiu na fronteira com a Palestina, e o muro que o EUA construiu na fronteira com o México, ao Muro de Berlim...
Isso é uma coisa baixa digna do marxismo, Israel não construiu o muro para evitar que israelenses fujam para a Palestina !
Israel construiu o muro para proteger suas crianças contra os ataques covardes de terroristas estrangeiros.
Sem o muro, terroristas suicidas palestinos cometeram centenas de crimes dentro do território israelense, matando civis de todas as idades covardemente.
A única coisa que salvou os civis e crianças israelenses foi construir o muro para que os assassinos não tivessem caminho livre para cometer seus crimes.
Os israelenses fizeram a mesma coisa que toda família faria se tivesse sua casa em um local rodeado de bandidos.
Construiria muros em volta da casa para evitar que os bandidos entrassem e assassinassem membros da família.

O muro entre EUA e México também não foi construído para evitar que norte-americanos fujam do EUA para o México.
Foi construído para evitar que milhões de emigrantes latinos entrem – ilegalmente – no EUA.
É o mesmo direito que uma família tem de cercar sua casa para evitar que “latinos” entrem dentro de suas casas e passem a viver dentro dela.
Seria extremamente incômodo se construíssemos uma casa para morarmos com nossa família, e por ela não ter muros, pessoas que não são da família viessem a entrar e usar livremente as dependências da casa !
É isso que os latinos querem fazer com o EUA...
A casa deles não presta, então eles querem entrar livremente na casa dos outros e usar as dependências como se fossem suas.
E a parte mais suja do marxismo enaltece tal ação ilícita e condena o agredido por se defender.
Mas, isso é apenas a índole criminosa da doutrina marxista em mais uma de suas vertentes.


4.23 – O marxismo e a midia

O marxismo apregoa que a midia é um instrumento a serviço da burguesia.
Apregoam que a midia é que faz a alienação dos alienados ... alias isso é uma grotesca desvirtuação da própria teoria de Marx da "alienação”, que é exclusiva ao trabalho na linha de produção.
Apregoam q a midia é a favor do "capitalismo”.
Mas, isso é apenas cinismo.

Os cursos de jornalismo no Brasil, a já muitos anos, são dominados pelo marxismo que atua na área de humanas da universidade brasileiras, e tais cursos aplicam doutrinação marxista em seus alunos...
Para comprovar isso é muito fácil, é só ir no Google e pesquisar com a palavra chave “Marx” e a sigla das universidades públicas, serão encontrados milhares de links !
Por exemplo, para a pesquisa com as palavras chaves: “jornalismo” “Marx” e “UFRJ” encontrei em Novembro de 2008 nada menos que 48.800 links em português !
Aqueles que não tem independência moral, lucidez, são dominados pela doutrina e nem se dão conta disso ... e quando no mercado de trabalho, nas revistas, jornais, TVs, etc, vão tentar sempre embutir o marxismo no conteúdo da programação.
Sem contar as dezenas de jornais, tanto em papel como na Internet, exclusivamente para divulgação do marxismo.
Em uma democracia liberal existem centenas de midias subversivas do marxismo, mas, em uma ditadura socialista existe apenas a imprensa do estado socialista, nada mais é permitido.
É a famosa “democracia” não burguesa socialista !

Infelizmente não vou poder colocar aqui textos de “notícias” nos jornais online na Internet, nem dos demais meios de comunicação, mas, aqueles que forem observadores e prestarem atenção de forma crítica ao noticiário, irão perceber que o marxismo está presente nele na sua forma “politicamente correto”.
Só vou colocar aqui um episódio que uma das maiores redes de TV do Brasil colocou no seu Jornal da hora do almoço (13h 30m) após a trágica morte da menina assassinada pelo namorado em Guarulhos.
A TV chamou um psiquiatra para falar, ao perguntarem a ele as causas, o psiquiatra disse que a culpa do rapaz ter sequestrado e matado a menina era da sociedade !
O psiquiatra disse que a culpa era da educação !
E os dois apresentadores concordaram !
O psiquiatra ficou falando um tempão e para terminar a apresentadora completou – é, precisamos mudar a nossa educação. !
Essa é a mais estúpida ideologia marxista falada na midia..

Após a programa o psiquiatra foi ao chat da TV responder perguntas, eu entrei no chat e perguntei – se a culpa é da educação, e se a maioria dos jovens estudam nas mesmas escolas, recebem a mesma educação, porque apenas um ou outro namorado mata a ex-namorada ?
Se a culpa é da educação, todos os jovens rejeitados pelas namoradas deveriam matar a namorada !?
Sabem o que aconteceu ?
A minha pergunta não foi respondida...

A imprensa brasileira derrubou Collor ...
Collor era da esquerda ?
Não, não era. Era um digno representante da direita brasileira.
É mais uma prova que a midia brasileira é muito mais esquerdista do que direitista !

Um dos maiores escândalos de fraldes e roubo de dinheiro público que já existiu no Brasil foi o chamado “mensalão” praticado por um partido de esquerda, a midia brasileira por acaso pediu o impeachement do presidente, que era desse partido ?
Não, não pediu.
Porém, o que o governo esquerdista do mensalão fez, foi muito pior que o que o Collor fez !

A atuação do marxismo na midia é camuflada em notícia, em interesse de minorias, em comentários políticos e econômicos.
O marxismo também está infiltrado na ONU, FMI, OMC e diversos outros órgãos internacionais, que propagam “notícias” para todos os jornais do mundo.

Vou colocar duas notícias que saíram na midia em 2008 e que tiveram como fonte o FMI:

Manchete:

“16/04/2008
Crise vai durar "bastante tempo" e terá "graves conseqüências", diz FMI
da France Presse, em Paris
da Efe, em Washington

A crise financeira "vai a durar bastante tempo" e terá "graves conseqüências", afirmou nesta segunda-feira o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn.
....
O mexicano Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, também afirmou que não há "desconexão", embora tenha considerado que os países de América Latina parecem "melhor preparados" para enfrentar os problemas da economia mundial. “

Notícia estranha essa ... partindo do FMI, um órgão que foi criado para manter a economia tranquila, gerando noticias de caos e crise !

Vamos ver quem é na verdade o “informante” do FMI...
Dominique Strauss-Kahn, é nada mais nada menos que membro do Partido Socialista Francês, e foi o candidato socialista a presidência da França !
A pergunta óbvia é – como um socialista pode estar no comando de uma importante entidade financeira liberal ?
Não sabemos....

Essa pessoa está falando em nome do FMI, só que esta não é uma opinião do FMI, é uma opinião pessoal deste socialista.
Quem não for verificar a origem da fonte vai acreditar que é o FMI falando !

Outra manchete tendo o mesmo cidadão como fonte:

“18/04/2008
FMI diz que pior da crise de alimentos está por vir e ataca biocombustíveis
da Efe, em Paris

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, teme que "o pior" ainda esteja por vir nos distúrbios causados pela crise de alimentos em países pobres. Ele disse ainda que os biocombustíveis produzidos com produtos agrícolas alimentares colocam "um verdadeiro problema moral" no tema.”

É isto ai que está acontecendo no mundo atual.
No geral, o marxismo cultural corrupto percebeu de a muito que ele pode usar da liberdade que existe nas democracias para praticar toda sorte de propaganda contra o sistema que lha dá liberdade e também para usar o sistema em proveito próprio.
E ainda se dá ao luxo de dizer que a imprensa é “capitalista”.
Porém, quando tomar o poder, irá erradicar qualquer forma de expressão que não seja a do estado socialista.
Muitas jornalistas idealistas atuais irão se surpreender !
Ao verem que não mais poderão criticar o governo...


4.24 – Argumentação de marxistas atuais quanto a “culpa”

Socialistas, marxistas, comunistas, quando argumentam sempre o fazem da seguinte forma:

Quando um país que – não é socialista - vai mal e o povo vive na pobreza, a culpa - é do sistema, que eles dizem ser capitalismo.

Quando um país que – é socialista - vai mal e o povo vive na pobreza a culpa – não é do sistema - é dos humanos que o implantaram.

Quando um país que – não é socialista - vai bem e o povo tem excelente qualidade vida, o mérito - não é do sistema – é devido a algum outro fator que eles inventam.

Quando um país que – é socialista - vai bem e o povo tem excelente qualidade de vida ..... bom, essa opção não existe.
Mas, se existisse, com certeza o mérito seria – do sistema !

Em resumo, se algo dá errado no mundo, tem criança com fome em um país da África - é culpa do capitalismo, é tudo culpa do sistema capitalista.
Mas quando dá errado num país socialista - e todos dão errado - nada é culpa do sistema socialista !
É sempre culpa das pessoas que o implantaram !


4.25 - Subsídios e o “DIT”.

É normal em fóruns de debates a gente se deparar com o seguinte comentário:

"Não sou comunista, mas me questiono bastante a respeito do Liberalismo, se tal sistema impõe medidas favoráveis, no que se diz respeito ao mercado, porque os subsídios ainda são bastante adotados por países desenvolvidos ?
Será que a laranja cultivada na California teria alguma chance com a laranja brasileira se os produtores daquela não tivessem o auxilio do Governo Norte Americano e a nossa laranja não fosse bombardeada de impostos ?"

Esta é uma forma camuflada de tentar criticar o Liberalismo e em especial criticar o EUA.
E também é uma demonstração de desconhecimento do que vem a ser uma nação e o sistema econômico Liberalismo.

Cada país tem suas tradições e suas leis, cada país tem os seus padrões históricos de produção e de liberdade.
Cada país vê o bem estar de seu povo de forma diferente.
A nação brasileira mantém 40 milhões de brasileiros em nível abaixo da linha de pobreza ... o Japão não faz isso para seu povo, então, não podemos querer que as condições de comércio sejam iguais entre Brasil e Japão.
O Japão não mantém milhões de japoneses na miséria, e não vai querer que devido aos milhões de miseráveis que existem no Brasil trabalhando por salários irrisórios, venha a causar problemas internos no Japão !

O Liberalismo não pode ter regras globais porque cada nação tem leis próprias que regem a atividade econômica interna de formas diferentes das outras nações.
Não podemos avaliar de forma igual países que tem regimes internos completamente diferentes.

A Constituição da China não serve para o Canadá.
A Constituição da Coreia do Sul não serve para a Coreia do Norte.

Se na China existem milhões de miseráveis que trabalham por um pequeno salário, e devido a isso, seus produtos são mais baratos, tal “competição” chinesa não é honesta.
Idênticos (ou melhores) produtos produzidos no Canadá são mais caros porque os trabalhadores canadenses não estão sujeitos as péssimas condições que os trabalhadores chineses estão.
Não podemos querer que o Canadá sujeite seus trabalhadores a salários insignificantes para que possam “competir” com os produtos chineses !
Qual é a solução para o Canadá, qual é a solução para os canadenses não perderem seus empregos diante dessa postura da China para com seu povo ?
É o Canadá taxar o produto chinês que é produzido de forma desleal em relação ao Canadá.

Da mesma forma se o álcool ou a laranja brasileira são trabalhadas pelos boia-frias brasileiros que moram em favelas ao redor das cidades e mal ganham para se manterem ... e por isso o álcool e o suco brasileiros são mais baratos que os norte-americanos, cujos trabalhadores recebem um salário maior, e se tais produtos brasileiros entrarem livremente no EUA irão provocar desemprego ... o governo norte-americano, em defesa de seu povo, taxa o produto brasileiro obtido com mão de obra barata.
As condições de competição devem ser justas.
Submeter trabalhadores a péssimos salários, manter um "estoque" de miseráveis para manter o salário baixo, e com isso ficar “competitivo” ... não é uma maneira justa de competir.

E mesmo que tais razões não existam ...
Não se pode obrigar uma nação a comprar nossos produtos !
A nação compra se quiser, a nação compra se isso lhe for conveniente, uma nação liberal jamais irá comprar produtos de outra nação apenas para agradar o povo da outra nação !

Também é comum encontrarmos comentários como o abaixo:

“também a respeito da nova DIT (Distribuição Internacional do Trabalho), que distribui o trabalho e a renda de maneira desigual pelo mundo,”

Essa suposta entidade, “DIT”, é apenas mais uma invenção do marxismo na esperança de viabilizar a sua teoria falida da “luta de classes”.
Isso não existe, todas as nações são soberanas e não permitem interferência em seus “assuntos internos”, cada uma age no mercado externo de acordo com a sua competência interna.

A distribuição desigual da renda dentro do Brasil é responsabilidade única e exclusiva dos políticos do Brasil e de mais ninguém no mundo.
Será que vamos culpar o Japão pela existência de milhões de pobres no Brasil que para viver precisam do Bolsa Família ?
No Japão não existem milhões de pobres !
Será que vamos culpar a Austrália pela mais alta taxa tributária do mundo que existe no Brasil ?
Que faz os brasileiros trabalharem metade do ano para pagar impostos ...
Será que são os australianos ou a “DIT” os culpados dessa extorsão que os políticos brasileiros impõem ao povo brasileiro ?
Será que vamos culpar o Canadá, onde a corrupção e baixa, pelo altíssimo nível de corrupção que existe no Brasil ?
Vamos culpar o Canadá pêlos milhões em dinheiro público roubados no “mensalão” ?
Será que vamos culpar a Inglaterra pelos 50 mil assassinatos anuais praticados no Brasil ?

Não existe “DIT” para os alemães ... os alemães trabalham - lá dentro da Alemanha – e produzem muita tecnologia e serviços, e geraram um PIB de 4 trilhões de dólares em 2007.
Eles não precisam de nenhum “DIT” para terem o padrão de vida excelente que tem, porque a maior parte dos seus parceiros comerciais são os países da Europa e EUA.
O comércio mundial tem seu maior volume entre os países desenvolvidos.
O Japão, tem seu maior parceiro comercial no EUA, e vice-versa.

Como um país como a Bolívia, que tem um PIB (Produto Interno Bruto) pequeno, de ínfimos 27 bilhões de dólares em 2007, pode querer participar do comércio mundial ?
É óbvio que países iguais a Bolívia – que produzem muito pouco - vão ter uma pequena participação no comércio mundial.
O dia que a Bolívia produzir um PIB de 1 trilhão de dólares, ai ela terá uma grande participação no comércio mundial e será um país rico !
No dia que países pobres pararem de colocar a culpa em outros países pela sua miséria interna, talvez ai eles resolvam seus problemas internos e se tornem grandes nações.


4.26 - A mentira sobre a Guerra do Paraguai

Um das maiores mentiras que os professores de história brasileiros marxistas ensinam nas suas aulas é que o Brasil, a mando da Inglaterra, destruiu o "progressista" regime do ditador Solano Lopez, do Paraguai.
Ou seja, esses irresponsáveis querem taxar o próprio país em que vivem de criminoso !
Tudo isso em nome da doutrina cega.

Porém, os fatos históricos desmentem essa mentira.
Se estudarmos os fatos e as datas comparativamente, iremos verificar que enquanto ocorria a Guerra do Paraguai, acontecia também em paralelo a Questão Christie entre Brasil e Inglaterra.
E o resultado da Questão Christie foi o Império do Brasil cortar as relações diplomáticas com a Inglaterra !
Em virtude desse fato, a Inglaterra não poderia ter influenciado o Brasil, uma vez que Brasil e Inglaterra estavam com relações cortadas !

Vamos verificar quais foram as datas destes dois acontecimentos históricos:

Questão Christie - 1862-1865.
Guerra do Paraguai - 1864-1870.

Pelas datas verificamos que no ano do início da guerra, 1864, o Brasil estava em pleno contencioso contra a Inglaterra e com relações cortadas com esse país !
A normalização das relações entre Brasil e Inglaterra só foi acontecer em 1865, um ano após o início da Guerra do Paraguai !
Como a Inglaterra pode influenciar o Brasil nestas condições ?
Não pode.
E não influenciou, as causas da guerra nada tiveram a ver com a Inglaterra.

É um absurdo supor que o Paraguai pudesse em algum momento ter poderio tecnológico para competir com a Inglaterra !
O Paraguai nunca teve uma universidade de renome, nunca teve um cientista de renome.
Foi a Inglaterra que fez a primeira ferrovia no Paraguai, porque o Paraguai não tinha tecnologia ... grande parte das importações paraguaias eram da Inglaterra, via Argentina.
Já foi provado por historiadores brasileiros sérios que o embaixador inglês em Buenos Aires desenvolveu grandes esforços para evitar a guerra, Inglaterra só perdeu com a guerra, perdeu um comprador !

O Império Brasileiro já havia derrotado antes outros ditadores latinos em outras guerras, tais como Aguirre, Uribe e Rosas, a guerra contra Solano Lopez foi apenas mais uma guerra sul americana das dezenas que aconteceram.
Os países da América do Sul com seus ditadores ignorantes jamais precisaram da Inglaterra para fazerem suas guerras...
Dentre muitas, a Guerra do Chaco por exemplo, entre Paraguai e Bolívia, que o Paraguai ganhou, não precisou de influência externa para acontecer.
E a Guerra do Chaco (1932-1935) é mais uma indicação que o Paraguai não foi tão afetado assim pela guerra anterior .. uma vez que 62 anos depois fez mais uma guerra contra outro país, e da qual saiu vencedor impondo a Bolívia uma grande perda territorial.
Quanto a estes fatos nenhum “historiador” marxista diz absolutamente nada !

***

Vamos dar uma olhada no cenário anterior a guerra.
O Paraguai não tinha boas intenções, uma vez que montou fábricas de armamentos em larga escala, canhões e artilharia pesada, montou estaleiros e fabricou navios de guerra, e recrutou um exército com 150.000 homens !
Após a Guerra do Prata, que envolveu Brasil, Uruguai e Argentina, em 1852, o Paraguai começou a questionar fronteiras.
Em 1853 o ditador paraguaio Antonio Carlos López (pai de Solano) expulsou o negociador brasileiro Felipe José Pereira Leal e em 1854 proibiu a navegação de qualquer navio estrangeiro nos rios paraguaios.
Com isso a província brasileira do Mato Grosso ficou isolada.
Não existiam estradas por terra, e da cidade de São Paulo até Cuiabá levava seis meses de caminhada em terreno selvagem.
Depois de dois anos, em 1856, um Tratado permitiu a navegação dos navios brasileiros pelos rios Paraná e Paraguai.

Em 1862, Carlos Antonio López faleceu, não existia Constituição no Paraguai, o poder era ditatorial e despótico, seu filho Francisco Solano López se tornou o novo ditador.

O Brasil estava ainda em uma disputa contra a Argentina por influência no Uruguai, o Brasil queria defender a livre navegação na Bacia do Prata.
O Brasil invadiu o Uruguai para colocar no poder o Partido Colorado favorável ao Brasil.
A partir dai Solano Lopez passou a hostilizar o Brasil, terminando por aprisionar o navio brasileiro Marquês de Olinda, que se dirigia para o Mato Grosso, em 11/11/1864.
A bordo do Olinda estavam o coronel Frederico Carneiro de Campos, nomeado presidente do Mato Grosso e o médico Antônio Antunes da Luz, entre outros.
Todos os que estavam no navio foram feitos prisioneiros, todos morreram na prisão de fome e de maus tratos.
No início de Dezembro o ditador paraguaio invadiu e tomou o Mato Grosso sem ter feito declaração de guerra !
O ditador paraguaio só declarou guerra ao Brasil em 13 de Dezembro de 1864.
Em 18 de Março de 1865, o ditador paraguaio declarou guerra à Argentina e invadiu a província argentina de Corrientes e em seguida invadiu o Rio Grande do Sul.
Nesses ataques, onde o Paraguai empregou milhares de soldados, os paraguaios mataram centenas de brasileiros.
Diante desses fatos, diante dessa agressão do Paraguai contra o Brasil, matando brasileiros inclusive, só mesmo o marxismo sujo e mentiroso, só mesmo o marxismo sem pátria, para dizer que a guerra foi travada porque a Inglaterra queria !

***

O exemplo maior da mentira marxista nos livros de história da Guerra do Paraguai, é no mais puro estilo de Marx !
Citando alguém que participou da guerra como fonte, mas, alterando as palavras do relato feitos pela fonte, mudando o que a testemunha relatou e colocando no lugar o que o marxismo queria !

Vamos relatar mais essa mentira marxista:
Em 1979 surgiu o livro "Genocídio Americano - A Guerra do Paraguai", feito por um marxista brasileiro.
O livro apela para a emotividade e ao uso seletivo de fontes.
E coloca o Paraguai como uma nação palatina contra o “imperialismo britânico”, no mais puro estilo ideológico que nada tem a ver com história.
O autor descreve a Batalha de Campo Grande, onde o criminoso ditador paraguaio já vencido, coloca crianças e jovens para lutar.
Porém, o exército brasileiro não sabia disso.
Nesta batalha os brasileiros foram liderados pelo Conde d'Eu (1842-1922), a batalha foi facilmente vencida pelos brasileiros em 8 horas de luta.
O autor do livro acusa o Conde d´Eu de ter intencionalmente assassinado os jovens paraguaios ao atear fogo no capim seco do local ... como fonte ele cita o livro “A Retirada de Laguna” do Visconde de Taunay (1843-1899).

Mas o Conde d´Eu não era o assassino que o marxista queria lhe imputar !

Se formos na fonte, o livro de Taunay, ele diz exatamente o oposto que o marxista disse em seu livro !
O marxista alterou os dizeres da fonte !
Taunay diz que o fogo foi ateado pelos paraguaios no início da batalha para ocultar seus movimentos.
E Taunay ainda diz que o Conde ficou profundamente sensibilizado ao ver que os soldados paraguaios eram adolescentes...
Depois dessa batalha o Conde d´Eu não quis mais participar da luta, dizendo – “Não tenho mais nada que fazer aqui!".
A este homem, o marxismo mentiroso quis dar como assassino ... mas, a mentira sempre tem pernas curtas, e foi desmentida humilhantemente.

O marxismo sem pátria tenta difamar os heróis ... pois no marxismo não existem heróis, existem apenas ditadores assassinos que matam covardemente, mas, os heróis brasileiros da Guerra do Paraguai existiram, e são homenageados em todas as cidades medias e grandes brasileiras com o nome de rua - Rua Voluntários da Pátria !


4.27 - A invenção marxista do “1/5”.

Marxistas geralmente alegam que apenas 1/5 da humanidade progrediu e que os restantes 4/5 não.
E ai fazem a maledicência- dizem que é por causa do “capitalismo” que eles são pobres.
Isso é mentira.
Lembramos que - todas as nações civilizadas do mundo - até antes do ano de 1800 DC mantinham o povo pobre ou escravo.
Em todos os continentes apenas existia uma realeza e clero ricos e povo pobre ou escravo.
Esta é uma verdade histórica incontestável.

A partir de 1800 algumas nações do mundo começaram a implantar o Liberalismo Político (Democracia e Estado de Direito) e o Liberalismo Econômico (não existência de monopólios e latifúndios, mercado livre e competitivo, baixa carga tributária, pouca interferência do estado na economia, empresas SA com ações em Bolsa de Valores, livre iniciativa, muitos países também fizeram distribuição de terras para colonos europeus, tais como EUA, Canadá, Austrália).
Uma das maiores conquistas logo no início foi a libertação dos escravos pela primeira vez na história da humanidade.

Vimos acima o que é, em resumo, o Liberalismo Político e Econômico.
Como vimos, ele não é uma fórmula mágica, ele trabalha com a natureza humana e respeitando o Estado de Direito, respeitando leis e com democracia, na maior parte deles, uma democracia parlamentarista.
E também, algumas providencias básicas devem ser tomadas pela nação que quer implantar o Liberalismo.
O Liberalismo não é um sistema magico.
Para ter progresso é preciso ter liberdade, democracia, seriedade, criatividade, vontade e competência, e principalmente não pode existir corrupção e impunidade.
Desta forma, uma país onde o governo autoriza o contrabando, o plantio de maconha, e já teve vários caudilhos corruptos que só roubaram o povo, jamais será um país onde possa existir o Liberalismo !
A existência de propriedade privada não é a base do Liberalismo, propriedade privada existia no Egito Antigo, na Babilônia, etc, e tais civilizações não foram liberais.
Então, apenas gente mau intencionada pode dizer que, por exemplo, no Paraguai existe Liberalismo.
O Paraguai é pobre porque seus governantes foram, no mínimo, incompetentes e irresponsáveis.
Alias, grande parte dos países da América Latina são desta forma.

***

Muito bem, mas, vamos ao “1/5” ...
Os marxistas se “esquecem” que existiu socialismo no mundo !
Eles falam de uma forma que 1/5 é desenvolvido e 4/5 é pobre por causa do “capitalismo”.
E se “esquecem” que 50 nações do mundo foram socialistas no século passado !
30% da população mundial foi socialista no século passado !
E como sabemos, nos dois maiores países marxistas, URSS e China, foi um fracasso colossal, faliram na miséria.
E com isso geraram bilhões de pobres.!

Como podem os marxistas dizer que 4/5 dos humanos do mundo são pobres por causa do “capitalismo” ?
Se 30% dos humanos do mundo a partir de 1917 foram marxista-socialista-comunista !
- Não podem, esta é apenas mais uma mentira marxista.

Vou apresentar a seguir uma tabela que mostra os países do mundo.
Nela vamos ver:
- os países que atualmente tem boa qualidade de vida (IDH 2008).
- os países que foram socialistas.
- um grupo que chamei de “outros” que engloba países que tem qualidade de vida REGULAR ou RUIM (baseado no IDH)
- e outro grupo de países Árabes/Otomanos, que são países originados do Império Árabe e do Império Otomano, são muçulmanos e eles próprios dominaram vastas regiões do planeta, inclusive vastas regiões da África e da Europa, alem do OM e Ásia.

Países Desenvolvidos (com IDH bom)

País População

Ilha Christmas (AU) - 361
Ilhas Cocos (AU) - 628
Vaticano - 990
Tokel (NZ) - 1455
Ilha Norfolk (AU) - 1828
Niue (NZ) - 2166
Svalbard (NU) - 2701
Ilhas Malvinas (UK) - 2967
Saint Pierre (FR) - 7065
Santa Helena (UK) - 7560
Montserrat (UK) - 9441
Anguilla (UK) - 13454
Wallis - 15125
Turks e Caicos (UK) - 21156
Ilhas Cook (NZ) - 21588
Ilhas Viirgens (UK) - 23043
Gibaltrar (UK) - 27984
San Marino - 29280
Mônaco - 32243
Liiechtenstein - 33990
Ilhas Cayman (UK) - 45470
Ilhas Feroé (DIN) - 47262
Samoa (USA) - 57781
Groenlândia (DIN) - 59361
Ilhas Marshall - 60471
Guernsey (UK) - 65428
Bermuda (UK) - 65775
Antígua - 69122
Ilhas Man (UK) - 75449
Seychelles - 81588
Marianas (USA) - 82462
Jersey (UK) - 91012
Ilhas Virg. (USA) - 108508
Tonga - 114422
Guam (USA) - 171564
S T Principe 193410
Guiana (FR) - 199596
Mayotte (FR) - 201633
Nova Cal. (FR) - 219494
Antilhas H. 222958
Polinésia (FR) - 274485
Barbados - 280870
Islândia - 299986
Bahamas - 359106
Maldivas - 359406
Brunei - 379361
Malta - 400800
Martinica (FR) - 436900
Guadeloupe (FR) - 452713
Luxemburgo - 478571
Bahrein - 698345
Guiana - 775283
Chipre - 784133
Catar - 883051
Trinidad - 1333000
Kuwait - 2466648
Emir. Árabes - 2723212
Omã - 3205583
Panamá - 3242232
Mauritânia - 3447920
Uruguai - 3447920
Porto Rico - 3944097
Irlanda - 4109932
Nova Zelândia - 4116461
Costa Rica - 4134500
Singapura - 4553324
Noruega - 4628041
Finlândia - 5238442
Dinamarca - 5468335
Israel - 6427819
Hong Kong - 6980686
Suíça - 7507300
Áustria - 8200691
Suécia - 9031774
Chade - 10239650
Bélgica - 10292388
Grécia - 10706670
Portugal - 11456212
Chile - 16285071
Holanda -16571401
Austrália - 20705437
Tawai - 23144384
Malásia - 24821136
Canadá - 33390592
Argentina - 40403943
Espanha - 40448100
Coréia do Sul - 49045671
Itália - 59147733
Inglaterra - 60776238
Brasil - 63000000 (estados com IDH bom)
França - 63713926
Tailândia - 65068149
Alemanha - 82400996
México - 108700891
Japão - 127433494
USA - 303048000

Subtotal - 1,34 bilhões de habitantes.
Porcentagem - 20,4% da população mundial.


Países que foram ou ainda são socialistas

País População

Cabo Verde - 420224
Macau - China - 453300
Montenegro - 651354
Timor-Leste - 924000
Estônia - 1324 - 893
Guiné-Bissau - 1472446
Eslovénia - 2009070
Macedônia - 2045262
Letônia - 2260192
Mongólia - 2874272
Armênia - 2972904
Lituânia - 3575617
Albânia - 3601112
Moldávia - 4320421
Croácia - 4493904
Bósnia - 4552494
Geórgia - 4646425
Turcomenistão - 5136081
Quirguistão - 5284281
Eslováquia - 5448373
Nicarágua - 5703689
Líbia - 6037563
Laos - 6522141
Tadjiquistão - 7077506
Bulgária - 7323349
Benin - 8078360
Azerbaijão - 8120974
Somália - 9119000
Bielorússia - 9725483
Guiné - 9948670
Hungria - 9956835
Sérvia - 10206821
Rep Checa - 10229138
Cuba - 11417356
Camboja - 14132398
Casaquistão - 16285519
Moçambique - 20906703
Iémen - 22212063
Romênia - 22276977
Coréia do Norte - 23302177
Uzbequistão - 27780895
Polônia - 38518984
Ucrânia -46300003
Etiópia - 76511887
Vietnã - 85262356
Rússia - 142200000
China - 1322000000

Subtotal - 2,04 bilhões de habitantes
Porcentagem - 30,8% da população mundial.


Outros

País População

Tuvalu - 11836
Nauru - 13248
Palau - 20503
São Cristóvão - 39158
Dominica - 68929
Andorra - 71249
Aruba - 71866
Granada - 89702
Kiribati - 105092
Micronésia - 108005
São Vicente - 117834
Santa Lúcia - 168312
Samoa - 176287
Vanuatu - 208754
Saara ocidental - 373008
Belize - 387084
Suriname - 458000
Dikibouti - 486703
Guiné Equat. - 540034
Ilhas Salomão - 558032
Comores - 698345
Fiji - 905354
Suazilândia - 1136297
Gabão - 1241602
Maurícia - 1241602
Gâmbia - 1639115
Botswana - 1688086
Gâmbia - 1688086
Lesoto - 2013141
Namíbia - 2055692
Butão - 2328291
Jamaica - 2780520
Libéria - 3194269
Congo - 3921018
Rep. C. Afric. - 4369703
Eritréia - 4907638
Togo - 5702991
Papua - 5796268
Serra Leoa - 6145426
Paraguai - 6667884
El Salvador - 6940932
Honduras - 7484902
Burundi - 8391426
Haiti - 8706622
Bolívia - 9119372
Rep. Dominic. - 9366595
Ruanda - 9908820
Tunísia - 10278951
Zâmbia - 11474795
Mali - 11995261
Angola - 12264503
Zimbabwe - 12311782
Senegal - 12522498
Níger - 12895856
Malaui - 13603464
Equador - 13752593
Burkina Faso - 14326736
Guatemala - 14775169
Costa do Marfim - 18013040
Camarões - 18060132
Madagáscar - 19449341
Sri Lanka - 20764776
Gana - 22931247
Venezuela - 26085281
Peru - 28675628
Nepal - 28902547
Uganda - 30263482
Afeganistão - 31890982
Argélia - 33333853
Marrocos - 33757682
Quênia - 36914590
Tanzânia - 38140356
Sudão - 42293486
África do Sul - 43998136
Colômbia - 44858434
Mianmar - 47374558
Congo - 65751512
Filipinas - 91077287
Brasil - 120987291 (estados sem IFH bom)
Nigéria - 135031164
Bangladesh - 150448340
Paquistão - 161488000
Indonésia - 234693997
Índia - 1130000000

Subtotal - 2,9 bilhões de habitantes.
Porcentagem - 44,2% da população mundial.


Árabes e otomanos

País População

Líbano - 3921048
Jordânia - 6053732
Síria - 19315752
Iraque - 27500456
Arábia Saudita - 27601599
Irã - 65397521
Turquia - 71158647
Egito - 80335036
Faixa de Gaza - 1482289
Cisjordania - 2536615

Subtotal - 305 milhões de habitantes.
Porcentagem - 4,6% da população mundial.

Total população do planeta = 6,6 bilhões de habitantes.

***

Nestas tabelas verificamos o seguinte:

Países desenvolvidos = 20.4% da população mundial.

Países que foram/são marxistas-socialistas = 30,8% da população mundial.

“Outros” países com qualidade de vida REGULAR ou RUIM = 44,2% da população mundial.

Países árabes/otomanos que tiveram impérios até o século XX = 4,6% da população mundial.

Vemos ai que a quantidade de humanos que foram marxistas é muito maior do que a quantidade de humanos que vivem hoje com boa qualidade de vida.
Socialistas foram 30,8% da população mundial !

E o que o marxismo trouxe para essas pessoas ?
Trouxe apenas miséria e pobreza.
Essa miséria sim foi causado por um sistema ... o socialismo científico marxista.

Os 44,2% da população mundial que tem qualidade de vida REGULAR ou RUIM, sempre estiveram nesta condição por milênios !
Não foi o Liberalismo que surgiu no mundo no ano de 1800 DC que causou essa pobreza !

As regiões pobres do Brasil por exemplo, são pobres faz 500 anos ... não foi com o surgimento do Liberalismo em 1800 DC que eles ficaram pobres ... as regiões pobres do Brasil - jamais - tiveram uma vida boa !

Temos então que, até o ano de 1800 DC, apenas 0,01% da população mundial tinha vida boa - a realeza e o clero, e o restante do povo, 99,99% da população mundial, era pobre ou escravo.
Porém, nos últimos 200 anos, 20,4% da população mundial saiu da miséria - e quem propiciou isso foi o Liberalismo.
E poderia ter sido mais, se o marxismo não tivesse mantido 30,8% da população mundial na miséria.

Com já 18 anos do desmoronamento do socialismo no mundo, hoje em dia alguns países que tiveram essa infelicidade, já estão melhorando de vida !
Como é o caso dos países da Europa Oriental ... e da própria China que abriu seu mercado, então, hoje no mundo existem mais pessoas vivendo bem do que os 20,4% apresentados na Tabela que forneci !
A tendência, principalmente na Ásia, com o Vietnã inclusive mudando sua postura, com os Tigres Asiáticos, o padrão de vida vai melhorar muito na Ásia.
A América Latina, infelizmente, está andando na contra mão da história, e provavelmente vai continuar na miséria por muito tempo.
Principalmente a América do Sul.

***

Desta forma, os marxistas, antes de dizerem mentiras, deveriam lembrar dos 30,8% da população mundial que eles deixaram estagnados e em falência.
Fora os milhões de seres humanos que eles mataram para implantar a doutrina cega !


4.28 - "O socialismo não existiu" ou "deturparam Marx"

Os marxistas atuais, depois do marxismo ter matado milhões de pessoas, depois da queda do Muro da Vergonha de Berlim, depois do desmoronamento da falida URSS, depois de 50 anos de ditadura socialista em Cuba, depois do fracasso mundial do marxismo, inventaram mentiras para dizer aos alunos nas escolas e nas universidades, dizem eles – “não existiu socialismo”, “deturparam Marx”, “não eram socialistas”, “fizeram errado”, "foi culpa de Stalin", e outras mentiras descaradas.
Pois bem, vejamos então quais foram as ordens de Marx escritas no Manifesto Comunista de 1848 e comparemos com o que foi feito pelos seus seguidores !

Trechos do Manifesto Comunista:

“Parte 1”
“Os proletários nada têm de seu a salvaguardar; sua missão é destruir todas as garantias e segurança da propriedade privada até aqui existentes.”

Seus seguidores fizeram isso !
Acabaram com a propriedade privada.

“A luta do proletariado contra a burguesia embora não seja na essência uma luta nacional, reveste-se contudo dessa forma nos primeiros tempos. E natural que o proletariado de cada pais deva, antes de tudo, liquidar sua própria burguesia.”

Importante essa fala de Marx !
Desmente uma das alegações de marxistas atuais !
Marx - não diz - que para o marxismo dar certo tem que ser implantado no mundo todo ao mesmo tempo ... ele diz que “nos primeiros tempos” os proletários de cada país farão sua revolução !
Ele diz que os proletários de cada país terão que - liquidar - a sua própria burguesia.
Foi o que aconteceu no século passado !
Os marxistas liquidaram (mataram) milhões de pessoas em seus respectivos países.

"Esboçando em linhas gerais as fases do desenvolvimento proletário, descrevemos a história da guerra civil, mais ou menos oculta, que lavra na sociedade atual, até a hora em que essa guerra explode numa revolução aberta e o proletariado estabelece sua dominação pela derrubada violenta da burguesia.”

Está ai Marx dizendo que - a guerra civil será violenta !
Quando seus seguidores mataram milhões de pessoas dentro de seus próprios países (guerra civil) estavam - seguindo estas ordens de Marx.

“A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.”

Previsão equivocada, quem foi seu próprio coveiro foi o marxismo, na Rússia o marxismo matou milhões de russos e desmoronou falido como uma árvore podre sobre si mesmo.

“Parte 2”
“Os comunistas”
“2) Nas diferentes fases por que passa a luta entre proletários e burgueses, (os comunistas) representam, sempre e em toda parte, os interesses do movimento em seu conjunto.
Praticamente, os comunistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos partidos operários de cada pais, a fração que impulsiona as demais; teoricamente têm sobre o resto do proletariado a vantagem de uma compreensão nítida das condições, da marcha e dos resultados gerais do movimento proletário.”

Está ai Marx a dizer que os comunistas são os “condutores teóricos”, eles é que detém a “compreensão nítida” para conduzir os demais ...

Essa liderança dos comunistas sobre os demais apregoada por Marx - existiu !
E como foi praticada ?
Foi praticada através dos Partidos Comunistas, por exemplo na Polônia marxista, apenas um único partido existiu, o Partido Comunista Polonês, a nação não precisava de mais nada ... apenas estes "seres intelectuais" que tinham "uma compreensão nítida" dos acontecimentos é que tinham a atribuição de "conduzir" os proletários ... que deveriam apenas obedecer.

Essa era a "democracia" socialista estipulada por Marx, apenas uma classe de gente - a mais despótica, soberba e estúpida que já existiu na humanidade, os comunistas - tinham capacidade para pensar e mandar.

E foi isso - exatamente - que aconteceu em todos os países onde o marxismo foi implantado, e sabemos as atrocidades e crimes que estes alucinados cometeram em seus respectivos países !

“Neste sentido, os comunistas podem resumir sua teoria nesta fórmula única: a abolição da propriedade privada.”

Eis ai o "resumo" do que os comunistas deveriam fazer decretado por Marx !
Marx disse essa tolice em várias oportunidades !
A doença espiritual que conduziu Marx por toda a vida e deu origem a sua doutrina cega, foi a existência da propriedade privada !
Toda a "teoria" marxista - SE RESUME NESTA FÓRMULA ÚNICA - abolir a propriedade privada !
Para Marx, tal providência resolveria todos os problemas da humanidade !
E como não era uma coisa difícil de fazer com o poder ditatorial nas mãos ... seus cegos seguidores fizeram isso sem nenhum problema.
Então, a base, a "fórmula única" do marxismo - os comunistas fizeram em todos os países em que tomaram o poder - aboliram a propriedade privada.

Este fato, invalida qualquer desculpa marxista - a "fórmula única" do marxismo comunista, abolir a propriedade privada, foi feita por todos eles !

Os países socialistas a partir dessa providencia divina, deveriam ter passado a viver no melhor dos mundos !
Afinal, o "maldito" burguês capitalista dono de propriedades e explorador de "mais-valia" não mais existia !
Se todos os problemas da humanidade vinham disso ... nos países socialistas isso não mais existia, era para eles terem gerado sociedades avançadas onde o povo tivesse tudo de bom.
Como sabemos, isso não aconteceu, pelo contrário, tais países mataram milhões de pessoas, ficaram estagnados na economia, não tinham liberdade e faliram na miséria.
A doutrina marxista é uma mentira grotesca.

“Mas, o trabalho do proletário, o trabalho assalariado cria propriedade para o proletário? De nenhum modo.”

Mentira.
Milhões de assalariados mundo afora se tornaram proprietários de capital e foram grandes empreendedores.
O interior do Estado de São Paulo que em 1900 só tinha fazendas povoadas pelos pobres “caipiras” paulista, hoje em dia possui milhões de empresários bem sucedidos.
A odiosa mentira marxista nasceu com seu “mestre”, mas, foi desmentida pela História.

“O capital não é, pois, uma força pessoal; é uma força social. Assim, quando o capital é transformado em propriedade comum, pertencente a todos os membros da sociedade, não é uma propriedade pessoal que se transforma em propriedade social.”

Errado, não se transformou.
Seus seguidores fizeram exatamente isso que Marx mandou, mas, em vez de acontecer o que Marx disse, aconteceu o oposto – aconteceu a estagnação, a miséria e a falência.

“Na sociedade comunista, o trabalho acumulado é sempre um meio de ampliar, enriquecer e melhorar, cada vez mais a existência dos trabalhadores.”

Mentira.
Nas sociedades marxistas-socialistas-comunistas aconteceu o oposto, empobreceram, pioraram, e o trabalhador ficou cada vez mais pobre.

“Em resumo, acusai-nos de querer abolir vossa propriedade. De fato, é isso que queremos.”

E foi exatamente isso que seus seguidores fizeram !

“Alega-se ainda que, com a abolição da propriedade privada, toda a atividade cessaria, uma inércia geral apoderar-se-ia do mundo. Se isso fosse verdade,”

Profética essa afirmação dos homens de mente livre !
Foi exatamente isso que aconteceu nos países que implantaram o marxismo !
Inércia geral, estagnação e falência econômica.

“Os operários não têm pátria.”

Os operários alemães, italianos, japoneses, norte-americanos, baianos, cariocas, etc, não tem pátria ?
Só na cabeça desse doido !

“Quando os antagonismos de classes, no interior das nações, tiverem desaparecido, desaparecerá a hostilidade entre as próprias nações.”

Mentira.
A URSS e a China marxistas eram inimigos declarados e viviam se agredindo na fronteira sino-soviética.
A URSS invadiu e massacrou os tchecos na “Primavera de Praga”.
A URSS invadiu e massacrou os húngaros quando eles clamaram por liberdade.
O marechal Tito na Iugoslávia (hoje desmembrada em diversas nações) usou de mão de ferro para subjugar todas as demais etnias sob suas botas comunistas.

E mais, é só entrarmos em uma comunidade de marxistas como a "Karl Marx Brasil" (Orkut) para constatarmos as baixarias e ofensas que lá existem entre os próprios marxistas.
O que fala mais alto - sempre - entre os "intelectuais" marxista é o EGOísmo.

“O proletariado utilizará sua supremacia política para arrancar pouco a pouco todo capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado,”

Está ai - dito com todas as letras por Marx - que a centralização NO ESTADO deveria acontecer !
Seus seguidores fizeram exatamente isso !

“Isto naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do direito de propriedade e das relações de produção burguesas”

Está ai também sendo dito por Marx que a ação - deverá ser despótica !
Ou seja, seus seguidores fizeram exatamente o que Marx ordenou, foram DESPOTAS e usaram de toda violência possível para implantar as ideias de Marx.

E a seguir colocamos OS 10 MANDAMENTOS DO MARXISMO decretados por Marx no Manifesto Comunista:

1. Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado;

2. Imposto fortemente progressivo;

3. Abolição do direito de herança;

4. Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos;

5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo;

6. Centralizarão, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte;

7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral;

8. Trabalho obrigatório para todos, organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura;

9. Combinação do trabalho agrícola e industrial, medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo;

l0. Educação pública e gratuita de todas as crianças, abolição do trabalho das crianças nas fábricas, tal como é praticado hoje. Combinação da educação com a produção material etc.”

Tal qual um profeta, Marx estabeleceu os 10 mandamentos da sua religião....
E seus seguidores fizeram exatamente tudo que ele mandou, afinal, dogmas não podem ser desrespeitados !

E só ser for um hipócrita para dizer, diante das provas aqui relatadas, que “não fizeram”, que “deturparam” !

***

E no quarto mandamento temos mais um exemplo do "internacionalismo" de Marx.

"4. Confiscação da propriedade de todos os emigrados e sediciosos;"

Na verdade, esse texto é só mais uma manifestação do preconceito racista que Marx em várias oportunidades demonstrou ter.

***

Vejamos agora quem foram os imbecis, idiotas, deturpadores, burros, etc, que “não entenderam” o “mestre” e supostamente “deturparam” o que ele disse.

Dezenas de países no século passado em algum momento de suas histórias implantaram o marxismo.
Todos sem exceção chegaram a um lugar comum – a ditadura socialista.
Coloco abaixo quais foram eles:

Afeganistão
Albânia
Alemanha Oriental
Angola
Armênia
Azerbaijão
Benin
Bielo-Rússia
Bosnia-Herzegovina
Bulgária
Cabo Verde
Camboja
Casaquistão
China
Congo
Coreia do Norte
Croácia
Cuba
Eslováquia
Eslovénia
Estônia
Etiópia
Finlândia
Geórgia
Granada
Guiné-Bissau
Hungria
Iêmen do Sul
Kyrgyzstão
Laos
Letônia
Libia
Lituânia
Macao
Mongólia
Monte Negro
Moçambique
Nicaragua
Polônia
Rep. Checa
Romênia
Rússia
Servia
Somália
Timor-Leste
Turcomenistão
Ucrânia
Uzbequistão
Vietnã

A seguir os principais líderes que implantaram/comandaram o marxismo nestes países:

Lenin, Stalin, Khrushchev, Brejnev, Gorbachev, Mao, Ho Chi Min, Pol Pot, Che Guevara, Fidel Castro, Sayasone, Kim Jong I e II, Mbeki, Wen Jiabao, José Eduardo dos Santos, Nguyen Minh Triet, Gomułka, Gierek, Marechal Tito, Ulbricht, Ceauşescu, Hodja, Dubcek, Dimitrov, Kadar, Sukhbaatar....

Estes homens, não eram imbecis .... não eram idiotas, eles entenderam muito bem o que Marx escreveu, se até os comunistas brasileiros atuais dizem que entendem Marx, por que estes líderes nacionais não entenderiam Marx ?
Os marxistas brasileiros são mais inteligentes que eles ?
Será que os marxistas brasileiros, devido ao excelente ensino em nosso país, tem maior capacidade de entendimento de texto que eles ?
É evidente que não !
Estes homens fizeram sim, tudo que Marx disse que era para ser feito, executaram OS 10 MANDAMENTOS que estão escritos no Manifesto Comunista de 1848... fizeram:

- revolução do proletariado
- luta de classes
- ditadura do proletariado
- extinção da classe burguesa
- abolição da propriedade privada
- meios de produção nas mãos do estado socialista
- economia planificada pelo estado socialista.
- comitês do povo
- socialismo científico.

Tudo que Marx decretou foi feito.

Só que ao chegarem ai, no "socialismo científico" ... descobriram que Marx parou ai !
Marx - não disse - como é que seria feito para passar da ditadura do proletariado para comunismo !
Marx teve a cara de pau de dizer que, como isso seria feito - era tarefa da ciência descobrir !
Marx apesar de falar muito em comunismo jamais fez uma Teoria da Sociedade Comunista !

E ninguém jamais fez...
Está ai a Cuba socialista a quase 50 anos ... alguém por acaso sabe como se faria para tirar os Castro do poder em Cuba e chegar ao “verdadeiro” comunismo ?

Então, os seguidores de Marx ao chegarem ao "socialismo científico" da "ditadura do proletariado" ficaram sem saber o que fazer !
Se tornaram burocratas... surgiram os descontentes, pois o maravilhoso comunismo de Marx nunca chegava ...
Os "condutores" taxaram os descontentes de “dissidentes”, a burocracia "condutora" se transformou em ditadura socialista para conter os “dissidentes”, e mataram alguns milhões deles !
Mesmo assim, por fim, estagnados e pobres .... faliram.

Sobre isso existe um depoimento importantíssimo de Bukanin.
Contemporâneo de Marx, a quem Marx odiava, Bukanin disse na cara de Marx:

"O teu sistema vai se tornar ditadura !"

Visão profética de Bukanin !


5 - Sistemas econômicos


O estudo sistemático de economia se iniciou a partir da Revolução Industrial (segunda metade do século XVIII), a consciência que existe um sistema econômico só foi conhecido a partir de então.
Quem mais contribuiu para esse conhecimento foi Adam Smith, que identificou um sistema econômico existente até então, o Mercantilismo, e propôs um novo sistema oposto ao Mercantilismo, o Liberalismo.
Os egípcios, os babilônios, os romanos, tinham seu sistema econômico, só que não sabiam...

5.1 - O que é sistema econômico ?

Sistema econômico é como as mercadorias (agrícolas e industriais) são produzidas.
É o Sistema de Produção - imperial, feudal, colonial, livre.
É a forma como o trabalho humano é empregado na produção das mercadorias - trabalho escravo, trabalho servil, trabalho assalariado.
Tivemos no Ocidente 4 sistemas de produção.

5.2 - Sistemas Imperiais da antiguidade (3100 AC – 500 DC).

Neste sistema o modo de produção era o trabalho escravo da nação subjugada na agricultura e mineração.
Em Roma quem trabalhava eram escravos trazidos das nações derrotadas, ou mesmo, o trabalho submisso na própria nação subjugada sendo coletado em forma de tributo.
Esse sistema existiu desde o Egito dos faraós em 3000 AC, passou pelo império Babilônico, pela Grécia Clássica até chegar ao Império Romano.
Tal sistema terminou com a queda do Império Romano do Ocidente.
A partir dai, com a desagregação do Império Romano, não existia mais um poder central, o poder passou a ser local, em uma pequena região, onde dominava um nobre.
Porém, um novo poder central, não militar no início, também começou a surgir paralelamente após a queda do império romano - o Vaticano cristão.
O Papa pouco a pouco, através da fé cristã, foi adquirindo poder político.
Para os nobres era conveniente a divisão do poder com a igreja, pois a religião mantinha o povo submisso.


5.3 – O Feudalismo (500 DC – 1500 DC).

Após a queda do Império Romano do Ocidente surgiram centenas de regiões autônomas na Europa, nelas um nobre dominava, erguia seu castelo e em torno dele o plebeu vivia e trabalhava na lavoura ou de forma artezanal.
A produção de bens e serviços era no feudo do nobre, através do trabalho servil do plebeu, praticamente trabalho de sub-existência, foram 1000 anos desta forma, 1000 anos de estagnação para a Europa.
O trabalho servil não era considerado trabalho escravo, mas, era a mesma coisa, os plebeus trabalhavam nas terras do senhor feudal por casa e comida.
A contribuição da Igreja Católica na manutenção desse sistema por esse longo tempo foi fundamental.


5.4 - O Mercantilismo (1500 – 1800).

A partir da descoberta da América, Ásia e da África pelos europeus (portugueses e espanhóis), o sistema de produção mudou ...os feudos começaram a desaparecer e o trabalho escravo - na colônia - passou a sustentar as metrópoles europeias.
Outros fatores contribuíram para a mudança no sistema de produção.
Estes datores foram:

- O Renascimento italiano a partir do século XIV fez surgir uma nova forma de pensar na Europa, e principalmente de confrontar o poder da Igreja, o poder do Papa, filósofos e cientistas confrontaram os dogmas da Igreja e provocaram questionamentos religiosos, isso abalou o poder dos senhores feudais que pouco a pouco foram perdendo poder para o rei.

- Depois de 1000 anos de pouca migração na Europa, uma vez que as pessoas se fixavam nas regiões, nasciam, viviam e morriam no feudo, se relacionavam apenas com os feudos vizinhos, foi surgindo uma identificação étnica, foi surgindo o sentimento de nação, franceses, belgas, espanhóis, ingleses, prussianos, etc.
Isso possibilitou a ascensão ao poder dos reis absolutistas e a perda do poder para os senhores feudais.
O exemplo mais visível disso aconteceu na Espanha, que foi unificada como nação pelos “reis católicos” Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela no final do século XV.
O poder nas mãos do soberano terminou com o período feudal e deu origem a poderosos estados-nação, muitos deles se tornaram vastos impérios como a Espanha e a Inglaterra.

- Uma outra causa importante para a mudança do sistema de produção, foi que coincidentemente com a descoberta do "novo mundo", aconteceu a maior peste conhecida na Europa, a Peste Negra (século XIV) que decimou 1/3 da população da Europa !
Tal fatalidade matou em sua grande maioria os trabalhadores servis nos feudos, o que provocou uma grande carência de mão de obra na Europa.
Os sobreviventes, com medo da morte, emigraram para as novas terras ou se tornaram marinheiros/piratas para fugir da peste em terra.

Dai surgiu o Mercantilismo, um sistema colonial e mercantil, um exemplo bem conhecido por nós brasileiros era a metrópole (Portugal) vir no Brasil, cortar pau-brasil, e levar para a Europa para vender para os demais países, um sistema mercantil extrativo da colônia.
Implantaram também engenhos de cana, mineração, pecuária e plantações de algodão.
O índio não se prestou a esse trabalho, daí, buscaram os negros na África para trabalharem como escravos na América....

O cenário da passagem do Feudalismo para o Mercantilismo se configura da seguinte forma:
Antes, as mercadorias eram produzidas através do trabalho servil no feudo na Europa, agora, as mercadorias eram produzidas nas colônias através de extração vegetal, mineral, pedras preciosas, e lavoura trabalhada por escravos negros, um sistema completamente diferente do anterior !

Esquematicamente temos:

Feudalismo
Poder político – senhor feudal.
Tipo de trabalho - servil no feudo
Economia – de sobrevivência no feudo.

Mercantilismo
Poder político – rei absolutista.
Tipo de trabalho - escravo na colônia.
Economia – mercantil, extrativa e agrícola na colônia

A característica principal do Mercantilismo foi o - monopólio - que as metrópoles exerciam sobre suas colônias.
As colônias não podiam comerciar com outros países, apenas com a metrópole, por exemplo o Brasil, só podia comerciar com Portugal.
Com as grandes riquezas em ouro, prata, metais preciosos que os reis absolutistas obtiveram nas colônias eles exerciam o domínio sobre a economia da nação e compravam tudo que não era produzido pelas suas colônias em outros países.

Um detalhe interessante proveniente disso é que a Alemanha/Pruria, que não tinha colônias, foi obrigada a passar a ser fornecedora das mercadorias que as metrópoles coloniais não obtinham nas suas colônias, isto provocou o surgimento na Alemanha/Pruria de uma maior habilidade artezanal, tais como ferreiros, marceneiros, vidreiros, etc.

A Inglaterra foi um caso a parte, apesar de ter as colônias, a Inglaterra não descuidou da sua capacidade artezanal como Portugal, Espanha, França e Holanda descuidaram, a Inglaterra também desenvolveu suas universidades nesse período, de onde surgiram grandes cientistas como Newton e inventores como Watt, o que propiciou a Inglaterra as descobertas científicas e as invenções que a levaram a Revolução Industrial.
O sistema Mercantilista foi o q menos durou, apenas 300 anos.


5.5 - O Liberalismo.

Com a Revolução Industrial inglesa, com o surgimento das ideias liberais, com a independência das colônias, com o surgimento do trabalho assalariado e a grande geração de mercadorias - pela primeira vez surgiu uma teoria econômica em 1776, o Liberalismo Econômico de Adam Smith, que veio se juntar ao Liberalismo Político de Locke e outros.
A eliminação dos monopólios, a libertação dos escravos, a independência das colônias, o trabalho assalariado, a democratização da propriedade privada através da doação de terras para colonos na América, o surgimento de empresas SA com ações em Bolsa de Valores, o surgimento de empresas limitadas (Ltda.) familiares que estimularam a livre iniciativa privada em um mercado livre e competitivo, o surgimento da Democracia com Estado de Direito na política, são as bases do Liberalismo.

As características do Liberalismo são:

- democracia, Estado de Direito e estabilidade política..
- não participação direta do estado na economia - não quer dizer que o estado não vá controlar a economia. O que não deve existir é o estado monopolista e empresário (empresas estatais). Porém, o estado deve investir em educação, saúde, segurança e seguridade;
- baixa carga tributária.
- existência da propriedade privada e propriedade intelectual.
- mercado livre e competitivo.
- não existência de monopólios, o país deve manter uma eficiente Lei Antitruste.
- Existência de empresas de Sociedade Anônima (SA) com ações em Bolsa de Valores, para que possa existir a democratização da propriedade privada, no Liberalismo qualquer trabalhador em uma grande empresa SA pode ser dono da empresa em que trabalha comprando ações.
- empresas limitadas (Ltda.), geralmente familiares, milhões delas formam a base da produção liberal.
- não existência de latifúndios.
- Justiça atuante e eficiente.


Estes são os quatro Sistema Econômicos que existiram na humanidade ao longo de sua história.


5.6 - Capitalismo - o que é isso ?

5.6.1 – “capitalismo”, apenas um termo marxista indefinido.

O termo "capitalismo" foi um termo que surgiu de alguém que não era economista, surgiu de alguém que queria acabar com a propriedade privada e com o sistema de salários e implantar o socialismo – Marx.
“capitalismo” é um termo marxista que não corresponde a realidade histórica, na verdade é um termo para uso político, um slogan a ser odiado.
Como verificamos anteriormente não existe ao longo da história da economia um sistema econômico “capitalista”.

Marx na sua concepção ideológica da economia e da história ignora que após o feudalismo existiu um outro sistema econômico, o mercantilismo !
Marx também ignora a enorme importância que a produção nas colônias (e não mais no feudo) exerceu na economia da Europa !
Marx em sua analise da economia se prende a Europa e esquece a América !

Marx também ignora que o trabalho assalariado apenas surgiu após a ocorrência de três acontecimentos históricos simultâneos e decisivos para os rumos da economia mundial, são eles:

1 – Independência das colônias na América (século XIX).
2 – Libertação dos escravos (século XIX).
3 – Revolução industrial que possibilitou a produção em massa de mercadorias. (séculos XVIII e XIX).

Ignorar tais acontecimentos históricos e se prender apenas ao suposto (e falso) surgimento de uma burguesia após o fim do feudalismo no século XV é algo descabido, uma vez que o trabalho assalariado para operários em fábricas só foi surgir no século XIX !
Como poderiam existir burgueses em 1600, que supostamente exploravam mais-valia, se não existia trabalho assalariado em fábricas ?
Como poderia existir burguesia se a produção ainda era com trabalho escravo nas colônias ?!

Esse tipo de atitude omissa, como já mencionamos, foi a tônica em Marx, sempre que a realidade histórica chegava até Marx ele a ignorava e inventava apenas o que lhe convinha, o que faz surgir sempre uma teoria falsa e irreal.

5.6.2 - Acumulação de capital.

Os seres humanos fazem bens duráveis, acumulam coisas (bens de capital), não porque são “capitalistas” ... o fazem porque precisam disso para viver, para se proteger, porque acham bonito, porque querem fazer alguma coisa em vez de ficar dormindo.
E tais coisas, é claro, vão se acumulando ... ninguém vai destruir uma casa quando a pessoa que a construiu morre !
Ninguém vai destruir uma obra de arte quando o artista que a fez morre.
Ninguém normal vai deixar a casa que possui para o estado ... deixa para os filhos.
Com isso acontece a acumulação de capital em uma determinada família, e essa família se torna rica se for acrescentando bens ao longo das gerações.
Isso também acontece nos países, por exemplo as pirâmides, o Coliseu de Roma, o Big Ben de Londres, são bens de capital que foram construídos a séculos e que geram lucro para o povo atual !
Países que tem uma grande produção de bens dentro de seus limites por longo tempo, se tornam países ricos.
Por exemplo as cidades de Nova York, Boston, Detroid, Chicago, Dallas, São Francisco, construídas dentro do EUA, são uma enorme riqueza que o povo norte-americano, com seu trabalho, construiu dentro do EUA.

A acumulação de capital existe desde e sempre na humanidade, a partir do momento que a humanidade deixou de ser nômade e se fixou em uma região, ao fazerem isso os humanos começaram a construir casas, muralhas, castelos, templos, obras de arte, navios, joias, moedas de ouro, etc, tudo isso é acumulação de capital, e sempre existiu, desde Tutankamon com sua máscara mortuária de ouro até Bill Gates com o Windows.
A Igreja Católica desde o século V começou a acumular imenso capital em terras, obras de arte, joias, prédios, etc, o Vaticano é “capitalista” desde que o primeiro Papa começou a reinar !

Mas, essa característica - não é sistema econômico, não é modo de produção, "acumulação de capital" existiu desde e sempre na humanidade.

A teoria marxista que diz que o “capitalismo” surgiu depois do feudalismo com a suposta “burguesia” é equivocada e mais uma vez descarta a realidade histórica.

O modo de produção atual, que vem desde o ano de 1800, o Liberalismo, que Marx ideologicamente chamou de “capitalismo”, só foi possível com os fatos históricos já apresentados e não com a suposta “burguesia”.

Tais fatos foram:
- Independência das colônias, que forçou as metrópoles a buscarem outras fontes de renda.
- O fim da escravidão, que forçou o pagamento de salários para os trabalhadores.
- A Revolução Industrial que permitiu o surgimento de fábricas e a produção em massa de mercadorias para todos, não mais apenas para os nobres, a grande produção de mercadorias foi para os próprios trabalhadores comprarem e usarem !
Os trabalhadores que sempre tiveram poucos bens através dos milênios, com a grande produção de mercadorias, puderam ter acesso a elas, e com isso foram gradativamente melhorando seu padrão de vida.
O valor dos salários também foi aumentando e cada vez mais os trabalhadores foram conseguindo comprar mais coisas e inclusive poupar !
Poupar para com esse capital fundarem pequenos negócios que iriam alavancar o progresso de muitas nações.
Hoje em dia existem milhões de trabalhadores que se tornaram empresários !
Noventa e nove por cento da produção no EUA é feito por pequenas empresas rurais, industriais e de serviços !

Essa é a verdade histórica e não a mentirosa história marxista.
Não existe a suposta luta de classes, milhões de trabalhadores mundo afora, que tiveram competência e vontade, se tornaram pequenos empresários, muitos, como os donos do McDonald´s, que trabalhavam com carrinho de lanches, se tornaram grandes empresários.

O marxismo possui uma maldade inerente na sua concepção, vê a humanidade de forma vil e mesquinha, e inventa mentiras.
Mas a maior derrota do marxismo foi dada pela história, que jamais fez o que Marx disse que ela faria.
Marx disse que o “capitalismo” da Inglaterra iria gerar uma enorme massa de pobres ...
Errou de forma humilhante !
A previsão de Marx foi grotesca, foi a previsão de um ser vil e raivoso que jamais se concretizou.


5.6.3 - Brasil não é “capitalista”.

Separando as coisas ...
Estamos aqui falando de um sistema econômico, ou seja, um conjunto de regras que um país deve aplicar na sua economia.
Uma nação, não pode querer que o sistema econômico Liberalismo exista nela sem que ela nada faça para que as suas regras sejam postas em prática !
A simples existência de propriedade privada e de dinheiro não qualifica a nação como liberal !
No Egito dos faraós a 5000 anos atrás existia dinheiro e propriedade privada, mas, não existia Liberalismo.
Tais regras foram aplicadas em países como Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia, Nova Zelândia, Japão, Austrália, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Singapura.
Menciono estes países porque tais países nunca tiveram colônias para explorar, alias alguns deles foram eles próprios colônias exploradas.
A única coisa que estes países fizeram foi aplicar as regras do Liberalismo já mencionadas.
Com isso tais países conseguiram ficar desenvolvidos e dar a sua população uma excelente qualidade de vida.

Muito bem, e o Brasil, aplicou as regras do Liberalismo ?
- Não.
O Brasil nunca fez a distribuição de terras, está até hoje tentando fazer a reforma agraria e não consegue.
O mercado de ações é restrito a especuladores.
Centenas de pequenos aplicadores em ações no Brasil perderam tudo que investiram na época da inflação galopante, pois o governo irresponsável não obrigou as empresas a aplicarem correção monetária no valor das ações.
Em função do acima exposto, os meios de produção, essencialmente agrícolas, sempre estiveram nas mãos de poucos, em função disso o mercado no Brasil nunca foi livre e competitivo.
Após a independência, por 130 anos (até 1950), o Brasil foi essencialmente agrário (borracha, cacau, café, açúcar, algodão, gado), e tais meios de produção sempre estiveram nas mãos de latifundiários.
O trabalho na lavoura só deixou de ser escravo em 1888, depois passou a ser igual ao feudalismo, os trabalhadores moravam nas fazendas (nas chamadas "colônias") e trabalhavam para o fazendeiro em troca de casa e comida.
Isso só foi acabar na década de 1970 com o êxodo rural e o surgimento da figura do “boia-fria”, um trabalhador rural que reside em favelas ao redor das cidades.
O estado brasileiro sempre se meteu na economia.
Tivemos duas ditaduras, o governo até já confiscou o dinheiro na conta corrente das pessoas.
A corrupção no governo sempre foi muito grande.
Por 130 anos após a independência o investimento foi pequeno.
E o Brasil nunca investiu na educação, ainda possui milhões de adultos analfabetos.
Fora os que tem diploma, mas, são analfabetos funcionais.
O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do planeta !
De forma que no Brasil – nunca existiu Liberalismo (“capitalismo”)

O Brasil sempre foi uma continuação camuflada do sistema colonial – que sempre manteve uma altíssima concentração de renda e um baixo nível de qualidade de vida para o povo.

A elite brasileira não se identifica com o povo !
As famílias latifundiárias que mandam no nordeste e em grande parte do Brasil, nada tem a ver com o povo – Sarney é muito mais um barão português do que um maranhense, e ele até já comprou uma “quinta” em Portugal para dar maior autenticidade para isso.
O Brasil infelizmente não tem espírito de nação, o regionalismo domina de forma implacável.
Um baiano é antes de tudo baiano, o mesmo acontece com o carioca, com o mineiro, com o gaúcho, com o pernambucano, com o paulista, com o amazonense, com todos.
E todos se odeiam entre si.
Quando esse povo todo se encontra em Brasília, a única coisa que pensam é levar a maior vantagem possível sobre os outros...
É dessa ausência de patriotismo e exacerbado regionalismo que surge a enorme corrupção que existe no governo federal - terra de ninguém.
Ninguém está se importando com a nação, todos se importam apenas consigo mesmo e com sua região.


6 - As invenções de Marx.


6.1 - A alienação marxista.

“O trabalhador torna-se tanto mais pobre quanto mais riqueza produz, (...) O trabalho não produz apenas mercadorias, mas também a si mesmo e ao trabalhador como uma mercadoria.” Karl Marx

Essa é uma das frases mais estúpidas que um ser humanos já disse.
É a opinião de um ser humano que via a humanidade com a visão de um ser mesquinho e cínico.
Como não poderia deixar de ser, tal opinião não se realizou, o trabalhador inglês, a quem ele se referia, se tornou um trabalhador livre e culto, e com uma excelente qualidade de vida e igualdade social.


6.1.1 – A visão de Marx do trabalho.

No primeiro e segundo manuscrito
de Marx aparece o conceito marxista de alienação:
A alienação decorre da forma como os seres humanos trabalham.
Marx considera o processo de transformação física das matérias-primas em objetos de sustento como sendo o principal fator da alienação.
No capitalismo, segundo Marx, que se baseia no princípio da propriedade privada, a identidade e localização são seriamente prejudicadas.
Aqueles sem propriedade devem entregar as suas capacidades produtivas, a sua essência como seres humanos, a outra pessoa, para os proprietários de fábricas capitalistas.
Segundo Marx, isto não só é intrinsecamente frustrante e insatisfatório, mas também leva os trabalhadores a se porem contra os capitalistas e o sistema de propriedade privada que é a fonte de sua frustração.

De início, o que se pode dizer é - como um homem que nunca trabalhou, que passou a vida as custas do dinheiro alheio, pode saber como os trabalhadores se sentem !?
Outra coisa que podemos dizer é que esse “novo significado” para o termo “alienação” também está em Hegel, para quem a alienação era – “um processo essencial à consciência que para um observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes umas das outras”.
Marx apenas, mais uma vez, copiou Hegel e o “alterou”.

A propriedade privada é um direito vital.
Se um homem e sua família trabalham e constróem uma casa para morar – essa casa é propriedade privada deles sim, um direito indiscutível perante qualquer ser humano consciente.
E quando este homem e sua esposa morrerem, essa casa é propriedade dos filhos deles sim, e não da comunidade.
Por que o filho de um homem que construiu uma casa deve ficar sem a casa para que o filho de outro homem que não construiu uma casa para sua família fique com a casa do filho de quem construiu ?
Seria no mínimo injusto.

Se essa mesma família, depois de construir a casa, começam a trabalhar novamente e constróem no riacho que passa perto um moinho, movido pelas águas do riacho, para fazer farinha de milho – esse moinho é propriedade privada dessa família sim, e não da comunidade que nada fez para construi-lo, e qualquer ser humano consciente sabe disso.
E se muitas pessoas levam seu milho lá para o moleiro fazer farinha, e ele tem muito serviço, e contrata um trabalhador para ajudar no trabalho, tal trabalhador – jamais – será um alienado por trabalhar na propriedade privada de outro homem...
Esse trabalhador sabe perfeitamente o que está fazendo e qual a finalidade de ele estar trabalhando ali – está fazendo farinha de milho que serve para as pessoas e ele próprio comerem e a finalidade de seu trabalho é ganhar um salário para poder comprar as mercadorias que sua família necessita para viver.
E o trabalhador sabe, que seja lá onde for, ele terá que trabalhar para sustentar sua família.
Não importa se ele trabalha em algo dele ou em algo de outra pessoa, o ato de “trabalhar” é o mesmo, para conseguir os bens que necessita ele terá que trabalhar seja lá de que forma for.
Marx não sabia disso, e apenas os seguidores de Marx não sabem disso, mas, todo trabalhador sabe porque trabalha, e de forma alguma se sente frustado !
Frustado o trabalhador estaria se não tivesse um trabalho e estivesse passando fome.
Frustado ele estaria se fosse obrigado a trabalhar e ter que se sujeitar a racionamentos de comida e roupas como foi e ainda é em países socialistas.
Frustrado ele estaria se tivesse que passar a vida pedindo dinheiro para amigos como Marx passou.
O trabalho é dignificante e enobrece os seres humanos.
E é a única forma de se criar riquezas para a família.


6.1.2 – Os tipos de alienação.

Segundo Marx, são três as formas de alienação:
- a primeira é a relação imediata do trabalho aos seus produtos que é a relação do trabalhador aos objetos da sua produção.
O homem sente-se livre - apenas nas suas funções animalescas de comer, beber. procriar;
- na segunda forma de alienação, o trabalhador produz não para se realizar, mas porque tem que produzir - faz o produto, mas este não lhe pertence;
- a terceira forma de alienação, está relacionada ao - produzir por produzir sem saber porque está produzindo.

Essas concepções são um dos maiores absurdos que um ser humano já escreveu !
Segundo ela o homem só seria livre se tivesse continuado selvagem apenas comendo e bebendo sem jamais ter atingido a civilização !
Segundo essa concepção podemos concluir que um porco é um ser livre, uma vez que apenas come e bebe.

Na civilização a interação entre humanos, a divisão do trabalho é necessária, em uma cidade com 50.000 habitantes nem todos vão poder fazer os próprios sapatos, as próprias roupas, a própria comida, etc.
Este fato parece ser uma coisa óbvia.
Marx ignora as necessidades básicas dos seres humanos no seu atual estágio evolutivo de homo sapiens, ou seja, do “homo” que não é mais um animal irracional como um porco, mas sim, um homo “sapiens” que sabe que existe, e por essa razão não vive mais como um porco, apenas comendo e bebendo.
O porco não sabe que vai morrer, o homo sapiens sabe que vai morrer um dia, e este fato muda radicalmente as necessidades vitais de cada um deles.
O ser humano é um ser consciente e que entende cada vez mais a sua situação no planeta e no Universo, é um animal que chegou a razão consciente, e que devido a isso não poderia mais viver como um porco apenas comendo e bebendo, esse homo sapiens tem outras necessidades alem das básicas.
Isto é uma coisa óbvia que apenas a ideologia cega marxista não vê.

Marx ignora que a divisão do trabalho é uma das maiores evoluções que a espécie humana atingiu, é o ser humano colaborando em máximo grau para com o bem estar da sociedade !
Cada indivíduo faz uma coisa que toda a sociedade vai usar !
E com isso se consegue uma melhor produtividade !
Como seria possível que a humanidade tivesse a sua disposição ferrovias, navios, aviões, satélites, automóveis, computadores, se não existisse a divisão do trabalho ?
Um ser humano trabalhando sozinho não seria capaz de produzir tais mercadorias !
Um trabalhador de uma fábrica de aviões pode por toda a vida nunca viajar de avião, mas, ele jamais será um alienado por isso, ele contribuiu para o progresso e bem estar da sociedade humana.

Segundo esta estúpida ideologia um ser humano que trabalhe em uma fábrica de cadeiras de rodas para deficientes físicos é um alienado, porque não vai usar a mercadoria que fabrica...
E essa loucura se estende para fábricas de remédios, de lâmpadas, de trajes espaciais, etc.
Marx ignora, uma vez que jamais colocou os pés em uma fábrica, que o trabalhador sabe sim o que está produzindo ... é um absurdo supor que um trabalhador que trabalha em uma fabrica de navios (estaleiro) não saiba que ele está colaborando na construção de um navio !
E que tal navio vai ser usado pela sociedade como um todo, e não apenas pelo dono do estaleiro.
Isso é uma coisa maravilhosa !
Milhares de seres humanos trabalham juntos - cooperando - para construir uma mercadoria que será usada por muitos anos por milhões de seres humanos.
O que o marxismo cego não entende é que essa mercadoria construída por supostos alienados, não é do “capitalista” !
Essa mercadoria é da sociedade (na qual o trabalhador que a fez está incluído), é a sociedade quem vai usufruir dos benefícios dessa mercadoria.


6.1.3 – Um exemplo de divisão do trabalho.

Suponhamos um humano sozinho em uma ilha.
Ele não vai poder ficar o tempo todo deitado na praia olhando o mar, para que ele tenha condições de continuar vivendo ele vai ter que trabalhar.
Vai ter que construir um abrigo para dormir livre do frio, da chuva, dos animais.
Vai ter que sair para colher frutos, ou mesmo plantar alguma planta perto, vai ter que caçar, pescar.
Vai ter que construir armas, facas, lanças, etc, para caçar ou se defender.
Vai ter que construir meios de locomoção, como canoas, para navegar nos rios e no mar, para pescar ou caçar.
Tudo isso não cai do céu, exige que ele dedique uma parte da sua vida para trabalhar nelas.
Suponhamos que não seja apenas um humano, que sejam três humanos na ilha.
Eles podem para melhor executarem essa tarefa, que todos necessitam, “dividir o trabalho” – cooperar entre si - um cuida da plantação, outro da caça, outro da pesca.
Isso é algo inteligente ... uma pessoa que tenha maior habilidade para pescar, será muito mais útil fazendo apenas isso do que indo fazer outra coisa para a qual não tem aptidão !
Embora um deles apenas pesque, ele não irá se transformar em um alienado por causa disso.
A "divisão do trabalho" é o maior exemplo de cooperação entre humanos !

Se existissem mais humanos na ilha e um deles apenas se dedicasse a fazer as pontas das lanças que jamais usaria, ele não seria um alienado por causa disso, ele apenas estaria colaborando para o bem estar do grupo executando uma parte do trabalho que todos tem que fazer para viver.
E os que iriam usar seu produto trariam alimento para ele comer em troca.
E se, um dos humanos da ilha, trabalha na confecção de flores ornamentais e de colares para as mulheres se embelezarem, de pulseiras, roupas mais bonitas, e outros objetos de ornamentação que os humanos gostam de usar, essas coisas – não são fetiches - como Marx disse, são coisas que os humanos gostam de usar, dão prazer, deixam as pessoas mais felizes por estarem mais bonitas, é algo sem sentido lógico dizer que tais pessoas são alienadas porque querem e usam tais objetos.
O trabalho, a divisão do trabalho, é uma necessidade dos humanos no mundo moderno.


6.1.4 – Os marxistas atuais extrapolaram o conceito inicial de Marx.

Os marxistas atuais extrapolaram a “alienação” para todas as coisas, generalizaram para todas as pessoas a tal “alienação” que Marx atribuiu ao trabalho.
Apenas eles não são alienados, todo o resto é alienado.
Então, se eu cito fatos do mau caráter de Marx, eu sou alienado, e simplesmente eles ignoram o fato.
Se existe uma enorme alienação no mundo é a alienação marxista !
Que mesmo diante do colossal fracasso que o marxismo teve no mundo, mesmo diante dos milhões de assassinatos que o marxismo praticou, ainda continuam a achar as idéias de Marx como “geniais”, “fantásticas”, é uma alienação louca.


6.1.5 – Como seria o estado de “não alienação” ?

Isso Marx nunca falou, nunca deu um exemplo de como seriam um milhão de trabalhadores de uma cidade “não alienados” e livres como passarinhos !
Como sempre, nos pontos chaves, Marx se omite.
Omisso em todas as questões, Marx só sabia fazer críticas, só queria destruir o que outros construíam, a “obra” de Marx é uma enorme inutilidade com nada de concreto, que fosse de real uso para a humanidade.

Mas como seria o estado de não alienação?
Para Marx bastaria a abolição da propriedade privada, e aquilo em que consiste esse ato bem simples, troca dos dirigentes das empresas privadas por funcionários do estado socialista, resolveria a questão !
Mas como a simples substituição de um modo de propriedade por um outro bastaria para que desaparecesse a tal “alienação” ?
Onde está a mágica ?
Vamos dar mais um exemplo:
Um trabalhador (homem) que trabalhasse em uma fábrica de sutiãs (o produto de seu trabalho não era para uso próprio) pregando fechos.
Quando o dono era um empresário “capitalista”, este trabalhador era alienado ... quando o empresário foi eliminado e o estado socialista tomou posse da fábrica, o mesmo trabalhador - fazendo exatamente as mesmas coisas - não seria mais alienado !
Como se explica isso ?
Qual é a mágica ?
O trabalhador não iria continuar a fazer uma mercadoria que nada tem a ver cpom ele ?

Nunca Marx explicou isso !
Essa suposição marxista é uma artificialidade ridícula.

Vou relatar a seguir uma situação que um aluno universitário me colocou em uma comunidade:

“Uma vez contestei um de meus professores marxistas sobre isso.
Ele havia falado que para Marx qualquer forma efetiva apresentada até o determinado momento fazia parte de todo contexto social burguês, e o trabalhador independente de conscientizado ou não sobre isso estaria completamente alienado.
Me levantei e perguntei como poderia o trabalhador estar alienado mesmo ele tendo plena consciência de sua situação ?
Ele me respondeu que de qualquer forma ele estaria sendo alienado independente da sua própria conscientização.
Ou seja o marxismo sequer leva em consideração o pensamento da classe que eles supostamente defendem, o trabalhador não tem liberdade alguma, é um fantoche na mão da teoria marxista.
Toda esse lixo ideológico irá justificar a dialética e a mentalidade revolucionaria.”

Ele tem total razão !
Uma mentira, justifica outra mentira, uma irrealidade justifica outra irrealidade, e assim Marx construiu a sua doutrina mentirosa, que só poderia causar o que causou, milhões de mortes.


6.1.6 - O marxismo é que trás alienação a seus seguidores.

Um dos vários equívocos dos marxistas brasileiros da década de 1960 foi considerarem o povo como “alienados”.
Consideravam todas as pessoas, inclusive os intelectuais não “engajados” como alienados !
Os “engajados” fundaram o CPC da UNE e depois o Grupo Opinião com os quais queriam “ensinar” o povo como ele deveria ser...
Enchiam eles próprios o teatro onde faziam as apresentações ideológicas, e diziam a si próprios que era o maior sucesso !
E isso se repetia dia após dia ... iam assistir novamente !
Uma coisa ridícula, que só gente alienada que vive fora da realidade é capaz de fazer, ir assistir dezenas de vezes a mesma peça ideológica e depois ficar comentando na saída.

Tais aloprados foram nas favelas se apresentar, o povo ria deles e deixava apenas as crianças para verem os “palhaços” ... eles iam fantasiados, de burguês, de proletário, de patrão, coisa ridícula.
Uma alienação total, não se davam conta das coisas ridículas que estavam fazendo.
Foi um fracasso colossal como tudo o mais no marxismo e eles começaram a brigar entre si.
Hoje em dia são velhos acabrunhados e fracassados.


6.1.7 – Um exemplo real no Brasil atual dessa loucura marxista.

A Associação das empresas de propaganda fez um congresso recentemente em âmbito nacional.
Eles estão preocupados porque estão percebendo uma enorme atuação de comunistas no sentido de acabar, ou no mínimo controlar, a propaganda no Brasil.
Esta atuação está sendo possível porque, apesar de os comunistas jamais terem ganho uma eleição no Brasil, atualmente, eles estão governando o Brasil !

No comunicado final eles disseram - não podemos permitir que a livre escolha, a liberdade de opção nos sejam tiradas.
- Não podemos deixar prevalecer a ideologia de que o povo não tem competência para entender e que precisa ser guiado !

Esta preocupação dos empresários é um claro indício de que o Brasil está a beira do socialismo.
Isso que as empresas de propaganda temem nada mais é que a "alienação" marxista.
A estúpida "intelligencia" marxista acha todos os demais humanos meros alienados que nada sabem e devem ser conduzidos.


6.2 - Dialética Materialista

6.2.1 - As origens da dialética.

A dialética surgiu na Grécia Clássica com Sócrates.
Sócrates usava a dialética como técnica de debate – diálogo.
Era a técnica de perguntar, responder e refutar o outro debatedor, acuar o adversário.
Platão considerava que através do diálogo pode-se procurar chegar ao verdadeiro conhecimento, partindo do mundo sensível e chegar ao mundo das idéias.
Pela investigação racional de uma ideia se chega a uma síntese, e assim sucessivamente em busca da verdade.

Aristóteles nos dá uma definição adequada da dialética ... ele diz: a dialética é uma lógica do provável, é processo racional que não pode ser demonstrado.
"Provável é o que parece aceitável para a maioria, ou aos mais ilustres", disse ele.
Vemos então que para os gregos a dialética era um processo racional "provável".

Kant superou Aristóteles e definiu exatamente a dialética !
Para Kant a dialética é a "lógica da aparência".
“A dialética é uma ilusão, pois baseia-se em princípios que, na verdade, são subjetivos.”

Exato !
A dialética é subjetiva.
Para uma mesma tese e antítese, pensadores diferentes chegam a sínteses diferente... cada qual com a sua concepção !

Podemos dar um exemplo:
Para a tese – nacionalismo.
Colocamos a antítese – globalização.
A qual síntese chegarão 10 pensadores diferentes ?
- Cada um chegará a sua síntese.
Devido a isso a dialética é apenas ilusão, algo “provável”, e jamais será ciência, pois a sua conclusão não se sujeita ao rigor da prova empírica.

E o marxismo é a maior prova dessa ilusão – quando o resultado da dialética materialista de Marx foi colocada em prática, jamais chegou ao o que a teoria previa !


6.2.2 - A dialética de Hegel e Marx.

A dialética de Hegel está relacionada indistintamente com uma filosofia da história e a dialética de Marx com uma teoria da praxis na história.

Marx mudou a dialética idealista de Hegel para uma dialética materialista de Feuerbach.
O processo é semelhante em ambos,
existe uma tese (determinada situação histórica) ao que se contrapõe uma antítese, que gera uma síntese diversa das partes que a originaram.
Obs. Nunca vi um exemplo real, da aplicação disso.

A diferença entre Hegel e Marx é que a dialética de Hegel o leva até o Espírito, mediante um processo em que o Espírito ganha consciência de si.
Para Hegel a “ideia” gerou a “coisa”.
Para Marx não é a consciência que transforma as relações materiais, mas o contrário, é através dos processos materiais que a consciência é formada.
Para Marx a “coisa” gerou a “ideia”.

Em Hegel a “idéia” entra em contradição com as relações materiais e muda o desenvolvimento da história, em Marx as relações de produção entram em contradição com as “idéias” e originam algo novo na super-estrutura social.

Porém, existe uma diferença muito maior entre Hegel e Marx....

A filosofia de Hegel é realmente uma filosofia !
Hegel fez um estudo completo desde o início até chegar ao final, Hegel parte do “Nada” e do “Ser” e vai caminhando dialeticamente até chegar ao Espírito.
Hegel gastou décadas de estudo para chegar a suas conclusões.

Marx não, Marx apenas usou a conclusão final de Hegel, sem estudo nenhum, disse que ela estava “de ponta cabeça”, e trocou pela "sua concepção" (de Feuerbach), mas, não existe em Marx um processo dialético para ele chegar a essa conclusão !
Marx não provou dialeticamente por que a dialética de Hegel está invertida !
Marx apenas “decretou” isso !
Marx não fundamentou – dialeticamente - a sua tese e antítese.
– Marx chegou até elas pelo “achômetro”...

Eric Voegelin tem uma definição perfeita para essa situação !
Diz ele:
“O ponto de partida para o movimento do pensamento de Marx parece ser a posição gnóstica herdada de Hegel.”

Os atributos que Marx usa não são coisas surgidas no início da humanidade, são coisas recentes, “relações de produção” e “forças produtivas” não existiam em épocas históricas passadas !

A “ideia”, a “natureza” de Hegel sempre existiram desde o início, ao passo que o que Marx coloca não existiu desde o início, são coisas que surgiram com o progresso industrial.
Portanto, a dialética de Marx, não tem passado !
Surge do nada !
Surge da cabeça de Marx.
Na verdade ela surge de Hegel ... mas, se Marx diz que Hegel estaca “invertido” ... ele não poderia pegar a conclusão de Hegel e “desinverte-la”, afinal, todo o processo anterior estaria errado, pois chegou a uma conclusão errada, segundo Marx.
Marx teria que “desinverter” – todo o processo – e não apenas a conclusão final.
E mais, Marx não usou a dialética para com ela provar que Hegel estava “invertido” !
Marx simplesmente deu a sua – opinião – sem base científica alguma, foi simples “achômetro”.
Não existe nos “manuscritos de Paris” nenhuma analise dialética direta de nada... todo o texto é um desenrolar – da opinião – de Marx, e não uma dedução técnica dialética.

Na verdade, como sempre, Marx age de má fé.
A filosofia de Hegel não está invertida, ela é exatamente da forma que Hegel a fez depois de décadas de estudo.
Existe fundamentação na conclusão de Hegel !
Da “ideia” surge a “natureza”, e nela progride o “espirito” (a história).

Hegel está se arriscando a dizer que a história é Deus em formação !
Eu acredito que aconteceu o seguinte com Marx em relação a filosofia de Hegel:
- Marx não entendeu a profundidade da conclusão de Hegel !
Marx não entendeu que Hegel estava querendo chegar a uma “definição” de Deus (Espirito) !
E chegou – o Idealismo.
Deus é o desenrolar da história, e nela que Deus vai se formando para Hegel.
Se isso é algo valido e real, ou é apenas mais uma ilusão, é uma outra história, mas, a conclusão é fundamentada.

Ao passo que a conclusão de Marx não é fundamentada e é sem sentido lógico, uma vez que supor que uma “ação material” é que da origem a uma “ideia social” é o mesmo que dizer que um pedreiro primeiro faz a casa para depois que a casa esteja pronta o engenheiro faça o projeto da casa.

E para comprovar a trapaça marxista, no final de sua vida, Marx disse em resposta a pergunta de como seria a sociedade comunista (?), "que isso seria uma tarefa para a ciência resolver" !
Mas, como seria isso possível se a ciência faz parte da estrutura social ?
Se a ciência seria a que iria resolver então teríamos a própria estreitura social originando estrutura social !
Onde está o materialismo dialético ?
Por que o materialismo dialético de Marx não resolveu como seria a sociedade socialista em fez de passar o abacaxi para a ciência ?
Porque materialismo dialético é uma fralde.
Marx jamais soube quais seriam os acontecimentos após a tomada do poder pela ditadura do proletariado.


6.2.3 – Nietzsche e o “homem teórico”.

Sócrates iniciou a época da razão e do homem teórico, em contraste com o místico de toda a tradição antiga da época da tragédia.
A tragédia grega tinha o saber místico que une a vida e a morte para a compreensão do mundo.
Porém para Sócrates, a tragédia desvia o homem do caminho da verdade: "uma obra só é bela se obedecer à razão".
Esse ideal concebido por Sócrates seria o verdadeiro mundo, alem do mundo aparente, inacessível ao conhecimento.
Isso originou uma oposição entre Sócrates e Dionisio ...

"enquanto em todos os homens produtivos o instinto é uma força afirmativa e criadora, e a consciência uma força crítica e negativa, em Sócrates o instinto torna-se crítico e a consciência criadora". disse Nietzsche.

Essa “inversão” terá seguidores no futuro...

Com Socares, e depois Platão, o homem se afasta cada vez mais do conhecimento antigo e abandona a tragédia - a verdadeira natureza da realidade !
Até, infelizmente, chegar ao marxismo, que ignora a realidade por completo.

***

Já que falamos de Nietzsche, vamos dizer alguma coisa mais.
Os marxistas atuais tentam de todas as formas denegrir Nietzsche, até tentaram ligá-lo ao nazismo.
De onde vem esse ódio marxista ?
Esse ódio vem dos seguintes comentários de Nietzsche:

"O socialismo é o fantasioso irmão mais jovem do quase decrépito despotismo, do qual quer herdar; suas aspirações, são, portanto, no sentido mais profundo, reacionárias. Pois ele deseja uma plenitude de poder estatal como só a teve alguma vez o despotismo, e até mesmo supera todo o passado por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual lhe aparece como um injustificado luxo da natureza e deve ser transformado e melhorado por ele em um órgão da comunidade adequado a seus fins.
Em virtude de seu parentesco, ele aparece sempre na proximidade de todos os excessivos desdobramentos de potência, como o antigo socialista típico, Platão, na corte do tirano siciliano: ele deseja (e propicia sob certas cirscunstâncias) o Estado ditatorial cesáreo deste século, porque, como foi dito, quer ser seu herdeiro.
Mas mesmo essa herança não bastaria para seus fins, ele precisa de mais servil submissão de todos os cidadãos ao Estado incondicionado como nunca existiu algo igual; e como nem sequer pode contar mais com a antiga piedade religiosa para com o Estado, mas antes, sem querer, tem de trabalhar constantemente por sua eliminação – a saber, porque trabalha pela eliminação de todos os Estados vigentes -, só pode ter esperança de existência, aqui e ali, por tempos curtos, através do extremo terrorismo.
Por isso prepara-se em surdina para dominar pelo pavor e inculca nas massas semicultas a palavra ‘justiça’ como um prego na cabeça, para despojá-las totalmente de seu entendimento (depois que esse entendimento já sofreu muito através da semicultura) e criar nelas, para o mau jogo que devem jogar, uma boa consciência.
O socialismo pode servir para ensinar, bem brutal e impositivamente, o perigo de todos os acúmulos de poder estatal e, nessa medida, infundir desconfiança diante do próprio Estado.
Quando sua voz rouca se junta ao grito de guerra ‘o máximo possível de Estado’, este, em um primeiro momento, se torna mais ruidoso que nunca. Porém logo irrompe também o oposto, com força ainda maior: ‘o mínimo possível de Estado’.
(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

"Os perigosos entre os subversivos.
- Podemos dividir os que pretendem uma subversão da sociedade entre aqueles que desejam alcançar algo para si e aqueles que o desejam para seus filhos e netos.
Esses últimos são os mais perigosos; porque têm a fé e a boa consciência do desinteresse.
Os demais podem ser contentados com um osso: a sociedade dominante é rica e inteligente o bastante para isso.
O perigo começa quando os objetivos se tornam impessoais; os revolucionários movidos por interesse impessoal podem considerar todos os defensores da ordem vigente como pessoalmente interessados, sentindo-se então superiores a eles."
(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

"Uma ilusão na doutrina da subversão.
Há visionários políticos e sociais que com eloquência e fogosidade pedem a subversão de toda ordem, na crença de que logo em seguida o mais altivo templo da bela humanidade se erguerá por si só.
Nestes sonhos perigosos ainda ecoa a superstição de Rousseau, que acredita numa miraculosa, primordial, mas, digamos, soterrada bondade da natureza humana, e que culpa por esse soterramento as instituições da cultura, na forma de sociedade, Estado, educação.
Infelizmente aprendemos, com a história, que toda subversão desse tipo traz a ressurreição das mais selvagens energias, dos terrores e excessos das mais remotas épocas, há muito tempo sepultados: e que, portanto, uma subversão pode ser fonte de energia numa humanidade cansada, mas nunca é organizadora, arquiteta, artista, aperfeiçoadora da natureza humana.
- Não foi a natureza moderada de Voltaire, com seu pendor a ordenar, purificar e modificar, mas sim as apaixonadas tolices e meias verdades de Rousseau que despertaram o espírito otimista da Revolução, contra o qual eu grito: "Ecrasez l'infâme [Esmaguem o infame]!.
Graças a ele o espírito do Iluminismo e da progressiva evolução foi por muito tempo afugentado: vejamos - cada qual dentro de si - se é possível chamá-lo de volta!"
(Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano")

Essa é a sabedoria de Nietzsche que dá calafrios nos marxistas...

***

Dominados pelo ódio os marxistas tentam dizer que o "super-homem" nazista veio de Nietzsche.
Isto é uma mentira.
Nietzsche jamais pensou em algo material racista em suas obras.

Em seu livro "Also sprach Zarathustra" Nietzsche usa a palavra alemã "Übermensch", que quer dizer literalmente "Além-do-humano" e não "super homem"

O prefixo alemão "Über", significa "sobre", "alem", "adiante". e não "super".

“mensch”, em alemão, é termo neutro, e se refere a “ser humano”, enquanto apenas “mann”, ai sim, significa “homem”.

Tradutores incompetentes traduziram de forma errada a palavra "Übermensch" como sendo "super-homem", mas o texto de Nietzsche que colocado a seguir, mostra que o significado foi outro.

"O ser humano é uma corda, uma corda estendida entre os animais e o alem-do-humano, uma corda sobre um abismo."

Em alemão:

"Der Mensch ist ein Seil, geknüpft zwischen Tier und Übermensch - ein Seil über einem Abgrund."
[Zarathustra I, Vorrede 4]

Vejam que Nietzsche nesta frase também usa a palavra "über" sozinha, e ai vemos claramente que tal palavra não significa "super", mas sim "sobre" (uma corda sobre um abismo).

O significado que Nietzsche deu para a palavra "Übermensch" é a de que existirá mais a frente, milhares de anos com certeza, um animal que não será mais nem animal nem humano, será um animal que estará alem disso - alem-do-ser-humano.


6.3 - Materialismo Histórico

6.3.1 - O Materialismo, uma criação de Feuerbach.

Qual era o cenário cultural na Alemanha quando Marx chegou em Berlim em 1836 para fazer Filosofia ?
Era o seguinte, Hegel, o último grande filósofo acadêmico da Alemanha havia falecido em 1831 (existia também, paralelamente, Schopenhauer e sua magistral descoberta ... mas, Schopenhauer só foi ser reconhecido tardiamente.), durante muitos anos Hegel tinha ensinado na Universidade de Berlim o seu sistema, o Idealismo, tinha usado como ferramenta a “dialética dos opostos”.
Com a sua dialética ele tinha chegado ao “espirito da história” !
ideia <> natureza --> espírito.

Desta forma, até então, a filosofia na Universidade de Berlim era “idealista”, o oposto de “materialismo”.

Entre os muitos alunos de Hegel um grupo se destacou, um grupo de esquerda, que foram chamados de “jovens hegelianos”.
Dentre eles se destacavam três filósofos,
Bruno Bauer, Ludwig Feuerbach e Max Stirner.
Esses três filósofos eram famosos e se denominavam “críticos”, porque teorizaram uma filosofia oposta a de Hegel - o materialismo !

Marx ao chegar em Berlim ficou amigo dos três, principalmente de Bauer e Feuerbach, que foi o criador do Materialismo.
Vejamos uma pequena comparação entre o pensamento de Feuerbach e o de Hegel:

Hegel
Primazia do infinito sobre o finito - o idealismo absoluto e as suas implicações racionais.
Feuerbach
Inversão da relação entre o infinito e o finito - materialismo, realismo e empirismo.

Hegel
O humano como momento do divino. O Espírito como Absoluto que se torna auto-consciente e se realiza através do homem.
Feuerbach
Redução da teologia e da filosofia especulativa à antropologia.
A religião como alienação.

Hegel
A dialética como processo inerente ao devir do Absoluto (relação do Pensamento consigo mesmo).
Feuerbach
A dialética como diálogo do homem com a natureza e com os outros homens.
O amor como expressão mais elevada da dialética.

Obs. Marx colocou o ódio (luta de classes) como expressão mais elevada da dialética marxista ... “inverteu” Feuerbach também...

Feuerbach desenvolveu uma nova abordagem para criticar a filosofia de Hegel.
Feuerbach pegou frases de Hegel e trocou o sujeito pelo objeto, mostrando que a frase teria mais sentido desta forma !

Por exemplo, enquanto o cristianismo afirma que a família foi uma imagem da sagrada família, Feuerbach afirmou que a sagrada família foi uma imagem da família terrena !
Eis ai o mais puro materialismo em oposição ao idealismo !

Feuerbach realmente fez uma inversão na filosofia de Hegel, pois se manteve no mesmo campo, a religião, só que ele demostrou que o idealismo de Hegel não tinha relação com a realidade humana ... a divina família do cristianismo nada mais é do que uma extensão da família que já existia na Terra !

Marx ao contrario, desvirtuou totalmente, sua “inversão” nada tem a ver com a conclusão de Hegel, Marx inventou a influência da economia na história, e isso não é “oposto” a conclusão de Hegel !

A “luta de classes” que Marx viu na história é algo que não tem nenhum sentido oposto ou não oposto, ao “Espírito Absoluto” de Hegel.
Marx plagiou Feuerbach, mas, o seu plágio foi ridículo porque ele não apresenta nenhuma fundamentação para sua afirmação, Hegel e Feuerbach estavam falando de filosofia ... e Marx de ideologia.
Hegel e Feuerbach foram grandes filósofos, Marx foi apenas um subversivo que usou conceitos de filósofos verdadeiros.

***

Marx, ao ficar amigo dos três filósofos originais, se inteirou de seus conhecimentos, e os copiou para si.
Nos seu primeiro trabalho, a "Crítica da Filosofia do Direito de Hegel", Marx utiliza o método de Feuerbach !
Marx não foi original ... ele plagiou o método de Feuerbach...
Marx plagiou a ideia de inversão sujeito-objeto que Feuerbach havia aplicado em Hegel.
Marx plagiou de Feuerbach a ideia de “alienação”, que Feuerbach atribuiu a religião..
Como sempre Marx mascarou e inventou outras palavras, mas, a ideia principal de “inversão de Hegel”, que Hegel estaria “de ponta cabeças”, não foi dele, foi de Feuerbach.
E depois, devido ao seu caráter canalha, Marx passou a criticar violentamente os três filósofos...
Marx foi um canalha com os três jovens helgelianos que haviam sido amigos dele.
Ele ficou amigo dos três, aprendeu com eles, e depois passou a fazer uma crítica – pessoal – sarcástica e violenta, contra os três filósofos que nada tinham feito de mal para ele, apenas tinham feito filosofia.

Marx, como foi por toda a vida, foi um canalha com Bauer e Feuerbach.
Marx fez dois textos contra eles, com títulos sarcásticos e depreciativos ... um deles o título foi "A Sagrada Família", ou "Crítica da Crítica Crítica".
Não precisava tanto sarcasmo contra quem nada lhe tinha feito de mal ...
Marx com esses títulos demostra toda a inveja e ódio que tinha dos jovens talentosos e famosos da filosofia alemã.
O livro criou uma polêmica com grande parte da imprensa alemã.
Bruno Bauer repudiou a tentativa do livro de Marx em um artigo que foi publicado no Wigand's Vierteljahrsschrift em 1845.
Bauer afirmou que Marx e Engels não tinham entendido o que ele estava tentando dizer.
Bauer não era um canalha como Marx ... e não baixou o nível como Marx fez.

Na “Ideologia Alemã”, o outro livro para tentar menosprezar os três filósofos, no Prefácio, Marx se refere a Bauer e a Stirner como “Santo Bruno” e “Santo Max” ...
Este manuscrito não foi editado na época ... e os autores, Marx e Engels, sobre isso disseram o seguinte:

"Abandonamos tanto mais prazerosamente o manuscrito à crítica roedora dos ratos, na medida em que havíamos atingido nosso fim principal: ver claro em nós mesmos."

Isso é ressentimento...
O tom sarcástico que Marx usa nos subtítulos do livro, demonstra que não está fazendo algo filosófico, está apenas pondo para fora a sua raiva dos jovens filósofos alemães.

Marx ainda fez um pequeno texto contra Feuerbach, o chamado "Teses sobre Feuerbach", são onze curtas notas escritas para criticar as idéias de Ludwig Feuerbach.
Nas "Teses" Marx conclui:

"filósofos têm, até agora, apenas interpretado o mundo de diversas maneiras, mas, o ponto é mudá-lo."

Essa “intenção” de Marx, de querer “mudar o mundo”, é uma prova de que Marx nunca entendeu a filosofia como apenas filosofia.
Marx desde o início não fazia filosofia, fazia política, fazia crítica política e crítica pessoal, sempre direcionando todas as suas ações para destruir as teorias de filósofos e pensadores originais com a arrogante e egoísta intenção de colocar as suas ideias revolucionárias a frente de todas as outras..
Ao dizer "filósofos" ... ele não se coloca como tal, mas sim, se coloca acima deles, como alguém que quer "mudar o mundo" com a ação política revolucionária do socialismo científico "dele" !


6.3.2 - Marx se referindo a “natureza humana”.

A frase de Marx abaixo, é uma das coisas mais absurdas. que um ser humano poderia dizer:

“O Sr. Proudhon não sabe que toda a história nada mais é do que uma contínua transformação da natureza humana."
Karl Marx, A Pobreza da Filosofia, 1847.

Que transformação sofreu a natureza humana entre os seguintes acontecimentos históricos do passado e de épocas mais recentes ?

1. A defesa da Grécia em Termópilas, com 300 soldados espartanos, contra Xerxes e a defesa do Forte Álamo por 280 soldados norte-americanos contra Santa Anna.

2. Assassinato de Cesar em Roma e assassinato de Ghandi na Índia.

3. Corrupção de Judas por 30 dinheiros e corrupção de PC Farias no governo Collor no Brasil.

4. A Batalha de Gaugamela onde Alexandre derrotou Dario e a Batalha de Waterloo onde Wellington derrotou Napoleão.

5. E eu poderia citar também a Bíblia - Caim matou o irmão Abel por ciúmes e inveja .... isso ainda existe hoje em dia ?

A natureza humana continua a mesma desde a Antiguidade até hoje.

Existiu alguma mudança na “natureza humana” dos cristãos, dos muçulmanos, dos budistas ao longo dos milênios ?

Que diferença de “natureza humana” existe entre Alexandre o Grande, Cesar, Gencis Khan e Napoleão Bonaparte ?

Os seres humanos não mudaram em nada, continuam os mesmos que sempre foram, continuam pensando acima de tudo em sexo, e a maioria continuam traiçoeiros e mentirosos como sempre foram.

E Marx é a maior prova que a “natureza humana” continua a mesma !
Os maridos da Antiguidade comiam suas empregadas da mesma forma que Marx comeu a sua ... o ditado – “A carne é fraca.” vale para qualquer época.

A afirmação de Marx citada no início deste texto, é só mais uma estupidez dita por ele, apenas para criticar um pensador respeitado como foi Proudhon, contra o qual Marx nutriu uma inveja e ódio terríveis por toda a vida.


6.3.3 – A História é várias coisas para Marx...

Marx escreveu no Manifesto Comunista de 1848:

“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas da classes.”

Como vimos no item anterior, Marx também disse que:

“a história nada mais é do que uma contínua transformação da natureza humana."

Ou seja, parece que a história “se adapta” a vontade de Marx !
E isso ai é a base do marxismo:
materialismo histórico = determinismo histórico = vontade de Marx.
Mas, tudo isso é uma grande embromação, uma grande mentira.

Os marxistas se referem a todo instante aos “burgueses” e aos “proletários” como exemplo dessa ideia de “luta” de Marx...
Até parece que na história de 7000 anos da humanidade sempre existiram “burgueses” e “proletários” em luta por todo o tempo !
O que Marx disse não tem nenhum fundamento, foi apenas um motivo que ele arrumou para pleitear a revolução do proletariado, ou seja, foi uma “história” adaptada aos seus propósitos.

Por exemplo na história do Egito Antigo, 3000 anos de história, que “luta de classes" existiu no Egito dos faraós ?
Por 3000 anos o governo da nação esteve nas mãos dos faraós e doa sacerdotes, existiram várias guerras e várias dinastias de faraós, mas, a sociedade continuou a mesma ... o Egito dos faraós só foi terminar quando Alexandre o Grande conquistou o Egito ... e isso não foi “luta de classes” !
Foi um imperador conquistando outro império !
Portanto, o que Marx disse não é verdade.

Que “luta de classes” existiu para o domínio do Mediterrâneo entre Cartago e Roma ?
Eram dois impérios (e não classes) que lutavam por esse domínio.
E esse fato histórico foi de importância crucial para os destinos da humanidade ocidental !
Se Cartago tivesse ganho, Roma não teria tido a importância que teve para o mundo ocidental !
Esse – fato histórico – foi decisivo para a história e jamais foi “luta de classes”.
Devido a esse fato, o materialismo histórico é uma mentira.

***

E tem outra coisa muito importante, a história não é única e determinística, vejamos alguns exemplos:

Em 1300 DC tínhamos o seguinte:
Na Europa (Idade Média) existia uma história;
na Ásia (dinastia Ming) outra;
no OM (Império Otomano nascendo) outra;
na África (Reino de Aksum e outros) outra;
e na América (Incas e Astecas) outra;

todas elas – histórias diferentes em uma mesma época.
De forma que ao mesmo tempo, ano de 1300 DC, várias histórias estavam sendo escritas, e nenhuma delas, tinha nada do determinismo que Marx quis dar a História !
As civilizações inca e asteca, nasceram e morreram sem nenhuma luta de classes que mudasse sua sociedade.

O “materialismo histórico” é uma “teoria” que é inteiramente refutada pela própria História, que em seus acontecimentos decisivos, nada tem de “luta de classes”, são impérios e nações se confrontando apenas pelo poder e dominação, cujo exemplo mais evidente foi a guerra entre Roma e Cartago pelo domínio do Mediterrâneo.

A história também se faz por atos humanos individuais, como por exemplo o assassinato de Cesar no senado romano.
Também um fato histórico decisivo que nada teve de “luta de classes”.

Essa invenção de Marx foi refutada na 1a. Guerra Mundial !
O marxismo seguindo a doutrina do "mestre", havia previsto que na próxima guerra total na Europa os proletários por seus países, iriam se recusar, os proletários de todos os países iriam se unir e lutar contra os burgueses e os derrotar....
Isto não aconteceu !
Os "proletários" lutaram por seus países como sempre fizeram.
A História se recusou a ser como Marx queria q ela fosse !
Esse fato foi uma prova definitiva da farsa criada por Marx no seu “materialismo histórico”.


6.3.4 - A contradição do materialismo histórico.

O conceito de dialética materialista, como foi colocado por Marx no seu “materialismo histórico” entra em contradição direta com o socialismo científico e a exaltação da revolução do proletariado, e mais modernamente entra em contradição com a atuação dos intelectuais “engajados” e “militantes”.

A relação entre necessidade e liberdade, entre as condições materiais de existência e os sujeitos históricos, foi definida pelo materialismo histórico marxista como a hegemonia do objeto material sobre o sujeito social.
Em função disso, segundo Marx, e segundo seus cegos seguidores, a história humana seria apenas um reflexo da história da natureza...
O ser humano é função do meio e os acontecimentos se dariam independentemente da ação humana segundo o determinismo dialético da história !

Mas, se assim fosse, toda a ação revolucionária dos partidos socialistas e comunistas não teria sentido !

Para que Marx fez o Manifesto Comunista que termina com o grito – “Proletários de todo o mundo uni-vos !” ... se os acontecimentos históricos não dependem da ação humana ?
Para que Marx criou uma instituição subversiva internacional, a Internacional Socialista, de onde ele e seu grupo expulsaram todos os que não obedeciam Marx, se a revolução histórica não depende da ação humana ?

Se a história humana não depende da ação humana para que são necessários os “intelectuais comunistas” e a sua ação humana na "condução" dos demais e do processo revolucionário marxista ?

Afinal, se a história humana não depende da ação humana para que são necessários os ativistas, militantes e engajados socialistas fazendo suas passeatas e manifestações subversivas ?

Se a história é o determinismo “luta de classes”, por que então Marx escreveu nas "Teses":

"filósofos têm, até agora, apenas interpretado o mundo de diversas maneiras, mas, o ponto é mudá-lo" !?

Por que ELE, Marx, quer “mudar o mundo” se ele próprio já decretou que a história é luta de classes ?
Essa é a prova da farsa mentirosa !

Para que precisa "mudar o mundo" se até então, como ele afirmou no Manifesto, a história da humanidade é a história luta de classes ?
Percebem a farsa ?
Como Marx quer mudar o mundo se a história materialista, segundo ele, é soberana e é ela que determina como os acontecimentos e personagens atuam ?

Farsante...
Mas, a mentira tem pernas curtas, e sempre leva o mentiroso a entrar em contradição.
E para demonstrar a mentira marxista mais uma vez, colocamos abaixo o texto de Marx contra Bakunin na Gazeta Renana, 1849.

“É uma infelicidade se a rica Califórnia foi arrancada dos mexicanos preguiçosos que não sabiam o que fazer dela ?
Se os enérgicos yankees, graças a exploração das minas de ouro daquela região, aumentam as vias de comunicação, concentram sobre a costa do Pacífico uma população densa e um comércio em expansão, abrem linhas marítimas, estabelecem uma via férrea de Nova York a São Francisco, abrem pela primeira vez o Pacífico à civilização e pela terceira vez na história dão uma nova orientação ao comércio mundial ?
A independência de alguns californianos pode sofrer com isso, a justiça e outros princípios morais podem ser feridos – mas isto conta, diante de tais realidades que são o domínio da história universal ?”

O ódio irracional de Marx contra Bakunin o levou a uma total contradição !
A “história universal”, foi mais uma vez totalmente dependente da ação humana, neste caso, a ação humana dos “enérgicos yankees” !

Ou seja, o marxismo e seu "materialismo histórico" é uma enorme contradição, uma mentira histórica.
O marxismo é uma ideologia que muda sua fala ao sabor de seu ódio.

***

Marx lançou o primeiro volume de O Capital quando tinha 49 anos.
Viveu mais 26 anos, e apesar de estarem prontos os demais volumes de O Capital, Marx não os entregou aos seu editor para publicação !
Estranha essa atitude....
Qual teria sido o motivo de Marx para não publicar em vida os outros volumes de seu principal livro se eles já estavam prontos ?
A respeito disso Mises diz o seguinte em sua obra “Ação Humana”:

“Há quem sustente que Marx não entregou aos seus editores o manuscrito original, por ter visto demonstrada a invalidez da teoria da mais-valia; por ter percebido que era indefensável a tese do salário vitalmente necessário, assim como o dogma fundamental do progressivo empobrecimento das massas no regime de mercado.”

Exatamente.
Marx, que passava quase o dia inteiro na sala de leitura do Museu Britânico, já tinha deduzido através da análise das estatísticas e informações técnicas da evolução da economia inglesa fornecidas pelo governo inglês, que o que ele havia previsto não era o que estava acontecendo !
Já tinha percebido que a teoria dele era furada !
Marx já havia se dado conta que a previsão dele sobre o progressivo empobrecimento dos trabalhadores era algo imbecil.
Uma vez que a fabricação cada vez maior de mercadorias seriam - destinadas aos trabalhadores - os trabalhadores assumiam dois personagens - trabalhadores e consumidores, e com a aquisição cada vez maior de mercadorias e bens, os trabalhadores jamais iriam empobrecer, pelo contrário, iriam cada vez mais melhorar de vida, que foi o que aconteceu na Inglaterra !

Então, matreiramente, deixou para seu capacho Engels editar e assumir a culpa, uma vez que qualquer marxistas para proteger o “mestre” pode dizer que Emgels interpretou errado o que Marx havia escrito !


6.3.5 – O “materialismo histórico” sumiu com 300 anos de história.

Marx conta a história da civilização ocidental, ou mais precisamente, a história da suposta “luta de classes” e do suposto surgimento da burguesia, pulando da Idade Média para a Idade Contemporânea !
Marx ignora a Idade Moderna e o Mercantilismo como modo de produção hegemônico durante 300 anos !
Marx ignora que o centro de gravidade econômica da sociedade ocidental que até 1500 era fixado na Europa feudal, a partir dos descobrimentos se deslocou para a América e demais colônias.
Durante 300 anos as mercadorias que a Europa usava não eram produzidas na Europa, eram produzidas na América, na África e Ásia – nas colônias.

A madeira, o algodão, o açúcar, as especiarias, as pedras preciosas que a Europa usava eram produzidas onde ?
- Nas colônias da América, África, Ásia.
E quem produzia essas mercadorias não era mais o servo feudal, era o escravo negro, o modo de produção passou do servil para escravo.
O modo de produção passou de essencialmente agrário e artezanal de subsistência (feudal) para um modo de produção em engenhos de cana, em grandes propriedades rurais com produção para exportação, em extração vegetal e mineral em larga escala.
O modo de produção mudou de feudal para mercantil.
Era esse novo modo de produção – mercantil – que passou a sustentar a economia das nações europeias e não mais o trabalho servil no feudo.

Marx simplesmente ignora isso e continua a analisar a economia europeia como se as colônias não existisses !
Marx continua falando como se o Feudalismo continuasse a existir até a Revolução Francesa !
Marx continua a falar da “luta” dos plebeus contra nobres, da formação da “burguesia” como se a economia europeia fosse restrita ao continente europeu !

Marx simplesmente ignora a luta nos oceanos entre as potências coloniais !
Ignora as enormes riquezas que saiam dos portos da América e que tinham que atravessar o Atlântico, ignora toda e efervescência econômica e militar que existiu no Mar das Antilhas e na costa do Pacífico.
Marx permanece atado a sua cegueira ideológica que via apenas a Europa e uma época que havia terminado a 300 anos atrás e que ele ainda considerava como existente, isso tudo para justificar a sua teoria de surgimento da suposta “burguesia” !
Essa obtusa visão do mundo continua a supor que a suposta burguesia acumulava capital na Europa em 1789 saindo dos feudos !
E desconhece que as riquezas estavam sendo geradas e acumuladas na América, na América estavam surgindo ricos e influentes personagens, o dono do engenho, o dono das plantações, o dono do gado, o dono das minas !
Era nos campos platinos que estavam sendo geradas riquezas.
Eram nos campos do sul do EUA que estavam sendo gerados enormes capitais.
Era no norte do EUA que estavam sendo gerados novos processos de produção e não na matança estúpida da Revolução Francesa.
Era na América que estavam sendo traçados os destinos econômicos da sociedade ocidental e não na Europa.

E a prova disso é que a maior economia do mundo (EUA) se formou na América e não na Europa.

Marx com sua cabeça obtusa e ideológica só via o mundo na Pruria que ele considerava como uma civilização avançada ... e na França “filosófica” que ele invejava e odiava.

A produção de riquezas nas colônias e a Revolução Industrial na Inglaterra mudou o mundo, a Revolução Francesa foi só mais uma matança dentre muitas que aconteceram na Europa.
A grande revolução política do mundo ocidental foi o surgimento da primeira Constituição democrática do mundo moderno com a independência do EUA, e não com a degola de cabeças na França.

Em resumo, todo o período histórico do Mercantilismo e as enormes riquezas geradas nas colônias que sustentaram a vida na Europa por 300 anos, desde 1500 até 1800, simplesmente não foi considerado por Marx !
O trabalho do escravo negro que gerou toda essa riqueza e acumulo de capital – na América – e não na Europa - não faz parte da história para Marx, ele permaneceu fixado no trabalho servil como se ele tivesse continuado a existir até 1789 !
Devido a essa enorme omissão histórica, a história contada pelo marxismo é uma farsa ideológica que existe apenas para justificar a ideologia cega que prega a luta a matança entre humanos ...

Essa ideologia cega quer que o mundo viva em constante “luta de classes” entre humanos, essa ideologia cega desconhece que o mundo não muda de um dia para o outro com uma revolução, com matança, o mundo muda ao longo de séculos com novas ideias construtivas.

O mundo, a civilização ocidental, vinha desde a Antiguidade existindo de forma idêntica, mudou com a filosofia grega e com Alexandre o Grande que a divulgou por todo o mundo, até Socares existia o humano místico, depois de Socares passou a existir o humano racional.
O mundo mudou novamente 700 anos depois quando o cristianismo dominou na Europa.
O mundo mudou 1000 anos depois com o Renascimento e o surgimento da Ciência e com a descoberta da América.
O mundo mudou 300 anos depois com o Liberalismo político e econômico na Inglaterra e a subsequente Revolução Industrial e com a Revolução Americana que pela primeira vez nos tempos modernos instituiu o Estado de Direito democrático.
E o mundo está mudando 200 depois com a Era da Tecnologia, com a Globalização que está criando um novo modo de produção e um novo ser humano.

Em todas essas mudanças cruciais para a humanidade, o fator mutante não foi a estúpida luta marxista entre humanos ... foram as ideias, a capacidade dos humanos de pensar e criar novas formas de existência para a sociedade humana.


6.4 – A “burguesia”.

6.4.1 – O que vem a ser um “burguês” ?

“burguesia”, “burguês” ... essa palavra parece apelido que molecada de rua põe nos que não gostam !
É interessante como a ideologia cria mitos, slogans e palavras de ordem para serem gritadas...
Essa deve ser a palavra mais falada pelos “intelectuais” da área de humanas da universidade brasileira !
O que será que esses “doutores” acham que eles são ?
Proletários ?
Eles não tem um capitalista como patrão ...
A produção intelectual no Brasil é diminuta ... o que será que eles são então ?
Respondo – são comunistas.
E como todo bom comunista, vivem as custas do “estado”.
E não são nem "proletários" nem "burgueses" - se acham os "condutores" dos demais...

Bom, mas acredito que todos já ouviram falar das origens dessa suposta classe, dos burgos, etc.
Deixemos isso para lá e passemos ao que interessa, o que era um burguês para Marx ?
- Para Marx, o burguês era o sujeito que tinha uma fábrica para fazer mercadorias diversas, e precisava de trabalhadores para trabalhar nelas.
E em troca do trabalho do trabalhador o burguês lhe pagava um salário.
A teoria da mais-valia e da suposta exploração deixemos para depois, o importante agora é esse detalhe – o trabalhador trabalhava por salário - o trabalhador não era mais nem servil (Feudalismo), nem escravo (Mercantilismo), para que a teoria de Marx fosse válida, para que existisse a mais-valia, o trabalhador deveria trabalhar em troca de um salário.

Se o trabalhador fosse escravo, para a teoria de Marx, ele não seria um trabalhador explorado, uma vez que não existiria mais-valia !

Então, o burguês (explorador da mais-valia) só existe se existir o trabalhador assalariado, caso contrário nem a mais-valia e nem a exploração existiriam, se não existisse trabalhador assalariado, o burguês não existiria por falta de gente para explorar !

Até então, por toda a história humana, os trabalhadores trabalhavam ou de forma servil ou eram escravos declarados ... e agora que eles eram livres e trabalhavam onde queriam por um salário, surge um louco para dizer que eles eram explorados !

Depois de 7000 anos de civilização onde os trabalhadores não tinham a chance de mudar de vida, permaneciam por toda a vida como nasceram, se nascessem servos, continuavam servos toda a vida, se nascessem escravos continuavam escravos toda a vida, agora não mais !
Trabalhavam agora por salário, e se fossem bons tinham a chance de crescer, de juntar dinheiro trabalhando mais horas, tinham a chance eles próprios de montarem uma pequena fabrica ... ai surge um louco que quer acabar com essa liberdade que mal tinha começado !
E implantar em lugar da liberdade a ditadura do proletariado !

***

Quando Marx saiu da Universidade de Berlim e foi para a França, na França ainda existia escravidão !
A França só foi libertar os escravos, dentro de seu território e nas colônias, em 1848 !
Quando Marx fez o Manifesto Comunista, na França ainda existiam escravos !
Na Inglaterra os trabalhadores tinham deixado de serem escravos a pouco tempo, em 1807, na Espanha em 1811.
A escravidão no Brasil só foi deixar de existir em 1888, depois de Marx morrer !

Então o que temos ?
Temos que no Brasil por exemplo, antes de 1888 (fins do século XIX), não existia burguês !
Temos que no século XVII, em pleno mercantilismo, com trabalhadores escravos e não assalariados - não existiam burgueses na qualificação marxista.
Isso é uma coisa que a própria teoria de Marx determina.


6.4.2 – O que na verdade existia ?

O final da Idade Média, entre os séculos XIII e XV foi uma fase em que a principal característica da Idade Média, o Feudalismo, estava em transição na Europa.
Muitas mudanças políticas e culturais ocorrem neste período.

As Cruzadas tinham chegado ao fim.
A partir do movimento da Europa para o Oriente Médio, por mais de um século, ressurgiu o domínio político e militar europeu pelo Mediterrâneo, que antes estava sob domínio exclusivo muçulmano.
Com a supremacia política o comercio praticado por europeus (que estava ausente desde o fim do Império Romano do Ocidente) ressurgiu no Mediterrâneo, principalmente nas cidades estado italianas e na Península Ibérica.
Foi a partir desta situação político-militar nova, que surgiu o que podemos chamar de “burguesia”, que na verdade eram comerciantes.
Então, o que surgiu a partir dai, foram os comerciantes, pessoas que trabalhavam no comércio dentro da Europa e entre a Europa e o Oriente Médio.
E não o “burguês” do marxismo, dono de fábrica que pagava salário para os trabalhadores e supostamente os explorava com a mais-valia.
Esta atividade, que não era mais estritamente rural como era até então, forçou o surgimento das cidades, muitas delas foram muradas para uma maior proteção.
Muitos habitantes dos feudos nestes dois séculos, foram para as cidades (burgos) em busca de melhores condições de vida, e conseguiram, muitos ficaram ricos.
Tais mudanças transformaram as relações de trabalho no campo, desintegrando o sistema feudal de produção.

Alem disso, um outro fato paralelo decisivo para o fim do modo de produção feudal foi a Peste Negra que aconteceu por volta de 1350 e dizimou 1/3 da população da Europa acabando com grande parte da população de trabalhadores servis nos feudos.

Uma outra situação social também surgiu nesta época - o estado-nação, depois de 1000 de estagnação populacional, 1000 anos onde as pessoas nasciam, viviam, se reproduziam e morriam em uma mesma região geográfica, surgiram as etnias como francês, espanhol, português, inglês, prussiano (alemão), italiano, suíço, holandês, sueco, russo, etc.
O estado-nação foi um dos baluartes para a supremacia do absolutismo real sobre o poder feudal.

Estes novos componentes sociais com maior poder aquisitivo, que se tornaram hegemônicos a partir de 1400, passaram a se preocupar com a aquisição de conhecimentos.
Este interesse fez surgir várias universidades na Europa.

Disso surgiu a verdadeira revolução na Europa – o Renascimento Cultural e Científico.

Foi na Itália que essas mudanças mais se desenvolveram, cidades italianas como Veneza, Florença e Gênova tiveram um grande movimento comercial, artístico e intelectual.
Este movimento cultural não ficou apenas na Itália, propagou-se para outros países como a Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Holanda, Bélgica, Pruria.
A partir desse conhecimento cultural e artístico surgiu algo mais importante ainda !
- O surgimento da Ciência.

Nesta área podemos mencionar os estudos de astronomia de Nicolau Copérnico, que iniciou a revolucionária idéia do heliocentrismo, onde a Terra não era mais o centro do Universo.
Copérnico estudou também a movimentação das estrelas e planetas.
Nesta época surgiu o lápis e a Trigonometria.
Filósofos como Maquiavel, Giordano Bruno, Francis Bacon e depois Hobbes e Descartes, floresceram após 1000 anos de estagnação filosófica.
Outro personagem decisivo foi o italiano Galileu Galilei que desenvolveu instrumentos ópticos e telescópios para ver e estudar melhor as estrelas e planetas.
Galileu também defendeu a idéia de que a Terra girava em torno do Sol, e não só isso, provou tais afirmações com seus telescópios !

Desta forma, as modificações na sociedade europeia, que demoraram 200 anos para acontecer, entre 1300 até 1500, não aconteceram devido a uma suposta “revolução burguesa” marxista, não aconteceram devido a matança entre humanos que sempre existiu, aconteceram em função de um desenvolvimento cultural e científico, que foi possível devido ao Renascimento.

O desenvolvimento científico levou a novas invenções, como a caravela e a bússola, dentre outras, que propiciaram algo ainda mais decisivo para a mudança na sociedade europeia - as grandes navegações e a descoberta da América e de novas rotas comerciais marítimas para a África e Oriente !
Isto pôs fim a Era Medieval e fez surgir uma nova Era, a Era Mercantil, ou o Mercantilismo, que iria durar até 1800.


6.4.3 – A suposta “revolução burguesa”.

O marxismo atual, seguindo o método de Marx de se apropriar de coisas alheias se apropriou de fatos históricos dando a eles o significado que desejam para que Marx possa ser verdadeiro.
Para isso inventaram que os acontecimentos na Inglaterra de Carlos I e a Revolução Francesa foram “revoluções burguesas” !
Mas, jamais provaram isso, apenas afirmaram isso sem fundamentar com provas reais a sua afirmação.
Como poderiam ser “revoluções burguesas” se nessa época o trabalho ainda era escravo e portanto não existiam burgueses segundo a definição marxista ?
Tais afirmações nada mais são que mais uma invenção mentirosa do marxismo.
Depois falaremos de forma mais abrangente sobre esses dois episódios históricos, mas por agora vamos nos ater apenas aos líderes dessas duas revoluções para vermos se eram burgueses.

Reino Unido.
Na deposição de Carlos I os líderes do Parlamento foram:

- Edward Coke, era jurista e membro do Parlamento.
Seu pai era advogado também.
Tornou-se o Advogado Geral da Inglaterra.
Depois se tornou Chefe de Justiça do Rei.
A partir de 1628 foi importante co-autor das leis que levaram ao Bill of Rights.

- Thomas Pride, foi capitão e depois general vencedor de importantes batalhas na guerra civil, e membro do Parlamento.
Era de origem humilde, foi carroceiro antes de entrar no exército.
Foi o principal responsável pelo expurgo no Parlamento, usou para isso o posto de general que ostentava, o novo parlamento ficou conhecido pelo nome depreciativo de “Rump Parliament” (“rump” significa traseiro, nádegas)

- Sir Thomas Fairfax, Lord Fairfax of Cameron, Conde de Essex.
Seu pai foi Ferdinando Fairfax, 2o. Lord Fairfax of Cameron.
Era general e comandante em chefe dos revoltosos contra Carlos I.
Porém, de início, lutou ao lado de Carlos I.

- Oliver Cromwell.
Foi por muitos anos fazendeiro em uma pequena propriedade rural, depois converteu-se a religioso e fundou uma seita puritana, da qual se tornou o líder.
Por meio dessa liderança religiosa foi eleito membro do Parlamento em 1628.
No começo da guerra civil se alistou como soldado de cavalaria e demonstrou aptidão militar, pois foi subindo na hierarquia militar, até atingir o posto de comandante.
Foi o terceiro a assinar a sentença de morte de Carlos I.
Foi escolhido pelo Rump Parliament pára comandar a campanha na Irlanda em 1649, e também foi o comandante contra a Escócia em 1650, após adquirir esses poderes, em 1653 - fechou o Parlamento a força - e se tornou um ditador militar com o título de Lord Protector of England, Scotland, and Ireland.
Após sua morte, e com a volta da monarquia, seu cadáver foi “enforcado” e “decapitado”.

Estes foram os líderes da Revolução Puritana Inglesa.
Como vemos pelas suas origens e atividades, nenhum dos líderes era burguês, portanto, tal revolução jamais foi uma “revolução burguesa” !

Dos líderes, um deles, Coke, era um intelectual.
Outros dois eram militares, Pride e Fairfax, sendo o primeiro de origem humilde e o segundo de origem nobre.
E Cromwell, nada mais era que um fazendeiro que se tornou pastor evangélico, um Edir Macedo com dotes militares, que usou seus fieis para se eleger ao Parlamento e subir politicamente.

Para esclarecimentos, devemos mencionar que Carlos I era um homem doente ... com defeitos físicos, cresceu pouco mais que 1 metro de altura, tomava decisões tempestivas ... só poderia ter terminado como terminou - decapitado.

Revolução Francesa
Os líderes da Revolução Francesa foram:

- Robespierre - advogado e político do partido jacobino.
Filho de um advogado falido, bêbado e deprimido (pela morte prematura da esposa).
Foi o principal líder da matança, acabou sendo guilhotinado também.

- Danton - advogado e político.
Seu pai também era advogado.
Foi um líder moderado da revolução, acabou sendo morto por ordem de Robespierre.

- Marat - médico italiano da guarda pessoal do Conde d'Artois, que depois quis ser cientista, foi-lhe negado entrar na Academia, ai se revoltou contra a aristocracia francesa.
Também foi morto pelos próprios revolucionários girondinos.

- Jacques Pierre Brissot, foi ajudante de escritório de advocacia, e depois político revolucionário.
Foi o chefe do partido girondino.
No final, foi guilhotinado pelos próprios revoltosos.

- La Fayette - Marquês de La Fayette, um aristocrata francês.
Sua participação deveu-se ao seu prestígio como militar e aristocrata.
Era general e participou da guerra de independência do EUA.
Tentou manter a ordem na revolução.

Temos ai os líderes da revolução francesa, nenhum dos líderes da revolução francesa jamais foi burguês.
E como vimos acima, com exceção de La Fayete, que na verdade não se envolveu politicamente, acabaram matando-se entre si - todos – foram assassinados durante a revolução...
A Revolução Francesa foi apenas uma das matanças mais grotescas da humanidade.
Se todos que tivessem ideais de liberdade saíssem por ai cortando cabeças a humanidade seria composta humanos sem cabeça.

Nas duas revoluções, inglesa e francesa, jamais existiu qualquer documento, tratado, acordo comprovado que demonstrasse qualquer ligação dos líderes com supostos burgueses (na concepção marxista).
Nas duas revoluções não existiu nenhuma “eminência parda burguesa” que estivesse por trás dos acontecimentos.
Nas duas revoluções não existiu nenhum personagem que fosse burguês dono de fábrica.

Na Inglaterra de 1640 não existiam fábricas, a Revolução Industrial só iria acontecer 150 depois !
E a França em 1789, era um país de camponeses, estritamente agrário, a França era um país inexpressivo economicamente e arrasado financeiramente em 1789.

As grandes potências da Europa eram a Inglaterra, a Pruria, o Império Austro-Húngaro, o Império Espanhol e o Império Otomano.
A RI só foi chegar na França em 1870.

Obs. Os marxistas tentam atribuir ao partido girondino o atributo de “alta burguesia”, mas, é apenas mais uma mentira.
Esse partido teve esse nome porque seus mais brilhantes deputados eram de uma região da França de nome - Gironda.
E o líder desse partido foi guilhotinado pela revolução como já foi dito !

Os principais deputados desse partido durante a revolução foram:

Pierre Victurnien Vergniaud – filósofo.
Marguerite Élie Guadet – advogado.
Armand Gensonné – filho de militar, se formou advogado.
Jean François Ducos – comerciante.

Nada a ver com “alta burguesia”.


6.4.4 – A história da Inglaterra e do Reino Unido

A história do Reino Unido tem uma estreita ligação com Roma !
O Império Romano ocupou a ilha no ano 45 DC e ficou lá até seu fim em 410 DC.
Britânia foi o nome dado pelos romanos à província que ocupava o sul da atual ilha da Grã-Bretanha.
O Império Romano dedicou uma atenção diferenciada para a Britânia, mantinha na ilha uma forte guarnição militar, devido as invasões de irlandeses e saxões, isso deu a ilha um acentuado povoamento e cultura.
Quando da queda do Império Romano, o cristianismo já era soberano em Roma e também na Britânia, e continuou exercendo uma enorme influência nos destinos da ilha, agora não mais com o imperador romano, mas com o Papa do Vaticano.

Por volta do século VII existiam sete reinos na Inglaterra: Nortúmbria, Mércia, East Anglia, Essex, Wessex, Sussex e Kent.
No ano 937, com a batalha de Brunanburh, foi criado um governo unificado para toda Inglaterra.
O rei governava com a colaboração de um Conselho de Assessores que participavam na promulgação das leis e supervisionavam a eleição dos reis, esse Conselho foi a origem do Parlamento inglês.
A igreja católica, através de bispos e cardeais indicados pelo Vaticano, tinha participação majoritária no Conselho.

O primeiro rei da Inglaterra foi Egbert I (829-839), rei de Wessex. era um rei católico, sua irmã Alburga foi eleita santa pela igreja católica.
Nesta época, o Vaticano já possuía muitas terras e propriedades na Inglaterra.
A Inglaterra neste período até o século XIII teve 4 dinastias, Wessex, da Dinamarca, Normanda e Plantagenetas.


6.4.4.1 - Período decisivo para a formação política do Reino Unido.

No início do século XIII começou na Inglaterra um período turbulento de disputas políticas e religiosas, que ocasionaram guerras e revoluções diversas, que só foram terminar em 1707 !
Após a conquista da Normandia em 1066 o rei da Inglaterra se tornou um dos soberanos mais poderosos da Europa.
Porém, no reinado do soberano inglês, João sem Terra (1166-1216) aconteceram diversos fracassos por parte do rei que levou a revolta dos nobres ingleses e a decretação de limitação do poder do rei.
O principal fracasso de João sem Terra foi envolver-se numa disputa com o Papa Inocêncio III acerca da indicação do Arcebispo da Cantuária.
O rei recusou-se a aceitar a indicação feita pelo Papa e em conseqüência a Inglaterra foi colocada sob sentença de interdição pela igreja até que o rei reconheceu que a Inglaterra era um feudo papal em 1213.
Os nobres ingleses revoltados com os fracassos do rei, tomaram Londres e forçaram o rei a aceitar um documento conhecido como Magna Carta.
O artigo mais importante era o 61o., conhecido como "cláusula de segurança".
Estabelecia uma junta de 25 pessoas com poderes para reformar qualquer decisão real, até mesmo pela força se necessário.
Desta forma, verificamos que já em 1213, com a Magna Carta, o poder dos reis na Inglaterra tornou-se limitado.
Após a retirada dos nobres de Londres o rei rebelou-se contra a Carta ... o que colocou a Inglaterra em uma guerra civil.
João sem Terra morreu durante a guerra, em outubro de 1216.
Seu filho, Henrique III, tornou-se rei.
Quando atingiu a maioridade em 1225, rompeu com a Magna Carta, mas, ao final do seu reinado havia aceitado uma versão menor.
Após a morte de Henrique III, em 1272, a Magna Carta já tinha se incorporado ao direito inglês, o que tornaria mais difícil a um futuro soberano anulá-la.
Nessa altura o poder do Conselho (Parlamento) já era muito grande.
A Magna Carta concedia liberdades políticas a igreja e aos nobres, continha disposições que tornavam a igreja livre da ingerência da monarquia e submetia o rei a certas leis acerca do tratamento de oficiais da igreja.
Um dos artigos que maior importância teve ao longo dos tempos é o artigo 39:

"Nenhum homem livre será preso, aprisionado ou privado de uma propriedade, ou tornado fora-da-lei, ou exilado, ou de maneira alguma destruído, nem agiremos contra ele ou mandaremos alguém contra ele, a não ser pelo julgamento legal dos seus pares, ou pela lei da terra."

Essa era uma lei – para o rei obedecer !

Isso representou um freio ao poder do rei e foi o primeiro capítulo de um longo processo que levou a Inglaterra a adotar a Monarquia Constitucional Parlamentarista.
A versão de 1225 da Magna Carta foi o início da constituição britânica.

No reinado de Eduardo I (1272-1307), o Conselho feudal do rei se desenvolveu até se tornar oficialmente o Parlamento que no século seguinte se dividiu em duas câmaras - a dos Lordes e a dos Comuns.

Um outro episódio demonstra o poder do Parlamento já nessa época !
Eduardo II foi Rei de Inglaterra de 1307, sucedendo ao pai, até Janeiro de 1327, quando foi obrigado pelo Parlamento a abdicar em favor de Eduardo III.

O episódio seguinte foi um conflito dinástico entre famílias que levou a Inglaterra a mais uma guerra civil, a Guerra das Duas Rosas (1455-1485), no final dessa guerra a dinastia Tudor foi instaurada.


6.4.4.2 - Henrique VIII, o rompimento com o Vaticano e a criação da Igreja Anglicana.

Henrique VIII, foi o segundo rei da Dinastia Tudor, que reinou entre 1509 e 1547, venceu em 1513 os franceses e logo depois os escoceses.
Catarina de Aragão, filha do rei da Espanha foi sua primeira esposa, lhe deu seis filhos, mas só uma, a futura Maria I, atingiu a idade adulta.
Desejando um filho e apaixonado por Ana Bolena, o rei pediu ao Papa o divórcio, que lhe foi negado, a Espanha era a maior aliada do Vaticano, Henrique VIII rompeu com o Papa e fundou a Igreja Anglicana, cristã, porém rejeitando a autoridade do Papa, o rei era o chefe da nova igreja.
Thomas Cromwell, conde de Essex, foi o principal administrador de Henrique VIII, executou as mudanças revolucionárias que ocorreram a partir de 1530 - a ruptura com Roma e a dissolução dos mosteiros, ampliação do Parlamento, principalmente da Câmara dos Comuns, como também a criação de uma nova estrutura burocrática.
Henrique VIII condenou e executou membros da igreja católica, dentre as execuções a mais famosa foi a de Thomas More, que depois a igreja tornou santo.
Todas as propriedades do Papa na Inglaterra foram confiscadas.
Isso deu início a uma guerra não declarada entre o Vaticano e a Inglaterra a partir de 1530.

***

A Espanha católica era aliada do Papa e iniciou uma longa campanha militar contra a Inglaterra.
Elizabeth I (1533-1603), filha de Henrique VIII, aliou-se aos protestantes na Holanda espanhola. Seus navios derrotaram a Invencível Armada espanhola em 1588 evitando a invasão da Inglaterra, este foi um fato histórico decisivo para a história da Europa.
Elizabeth também conquistou a Irlanda em 1603.

6.4.4.3 – A dinastia Stuart

A ascensão ao trono inglês do rei escocês Jaime I (1603-1625), uniu as coroas da Inglaterra e da Escócia, dando início a dinastia Stuart.
Porém, os puritanos, a ala protestante da igreja inglesa, estava insatisfeita com a ala católica, e uma luta sangrenta parecia inevitável.
O desfecho disso foi a “Conspiração da Pólvora”.
A Conspiração da Pólvora foi uma tentativa mal sucedida de um grupo de católicos para assassinar Jaime I e toda sua família, alem de toda a ala protestante em um único ataque durante a cerimônia de abertura do Parlamento.
A intenção era explodir o parlamento durante uma sessão na qual estariam presentes o rei e todos os parlamentares utilizando trinta e seis barris de pólvora colocados sob o assoalho do Parlamento.
Guy Fawkes, especialista em explosivos cuidaria dessa parte.
Os conspiradores católicos eram liderados por Robert Catesby.
O subsolo da Casa dos Lordes tinha sido enchida com 36 barris de pólvora.
Os conspiradores notaram que a explosão poderia matar inocentes, e enviaram avisos para que alguns deles mantivessem distância do Parlamento no dia do ataque.
Para azar deles um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, todos os conspiradores foram presos e executados.

Outras tentativas para matar Jaime I foram feitas, como a “Conspiração do Adeus”.
Em todas, a luta foi religiosa, considerada como uma Contra-Reforma inglesa.

Durante o reinado subsequente de Carlos I, entre 1625 e 1649, enfrentaram-se o rei católico, e o Parlamento, onde existiam muitos protestantes, que insistiam em manter a independência.
Pouco depois de subir ao trono Carlos I casou-se com uma princesa francesa católica, ato que desgostou os puritanos protestantes, que eram um terço do Parlamento.
Carlos I tinha como comandante George Villiers, primeiro duque de Buckingham.
Desde Jaime I o Parlamento desconfiava de Buckingham, depois de uma desastrosa incursão na França, o Parlamento demitiu Buckingham em 1626.
Carlos I considerou essa decisão como uma ofensa pessoal, e dissolveu o Parlamento.
Um novo Parlamento foi eleito em Março de 1628, Oliver Cromwell foi um dos eleitos, através dos votos dos seguidores de sua seita puritana protestante.
Em Junho, o rei decretou uma Petição dos Direitos com diversas exigências.
Carlos I também tentou implantar outros meios para recolher impostos, um deles foi o imposto “ship money” cobrado nos portos do país.
O imposto não foi aprovado pelo Parlamento.
Carlos I dissolveu o Parlamento e durante uma década reinou sem Parlamento.
Essa política revelou-se desastrosa, especialmente quando foi declarada a “Guerra dos Bispos” contra a Escócia em 1639.


6.4.4.4 - A questão religiosa no reinado de Carlos I

A religião na Inglaterra, desde Henrique VIII, e muito acentuada por Izabel I, era composta por uma única igreja estatal que conseguia congregar todos os cristãos, que se mantinham unidos devido a uma tolerância entre as facções, que ao mesmo tempo assumiam princípios moderados, próximos de Roma (o poder dos bispos), dos puritanos (liturgia sem luxo) e tendo o rei como chefe supremo.
Porém, Carlos I deu grande poder ao arcebispo William Laud e o nomeou Arcebispo de Canterbury...
Os puritanos da Igreja Anglicana viram nisso uma forte tendência de supremacia da Igreja Católica
Aconselhado pelo arcebispo William Laud, Carlos I optou por uma Igreja Anglicana mais pomposa.
Os puritanos acusaram Laud de tentar reintroduzir o catolicismo na Inglaterra.
Laud mandou prender e torturar John Bastwick, Henry Burton e William Prynne que tiveram suas orelhas cortadas o que acirrou os ânimos.
Carlos I e Laud exigiram que a liturgia da Igreja Anglicana fosse celebrada com todas as cerimônias e vestimentas constantes do livro de oração comum que instituíram.
E para complicar ainda mais quiseram implantar o livro comum na Escócia...
Carlos I e o arcebispo Laud achavam que para a unificação da Escócia e da Inglaterra teriam que introduzir uma Bíblia comum.
Em 1638, os escoceses reagiram de maneira brutal, fizeram uma guerra contra a Inglaterra e expulsaram os bispos católicos da Escócia.
Essa guerra foi chamada de “Guerra dos Bispos”, que foi perdida por Carlos I de forma humilhante.

Devido ao confronto religioso entre puritanos (protestantes) e católicos, que vinha se desenvolvendo a muito tempo, a guerra civil subsequente que destituiria Carlos I do poder, é conhecida como “Revolução Puritana”.

É esta revolução que os marxistas querem taxar como “revolução burguesa” ...
Uma coisa sem sentido lógico e histórico, os acontecimentos na Inglaterra, como narramos até agora, eram resultado de uma luta pelo poder entre católicos e protestantes tendo a monarquia como pêndulo.
E ainda mais, nesta época, não existiam burgueses na Inglaterra.


6.4.4.5 - A revolução Puritana

Ao término da Guerra dos Bispos, Carlos I havia assinado um tratado humilhante com a Escócia, ao qual, não pretendia cumprir, mas, que os escoceses não abriam mão, isso levou a um novo conflito, a segunda Guerra dos Bispos.
Para tentar derrotar os escoceses Carlos I teve a péssima ideia de convocar o Parlamento em Abril de 1640.
O Parlamento reunido se voltou contra Carlos I tentando barrar seus abusos de poder.
Um mês depois Carlos I dissolve novamente o parlamento ... este parlamento ficou conhecido como o "Parlamento Curto".
Mesmo sem ajuda do Parlamento o rei travou a segunda “Guerra dos Bispos” contra os escoceses em Outubro de 1640, e perdeu de forma mais humilhante ainda !
O tratado de Ripon exigiu que a Inglaterra pagasse todos os custos da guerra para os escoceses...
Como última saída Carlos I convocou novamente o Parlamento em Novembro de 1640, este agora foi denominado de “Parlamento Longo”.
Esse Parlamento, já cheio das lambanças de Carlos I, criou leis que lhe davam autonomia de se reunir sem a solicitação do rei !
E também foi feito um Ato que decretava que o Parlamento não mais podia ser dissolvido sem sua própria autorização.
Carlos I foi forçado a autorizar as execuções de Thomas Wentworth e de William Laud, foi forçado a declarar que alguns impostos eram ilegais, e as “Cortes da Estrela” e da “Alta Comissão” foram extintas.
Em Novembro de 1641 o Parlamento aprovou o “Grand Remonstrance” com várias denúncias de abusos praticados pelo rei.
Para aumentar a tensão os irlandeses, católicos se revoltaram, e surgiram suspeitas que Carlos I estava por trás disso.
Carlos I por influência da esposa católica tentou prender membros do Parlamento, mas, foi traído em seu plano, quando o rei entrou em Janeiro de 1642 com uma força armada no Parlamento para prende-los, eles já haviam fugido.
O uso da força contra o Parlamento criou uma cisão permanente entre o rei e o Parlamento.
A guerra civil estava iniciada.

Carlos I saiu de Londres para organizar um exército, as batalhas se iniciaram.
As forças do Parlamento comandadas por Oliver Cromwell venceram o conflito em Abril de 1646.
Carlos I foi preso em 1647 e foi decapitado em Janeiro de 1649 após ser julgado pelo Parlamento.

Carlos I foi declarado santo pelo Vaticano com o nome de São Carlos o Mártir !

O novo Parlamento expurgado foi chamado de “Rump Parliament”, acabou com a monarquia e com a Câmara dos Lordes, estabelecendo o Commonwealth (República) na Inglaterra.

Os poderes de Cromwell aumentaram muito após sua vitória sobre a Irlanda e a Escócia, e em 1653 Cromwell fechou o Parlamento, e assumiu o poder com o título de Lorde Protetor da República da Inglaterra, Escócia e Irlanda.
Na verdade ele implantou uma ditadura militar onde a vontade religiosa puritana dominava.
Cromwell faleceu em 1658, seu filho tentou assumir o poder mas foi derrotado e a dinastia Stuart foi restaurada pelo Parlamento.
Carlos II, filho de Carlos I ocupou o trono em 1660, porém, com poderes reduzidos.


6.4.4.6 - O desfecho dos acontecimentos na Inglaterra.
A Revolução Gloriosa.

A situação política no Reino Unido ainda permanecia incerta, o poder dos protestantes no Parlamento era muito grande, porém, o rei ainda era católico.
Com a morte de Carlos II em 1665 assumiu o poder como rei seu irmão, Jaime II, reinou no meio da luta pelo poder entre católicos e protestantes.

Jaime II era abertamente católico (Carlos II havia permanecido moderado), deu início a uma maior tolerância aos católicos e organizou um exército permanente, o que provocou receios entre os protestantes e membros do Parlamento.
O rei tinha uma filha, Maria, que seria a herdeira, e era protestante.
Mas, em 1688 o rei teve um filho, James, o que dava condição para a dinastia Stuart católica de permanecer no poder.
Os dois partidos do Parlamento, Tory e Whig, se uniram contra o rei com a intenção de o depor e colocar em seu lugar a filha, que a essa altura era casada com Guilherme de Orange, holandês, também protestante, e que estava em guerra com a França.
Guilherme e Maria desembarcaram na Inglaterra em 1688 com um grande exército.
O exército do rei não fez frente a invasão, e Jaime II fugiu para a França.
Em 1689 o Parlamento decretou a abdicação de Jaime II e o trono foi outorgado a Maria e Guilherme, que aceitaram.
Guilherme foi coroado rei com o título de Guilherme III.
A tensão perdurou por uns tempos, acontecendo algumas batalhas entre defensores do catolicismo e protestantes, a revolta nas Highlands escocesas foi vencida, e após a vitoria protestante na batalha de Boyne, Jaime II que estava na Irlanda fugiu em definitivo para a França.

Essa foi a vitória final do Parlamento sobre a monarquia no Reino Unido.
Foi também a vitória final dos protestantes sobre os católicos ma Inglaterra.

O Parlamento votou o “Bill of Rights” em 1689, que proibia o retorno da monarquia a um católico e acabou com o absolutismo real na Inglaterra para sempre.
Dai para frente o poder político na Inglaterra estava nas mãos do Parlamento, com as suas duas Casas, a dos Lordes e a dos Comuns.

O Parlamento aprovou em 1701 o “Act of Settlement the Bill of Rights” que instituiu uma nova dinastia protestante no Reino Unido, a dinastia Hannover.
Em 1707 foi instituído o “Union Act” que unia a Inglaterra, a Escócia e a Irlanda e formava o Reino Unido.
A partir dai o Reino Unido se tornou uma Monarquia Constitucional Parlamentarista, uma democracia parlamentarista que permanece até os dias atuais.


6.4.4.7 - Conclusão

Está é a historia da Inglaterra.
Uma história marcada pela luta religiosa entre católicos e protestante, uma luta inicialmente contra a influência de Roma sobre a Inglaterra e depois uma luta entre forças internas na ilha, ingleses, irlandeses e escoceses, sempre tendo como motivos a disputa religiosa e o desejo de independência do Parlamento em relação a monarquia.

O resultado foi excelente !
O Reino Unido tornou-se, a partir de 1707, uma democracia livre e politicamente liberal que iria dar início a uma era de liberdade e progresso para a humanidade com a libertação dos escravos, a Revolução Industrial e o Liberalismo Econômico.

Não existiu na história da Inglaterra nenhuma “revolução burguesa”, isso não passa de mais uma invenção mentirosa do marxismo.


6.4.5 – A revolução francesa.

6.4.5.1 - Formação da França, Dinastias da Idade Média e da Idade Moderna.

A França a partir da sua formação como nação em meados da Idade Média, no Feudalismo, até o início da Idade Moderna e do Mercantilismo, teve 3 dinastias feudais:

Dinastia Carolíngia: 843 - 987
Dinastia Capetiana: 987 - 1328
Dinastia de Valois: 1328 - 1589

Os últimos reis da dinastia Valois foram:

Francisco I, 1515 - 1547
Henrique II, 1547 – 1559
Francisco II 1559 - 1560
Carlos IX 1560 - 1574
Henrique III 1574 – 1589.

A “Guerra dos 3 Henriques” colocou no poder a dinastia dos Bourbons e deu início ao Absolutismo na França.

Dinastia dos Bourbons

Henrique IV 1589 - 1610
Luís XIII 1610 - 1643
Luís XIV 1643 - 1715
Luís XV 1715 - 1774
Luís XVI 1774 - 1793.

Após isso temos:

Primeira República
Diretório, 1793 - 1804
Napoleão Bonaparte 1804 - 1814

Dinastia de Bourbon restaurada:
Luís XVIII 1814 - 1824
Carlos X 1824 - 1830
Henrique V 1830 - 1830
Luís Filipe I 1830 - 1848

Segunda república

Casa de Bonaparte restaurada:
Napoleão III 1852 - 1870

Terceira República


6.4.5.2 - A França e o Absolutismo Mercantil

No início do século XVI, os reis franceses já estavam com o poder consolidado, tal poder em grande parte dependeu da influência do Vaticamo que era a “eminência parda”.
Os reis absolutistas incentivaram o comércio mercantil e a produção nas colônias, bem como a extração vegetal e mineral nas colônias.
Era das colônias do Caribe que vinham para a França a maior parte dos produtos agrícolas para consumo em Paris e para comércio.
Porém, já no século XVI, a Igreja Católica, o poder por trás da realeza, se viu confrontada com os protestantes advindos da Reforma feita por Lutero.
A partir de meados do século XVI a França foi envolvida em guerras religiosas que se intensificaram no governo de Carlos IX, envolvendo protestantes e a nobreza católica.

Um dos episódios desse conflito foi a noite de São Bartolomeu, 24 de agosto de 1572, quando milhares de protestantes foram massacrados em Paris.

A luta continuou em seguida com a Guerra dos 3 Henriques.
Essa guerra envolveu grandes famílias aristocráticas que dominavam a França.
Os católicos eram chefiados pelo rei Henrique III da dinastia de Valois e pelo Duque Henrique de Guise.
Os protestantes eram liderados por Henrique de Navarra e Bourbon.
Henrique III foi o responsável pela morte de Henrique de Guise e, devido a isso, foi assassinado por um fanático católico.
Com o assassinato do rei, em 1589, subiu ao trono Henrique de Navarra e Bourbon, com o título de Henrique IV (1589-1610), que para ser coroado aceitou converter-se a religião católica.
Esta data é o marco do fim do Feudalismo na França e do início do Mercantilismo colonial e do Absolutismo na França.

Em 1598, foi publicado o Edito de Nantes, concedendo liberdade religiosa aos protestantes e acesso aos cargos públicos.
No setor econômico, destacou-se o ministro Sully (protestante, convertido para católico) que incentivou a agricultura e a colonização, adotando medidas mercantilistas.

No reinado de Luís XIII (1610-1643), o estado absolutista francês consolidou-se.
Seu ministro, o cardeal Richelieu, reduziu ainda mais o poder dos nobres e acabou com todas as limitações a autoridade do rei.
Richelieu perseguiu os protestantes derrotando-os definitivamente, reforçou o exército e criou o cargo de “intendente”, para fiscalizar os governadores das províncias.
A nobreza francesa foi se adaptando à centralização, pois seus privilégios, como as isenções de impostos, a prioridade na ocupação de postos no exército e na administração, continuaram assegurados.

A nobreza francesa que até 1589 era feudal e tinha o poder político, a partir dai perdeu seu poder feudal e político, mas, continuou nobreza, continuou tendo privilégios, e junto com o clero católico, não tinham mais o poder político, agora nas mãos do rei, mas, estava junto ao poder.
O povo, continuava a mercê das decisões do rei, da realeza e do clero.

Devemos acrescentar um fato importante, a partir de então (1600), com o mercantilismo, com o comércio, surgiram “novos ricos” que não eram nobres, porém, podiam comprar títulos de nobreza, e compraram, desta forma, tais comerciantes, que são chamados de “burgueses” pelo marxismo, não fizeram nenhuma “revolução burguesa” para participar do poder na França, simplesmente compraram títulos de nobreza e tornaram-se nobres !
Assim, o poder na França estava com o rei, apoiado pelos nobres (nobres hereditários e comerciantes ricos que compraram título de nobreza) + o clero, contra o povo.

0 absolutismo francês atingiu o auge no reinado de Luís XIV (1643-1715), denominado o "Rei Sol".
Durante a sua menoridade, o governo foi exercido pelo primeiro-ministro Cardeal Mazarino.
A partir de 1661, com a morte de Mazarino, o monarca exerceu pessoalmente o poder, sem admitir qualquer contestação.

Seu sucessor, Luís XV (1715–1774). escolheu o cardeal de Fleury (1726-1743), para ser primeiro-ministro.
Após a morte de Fleury, em 1743, Luís XV - decidiu governar sem primeiro-ministro, mostrou ser um rei fraco, que reduziu o prestígio da França perante o povo e perante a Europa.
A Guerra dos Sete Anos (1756-1763) resultou na perda das possessões na Índia e no Canadá.
A extravagância da corte e o alto custo de guerras corroeram as finanças da França.
Para complicar ainda mais Luís XV levou a cabo uma dura perseguição aos protestantes.
A rivalidade com os Habsburgo (Áustria) e as necessidades impostas pela expansão marítima completaram a ruína financeira da França.

Quando Luis XVI (1743–1792), subiu ao trono, as finanças da França não se encontravam numa situação favorável, e assim permaneceram até a eclosão da Revolução Francesa.
Luis XVI escolheu para seus ministros homens de talento como Turgot, Saint-Germain, Malesherbes.
Porém, sobre pressão da nobreza, teve que destituir seus ministros reformistas em 1776, substituindo-os por Necker.
As mudanças nos impostos que Necker sugeriu (cobrar impostos da nobreza e do clero), foram o estopim para a Revolução Francesa.


6.4.5.3 - A Revolução Francesa

Em 1780 a população da França tinha crescido para 25 milhões, sem um correspondente aumento na produção de alimentos.
Os agricultores em torno de Paris consumiam mais de 80% do que eles produziam.
A agricultura era 3/4 da economia, mas estava bem atrasada em comparação com a agricultura do Reino Unido e da Holanda, e foi ainda onerada pela reimplantação de taxas do regime feudal.
A industria têxtil, que já era inexpressiva, sofreu grande declínio em 1780 na França.
A importação de têxteis britânicos, mais baratos e de melhor qualidade que o francês, gerou desemprego entre os tecelões franceses.
A cidade de Paris tinha uma população de aproximadamente 650 mil pessoas, muitos deles sem empregos regulares.
O governo gastava metade das suas receitas para cobrir dívidas de aristocratas.
Alem dessa situação caótica, a Igreja Católica, o maior latifundiário do país, voltou a cobrar um imposto feudal sobre a produção agrícola conhecido como o “centavo” ou “dízimo”.
Isso piorou a situação do povo.
Também existia muito pouco comércio interno e grandes barreiras alfandegárias.
Em virtude dessa situação difícil para a população e para o reino, Luis XVI, por orientação de seu ministro Necker, quis estender a tributação também para a nobreza e para a igreja católica.

Com isto em mente, e almejando outras reformas (tais como a eliminação de barreiras tarifárias internas), o rei, em fevereiro de 1787, convocou um órgão consultivo dos nobres e clérigos, chamado Assembléia de Notáveis.
A nobreza e o clero reunidos nessa Assembleia não concordaram com a taxação de seus rendimentos...
Em virtude disso o rei convocou um órgão consultivo maior, os Estados Gerais, composta por membros da Igreja (Primeiro Estado), da nobreza (Segundo Estado), e todos as outros, o povo (Terceiro Estado).

Para fazer frente a essa ameaça de taxação sobre eles, os nobres e a igreja católica começaram uma campanha de intrigas contra o rei na corte de Versalhes e na França em geral, divulgando panfletos subversivos.
O “Clube dos Trinta” foi o grupo mais expressivo deles, e que teve grande importância na instigação da população contra o rei e contra seu ministro Necker.

O “Clube dos Trinta”, foi um grupo de nobres, clérigos e liberais de Paris (ver descrição dos principais membros mais abaixo).

A eleição de 1789 elegeu para os Estados Gerais 1201 delegados, sendo 291 nobres, 300 clérigos e 610 membros do Terceiro Estado.

A situação porém, fugiu ao controle dos nobres e clérigos !
O Terceiro Estado (povo), que era maioria em número de pessoas, começou a pleitear a mudança do tipo de votação dos Estados Gerais (que era apenas por Estado, o que dava sempre a decisão para os nobres e clérigos).
Essa maioria foi efetivada em Julho de 1789 com a criação da Assembleia Nacional, onde o voto não era mais “por Estado”, mas passou a ser individual !
Estava perdido o poder dos nobres e clérigos na França !
Essa foi a real revolução.

O rei tentou fechar a Assembleia, mas ela continuou, dizendo que não cessaria até fazer uma Constituição.

Depois vieram:
- a tomada da Bastilha.
- a marcha de mulheres contra Versalhes.

Após a Constituição, a Assembleia acabou com todas as ligações da Igreja Católica com o estado e confiscou todas terras da igreja em 1790.
O que a Inglaterra fez em 1530, a França fez em 1790, 260 anos depois, esta era a medida do atraso entre a Inglaterra e a França.
Vemos que a real Revolução Francesa, não mexeu com o poder do rei !
Mexeu, principalmente, com o poder da igreja.
Porém, aconteceu um evento que mudou o curso da revolução, a Batalha de Valmy.

A Batalha de Valmy ocorreu em 1792, foi decisiva para a matança subsequente ... foi uma tentativa de derrubada da Assembleia por membros da nobreza emigrada, com auxílio da Áustria.
O exército francês liderado por Robespierre, Marat e Danton (que nada tinham de “burguesia”), 3 figuras desconhecidas até então, combateu os invasores, os derrotou e acusou o rei de traição.
O resultado foi a proclamação da república pelos revolucionários (tendo como líderes Robespierre, Marat e Danton), e posteriormente a condenação de Luís XVI à morte na guilhotina.

Com a República, os jacobinos de Robespierre tomam o poder e executam a conhecida matança da revolução francesa (18000 a 40000 condenados a morte), onde a totalidade dos líderes foi também guilhotinada ou assassinada, cada um a seu tempo...
Este fato deveria ser um memorável exemplo para os “revolucionários” do mundo !


6.4.5.3 - Clube dos Trinta

Foi a designação do órgão diretivo de um autodenominado “movimento patriota” constituído no início de 1788, que conspirou contra Jacques Necker, ministro das finanças de Luís XVI, e que veio a ter – sem querer, pois a intenção era outra - um papel importante no desenrolar da revolução francesa.
Integraram este Clube, desde o início as seguintes pessoas:

Membros do Segundo Estado (nobres):
Duque de Montmorency-Luxembourg,
Duque de Biron,
Marquês Condorcet,
Visconde de Noailles,
Conde de Castellane,
Conde de Mirabeau,
Marquês de La Fayette (militar),
Marechal Beauveau (militar),

Membros do Primeiro Estado (clero):
bispo Talleyrand,
bispo Louis,
bispo Sieyès,

Membros do Terceiro Estado (povo):
Duport (advogado).
Lacretelle (advogado),
Dupont de Nemours,
Freteau,
Lepeletier Saint-Fargeau.

Deste "Clube dos Trinta" saíram muitos dos panfletos e brochuras que inflamaram os espíritos contra o rei nas vésperas da Revolução francesa.
Porém, o tiro saiu pela culatra, nobres e clérigos foram os maiores perdedores na revolução francesa.
Se tivessem concordado com o rei Luis XVI, e permitido uma taxação de seus rendimentos, não teriam perdidos suas posses e cabeças !


6.4.5.4 - Conclusão

A conclusão é que quando o marxismo atual diz que a Revolução Francesa foi uma “revolução burguesa”, o marxismo está dizendo uma mentira.
Os comerciantes que ficaram ricos com o mercantilismo, que são chamados de “burguesia” pelo marxismo, já haviam se incorporado ao poder na França a partir de 1589 (fim do Feudalismo na França) sem luta alguma, apenas comprando títulos de nobreza !
No século XVII a nobreza na França passou a ser composta pelos nobres hereditários e pelos comerciantes ricos que compraram títulos de nobreza.
Em 1789 quando da revolução francesa, os privilégios ainda estavam nas mãos dos nobres e da igreja católica, tais privilégios foram ameaçados por Luis XVI, que forçado pela crise financeira e penúria do povo, quis cobrar impostos nos rendimentos de nobres e da igreja ... o que é claro, desagradou profundamente a ambos !
A causa da revolução francesa foi exatamente essa – a agitação e subversão praticada pelos nobres e clérigos contra o rei e seu ministro Necker ... que forçou o rei a tomar a péssima decisão de convocar os Estados Gerais ... uma instituição feudal, que já não mais servia para os tempos atuais.
Com os Estados Gerais em funcionamento, o povo (Terceiro Estado), virou a mesa e mudou o sistema de votação para individual, o que lhe deu o poder decisório.
Mas, esse poder agora nas mãos do povo, não afetou o rei de imediato, e nem iria afetar, se não tivesse acontecido a invasão da França por defensores da realeza com a ajuda da Áustria !
Na guerra que sucedeu, com desfecho final na Batalha de Valmy, 3 figuras até então inexpressivas, Dalton, Marat e Robespierre foram introduzidos no cenário político, no comando do exército popular francês, e vencedores, assumiram o poder na Assembleia, e pior ainda, em seguida, o partido jacobino com seu louco líder (Robespierre) a frente, assumiu o poder na França, e deu início a conhecida matança.
O período com o povo no poder foi curto, em seguida veio o “imperador” Napoleão, e depois a dinastia Bourbon voltou ao poder, onde permaneceu até 1848.

Aconteceu ainda um último suspiro da realeza com Napoleão III (1848–1870), que terminou em 1870 com a proclamação da Terceira República, onde finalmente a França, muito tardiamente, terminou o período histórico mercantil absolutista, coisa que a Inglaterra já havia feito em 1707.
Só ai a Revolução Industrial, a democracia e o Liberalismo Econômico chegaram definitivamente na França, a partir de 1870, com 163 anos de atraso em relação a Inglaterra.


6.5 - Teoria do Valor Trabalho, "exploração" e mais-valia.

Marx tirou a “sua” teoria da exploração advinda da propriedade privada das ideias de dois pensadores originais Sismonde e Proudhon.

Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865)

Foi o principal pensador francês de sua época.
Seu primeiro trabalho, de 1840, teve um título sugestivo, "Qu'est-ce que la propriété ?" (O que é a propriedade ?), e nele Proudhon afirma - "A propriedade é um roubo".
Nessa obra ele critica a propriedade privada. Sustentava que a exploração da força de trabalho de um trabalhador era um roubo e que cada pessoa deveria ter o domínio dos meios de produção em que trabalhasse.
Qualquer semelhança disso com as posteriores falas de Marx – não é mera coincidência.
Proudhon nunca deu um “nome” a exploração do trabalhador pela propriedade privada como Marx fez dando o nome de “mais-valia” para a exploração, porque Proudhon não era um demagogo criador de slogans e não iria criar mentiras para uma coisa que ele sabia ser indeterminada e não sujeita a equações matemáticas.
A “mais-valia” de Marx é exatamente o que Proudhon expôs em seu livro.

Em 1842 Proudhon publicou "Avertissement aux propriétaires" (Advertência aos proprietários) e foi processado, no entanto foi absolvido.

Karl Marx conheceu Proudhon em Paris em 1844, e como sempre fazia com pensadores originais, ficou amigo dele e se inteirou de sua teoria, foi nessa época que Marx também conheceu a Mikhail Bakunin, que era amigo de Proudhon.

Em 1845, em seu livro “A família sagrada”, Marx faz elogios a Proudhon, enquanto metia o pau nos jovens filósofos alemães (Jovens Hegelianos).

Em 1846 Proudhon escreveu "Système des Contradictions Économiques", ou "Philosophie de la Misère" (Sistemas de Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria).
Nesta obra ele critica o autoritarismo comunista e defende um estado descentralizado.
Marx, que já havia se inteirado na intimidade das ideias de Proudhon, aproveitou essa obra para romper com ele e passou a criticá-lo violentamente por toda a vida.
Até quando da morte de Proudhon (1865) Marx fez uma crítica no obituário !
Em 1870 quando da guerra franco-prussiana, como foi mostrado já neste livro (carta de Marx para Engels), Marx ainda se preocupava e odiava a supremacia das ideias de Proudhon na França e na Europa !

Proudhon nunca deu importância para Marx nem entrou em polêmica com ele, Marx ficou falando sozinho.

A obra de Proudhon (Philosophie de la Misère) não era para Marx é claro !
Era para os trabalhadores da Europa.
Mas, Marx fez questão de “responder” a Proudhon, e fez um texto em 1847 a que deu o nome sarcástico de “Misère de la Philosophie” (Miséria da Filosofia), onde faz maledicência contra Proudhon.
Marx neste seu texto tem a coragem de acusar Proudhon de ser burguês !

Proudhon era um revolucionário de fato, participou ativamente da revolução de 1848 em Paris, não era como Marx que apenas instigava mas nunca participava.
Proudhon ficou preso por mais de dois anos.
As idéias de Proudhon, um verdadeiro revolucionário, que veio de meio humilde, se espalharam por toda a Europa por décadas até depois de sua morte, influenciando os trabalhadores e os movimentos sindicais, o que provocou ainda mais a inveja e o ódio de Marx contra ele.
Desta forma, tomamos conhecimento que a ideia da exploração advinda da propriedade privada é de Proudhon, Marx apenas “usou” tal ideia e maliciosamente criou um slogan fictício (mais-valia) para o que Proudhon havia teorizado.

Jean-Charles Léonard Sismonde (1773-1842).

Historiador e economista suíço.

Obras:
De la Richesse Commerciale, 1803.
(Da riqueza comercial).

Nouveaux Principes d'Économie Politique ou De la Richesse dans ses Rapports avec la Population, 1819.
(Novos Princípios de Economia Política ou Riqueza e suas Relações com a população)

Études sur l'Économie Politique, 1837.
(Estudos de Economia Política)

Marx “usou” muitos dos princípios contidos na segunda obra de Sismonde (Novos Princípios de Economia Política) em “sua” proposição de que a produção em larga escala de mercadorias levaria a pobreza aos proletários.
Sismonde em suas obras critica a livre concorrência defendida por Smith, apesar de adotá-lo inicialmente.
Fala também dos males da industrialização e das crises de superprodução advindas dela.
Defende a construção do socialismo e a crítica aos liberais a partir das teses da economia ricardiana (igual Marx).
Opta pelos conflitos de interesses à negociação (igual Marx), defendendo que o aumento da produção gera o aumento da miséria !
Como vemos, a teoria das “crises do capitalismo” provenientes da superprodução, é de Sismonde e não de Marx...
A não aceitação de negociação e a absurda opinião de que o aumento da produção de mercadorias iria trazer a miséria, também é de Sismonde, e não de Marx.

O que Marx fez, tanto com a teoria de Proudhon como com a de Sismonde, foi colocar uma roupagem ideológica nelas, criando slogans para as multidões gritarem e dando novos nomes para a mesma ideia.


6.5.1 – Teoria do Valor Trabalho.

A Teoria do Valor foi originada em Adam Smith e posteriormente aprofundada por David Ricardo.
Hoje em dia vemos uma infinidade de textos dando a entender que a Teoria do Valor é de Marx, mas, isto é só mais uma mentira do marxismo atual.
Marx partiu do que Smith e Ricardo haviam dito sobre o que vem a ser “valor” para chegar a sua exploração da "mais-valia".
Que como mostramos é uma teoria que ele pegou de Proudhon.


6.5.1.1 - O que vem a ser “valor” ?

Tanto para os clássicos Smith e Ricardo, como para Marx que os adotou, o valor é dividido em “valor de uso” e “valor de troca”.
Vejamos o que dizem eles:

Valor de uso.
É caracterizado pela utilidade da mercadoria para o ser humano usar.
O valor de uso tem relação com qualidade e com a utilidade da mercadoria para o ser humano.
Exemplo – água, grande valor de uso.

Valor de troca
É determinado no instante da troca de mercadorias no mercado.
O valor de troca tem relação com quantidade.
Exemplo: diamante, grande valor de troca.

Fazemos uma ressalva importante aqui, nenhum dos clássicos fundamentou cientificamente essas definições.
Apenas afirmaram que era dessa forma sem jamais comprovarem sua veracidade.

Porém, tais conceitos são indeterminados, como se poderia determinar qual seria o "quantum" de valor de uso no valor de troca de um quilo de carne que tenha sido vendido pelo preço de 20 reais ?
Alem de que, apesar do trabalho do açougueiro em preparar a carne ser quantitativamente o mesmo, o valor de troca de um quilo de picanha é muito maior do que o valor de troca de um quilo de alcatra !
Só com esse fato, poderíamos parar por aqui na tarefa de mostrar a imprecisão da "teoria do valor trabalho" e de tais definições, mas, continuemos...

Tais conceitos são inúteis...
Uma infinidade de variáveis atuam na formação do valor que as pessoas dão para uma determinada mercadoria, apesar de ela continuar tendo o mesmo valor de troca.
Uma mesma camiseta em uma loja A, com o mesmo valor de troca no mercado, pode ser para uma pessoa "aquela" camiseta, com grande valor de uso (pode ser uma "picanha"), e para outra pessoa pode ser apenas uma camiseta normal (um simples "alcatra"), com valor de uso pequeno, entretanto, o valor monetário que elas irão pagar pela camiseta é o mesmo !
Se formos levar em conta o que diz a teoria, a pessoa que dá grande valor de uso para a camiseta deveria ser premiada com um valor de troca maior !
O "valor de uso" maior deveria ser incorporado ao valor de troca.
Tal qual a picanha e a alcatra... mas, neste caso, isso não acontece.

Porém, podem acontecer outras coisas.
Na loja A, a mesma camiseta pode estar com valor de troca de 25 reais, e na loja B vizinha, pode estar com valor de troca de 30 reais.
Então, neste caso, existe um terceiro valor em jogo !
Tal valor alterou o valor de troca da mercadoria.
E não é valor de uso, uma vez que nenhum dos lojistas vai usar a camiseta !
Que valor então determinou a alteração do valor de troca de uma loja A para outra loja B para a mesma mercadoria ?
Podemos chamar este terceiro valor de "valor necessário", que também é totalmente aleatório, depende da necessidade de uma das partes em efetuar a troca.
Ou seja, no mundo real tais conceitos não tem significado ativo, são inúteis.


6.5.1.2 - A interpretação e a intenção de Marx.

Dizia Marx - o valor de troca representa mais o que as mercadorias têm em comum do que suas qualidades.
Porém, o que é que elas tem em comum que possibilita a ocorrência dessa troca ?

E Marx responde - esse valor comum é o custo de produção.
Segundo Marx, em sendo o trabalho a força motriz dessa produção, esse custo só pode ser medido pela quantidade de trabalho que foi gasta para fazer a mercadoria.
Só que, marxista algum jamais conseguirá explicar, segundo essa alegação de Marx, por que o valor de troca de um quilo de picanha é maior que o valor de troca de um quilo de alcatra se o trabalho do açougueiro em cortá-los é o mesmo ?!
Diante deste fato, a conclusão de Marx é inócua.

Na verdade, Marx não se importa com o tipo de trabalho gasto, por exemplo, para costurar uma camisa ou confeccionar uma ferradura.
Esse é trabalho "concreto" e é muito diversificado para dar a medida de valor que ele buscava, dizia Marx.
Marx então propôs que para encontrar essa medida devemos abstrair (tirar fora da análise) o trabalho concreto e ficar apenas com um suposto trabalho “abstrato” !

Difícil imaginar que outro tipo de trabalho existiria na confecção de uma ferradura se retirarmos o trabalho do ferreiro em faze-la ... e, que outro valor existiria se retirarmos o valor de uso que o cavaleiro acrescenta a um cavalo com ferraduras !
Estamos neste caso saindo do mundo real e entrando no mundo "abstrato" marxista...

Para concretizar esse absurdo Marx "filtra" e generaliza o trabalho (ele consegue isso eliminando todo o trabalho concreto e todo o valor de uso na sua análise e ficando apenas com a sua criação mágica), e tira um outro slogan do bolso do colete, "trabalho socialmente necessário"...

Como Marx poderia querer fazer uma Teoria do Valor não levando em conta o fator mais decisivo na formação do valor - o valor de uso que cada pessoa dá a uma mercadoria ?

Mas, ai é que está o cerne da questão !
Marx não queria fazer uma Teoria do Valor !
Marx na verdade, não estava interessado em determinar o por que dos valores !
Ioda sua fala não passa de uma embromação.
Sua intenção tinha a ver com a sua ideologia, tinha a ver com o que ele já havia dito em 1848 no Manifesto ... ele já sabia de antemão o que ele queria encontrar !
Ele queria encontrar a “prova” para a sua afirmação já exposta em 1848 sem teoria alguma.
Ele queria dar uma explicação "teórica" para o capitalismo, desde que, ela se encaixasse na sua ideologia !
Queria encontrar um “motivo” que supostamente justificasse as “contradições do capitalismo” por ele já alardeadas.
Devido a essa intenção, é que ele diz que devemos “abstrair” ... ou seja, tirar fora tudo que possa impedir que se chegue ao objetivo predeterminado !

É como se fôssemos jogar um dado e quiséssemos que ele virasse no numero 3, para isso, faríamos um dado em que em todas as faces existissem o número 3 !

Marx não utilizou de método empírico ou psicológico na sua análise, o que seria plausível para um assunto que envolve a interação humana ... simplesmente igualou os valores de forma matemática e passou a utilizar a dialética, que é uma ferramenta subjetiva, sujeita opinião de quem a aplica.
Com isso Marx tirou fora (abstraiu) da sua "síntese dialética" grande parte das mercadorias que tem valor (deu uma “peneirada”, os “grãos” ruins que não passaram na peneira, foram jogados fora), por exemplo o carvão (um bem natural) não entra na sua análise, apesar de ter um valor de uso e de troca enormes na época, como é a natureza que fornece o carvão, Marx o tira da analise... Marx vai restringindo (abstraindo, tirando fora da análise) a gama de mercadorias até ficar com aquelas “mercadorias” que utilizam unicamente o trabalho !
Dai ficou fácil chegar onde ele queria !
O fator comum é o trabalho, concluiu ele !

Marx se recusa inescrupulozamente de justificar a exclusão de grande parte dos bens trocáveis de sua análise.
A única justificativa é que devemos "abstrair".
Como em tantas outras oportunidades, também aqui, Marx usa de sua incrível habilidade para mascarar os fatos e evitar que seus leitores percebam a ação fraudulenta que está praticando !

Aqueles que lerem as primeiras páginas do Volume I de O Capital de forma crítica, irão perceber facilmente que na sua busca do “algo comum”, Marx vai excluindo um a um os fatores indesejáveis sem nenhuma fundamentação científica que justifique tal ação !
Para isso ele "preparou" o leitor logo no início do livro com uma frase de efeito sobre o que seria a "mercadoria" para o capitalismo !
Com isso, o leitor já entra na leitura sob influência ideológica.
Se os leitores lerem de forma crítica vão perceber que Marx ignora (abstrai) do valor da mercadoria todo o valor de uso (como se ele não existisse), todo o trabalho concreto, e os bens naturais ... desta forma só poderia restar mesmo o tal "trabalho abstrato" na composição do valor !
A conclusão final de Marx é um embuste dialético, uma farsa literária.

Nas minhas pesquisas sobre o marxismo eu estou ficando cada vez mais convicto que Marx tinha plena consciência da farsa que estava praticando.
Porém ele tinha entrado em um caminho dogmático sem volta em 1848...
Ele acreditava na sua ideologia tal qual os fanáticos acreditam nos dogmas, e para fazer valer tal dogma, tudo era valido.

Mises também visualizou esse fato, e observou que mesmo já estando prontos os volumes II e III de O Capital, décadas antes de sua morte, Marx jamais quis editá-los em vida!
Não quis porque sabia da fragilidade de suas criações e não queria ser refutado em vida.

***

Alem destes fatos, temos mais um fato, não existem mais no mundo moderno as trocas diretas, não existe mais escambo no mundo moderno "capitalista".
O trigo não é trocado por ferro diretamente.

Não existe no mundo moderno "capitalista" a equação marxista:

trocador X entrega a mercadoria A = mercadoria B do trocador Y que lhe é dada em troca.

No mundo moderno capitalista o que existem são interações de compra e venda.
No mercado livre capitalista são feitas aquisições e não trocas.
E isso acontece através de um intermediário, o que invalida por completo a "equação" marxista.

O que existe são relações:

1 - mercadoria A é comprada por um intermediário I do fabricante F por um valor V1.
2 - mercadoria A é vendida por I a um comprador C por um valor V2.

São duas as operações e não uma !

E nessa transposição diversos fatores atuam para alterar o valor da mercadoria, fazendo com que tenhamos sempre V1 diferente de V2.
Essa é a natureza empírica do mercado livre capitalista que determina o valor das mercadorias (valor de troca), e não a suposição clássica e marxista de troca direta.

***

A título de curiosidade, vamos colocar a seguir trechos de "O Capital" onde Marx "abstrai" sobre o assunto:

"Como valores de uso, as mercadorias representam, acima de tudo, diferentes qualidades, como os valores de troca só diferem pela quantidade: não possuem portanto, qualquer valor de uso.
Entretanto, se prescindirmos do valor de uso das mercadorias elas só conservam uma qualidade: a de serem produto do trabalho."

Sim, claro !
Só restará o trabalho !
Mas, por que alguém normal faria isso ?

Por que alguém normal iria prescindir do valor de uso de uma mercadoria que pretende "trocar" ?
Por acaso alguém "troca" uma mercadoria pelo simples fato de alguém ter trabalhado para faze-la ?

Alguém "trocaria" um montinho de merda apenas porque alguém despendeu um trabalho em recolhe-lo e acondicioná-lo em uma caixinha transparente ?
Ahh ... talvez sim !
Algum marxista "trocaria" !
Para ficar olhando para o montinho de merda e imaginando o quão lindo é este conceito "dialético" de valor marxista.

"Ao prescindir de seu valor de uso, prescindimos também dos elementos materiais e das formas que lhes dão esse valor de uso.
Deixam de ser uma mesa, uma casa, uma garrafa de vinho, ou objeto qualquer.
Todas as suas propriedades materiais se hão evaporado."

Então caro leitor, segundo Marx, quando você "troca" uma garrafa de vinho no supermercado, ao chegar em casa e se preparar para saborear o delicioso vinho dentro dela, você vai tomar conhecimento de que o vinho evaporou !
O vinho virou fumaça.
E pode não adiantar ir no Procon, porque se o atendente for marxista ele vai dizer que a realidade é essa mesma !
Quando a gente "troca" uma mercadoria ela evapora.

"O valor de troca nada mais é que uma determinada maneira social de expressar o trabalho gasto em um objeto e não pode, portanto, conter nenhuma matéria natural,"

Pronto !
Está decretado pelo deus ateu Marx que quando eu "troco" um bife de filé mignon no açougue, ele não contém nenhuma matéria natural, ele não contém nenhum sabor diferenciado das demais carnes ... eu o "troquei" no açougue por um valor de troca acima das demais carnes, simplesmente pelo fato que o açougueiro despendeu no corte da carne um "trabalho social" !
Existe coisa mais sem nexo que isso ?

E como qualquer pessoa normal (não marxista) pode constatar, o trabalho do açougueiro para cortar um quilo de carne, tais como, alcatra, colchão duro, músculo, acém, filé - é o mesmo !
Porém ao "trocarmos" um quilo de cada uma delas vamos verificar que o valor de troca é diferente !
Como podem ser diferentes se, segundo a conclusão de Marx, o que determina o valor de troca é o trabalho ?
O trabalho foi o mesmo !


6.5.1.3 - O verdadeiro “fator comum”.

Nem Marx nem os clássicos jamais se lembraram que em todas as mercadorias existe um outro fator na composição do valor - o imposto que o governo cobra.
Em um maço de cigarros, a maior parte do valor de troca, é imposto, chega a ser 97% desse valor !
Em um carro metade do valor de troca é imposto.
E o imposto existe em todas as mercadorias, por mais indireto que seja ele, ele sempre vai existir.
Então, o valor comum não é o custo de produção, pois existem mercadorias que não tem "custo de produção", o valor comum é o imposto.
O imposto existe tanto para o valor de troca da água mineral que é produzida pela natureza sem trabalho concreto na sua produção, como também existe para o valor de troca de uma camisa que necessita de trabalho concreto para produzi-la.
Esse fato desmonta a Teoria do Valor Trabalho marxista.
Sem precisar “abstrair” nada.

Quem explora não é o empresário, que também é um trabalhador, quem realmente explora é o governo, que sem colocar trabalho concreto algum no valor de troca das mercadorias, tira para si grande parte do valor de troca delas !
E como sabemos, o "governo" jamais retorna essa mesma quantia para a sociedade - os "do governo" fazem castelos e mansões milionárias para si próprios.

Com isso temos que a conclusão de Marx sobre o "valor comum" ser o "trabalho social", uma suposta entidade abstrata que jamais foi definida cientificamente, é uma embromação sem nenhuma base científica e onde as coisas somem sem deixar rastro e surgem outras do nada.


6.5.2 - Teoria da exploração.

A teoria da exploração marxista ignora a realidade humana e ignora a história.

No momento em que Marx escrevia, meados do século XIX, a humanidade havia acabado de libertar os escravos, foram milênios de escravidão, em muitos países o trabalho escravo ainda existia, na França existiu qté 1848, o ano do Manifesto, no Brasil, apenas terminou em 1888 !
Ou seja, até poucas décadas os trabalhadores trabalhavam como escravos e não por salários !
O formato moderno de trabalho assalariado surgiu com o Liberalismo inglês a partir de 1800, quando a Inglaterra libertou os escravos e pressionou outros países para que fizessem o mesmo.
A mudança de trabalho escravo para trabalho assalariado foi uma grande conquista da humanidade propiciada pelo Liberalismo inglês.
É uma coisa natural, é uma coisa da realidade humana, que não seria de se esperar que um trabalhador que até a pouco tempo era escravo, agora liberto, passasse a ganhar 5000 reais por mês !
A melhoria no valor do salário iria acontecer aos poucos a medida que as riquezas começassem a ser geradas, a medida que a fabricação de mercadorias em larga escala começasse a ser fabricada, a medida que os bens de capital começassem a ser democratizados.
Para quem essas mercadorias em grande quantidade eram destinadas ?
Para os próprios trabalhadores é claro, uma coisa óbvia que a ideologia cega marxista fez questão de ignorar !

Como os trabalhadores iriam adquirir tais mercadorias se não tivessem dinheiro para comprá-las ?
Teriam que ter dinheiro, portanto, o salário dos trabalhadores teria que ser paulatinamente aumentado, que foi o que aconteceu.

Então, no início do século XIX os trabalhadores que haviam saído a pouco tempo do trabalho escravo, ganhavam pouco e trabalhavam muito, mas isto, pela própria lógica do sistema (que precisa de compradores para as mercadorias que fabrica) forçosamente teria que ir mudando !
Para que existissem mais consumidores era preciso que mais trabalhadores assalariados existissem, para isso, o número de horas diárias trabalhadas teria que diminuir, e não só por isso, o trabalhador também iria necessitar de mais horas de lazer para ir comprar as mercadorias, mais ainda, iria necessitar de mais horas para estudar e se especializar para melhorar seu desempenho profissional.

Desta forma, em 1850 na Inglaterra, os trabalhadores já haviam conquistado grandes melhorias em salário e em diminuição de horas trabalhadas.

Marx tomou conhecimento desse fato através dos relatórios do governo inglês que ele leu na Biblioteca do Museu Britânico - Marx sabia que o sistema estava melhorando a qualidade de vida do trabalhador, mas, Marx ignorou essa realidade e pior ainda, falsificou dados estatísticos e colocou informação de 40 anos atrás, como se fosse atual, na sua "teoria" para que pudesse se adequar ao que sua ideologia dizia.

Porém a história desmentiu Marx neste e em muitos outros pontos !
Em 1900 os trabalhadores ingleses já dispunham de um padrão de vida excelente !
O Liberalismo inglês era um sucesso e tinha produzido para o povo inglês uma vida boa que jamais tinha existido na humanidade !
O Liberalismo inglês desmentiu a estúpida previsão de Marx de que ele iria gerar uma massa de pobres e uma pequena parcela de ricos.

Marx disse também a estupidez de que a grande geração de mercadorias iria trazer miséria para o trabalhador !
Isso foi mais fácil ainda para o Liberalismo inglês desmentir devido a alta dose de insanidade nela contida.

O Liberalismo inglês diminuiu as horas trabalhadas e aumentou os salários, o governo inglês criou excelentes escolas e serviços públicos, e os trabalhadores ingleses pela primeira vez na humanidade alcançaram uma qualidade de vida excelente !
A estúpida previsão marxista foi desmentida pelo Liberalismo inglês.


6.5.2.1 - Como os "capitalistas", ou "burgueses", acumularam capital ?

É interessante notar que na fraseologia marxista os termos "capitalista" e "burguês" não tem exatamente o mesmo sentido.
Quando um marxista usa o termo "capitalistas" ele está colocando o seu ódio contra aqueles que estão bem de vida, contra os ricos.
Quando o marxista usa o termo "burguesia" ele está colocando seu ódio contra uma suposta classe.
No primeiro caso é o ódio do invejoso se manifestando, no segundo caso é o ódio ideológico se pronunciando.
Porém, em termos reais, o "capitalista" e o "burguês" são as mesmas figuras.

Mas como essa figura surgiu ?
Segundo o marxismo, que foi o criador do sentido ideológico para o termo "burguês", os burgueses se originaram no final da Idade Média, quando os trabalhadores feudais servis foram deixando os feudos e indo para as cidades, onde moravam em "burgos" (regiões cercadas nas cidades).

O que os "burgueses" foram fazer nos burgos ?
- Foram trabalhar !
Uma vez que eles eram pobres, miseráveis, nada tinham, portanto, tinham que trabalhar, e foram para a cidade em busca de maiores oportunidades de encontrar trabalho.

E nas cidades os burgueses criaram forças dinâmicas e novos tipos de profissões, pois a sua ida para as cidades coincidiu com o Renascimento Cultural e Científico.
Os burgueses também praticaram o comercio que devido ao Renascimento havia voltado a existir no Mediterrâneo e na Europa.
Desta forma, tomamos conhecimento que os burgueses, mudaram suas condições de vida (pobres) com o próprio trabalho e não explorando quem quer que seja, uma vez que até então os explorados eram eles !
O capital que os burgueses geraram foi em função de trabalho deles próprios e não de exploração.


6.5.2.2 - De onde vieram os proletários ?

Cabe aqui uma pergunta que não foi feita !
O marxismo fala muito de como surgiu a "burguesia", mas, não diz uma palavra de como surgiram os "proletários" !

É engraçado esse fato...
De onde surgiram os proletários ?
Para dizer alguma coisa o marxismo teria que colocar em dúvida o seu determinismo histórico !
Por isso se cala.

Uma vez que os proletários só podem ter surgido do mesmo lugar de onde surgiram os burgueses, o trabalhador feudal !
Não existe mais nenhum lugar de onde eles possam ter surgido.
Mas, como pode ser isso diante do determinismo histórico marxista ?
Como pode uma parte dos trabalhadores feudais terem se tornado burgueses e outra parte terem se tornado proletários ?
Qual seria a razão disso ?
Capacidade de uns e ausência dela em outros ?

Se, para marxistas, a sociedade é em função do meio social, e o meio social comum a ambos era a sociedade feudal onde eles eram o trabalhador servil, como pode, diante do determinismo histórico marxista, terem surgido deste mesmo meio duas classes diferentes ao mesmo tempo - burgueses e proletários ?
Pergunta difícil...

Até finais do século XVI (1500) o cenário social na Europa era:
- nobreza feudal.
- clero católico.
- trabalhador servil feudal.

Na segunda metade do século XVIII (1775), o cenário social na Europa continental era:

- nobreza absolutista.
- clero católico e protestante.
- burguesia.
- proletários.

Então, duas delas permaneceram - a nobreza e o clero, e o trabalhador servil feudal, originou duas supostas classes - a burguesia e os proletários.
Fica demonstrado que burgueses e proletários vieram do mesmo elemento comum - o trabalhador servil feudal.

Como explicar isso diante do determinismo histórico marxista é difícil.
mas, o que importa, é que foi demonstrado que os burgueses foram originados do miserável trabalhador servil feudal, e que eles conseguiram acumular capital por seus próprios méritos, uma vez que quando eles saíram dos feudos e foram para os "burgos" nas cidades - eles não tinham proletários assalariados para explorar !
Dependiam - unicamente - do seu próprio trabalho.
E foi com muito trabalho e espirito empreendedor que os ex-trabalhadores servis conseguiram melhorar de vida.

O ódio marxista contra os "burgueses" é o ódio dos incompetentes e invejosos contra os empreendedores de sucesso.
É o sentimento mais miserável que existe na personalidade de grande parte da humanidade.


6.5.2.3 - Como um empreendedor gera seu capital ?

Vamos colocar uma situação mais atual, mais real, a respeito de como é gerado o capital que o empreendedor usa para montar uma empresa.
Vou relatar aqui o meu caso particular, que é um caso comum, um caso que ao longo da vida eu vi outras pessoas fazerem da mesma forma que eu fiz.
Eu saí de casa com 15 anos, tinha apenas 4 anos de estudo primário.
Fui para uma cidade média do Estado de São Paulo e lá comecei a trabalhar de dia e estudar a noite.
Completei o ensino primário e entrei em um curso técnico-colegial.
Até então eu ganhava pouco mais que o salário mínimo.
Ao completar o curso técnico eu fiz um concurso para trabalhar em uma grande empresa.
Passei e comecei a trabalhar nessa empresa, agora com um salário melhor, em torno de 4 SM.
Consegui através de um amigo, e também devido as minhas notas no curso, um "bico" para dar aulas na escola em que me formei !
Eu trabalhava de dia na empresa e ia dar aulas a noite.
E com isso eu ganhava mais um SM, mas, para isso trabalhava 11 horas por dia.
Fui subindo na empresa devido a minha vontade e capacidade, e subi também na escola, o salário aumentou devido a isso.
Fui fazendo uma poupança com o dinheiro que sobrava de meu salário (menos-valia) como trabalhador assalariado, e depois de alguns anos eu tinha o suficiente para abrir uma empresa, e abri, e me tornei empresário.
Mas, não deixei de trabalhar também como assalariado e de dar aulas, nessa época cheguei a trabalhar 15 horas por dia, mas para mim isso jamais foi um peso, era um prazer, pois estava construindo a minha vida !

Esta história de vida, que é a mesma de muitos empresários do interior do Estado de São Paulo e de todo o mundo – desmente a mentira marxista da exploração como forma de acúmulo de capital !
O capital com o qual fundei minhas empresas foi fruto de meu trabalho individual assalariado e não da exploração de outras pessoas.

Marxistas diante desse fato apelam de forma irracional dizendo que eu tive sorte !
Uma alegação ridícula, que não merece nenhum comentário.

E da mesma forma que eu, os trabalhadores feudais saíram dos feudos e foram para a cidade (burgos), e lá com seu trabalho e esforço pessoal, geraram capital para serem “capitalistas burgueses” segundo a maledicência marxista.
Em resumo, dos trabalhadores feudais servis, uns conseguiram construir algo novo e se tornaram empresários "burgueses", outros não conseguiram e ficaram apenas como trabalhadores assalariados, "proletários".


6.5.2.4 - Como um empresário compõe o preço de uma mercadoria ?

Na formação do preço de uma mercadoria entram os seguintes fatores:

- custos gerais de manutenção, água, luz, matéria prima, escritório de contabilidade, etc.
- impostos.
- custo da mão-de-obra do trabalhador e/ou do empresário (que também é um trabalhador).
- lucro do capital.

Em uma marcenaria com um dono que também trabalha como marceneiro, que é um caso muito comum, e que também acontece em funilarias, serrarias, etc, temos o seguinte:
O custo da mão de obra existe tanto se o marceneiro (dono) trabalhar sozinho com os filhos ou se tiver empregados.
O lucro do capital também existe nos dois casos.

O contraditório da suposição marxista, é que:
Se o marceneiro trabalha sozinho, o preço da mercadoria é X, não existe a exploração e o marceneiro continua tendo lucro !
Se o marceneiro tem empregados, apesar do preço da mercadoria não mudar, continuar sendo X, passa a existir exploração !
Do que deduzimos que a "exploração é uma coisa artificial, um ingrediente “quântico”, ora existe, ora não existe.

Um exemplo numérico:
Uma cadeira fabricada nessa marcenaria custa 100 reais.

70 reais são de custos gerais mais impostos.
25 reais é o custo da mão de obra.
5 reais é o lucro do capital.

Isso existe tanto se a cadeira for feita pelo dono como pelo empregado.
Se a cadeira for feita pelo dono ele fica com 25 + 5 = 30 reais.

Se a cadeira for feita pelo empregado o empregado fica com 25 reais e o dono com 5 reais.
Em ambos os casos o dono ficou com os 5 reais do lucro do capital, mas, no primeiro caso os 5 reais não é exploração, no segundo caso, é exploração...
O custo da mão de obra é igual tanto para o dono (pro-labore) como para o empregado (salário), ambos recebem 25 reais.
Esse é mais um exemplo da artificialidade da "exploração", ora existe, ora não existe.

Porém, este exemplo demonstra que não existe exploração, pois ambos, dono e empregado recebem o mesmo valor pela mão de obra, 25 reais.
O lucro que fica com o dono é o lucro do capital, ou seja, das máquinas e demais instalações - que o dono comprou inicialmente com o dinheiro fruto de seu trabalho pessoal - que propiciam que as cadeiras sejam feitas, se ele não existisse (o capital do dono = maquinas e demais instalações), nenhuma cadeira seria feita e nenhum salário seria pago.

O lucro do capital vai servir para que o dono faça investimentos, para que a marcenaria continue existindo.
O lucro do capital é a forma de manter o capital inicial, é a forma de propiciar novos investimentos e crescimento da economia.

Os empresários, donos de empresas Limitadas (Ltda), vivem de seu pro-labore (salário) e não de lucros, os odiadores dos "capitalistas" ignoram isso por completo, o empresário (dono da empresa), vai todo dia trabalhar na sua empresa, e também recebe um salário, este salário tem o nome de pro-labore.

O lucro do capital tem a finalidade de manter o capital inicial e gerar novos investimentos, para que novas empresas sejam construídas e com elas mais empregos sejam criados para os jovens, e possam manter o crescimento e o progresso para a sociedade como um todo.
É isso que mantém o progresso do Liberalismo econômico - o investimento e a energia vital do empreendedor.
É devido a isso que as nações liberais progridem.


6.5.2.5 - O socialismo desconhece que uma empresa para continuar viva precisa da energia vital do empresário empreendedor.

No socialismo esse mecanismo (lucro do capital) não existe, é por isso que nas nações socialistas a estagnação surge depois de algum tempo, a infra-estrutura se degrada e a nação entra em recessão permanente e acaba por falir na miséria.
O motivo é que não existe investimento.

No socialismo não existe um fator decisivo para que o progresso exista - o empresário !
O empresário é o elemento motivador, é ele que emprega esforço real, vontade de crescer, é o empresário que planeja - de forma ativa - o progresso da sua empresa e emprega nessa tarefa grande esforço vital ... sem esse grande esforço não existirá a energia empreendedora que é a fonte do crescimento econômico.

No socialismo tal função é feita pelo burocrata estatal em um planejamento centralizado nas mãos do estado, esse burocrata não faz a menor ideia das reais necessidades das empresas, e é totalmente destituído da energia criativa fundamental para que a empresa cresça !

Esse planejador trabalha em sua mesa, distante da empresa, empresa essa que não é dele, é de todos, e quando termina sua jornada de trabalho, ele vai embora para casa e só vai continuar seu trabalho no dia seguinte.... mesmo que existam problemas graves.
Um empresário ou dono jamais faria isso !
Ele ficaria até solucionar o problema, não adiantaria ele ir para casa, não iria conseguir dormir pensando no problema !
Entretanto, no socialismo, o "planejador" vai dormir sossegado, o problema não é exatamente dele, é de todos !

Marx desconhecia por completo esse fator decisivo do sistema, Marx jamais entrou em uma fábrica, jamais trabalhou de forma regular, não fazia a menor ideia de que tal energia era fundamental para as empresas !

Por isso, ele e os marxistas, que na sua maioria também desconhecem por completo o processo produtivo em uma empresa, supõem que as coisas acontecem por determinismo histórico !
Então, para a tolice "planificadora" centralizada marxista, era só colocar um grupo de burocratas comunistas "planejando" a economia e ela iria funcionar a mil maravilhas !

Para quem já foi empresário e ficou muitas vezes até de madrugada para resolver problemas difíceis de toda natureza que surgem diariamente em uma empresa, e que só o dono tem energia para resolver, o "sonho" socialista é uma coisa ridícula, uma coisa infantil, coisa que só gente sem noção da realidade poderia supor que daria certo !
E foi devido a isso que o socialismo faliu e irá falir sempre.


6.5.2.6 - Empresas de Sociedade Anônima (SA)

As empresas SA são uma das bases do Liberalismo .... com elas, qualquer cidadão pode ser dono de uma empresa, um operário pode, se fizer uma poupança, ser dono (acionista) da Microsoft !
Comprando ações da Microsoft no mercado de ações.
É a democratização da propriedade privada dos meios de produção do Liberalismo Econômico !

Ou seja, o povo pode ser sócio de grandes empresas, e obter rendimento através de dividendos pagos pela empresa.
Em um país como a Inglaterra, Alemanha, EUA, etc, a população é dona da maior parte das empresas SA !
Através da aplicação de suas poupanças no mercado de ações, a população em geral compra ações das grandes empresas e recebe dividendos dessas ações.
É usual nestes países desenvolvidos os trabalhadores lastrearem suas aposentadorias em ações de grandes empresas.

Os socialistas ignoram isso !
Para um socialista cego os donos das empresas são exclusivamente os “capitalistas” ... figuras gordas com chapéu tipo cartola, gravata borboleta e smoking, que ficam em seus escritórios no alto de prédios contando dinheiro, fumando charutos e dando risada !
Essa é a visão esdrúxula que os socialistas tem dos "capitalistas" !

Os socialistas ignoram que os trabalhadores (proletários) podem ser donos de grandes empresas devido a esse mecanismo democrático do Liberalismo !
E nos países desenvolvidos isso é uma coisa normal.
Nos países desenvolvidos o povo participa da riqueza acomulada na nação através do mercado de capitais.


6.5.3 - Mais-valia ou coisa que o valha...

Em 1865, Karl Marx leu na reunião do Comitê Internacional, para os sindicalistas ingleses, um texto, que depois foi editado pelo marxismo como "livro", com o título “Valor, Preço, e Lucro”.
Neste discurso ele antecipou tudo que iria dizer pouco depois no seu livro "O Capital" a respeito da mais-valia.

O discurso tinha uma única intenção - fazer com que os trabalhadores ingleses não negociassem com os empresários.
Marx pregou neste discurso para os sindicalistas que eles não deviam negociar aumentos de salários nem a diminuição de horas trabalhadas !
Marx queria unicamente que eles abolissem os salários, abolissem a propriedade privada.

Para isso Marx mostrou na sua longa fala, quais eram suas alegações que justificavam sua proposta, e suas alegações nada mais eram que a sua "teoria da mais-valia" depois colocada em "O Capital".

Apresento a seguir o trecho do discurso onde Marx “demonstra” a suposta existência da mais-valia.


6.5.3.1 - A produção da mais-valia segundo Marx.

"6 – Valor e trabalho

Cidadãos! Cheguei ao ponto em que devo necessariamente entrar o verdadeiro desenvolvimento do tema.
Não posso asseverar que o faça de maneira muito satisfatória, pois isso, me obrigaria a percorrer todo o campo da economia política. Apenas posso, como diria o francês, "effleurer Ia question", tocar os aspectos fundamentais.
A primeira pergunta que temos de fazer é esta: Que é o valor de uma mercadoria?
Como se determina este valor?
A primeira vista, parecerá que o valor de uma mercadoria é algo completamente relativo, que não se pode determinar sem pôr uma mercadoria em relação com todas as outras. Com efeito, quando falamos do valor, do valor de troca de uma mercadoria, entendemos as quantidades proporcionais nas quais é trocada por todas as demais mercadorias.
Isto, porém, conduz-nos a perguntar: como se regulam as proporções em que umas mercadorias se trocam por outras ?
Sabemos por experiência que essas proporções variam ao infinito. Tomemos uma única mercadoria, por exemplo, o trigo, e veremos que um quarter de trigo se permuta, numa série quase infinita de graus de proporção, por diferentes mercadorias.
....
Que relação guardam pois o valor e os preços do mercado ou os preços naturais e os preços do mercado?
Todos sabeis que o preço do mercado é o mesmo para todas as mercadorias da mesma espécie, por muito que variem as condições de produção dos produtores individuais.
Os preços do mercado não fazem mais que expressar a quantidade social média de trabalho, que, nas condições médias de produção, é necessária para abastecer o mercado com determinada quantidade de um certo artigo."

Existe conclusão mais absurda que essa ?
Os preços de um pé de alface na feira variam de banca para banca de feirante !
Qualquer dona de casa sabe disso !
Apenas Marx não sabia disso...

Qualquer dona de casa sabe que no final da feira, para não jogar fora, o feirante vende o pé de alface por 1/5 do preço inicial ...
E esse preço nada tem a ver com o "trabalho social" empregado pelo feirante para produzir o pé de alface.
E nem tampouco tem a ver com as leis de oferta e procura.
Tem a ver apenas com o fato, que o pé de alface, dentro de horas não vai valer mais nada.
Então, esse fato, tem a ver com uma coisa que marxista algum, jamais vai saber, tem a ver com a prática empresarial, com o dia-a-dia de um produtor, que para tocar seu negócio e o fazer lucrativo, se sujeita a leis da realidade, as leis da sobrevivência.

Desta forma, o preço do pé de alface no final da feira, tem a ver com as leis da sobrevivência e com a personalidade do feirante ... porque muitos feirantes, preferem jogar o alface no lixo (preço = zero) do que vende-lo por 1/5 de seu preço !
Esse é uma fato real, que Marx jamais sonhou em incluir na sua teoria irreal.
Continuemos a ouvir o "mestre"...

"Portanto, para explicar o caráter geral do lucro não tereis outro remédio senão partir do teorema de que as mercadorias se vendem, em média, pelos seus verdadeiros valores e que os lucros se obtêm vendendo as mercadorias pelo seu valor, isto é, em proporção à quantidade de trabalho nelas materializado. Se não conseguirdes explicar o lucro sobre esta base, de nenhum outro modo conseguireis explicá-lo.
Isto parece um paradoxo e contrário à observação de todos os dias."

Paradoxal é Marx não saber que o lucro depende da capacidade do ser humano em produzi-lo e que as coisas não acontecem do nada.
Duas fábricas de uma mercadoria X, em uma mesma região, podem ter resultados totalmente diferentes, uma pode progredir e a outra falir ...isso apenas depende da capacidade do empresário.

Como Marx jamais teve a experiência de trabalhar em uma empresa, ele baseou sua "teoria" no pressuposto de que as mercadorias são vendidas "pelos seus verdadeiros valores" !
Porém, qualquer empresário sabe que em muitas circunstâncias ele não vende suas mercadorias pelo verdadeiro valor...
É o caso dos feirantes em fim de feira.
É o caso da liquidações.
É o caso do empresário precisar urgentemente de caixa e não ter outra saída a não ser vender sua mercadoria por um preço mais baixo, muitas vezes abaixo do preço de custo.
E existem outras razões na vida real.

Marx, que jamais viveu na realidade, jamais soube de tais coisas, e criou uma "teoria" baseada em falsidades ideológicas.

"7 – Força de trabalho
....
O que o operário vende não é diretamente o seu trabalho, mas a sua força de trabalho, cedendo temporariamente ao capitalista o direito de dispor dela. Tanto é assim que, não sei se as leis inglesas, mas, desde logo, algumas leis continentais fixam o máximo de tempo pelo qual uma pessoa pode vender a sua força de trabalho. Se lhe fosse permitido vendê-la sem limitação de tempo, teríamos imediatamente restabelecida a escravatura. Semelhante venda, se o operário se vendesse por toda a vida, por exemplo, convertê-lo-ia sem demora em escravo do patrão até o final de seus dias."

É realmente impressionante essa conclusão !
Os escravos, que existiram até algumas décadas atrás da data deste discurso de Marx, não tinham salário, e não podiam decidir se trabalhavam ou não para o seu dono, eram obrigados a trabalhar.
O trabalhador assalariado pode escolher para quem e em que trabalho quer trabalhar, é livre para parar a hora que quiser, se o trabalhador quiser parar de ser assalariado e ir ser pescador e vender seu peixe na feira, ele é livre para fazer isso.
E não seria idiota de vender a sua vida por completo para alguém, nem as leis da Inglaterra permitiriam tal coisa.
Supor tal coisa é algo sem noção da realidade, é uma apelação para coisas que não existem na vida real.

"Mas, antes de fazê-lo, poderíamos perguntar: de onde provém esse fenômeno singular de que no mercado nós encontremos um grupo de compradores, que possuem terras, maquinaria, matérias-primas e meios de vida, coisas essas que, exceto a terra, em seu estado bruto, são produtos de trabalho, e, por outro lado, um grupo de vendedores que nada têm a vender senão sua força de trabalho, os seus braços laboriosos e cérebros? Como se explica que um dos grupos compre constantemente para realizar lucro e enriquecer-se, enquanto o outro grupo vende constantemente para ganhar o pão do cada dia? A investigação deste problema seria uma investigação do que os economistas chamam"acumulação prévia ou originária", mas que deveria chamar-se expropriação originária."

Marx contraria aqui a sua própria explicação da origem da burguesia !
Que como já mencionamos veio, segundo ele, do trabalhador feudal.
Como ele agora pode dar uma de desentendido que não sabe de onde vem o capital da burguesia ?
E mais, mudar o que havia dito antes sobre como a burguesia foi formada.

O capital veio sim do trabalho prévio dos burgueses nos burgos desde quando eles saíram pobres dos feudos do senhor feudal !
Essa colocação de Marx é uma mentira.
Milhões de empresários iniciaram suas empresas sem expropriar ninguém, apenas juntaram dinheiro com seu trabalho assalariado em anos de trabalho.

A prova da mentira é que o capitalismo não começou com milhões de empresários !
Começou com poucos.
E com o passar dos anos o número de empresários foi aumentando.
De onde vinham esses novos empresários ?
Só podem ter vindo dos próprios trabalhadores, de onde mais viriam ?
E como estes ex-trabalhadores conseguiram o capital inicial para montarem suas empresas ?
Expropriando ?
Não é claro, eram trabalhadores !
Conseguiram capital com trabalho e esforço próprios, e isto transforma a afirmação de Marx em uma calúnia suja.
Calúnia essa que só poderia ter vindo de um vagabundo que nunca trabalhou na vida.

Bill Gates não expropriou ninguém para se tornar um homem rico, ele teve uma ideia genial, fruto de seu trabalho e competência.
E vendeu essa ideia (Windows) para o mundo inteiro, e o mundo inteiro usa essa ideia no seu dia-a-dia.
O que Gates criou é de inestimável valor para a humanidade, e por isso ele ficou rico, e não por causa do que o ódio invejoso marxista diz.

"Que é, pois, o valor da força de trabalho?
Como o de toda outra mercadoria, este valor se determina pela quantidade de trabalho necessário para produzi-la. A força de trabalho de um homem consiste, pura e simplesmente, na sua individualidade viva. Para poder crescer e manter-se, um homem precisa consumir uma determinada quantidade de meios de subsistência, o homem, como a máquina, se gasta e tem que ser substituído por outro homem. Além da soma de artigos de primeira necessidade exigidos para o seu próprio sustento, ele precisa de outra quantidade dos mesmos artigos para criar determinado número de filhos, que hão de substituí-lo no mercado de trabalho e perpetuar a raça dos trabalhadores."


Isso é o cerne do marxismo racista.
Segundo Marx, existiria uma “raça de trabalhadores” que ficaria dessa forma indefinidamente !
Ou seja, essa estúpida conclusão iguala os trabalhadores livres a escravos !

Mesmo diante da realidade da própria suposta burguesia, que era pobre no feudo e com seu trabalho nos burgos saiu da pobreza, Marx proclama que outros trabalhadores livres jamais sairiam dessa condição !
Estavam condenados a serem trabalhadores para sempre !
Existe maior deturpação da realidade que isso ?

Já na época de Marx os relatórios do governo inglês demonstravam que os trabalhadores, que até pouco tempo eram escravos, estavam melhorando constantemente sua condição de vida, e Marx sabia dessa informação ... mas, a ignorou, e pior, ele a alterou para dados de décadas atrás, para justificar sua mentirosa demonstração.

Infelizmente para o marxismo a história dos trabalhadores ingleses desmentiu essa mentira suja, os trabalhadores ingleses se tornaram um povo com excelente qualidade de vida e igualdade social.
E milhões de trabalhadores ingleses fizeram poupança com seus salários e se tornaram empresários "capitalistas".

A seguir Marx começa a sua "dedução dialética" para chegar até a "grande descoberta", a mais-valia.

"8 – A produção da mais-valia
Suponhamos agora que a quantidade média diária de artigos de primeira necessidade imprescindíveis à vida de um operário exija seis horas de trabalho médio para a sua produção.
Suponhamos, além disso, que estas 6 horas de trabalho médio se materializem numa quantidade de ouro equivalente a 3 xelins.
Nestas condições, os 3 xelins seriam o preço ou a expressão em dinheiro do valor diário da força de trabalho desse homem.
Se trabalhasse 6 horas diárias, ele produziria diariamente um valor que bastaria para comprar a quantidade média de seus artigos diários de primeira necessidade ou para se manter como operário.
Mas o nosso homem é um obreiro assalariado.
Portanto, precisa vender a sua força de trabalho a um capitalista.
Se a vende por 3 xelins diários, ou por 18 semanais, vende-a pelo seu valor.
Vamos supor que se trata de um fiandeiro.
Trabalhando 6 horas por dia, incorporará ao algodão, diariamente, um valor de 3 xelins.
Este valor diariamente incorporado por ele representaria um equivalente exato do salário, ou preço de sua força de trabalho, que recebe cada dia.
Mas neste caso não iria para o capitalista nenhuma mais-valia ou sobreproduto algum.
É aqui, então, que tropeçamos com a verdadeira dificuldade.
Ao comprar a força de trabalho do operário e ao pagá-la pelo seu valor, o capitalista adquire, como qualquer outro comprador, o direito de consumir ou usar a mercadoria comprada.
A força de trabalho de um homem é consumida, ou usada, fazendo-o trabalhar, assim como se consome ou se usa urna máquina fazendo-a funcionar.
Portanto, o capitalista, ao comprar o valor diário, ou semanal, da força de trabalho do operário, adquire o direito de servir-se dela ou de fazê-la funcionar durante todo o dia ou toda a semana.
A jornada de trabalho, ou a semana de trabalho, têm naturalmente certos limites, mas a isto volveremos, em detalhe, mais adiante.
No momento, quero chamar-vos a atenção para um ponto decisivo.
O valor da força de trabalho se determina pela quantidade de trabalho necessário para a sua conservação, ou reprodução, mas o uso desta força só é limitado pela energia vital e a força física do operário.
O valor diário ou semanal da força de trabalho difere cornpletamente do funcionamento diário ou semanal desta mesma força de trabalho, são duas coisas completamente distintas, como a ração consumida por um cavalo e o tempo em que este pode carregar o cavaleiro.
A quantidade de trabalho que serve de limite ao valor da força de trabalho do operário não limita de modo algum a quantidade de trabalho que sua força de trabalho pode executar.
Tomemos o exemplo do nosso fiandeiro.
Vimos que, para recompor diariamente a sua força de trabalho, este fiandeiro precisava reproduzir um valor diário de 3 xelins, o que realizava com um trabalho diário de 6 horas. Isto, porém, não lhe tira a capacidade de trabalhar 10 ou 12 horas e mais, diariamente.
Mas o capitalista ao pagar o valor diário ou semanal da força de trabalho do fiandeiro, adquire o direito de usá-la durante todo o dia ou toda a semana.
Fa-lo-á trabalhar, portanto, digamos, 12 horas diárias, quer dizer, além das 6 horas necessárias para recompor o seu salário, ou o valor de sua força de trabalho, terá de trabalhar outras 6 horas, a que chamarei horas de sobretrabalho, e este sobretrabalho irá traduzir-se em uma mais-valia e em um sobre-produto.
Se, por exemplo, nosso fiandeiro, com o seu trabalho diário de 6 horas, acrescenta ao algodão um valor de 3 xelins, valor que constitui um equivalente exato de seu salário, em 12 horas acrescentará ao algodão um valor de 6 xelins e produzirá a correspondente quantidade adicional de fio.
E como vendeu sua força de trabalho ao capitalista, todo o valor ou todo o produto por ele criado pertence ao capitalista, que é dono de sua força de trabalho.
Por conseguinte, desembolsando 3 xelins, o capitalista realizará o valor de 6, pois com o desembolso de um valor no qual se cristalizam 6 horas de trabalho receberá em troca um valor no qual estão cristalizadas 12 horas.
Se repete, diariamente, esta operação, o capitalista desembolsará 3 xelins por dia e embolsará 6, cuja metade tornará a inverter no pagamento de novos salários, enquanto a outra metade formará a mais-valia, pela qual o capitalista não paga equivalente algum.
Este tipo de intercâmbio entre o capital e o trabalho é o que serve de base à produção capitalista, ou ao sistema do salariado, e tem que conduzir, sem cessar, à constante reprodução do operário como operário e do capitalista como capitalista.
A taxa de mais-valia dependerá, se todas as outras circunstâncias permanecerem invariáveis, da proporção existente entre a parte da jornada que o operário tem que trabalhar para reproduzir o valor da força de trabalho e o sobretempo ou sobretrabalho realizado para o capitalista.
Dependerá, por isso, da proporção em que a jornada de trabalho se prolongue além do tempo durante o qual o operário, com o seu trabalho, se limita a reproduzir o valor de sua força de trabalho ou a repor o seu salário."

Impressionante !
Marx está baseando os alicerces da sua “teoria” em duas suposições e um "se" !
Marx está supondo que um trabalhador precisa de 6 horas de seu trabalho para seu sustento.... simples assim !
E também baseia sua teoria em "se todas as outras circunstâncias permanecerem invariáveis"

O valor de horas necessárias suposto é fixo !
E o salário também é supostamente fixo para todos os trabalhadores !

Se o trabalhador é casado ou solteiro, se tem filhos ou não, se é magro ou é gordo, se é saudável ou tem alguma doença, se gosta de se divertir ou se prefere ficar em casa, se bebe ou se não bebe, se gosta de comer bastante ou pouco, os impostos que ele tem de pagar, as necessidades sociais de pessoas que não podem trabalhar, etc ... nada disso entra nessa suposição "dialética" !

Deve ser por isso que Marx concluiu esse texto dizendo que os trabalhadores não deveriam pleitear aumento de salários nem diminuição de horas trabalhadas !
Assim, se enquadrariam na sua absurda suposição !

Ou seja, foi decretado por Marx que o salário de 6 horas do trabalho dos trabalhadores é o que eles precisam para se sustentarem e fim de papo – que todos engulam esse decreto marxista !

Marx tira do bolso do colete esse número, e o coloca como alicerce de uma teoria !
Sem fazer a menor menção de fundamentação científica desse valor usado !
É uma simples suposição.

Onde está a dialética ?
Que dialética foi usada nessa mágica ?
- Nenhuma dialética.
Foi “chutômetro” mesmo.
Coisa de conversa de boteco.

Evidentemente os trabalhadores ingleses não eram idiotas e não seguiram as orientações desse maluco.
Foram cada vez mais conseguindo melhores salários com menos horas trabalhadas, foram melhorando cada vez mais a qualidade de vida.

O salário do trabalhador inglês foi cada vez mais aumentando e superando em larga escala as suas necessidades básicas, os trabalhadores conseguiram fazer poupanças com as sobras de salário, e com tais poupanças muitos deles fundaram suas próprias empresas familiares ou até mesmo SA.
E hoje em dia na Inglaterra existem milhões de empresários que antes eram trabalhadores.

Os trabalhadores ingleses não mantiveram a determinação da "teoria" de Marx - "se todas as outras circunstâncias permanecerem invariáveis" ... variaram para melhor seus salários e quantidade de horas trabalhadas e com isso reduziram a pó a "teoria" marxista da "mais-valia" !
Jogaram a mais-valia em seu sujo lugar - o lixo.

A mais-valia marxista não passou de uma estúpida suposição.
Porém, tal suposição, na verdade incorpora um ingrediente de suma importância na espécie humana – a inveja e o ódio contra os bem sucedidos.
E devido a essa miserável estupidez humana, a inveja, que tal suposição mentirosa continua viva até hoje...


6.5.3.2 - O próprio Marx nos ajuda a refutar a sua teoria da mais-valia.

O próprio Marx nos dá a fórmula para anular a sua teoria !
Ele nos diz:

"Se a vende por 3 xelins diários, ou por 18 semanais, vende-a pelo seu valor.
Vamos supor que se trata de um fiandeiro.
Trabalhando 6 horas por dia, incorporará ao algodão, diariamente, um valor de 3 xelins.
Este valor diariamente incorporado por ele representaria um equivalente exato do salário, ou preço de sua força de trabalho, que recebe cada dia.
Mas neste caso não iria para o capitalista nenhuma mais-valia ou sobreproduto algum."

Ou seja, se o trabalhador trabalhar apenas um número de horas suficiente para ganhar um salário que satisfaça as suas necessidades básicas ... não existirá mais-valia !

Se um trabalhador ganhar um salário que pague proporcionalmente as horas básicas de sua necessidade básica, também não existira mais-valia !

Mostrando em números:
No primeiro caso, se o trabalhador trabalhar apenas as 6 horas diárias e receber os 3 xelins, não existirá mais-valia.
No segundo caso, se o trabalhador trabalhar 12 horas diárias, ou seja o dobro do que necessita, mas, também receber o dobro do salário, ou seja 6 xelins diários, também não existirá mais-valia.

Vamos ver então um caso concreto.

Estudantes brasileiros que vão para a Inglaterra, podem trabalhar 20 horas semanais, ganhando 6,5 libras em média por hora.
Estudos demonstram que um estudante gasta em torno de 130 libras por semana (16,5 L por dia) para se manter na Inglaterra.
Se ele ganhar 6,5 L x 20 h = 130 L.

Então, os estudantes brasileiros, e em geral, que vão para a Inglaterra não são explorados, pois recebem exatamente o que precisam para se manter.

Quanto ao cidadão inglês:

A renda per capita média da Inglaterra (2008) é de 70 libras diárias, ou 1400 xelins.
Como verificamos no cálculo anterior um estudante brasileiro gasta 16,5 L por dia para se manter, vamos considerar que um cidadão inglês gaste o dobro que o estudante, ou seja 16,5 L x 2 = 33 L por dia para se manter.
Como a renda é de 70 libras diárias, verificamos que na Inglaterra não existe exploração.
Na Inglaterra não existe mais-valia.
E mais ainda, a renda diária dá para o cidadão inglês fazer uma poupança de 37 libras por dia !
O Liberalismo inglês desmentiu categoricamente Marx.


6.5.3.3 - Conclusão.

A "teoria da mais-valia" marxista, como verificamos, é um amontoado de suposições e "ses" sem nenhuma fundamentação cientifica.
Parece conversa de boteco.
Não leva em conta uma infinidade de variáveis e custos do "capitalista" e supõe uma situação estática !

Evidentemente, com a diminuição de horas trabalhadas e o aumento de salários muito alem das necessidades básicas dos trabalhadores ingleses, a teoria de Marx feita para o que acontecia na Inglaterra - foi jogada no lixo.

A "mais-valia" marxista já não tinha nenhum fundamento científico, mas, mesmo com as suas razões indefinidas, foi refutada categoricamente pelo Liberalismo e pelo povo inglês.


6.6 - A "contradição" do capitalismo

Marx alegou que as sociedades capitalistas sofrem dois insolúveis problemas que impediriam tanto a harmonia social como uma vida econômica estável.

Primeiro: Marx deduziu que o processo competitivo de um mercado capitalista levaria a uma concentração da propriedade do capital cada vez em menos mãos.
Marx fez esta afirmação com base no pressuposto de que uma economia competitiva deve conduzir inevitavelmente à eliminação continua dos competidores, tem de existir vencedores e perdedores !
Com isso as corporações capitalistas se concentrariam e o número de indivíduos que deteriam meios de produção diminuiria.
Para a anômola cabeça de Marx, a economia de uma nação capitalista seria como um torneio de poquer, os jogadores vão sendo eliminados, apenas um fica com os milhões do prêmio !
Isso conduziria a uma estrutura social polarizada, os poucos que detém os meios de produção, os burgueses, e os muitos que nada tem, os proletários.
E devido a essa oposição surgiriam tensões cada vez maiores entre as duas classes que terminariam em confronto político, desembocariam na luta de classes e na revolução do proletariado.
Essa seria a "crise final" do capitalismo.

Segundo: a organização sócio econômica da sociedade capitalista também apresentaria uma outra contradição estrutural inerente na dinâmica econômica do capitalismo.
Embora o capitalismo gerasse muitas mercadorias a sua estrutura de classe estaria restrita na capacidade de consumir de uma pequena minoria rica da população !
Ou seja, a produção em larga escala de mercadorias seria incompatível com a concentração das riquezas em poucas mãos !
Como consequência o sistema entraria em crises cíclicas de superprodução, gerando anarquia em todo o sistema de produção capitalista.
Os efeitos sociais dessa instabilidade, por sua vez, iriam intensificar a luta política das classes sociais e agilizar a revolução do proletariado.

Notamos ai que a segunda "contradição" é devido a primeira.
Não existiriam consumidores para toda a produção porque a primeira contradição geraria uma minoria rica e uma massa enorme de pobres.

Mas, qual foi a razão para que Marx supusesse a sua maligna previsão de que o capitalismo iria gerar uma imensa massa de proletários pobres ?
Vamos dar uma olhada no que ele diz no seu ensaio de 1849 "Trabalho Assalariado e Capital".

"Ora, quais são os custos de produção da força de trabalho?
São os custos que são exigidos para manter o operário como operário e para fazer dele um operário.
Por isso, quanto menos tempo de formação um trabalho exige, menores serão os custos de produção do operário, mais baixo será o preço do seu trabalho, o seu salário.
Nos ramos da indústria em que quase não se exige tempo de aprendizagem e a mera existência física do operário basta, os custos exigidos para a produção desse reduzem-se quase só às mercadorias exigidas para o manter vivo em condições de trabalhar.
O preço do seu trabalho será portanto determinado pelo preço dos meios de existência necessários."

Esse texto é diabólico, foi produzido por uma mente doente, com profundo ódio da sociedade ... coloca todos os empresários no corpo de demônios do inferno, vampiros cruéis que iriam manter vivos os proletários apenas com o mínimo necessário para que eles possam trabalhar !
Essa condição cruel seria pior do que a escravidão que existira até a pouco !
Os trabalhadores, segundo a torpe mente de Marx, seriam mantidos pelos capitalistas como se fossem andróides fabricados exclusivamente para trabalhar ... e Marx faz realmente essa comparação !

"Ora, qual é a lei geral que determina a queda e a subida do salário e do lucro na sua relação recíproca?
Estão na razão inversa um do outro.
A quota-parte do capital, o lucro, sobe na mesma proporção em que a quota-parte do trabalho, a jorna, desce, e inversamente.
O lucro sobe na medida em que o salário desce, e desce na medida em que o salário sobe."
...
"Um rápido aumento do capital é igual a um rápido aumento do lucro.
O lucro só pode aumentar rapidamente se o preço do trabalho, se o salário relativo diminuir com a mesma rapidez."

Eis ai a "dialética marxista" em pleno funcionamento !
Segundo essa mente distorcida, um empresário só vai ter lucro se chupar o sangue do empregado !
O empregado seria a única fonte de lucro do empresário, e consequentemente, para aumentar seus lucros o "vampiro" capitalista teria que cada vez mais criar multidões de seres miseráveis os quais sugaria todo o sangue até a morte, e na morte do miserável, outro miserável novo seria colocado no lugar.
Essa seria então, segundo essa mente maligna, uma das "contradições do capitalismo".

Evidentemente, como sabemos, o lucro do empresário está na quantidade de mercadorias que ele vende, quanto mais peças de uma determinada mercadoria forem vendidas, mais lucro o empresário vai ter.
Um empresário pode ter 1000 empregados trabalhando para ele apenas pela sobrevivência, mas, se o empresário não conseguir vender o produto fabricado ele não terá lucro.
Como sabemos também, o lucro de um empresário depende da sua criatividade e capacidade em criar novos produtos que venham a ter grande aceitação pelo mercado, como por exemplo o adoçante, o ziper, a moto, o jeans, o Windows, etc, mercadorias que deram a seus criativos produtores grandes lucros.
A mente doente de Marx jamais imaginou tais acontecimentos, que são óbvios para qualquer mente normal.

"Crescimento do capital produtivo e subida do salário — estarão tão inseparavelmente ligados como afirmam os economistas burgueses?
Não podemos acreditar na sua palavra.
Não podemos acreditar que, segundo eles próprios dizem, quanto mais gordo o capital, melhor cevado será o seu escravo.
A burguesia é lúcida de mais, calcula bem de mais, para partilhar os preconceitos do feudal que ostenta o brilho dos seus servos."

E vejam que os economistas explicavam claramente o desenrolar dos acontecimentos - com o aumento da produção os salários também vão aumentar, e a vida do trabalhador vai melhorar (que foi o que aconteceu).
Mas, Marx, cego pelo ódio contra a sociedade, se nega a acreditar no que os economistas diziam, se fecha no seu dogma e coloca os trabalhadores livres da Inglaterra na condição de escravos.

"Resumamos: quanto mais cresce o capital produtivo, tanto mais se expandem a divisão do trabalho e o emprego da maquinaria.
Quanto mais se expandem a divisão do trabalho e o emprego da maquinaria, tanto mais se expande a concorrência entre os operários, tanto mais se contrai o seu salário."

Não passou pela cabeça desse alucinado que com o surgimento de novas máquinas novas profissões iriam também surgir, tal como aconteceu com o datilógrafo quando surgiu o computador, essa profissão deixou de existir mas surgiram os digitadores, os atendentes de call center, os programadores, etc.
Não passou pela mente torpe que os empresários não eram seres sanguinários e que as horas trabalhadas iriam diminuir sem diminuição de salários, e que isso compensaria o uso das máquinas.
Não passou por essa mente doentia que seria uma coisa estúpida, idiota, irracional, despender tanto esforço na produção de bens se não existissem seres humanos em quantidade suficiente para usá-los !

"Na medida, finalmente, em que os capitalistas são obrigados pelo movimento atrás retratado a explorar em maior escala meios de produção gigantescos já existentes e a pôr em movimento, para este fim, todas as molas do crédito, nessa mesma medida aumentam os terremotos industriais, nos quais o mundo do comércio só se mantém sacrificando uma parte da riqueza, dos produtos e mesmo das forças de produção aos deuses das profundezas — aumentam, numa palavra, as crises.
Elas tornam-se mais frequentes e mais violentas pelo próprio fato de que na medida em que cresce a massa de produtos, portanto a necessidade de mercados mais extensos, o mercado mundial se contrai cada vez mais, restam para exploração cada vez menos mercados novos, porque todas as crises anteriores sujeitaram ao comércio mundial mercados até então inconquistados ou apenas superficialmente explorados pelo comércio.
Vemos assim que: se o capital cresce rapidamente, incomparavelmente mais depressa cresce a concorrência entre os operários, isto é, tanto mais diminuem, proporcionalmente, os meios de ocupação, os meios de subsistência, para a classe operária"

Eis ai então, devido a primeira conclusão, que surge da "dialética marxista", a segunda "contradição do capitalismo", as "crises" devido a superprodução de bens sem ter para quem vender, uma vez que os operários mal teriam condição de subsistência !
Então, as "crises" surgem, porque o capitalismo gera uma massa enorme de miseráveis, e ao mesmo tempo, fabrica enorme quantidade de mercadorias, como os trabalhadores tem cada vez menos condições de subsistência e não podem comprar as mercadorias, o mercado capitalista entra em crise !

Eu acredito que nem doidos varridos, que precisam de camisa de força, chegariam a semelhante conclusão !

Bom, como sabemos, essa loucura não aconteceu.
Os trabalhadores ingleses não se tornaram miseráveis que nem condição de subsistência conseguiam ter, pelo contrário, atingiram o mais alto grau de qualidade de vida que os trabalhadores jamais tiveram na civilização humana !

As crises que existem na economia são em função da natureza humana, humanos vivem em crise, crise existencial, crise familiar, crise amorosa, crise profissional, e todas essas crises pontuais humanas geram crises na sociedade, tanto políticas como econômicas.
As crises também são provocadas pela desonestidade, pela corrupção, pela irresponsabilidade, dos seres humanos, das instituições humanas e dos governos.

Mas, em sociedades onde existe liberdade democrática, justiça atuante e o Estado de Direito, a sociedade supera suas crises da mesma forma que as pessoas superam as próprias crises.


6.6.1 - A contradição de Marx.

Por um capricho irônico da História, o único sistema econômico que entrou em crise permanente, gerou milhões de miseráveis e terminou por falir na miséria - foi o sistema criado por Marx, o "socialismo científico" que foi implantado na falida URSS marxista-leninista.


6.6.2 – As "ideias econômicas" de Marx.

Marx em “Formações Econômicas Pré-capitalistas ” afirma que:

“um dos pressupostos históricos do trabalho assalariado e das condições do capital é o trabalho livre e a troca dele por dinheiro, com o objetivo de valorizar e reproduzir o dinheiro”.

Isso não é verdade, o trabalhador não trabalha para “reproduzir dinheiro”, o trabalhador trabalha para ter dinheiro para comprar mercadorias, ou poupar.
O objetivo do trabalhador é obter mercadorias para poder viver, uma vez que ninguém come dinheiro.
O trabalhador também trabalha para poder pagar estudos e desenvolvimento cultural próprio e de sua família.
O trabalhador também trabalha para comprar uma casa, um carro, bens de capital, que irão garantir seu futuro, o trabalhador também acumula capital ao longo de sua vida.
E por fim, o trabalhador trabalha para ter dinheiro para se divertir, para viajar, para ir para a praia, para fazer as coisas de laser que gosta.

O trabalho assalariado livre, não é "histórico", o que sempre existiu foi o trabalho escravo.

Se todo o dinheiro do mundo fosse queimado, aqueles que só tivessem dinheiro, morreriam de fome ... e aqueles que tivessem mercadorias e bens (comidas, roupas, remédios, casas, etc) viveriam normalmente.

As mercadorias são o valor real para pessoas normais, são o objetivo final, e não o dinheiro.
Acima de tudo as pessoas trabalham, para ter condições de realizar seus desejos !
Uma menina vai trabalhar para ter dinheiro para poder comprar uma roupa bonita e com isso tentar impressionar um rapaz de quem ela gosta !
Esta é a razão maior do porque as pessoas trabalham.
Apenas seres humanos anormais, doentes, tem o dinheiro como objetivo final.
O dinheiro é apenas um meio.
Esse é um fato da realidade, que o marxismo, que existe fora da realidade, jamais levou em conta !

E Marx continua a dizer ...
“em formações econômicas anteriores ao capitalismo, a finalidade do trabalho era a simples manutenção da existência do indivíduo e de sua família”

Isso iguala os seres humanos aos macacos.
Ou seja, aboli a conquista pela espécie humana da consciência e do raciocínio !
Para essa mente cega devido ao ódio contra a sociedade os humanos "anteriores ao capitalismo", não tenham outras necessidades a não ser comer e beber, ou seja, as pinturas rupestres feitas em cavernas, os enfeites e adornos encontrados em cavernas e outras atividades humanas destinada ao laser a e cultura da pré-história são ignoradas por essa ideologia cega.
Os incas não eram capitalistas, no entanto, fizeram obras de arte e trabalharam para construir Machu Picchu !
Marx não sabia disso !

“No início, a vida nômade tinha como característica a fixação de uma tribo em um local até acabarem os seus recursos, mudando-se então a outro lugar.
Com a agricultura surge uma relação orgânica com a terra, a qual fornece o meio de trabalho e o seu objetivo.”

Os humanos nômades não vagavam de forma aleatória, eles sabiam onde iam, tinham regiões determinadas para cada estação do ano, iam para regiões onde existia água, é de conhecimento da ciência que os humanos viviam em grandes vales perto de lagos, e nestas regiões que são encontrados os fósseis mais notáveis que indicam como viviam os humanos na pré-história.
Portanto, os humanos nômades também tinham uma "relação orgânica" com a terra.

A aquisição de conhecimento pelos humanos que lhes deu o domínio do cultivo de plantas, não foi "relação orgânica" coisa nenhuma !
Como foi dito pelo próprio Marx, os humanos nômades - usavam - os recursos da natureza provenientes da terra - até a extinção, com a agricultura os humanos apenas - continuaram a usar - a terra e a natureza, com maior eficiência.

***

Marx no seu livro “O Capital” diz que “a troca de mercadorias (M-M) é possível devido ao dinheiro (D) que facilita a operação (M-D-M) quando se quer trocar mercadorias diferentes.”.

Segundo Marx, “no modo de produção capitalista, a troca por dinheiro tem papel central, transformando a fórmula M-D-M em D-M-D, uma vez que seu objetivo não é apenas a mercadoria, mas o dinheiro.”.

Isso não é verdade, o objetivo do dinheiro é ser uma medida, para que se possa trocar mercadorias diferentes.
Marx mesmo deu uma prova cabal disso, quando pediu dinheiro a Engels de forma cínica para pagar o açougueiro, o padeiro, o aluguel da casa, a escola, etc.
Marx não queria o dinheiro de Emgels apenas pelo dinheiro, queria para adquirir mercadorias.

Como as pessoas que fazem sapatos, óculos, sabonete, camisa, soutien, bola de futebol, pizza, artistas, pilotos, bombeiros, etc, iriam trocar todas essas mercadorias se não existisse o dinheiro ?
Como um jogador de futebol iria trocar a sua mercadoria se não existisse dinheiro ?

A fórmula de Marx é artificial, manipulada.
Não existe essa equação simplória que Marx inventou, o que existem são processos complexos.

1 – o trabalhador (TB) fabrica uma mercadoria (M) para a sociedade consumidora (SC) comprar, e recebe dinheiro como salário (D) pelo seu trabalho (T).
2 – Com o dinheiro do seu salário (D) na mão o trabalhador (TB) se transforma em consumidor (SC), com o dinheiro ele compra as mercadorias (M) que precisa.
Ou ainda, o trabalhador pode poupar (P) o seu salário, para um investimento (I) futuro, e desta forma ser ao mesmo tempo trabalhador e capitalista (C).

Não existe a fórmula simplória e manipulada de Marx, o que existe é um processo bastante complexo e que envolve muito mais variáveis das que Marx supôs, e isso é apenas parte do processo:

TB <--> SC

T --> D --> TB --> M --> SC
T --> D --> TB --> P --> C

Nenhuma dessas relações como já foi mostrado é feita de forma direta, existe entre elas a figura do(s) intermediário(s).

Então, a fórmula simplória de Marx D–M-D não existe na prática !
Tal fórmula omite grande parte do processo, alias, essa é uma das coisas que Marx mais fez, ignorar a realidade e usar apenas com o que lhe convém.

Quanto a propriedade privada.

Segundo Marx escreveu nas “Formações econômicas pré-capitalistas”, a propriedade é definida como a relação dos homens com as condições de produção.

E Marx diz, “para o surgimento do capitalismo foi necessária a separação entre o objeto e o meio de trabalho para romper a relação do homem com a terra.
Isso acaba com a relação orgânica do sujeito com a sua propriedade, a terra, ele passa a ser livre.
Sua força de trabalho é transformada em mercadoria, pois é despossuído de propriedade.
Sua única posse é a prole, o que o torna um proletário, e o deixa livre para vender sua força de trabalho no mercado.”.

Essa é uma visão falsa e incompleta das sociedades humanas por todo o planeta...
É um pensamento determinista e manipulado que ignora a realidade temporal real das diversas civilizações que existiram simultaneamente no planeta em todas as épocas !
No ano 1000 DC na Europa, na Ásia, na África, na América existiam situações diferentes, existiram centenas de povos que tiveram desenvolvimento diferente.

Os egípcios antigos jamais se desvincularam da terra e acumularam riquezas enormes.
Os chineses por exemplo, jamais tiveram rompimento com a terra, e nem por isso deixaram de capitalizar e acumular bens e riquezas !
Os japoneses a mesma coisa, viveram isolados em sua ilha por milênios, jamais deixaram a terra, mas acumularam bens e produziram riquezas.
O Brasil, a industrialização só começou a partir de 1950, os brasileiros viviam no campo trabalhando a terra até então.
Mesmo assim, o capital não deixou de ser acumulado no Brasil.

Segundo essa opinião marxista, chegamos a conclusão que os humanos, antes de aprenderem a cultivar a terra, a fazer lavoura se fixando em um local, também eram proletários !
Pois os humanos eram nômades, não tinham vínculo com a terra, eram livres !
E só cuidavam da prole ... portanto, eram proletários.

O trabalho humano por milênios foi trabalho escravo.
Essa concepção falsa de Marx, ignora que o trabalho assalariado da forma que conhecemos hoje em dia, só foi surgir com a RI e com o Liberalismo a partir de 1800 - no Reino Unido.

A partir de 1850, com a libertação dos escravos no EUA e demais países, é que os trabalhadores passaram a ser livres e a trabalhar, se quisessem, por salário.

O progresso do EUA teve como principal causa a distribuição de terra (propriedade privada) para colonos europeus, que foram para o EUA aos milhões, para trabalhar na terra, esse fato desmente mais essa mentira marxista.

Com o trabalho livre assalariado, pela primeira vez na humanidade, depois de milênios, os trabalhadores tiveram opção, podiam trabalhar onde quisessem e como quisessem, por salário e não mais como escravos.
E se não quisessem podiam ir pescar e vender peixe na feira.

O Liberalismo ("capitalismo") produziu na Europa, na América do Norte, na Austrália, milhões de pequenos proprietários de terra, pequenos produtores rurais, e também produziu milhões de pequenos empresários familiares, e esses pequenos produtores, hoje em dia produzem a maior parte das riquezas nestas regiões.

Com o Liberalismo inglês, finalmente, depois de milênios de escravidão, depois de milênios com a propriedade privada exclusivamente nas mãos da realeza e do clero, o trabalhador passou a ter propriedade privada, passou a ser dono da terra que cultiva, passou a ser dono da empresa em que trabalha.
A realidade do mundo atual, com milhões de pequenos proprietários em todo o mundo, desmente o marxismo.


6.7 - Luta de classes e a militância socialista

6.7.1 - Luta de classes

“A História da Humanidade é a história da luta de classes."

Esse slogan ideológico é a base do marxismo = determinismo histórico.

Os marxistas se referem a todo instante aos “burgueses” e aos “proletários” como exemplo dessa ideia de “luta” de Marx...
Até parece que na história de 7000 anos da humanidade existiram apenas os acontecimentos da passagem da Idade Média para a Idade Moderna na Europa !

A “burguesia” (pessoas que não eram mais plebeus servis) foi surgindo ao longo do tempo no final da IM, 200 anos de desenvolvimento - sem luta alguma !
Os supostos burgueses se formaram ao sair dos feudos e irem para a cidade - trabalhar, não existiu "luta" nenhuma.

Ao mesmo tempo que surgia a "burguesia" também surgiam os "proletários", todos originados do mesmo elemento - o trabalhador servil feudal.
Por exemplo, saíram 100 trabalhadores servis de um feudo e foram para uma cidade em busca de trabalho e novas oportunidades, destes 100, 20 tiveram competência e ficaram bem de vida, se tornaram "burgueses", 80 não tiveram, permaneceram pobres, se tornaram "proletários".

O que Marx disse não tem fundamento, foi apenas uma desculpa que ele arrumou para pleitear a revolução do proletariado, ou seja, foi uma “história” adaptada aos seus propósitos de destruir a sociedade.


6.7.1.1 - Quanto as civilizações.

Existiram civilizações na humanidade, que floresceram por séculos e desapareceram sem nunca terem mudado a sua estrutura social, nasceram, viveram e morreram sem alteração alguma.
Tais como os sumérios, os egípcios, os assírios, os babilônios, os fenícios, os cartagineses, os hititas, os romanos, os celtas, os maias, os incas, os astecas, etc.

Outras civilizações seculares, tais como os chineses, os japoneses, os esquimós, os árabes, os turcos, os indianos, etc, estão ai a milhares de anos sem mudanças, que luta de classes existiu entre os esquimós, entre os árabes, entre os japoneses, entre os turcos ?
Nenhuma.
Os árabes estão ai com a sua estrutura social a milhares de anos...

E os judeus ?
O povo mais antigo do mundo atual, que luta de classes existiu para esse povo ?
A única luta que esse povo teve e ainda tem é racial. Esta sim uma luta que sempre existiu entre os povos.

Portanto, a "luta de classes" marxista é apenas uma invenção mentirosa e ideológica com a finalidade de instigar a luta entre humanos com a única intenção de destruir a sociedade que o "mestre" odiava.


6.7.1.1 - Quanto a burgueses e proletários.

Em países desenvolvidos a figura do operário, do trabalhador que existia na Inglaterra em 1848, já deixou de existir a muito tempo.
Nestes países a maior riqueza produzida hoje em dia, acima de 75% do PIB, é gerada por SERVIÇOS e não na industria.
E mesmo a industria, em sua maioria são de pequenas empresas familiares, onde não existe a figura do “operário”.

A quantidade de "proletários" (operários) hoje em dia em um país como o Canadá, não chega a 1% da população !
Portanto, a utopia marxista foi para o espaço a muito tempo, jamais existirá a "revolução do proletariado", por uma razão prática - não existem proletários !
E nem existem burgueses, em tais países a maior parte da população é classe média, que trabalha em negócio próprio ou com tecnologia, grande parte deles trabalha em casa como freelancer ou em pequenas empresas familiares, tem excelente qualidade de vida sem precisar explorar ninguém ou fazer revolução marxista.

Nos países pobres do mundo, onde sempre existiram milhões de miseráveis, também não vai existir, e se existir, está fadada ao mesmo destino da URSS, uma vez que, o socialismo para dar certo precisa de um capitalismo avançado, para que possa por algum tempo comer o que o capitalismo construiu.

Os termos inventados por Marx em 1848, já não eram verdadeiros na época, hoje são uma penumbra do passado ....

As teorias de Marx, são um atraso tão grande, que ele nem contava com o desenvolvimento e o aprimoramento do capitalismo com o passar do tempo.
Marx acreditava que era o capitalismo (a economia) que ditava as regras para a sociedade, mentira, é o oposto disso, é a sociedade quem dita as regras e o capitalismo se reinventa e se readapta em função desta demanda !
É o público que determina se um filme vai ser um sucesso ou um fracasso de bilheteria !


6.7.1.2 - Sobre a superestrutura

A Revolução Industrial foi um exemplo excelente de que é a estrutura social que determina as mudanças econômicas, e não o contrario como disse Marx.
A RI só aconteceu na Inglaterra - devido a mudança de poder que aconteceu em 1714, quando o poder na Inglaterra passou de católico para protestante com a mudança da dinastia absolutista católica dos Stuart para a dinastia parlamentarista protestante dos Hanover, e principalmente devido a liberdade política do Liberalismo Político implantado definitivamente na Inglaterra a partir de 1714.

Foi a teoria de Adam Smith (estrutura social), o Liberalismo Econômico, que criou mecanismo para um novo sistema econômico !
Foi a teoria de Smith colocada em seu livro "A Riqueza das Nações", o Liberalismo, que mudou a economia inglesa, e não o contrário !
A mudança na estrutura social, política e jurídica propiciou as condições para o desenvolvimento de mudanças na economia.

Outro exemplo de que é a estrutura social que determina a economia foi o surgimento do Feudalismo.
O que causou o surgimento do Feudalismo ?
Foi a queda do Império Romano.
Com a queda do Império Romano o poder político na Europa se descentralizou dando origem aos senhores feudais.
E mais ainda, não existiu nesse período nenhuma maquinaria nova sendo inventada, a economia da Europa continuou a ser agraria com trabalho humano.

Na mudança do Feudalismo para o Mercantilismo, o fator determinante também não foi material, foi o Renascimento Cultural que mudou a Europa !
Foi o Renascimento que deu origem aos pensadores que criaram condições para o fim do Feudalismo e o início do Mercantilismo.
Foram as mudanças sociais e políticas de poder feudal para o poder absolutista real que causaram as mudanças na economia.


6.7.2 - A maior contradição do marxismo - a militância.

Se a história é luta de classes, se a história é que determina, como disse Engels, o surgimento de Cesares e Napoleões, por que Marx teve que fazer um Manifesto Comunista para instigar a revolução ?
Por que Marx teve que fundar a Internacional Socialista e nela passar toda a vida instigando a revolução no mundo ?
Por que Marx teve que torcer calorosamente para que a Pruria "desse uma sova" na França em 1870 (Guerra franco-prussiana) para que o domínio do socialismo mundial caísse no seu colo prussiano ?

Por que afinal os socialistas precisam fazer passeatas e organizar Fóruns de diversos tipos para instigar a revolução ?
Se a história é o determinismo que Marx disse que ela era não haveria necessidade da militância esquerdista, tudo aconteceria normalmente !
Na hora que chegasse o momento certo a história criaria um Cesar ou um Napoleão socialista que iria fazer a revolução do proletariado !
Ora ... não seria isso segundo a suposição da teoria marxista ?

Para que a história precisa dos ridículos "intelectuais engajados" se quem determina os acontecimentos é ela (a História) e não tais figuras grotescas ?

Por que Gransci e Lukacs chegaram a conclusão que era a cultura ocidental judaico-cristã que impedia a vitória do marxismo no ocidente ?
Por que esses dois imaginaram uma estratégia, o marxismo cultural, para destruir a cultura judaico-cristã se segundo o próprio marxismo, não é a ação humana que determina a História ?
Isso é uma enorme contradição !

Ou seja, a covarde militância marxista em cima dos jovens estudantes nas universidades e por toda a sociedade atual com o "politicamente correto" do "marxismo cultural" é uma inutilidade, é a maior contradição do marxismo !

Esse bando de subversivos criaram na sociedade atual "lutas de classes" forjadas, tais como o feminismo, a luta contra o fumo, a luta dos gays, o direito, alem do direito para bandidos, a luta dos negros, até a luta dos vegetarianos vem disso ... coisas fabricadas, forjadas, falsos valores, sem conteúdo real, fruto da doutrinação ideológica, da maledicência e intriga para provocar a discórdia entre seres humanos.

A maior parte dos seres humanos no mundo atual não sabe que esta em curso (e que está sendo vítima) uma luta surda do marxismo em busca da destruição da sociedade agindo na surdina, com a corrupção covarde nas escolas e instituições...

Mas, nada de concreto irão conseguir, uma vez que estão indo contra o que acreditam, estão querendo mudar a história ... mas, segundo a própria doutrina que seguem, a história é soberana !

Portanto, a história irá desmenti-los mais uma vez como já fez em tantas oportunidades.
E continuará assim por milênios... infelizmente.
Enquanto os seres humanos precisarem de ideologias para viver, sejam elas políticas ou religiosas, nada muda.
Os subversivos continuarão a existir e a subverter a sociedade.
As criaturas humanas carentes de mestres e gurus - a imensa maioria, irão ainda por muito tempo ser vítimas fáceis da ideologia, e a humanidade terá que pagar a conta dessa estupidez humana.

Apenas no dia em que a espécie humana atingir o Alem-do-Humano, e finalmente ultrapassar o abismo em que está suspensa, agarrada a ideologias e ideólogos, ai então os humanos caminharão para a liberdade e para uma nova civilização.
Mas, essa civilização não mais será humana...


6.8 - A suposta extinção do estado e o suposto comunismo, nada sabemos ! Pois nada foi dito.

Já disseram que o marxismo é uma "teoria" da tomada do poder, porém, nada existe que oriente os socialistas após a tomada do poder !
E é verdade !
Marx desde o Manifesto e por toda a vida sempre pregou a revolução do proletariado, e disse que era comunista, e que os comunistas queriam tirar a propriedade privada dos burgueses e colocá-las nas mãos do estado socialista centralizador.
Com isso, Marx disse que com os proletários no poder o estado iria se enfraquecendo e finalmente sumiria e se chegaria ao comunismo !
Mas, Marx jamais disse qual seria o processo, quais seriam as causas e razões que levariam o estado a desaparecer.
E muito menos Marx jamais disse como seria quando chegassem ao comunismo !
Como seria o dia-a-dia dessa sociedade ?
Marx não disse, ele jamais fez uma Teoria da Sociedade Comunista.

Sabem por quê ?
Porque Marx não sabia como seria !
Incrível não é ?!
Mas é a mais pura verdade, Marx jamais soube como seria a sociedade que propunha, o comunismo !


6.8.1 - A resposta de Marx a pergunta - como seria a sociedade comunista ?

Vou colocar a seguir um texto de Marx que jamais vi alguém mencionar, é uma raridade !
Vejamos então o que o embromador "mestre" disse a respeito de como seria a sociedade comunista.

A resposta de Marx a esta pergunta está em seu texto:

Crítica ao Programa de Ghota.
Comentários marginais.

"A "sociedade atual" é a sociedade capitalista que existe em todos os países civilizados, mais ou menos expurgada de elementos medievais, mais ou menos modificada pela evolução histórica particular de cada pais, mais ou menos desenvolvida.
O "Estado atual", pelo contrário, muda com a fronteira.
É diferente no Império prussiano-alemão e na Suíça, na Inglaterra e nos Estados Unidos.
O "Estado atual" é pois uma ficção.
.....
Então surge a pergunta:
que transformação sofrerá o Estado numa sociedade comunista?
Por outras palavras:
que funções sociais análogas às atuais funções do Estado subsistirão ?
Só a ciência pode responder a esta pergunta;
Entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista situa-se o período de transformação revolucionária de uma na outra, a que corresponde um período de transição política em que o Estado não poderá ser outra coisa que não a ditadura revolucionária do proletariado."

Isso é uma obra prima da irresponsabilidade !

O sujeito faz uma promessa para uma parte da humanidade durante toda a vida, e depois, quase no fim da sua vida (1875), ele diz que não sabe como vai ser o estado depois da revolução do proletariado, sabe apenas que tal estado será a ditadura do proletariado ...
E que, como vai ser o estado comunista isso é uma coisa que a ciência é que terá a tarefa de descobrir !

Inacreditável isso !
E o "mestre" ainda tem a cara de pau de dizer que o "estado atual" é ficção !

E se a ciência não conseguir resolver ?
Como fica ?
- Fica a porcaria da ditadura do proletariado para sempre !
Como está em Cuba a 50 anos.

E como seria de se esperar, as pessoas depois de algum tempo vão começar a perguntar - e o comunismo, não vai chegar ?
Mas, o comunismo não chega...
As pessoas vão começando a ficar descontentes ... o que fazer com esses descontentes ?
Endurecer.
São "dissidentes" ! (mais um slogan)
Traidores.
Cadeia para eles para calá-los.
E se tiver algum mais teimoso na "dissidência", mata.
E foi o que aconteceu, a ditadura apenas mudou de nome, e se transformou na criminosa e falida ditadura socialista que matou milhões de "dissidentes".

***

E vejam que a ciência, a quem Marx entregou o abacaxi, faz parte da chamada "superestrutura" social, que segundo o marxismo, surge e é determinada pelo materialismo econômico !

Segundo o materialismo histórico, são as "forças produtivas" que determinam a "superestrutura" social ... então, é contraditório que seja a ciência que tenha que resolver como seria o estado na sociedade comunista !

E o "materialismo dialético", não serve para nada ?
Por que Marx e seu "materialismo dialético" não resolveram esse problema em vez de jogar a tarefa para a ciência ?

Esta é apenas mais uma, das muitas - contradições, omissões e mentiras do marxismo.


6.8.2 - DE cada um segundo sua capacidade, A cada um segundo a sua necessidade.

Linda frase essa, não é ?
Comovente !
Isso conquista os corações inocentes de todo o mundo !
É tal e qual um bondoso deus falando para as suas almas puras...
Só que no mundo real, material, essa frase maravilhosa é uma equação !

De cada um segundo sua capacidade (X) => A cada um de acordo com as suas necessidades (Y)

Simplificando:

capacidades (X) => necessidades (Y)

Então temos:

Se X > Y .... OK
Se X = Y .... OK
Se X < capacidades =" 0">7 - Conclusão.

Ainda teríamos muita coisa a dizer sobre o marxismo, ficam para uma próxima oportunidade 4 assuntos:

- A obra de Marx.
- O marxismo cultural politicamente correto.
- A maléfica atuação do marxismo nas escolas brasileiras.
- A desigualdade.

Os humanos que já possuem Dignidade sabem que nada na vida se consegue sem muito trabalho, sem muito esforço, que nada é dado pelo "estado", o estado é uma instituição que nada produz.

As ideologias são a desgraça da humanidade, todas elas, religiosas ou políticas, enquanto os seres humanos precisarem de ideologias, de "mestres" para viver, nada muda para a humanidade, a humanidade continuará suspensa sobre o abismo da ignorância, da inveja e do ódio.

Marx disse que os filósofos apenas se preocupam em entender o mundo, mas, o que importava é mudá-lo, só que esse irresponsável antes de querer mudar o mundo deveria ter mudado a si próprio e não ter sido um vagabundo irresponsável que nem capacidade para cuidar dos filhos que pôs no mundo teve.

E a loucura lançada por esse irresponsável, domina a mente de muitos no mundo atual...
Mas, como podemos querer mudar o mundo, o que implicaria em mudar as outras pessoas, se nem mesmo conseguimos mudar pequenas coisas erradas em nós mesmos ?

A humanidade é uma espécie, uma espécie que já rastejou pela terra arrastando uma enorme cauda, e que evoluiu até chegar a ser um animal com consciência que existe.
Trilhões de indivíduos humanos já existiram para que a espécie chegasse ao que ela é hoje.
O nosso corpo não é nosso, é da espécie, foi a espécie que o moldou, nós, indivíduos, nem mesmo sabemos exatamente como nosso corpo funciona.
A nossa existência individual, não é "para nós", é para a espécie.
A finalidade primordial da existência de um indivíduo é a preservação da espécie, e para atingir esse objetivo, a espécie colocou dentro de cada corpo um instinto, o mais poderoso - o instinto sexual, que domina as ações e os desejos dos indivíduos humanos.

Mas, a pergunta crucial é - por que existem as espécies ?
Por que e para que as espécies existem, evoluem e ficam cada vez mais "inteligentes" ?

É a resposta a essa pergunta que a humanidade deve buscar.
Mas, para chegar a começar a pensar nisso a humanidade precisa se libertar das ideologias, de mestres a serem adorados, da ignorância dos dogmas, só então a mente estará livre para buscar as verdadeiras respostas que devemos conhecer.


***

Comunidade no Orkut
"Marx é inquestionável !?"

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=47930640



***

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13 comentários:

  1. entendi pq tao poucos seguidores e poucos comentários por aqui

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  2. Você não pode entender.
    Esta página é recente e teve problemas operacionais, a antiga foi apagada, nela existiam comentários.

    Este texto não foi feito para ter seguidores, qto a comentários, se for pra dizer o que vc disse, é melhor que não existam !

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  3. Parabéns! Nunca li algo tão esclarecedor a respeito do assunto!

    Tudo o que li até hj, foram textos manipulados, por Marxistas e também em sala de aula, ...professores cegos pela Ideologia, ...em pesquisas que faço no Google, percebo que muitos textos são alterados..até na Wikipédia, que eu confiava tanto, verifico tais alterações..uma pena isso...poxa, está ai "na cara" que os paises
    onde o Marxismo/Socialismo não deram certo..e ainda insistem estes "pseudointelectuias" deveriam fazer um exame de consciência!

    abraços e prometo que vou divulgar seu blog, entre meus amigos da Escola.

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  4. As três fontes e as três partes constitutivas do marxismo.
    V.I.Lenin

    "A doutrina de Marx suscita em todo o mundo civilizado a maior hostilidade e o maior ódio de toda a ciência burguesa (tanto a oficial como a liberal), que vê no marxismo um a espécie de "seita perniciosa". E não se pode esperar outra atitude, pois, numa sociedade baseada na luta de classes não pode haver ciência social "imparcial". De uma forma ou de outra, toda a ciência oficial e liberal defende a escravidão assalariada, enquanto o marxismo declarou uma guerra implacável a essa escravidão. Esperar que a ciência fosse imparcial numa sociedade de escravidão assalariada seria uma ingenuidade tão pueril como esperar que os fabricantes sejam imparciais quanto à questão da conveniência de aumentar os salários dos operários diminuindo os lucros do capital.

    Mas não é tudo. A história da filosofia e a história da ciência social ensinam com toda a clareza que no marxismo não há nada que se assemelhe ao "sectarismo", no sentida de uma doutrina fechada em si mesma, petrificada, surgida à margem da estrada real do desenvolvimento da civilização mundial. Pelo contrário, o gênio de Marx reside precisamente em ter dado respostas às questões que o pensamento avançado da humanidade tinha já colocado. A sua doutrina surgiu como a continuação direta e imediata das doutrinas dos representantes mais eminentes da filosofia, da economia política e do socialismo.

    A doutrina de Marx é onipotente porque é exata. É completa e harmoniosa, dando aos homens uma concepção, integral do mundo, inconciliável com toda a supertição, com toda a reação, com toda a defesa da opressão burguesa. O marxismo é o sucessor legítimo do que de melhor criou a humanidade no século XIX: a filosofia alemã, a economia política inglesa e o socialismo francês.

    Vamos deter-nos brevemente nestas três fontes do marxismo, que são, ao mesmo tempo, as suas três partes constitutivas.

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  5. I

    A filosofia do marxismo é o materialismo. Ao longo de toda a história moderna da Europa, e especialmente em fins do século XVIII, em França, onde se travou a batalha decisiva contra todas as velharias medievais, contra o feudalismo nas instituições e nas idéias, o materialismo mostrou ser a única filosofia conseqüente, fiel a todos os ensinamentos das ciências naturais, hostil à supertição, à beatice, etc. Por isso, os inimigos da democracia tentavam com todas as suas forças "refutar", desacreditar e caluniar o materialismo e defendiam as diversas formas do idealismo filosófico, que se reduz sempre, de um modo ou de outro, à defesa ou ao apoio da religião.

    Marx e Engels defenderam resolutamente o materialismo filosófico, e explicaram repetidas vezes quão profundamente errado era tudo quanto fosse desviar-se dele. Onde as suas opiniões aparecem expostas com maior clareza e pormenor é nas obras de Engels Ludwig Feuerbach e Anti-Dübring, as quais - da mesma forma que o Manifesto Comunista - são os livros de cabeceira de todo o operário consciente.

    Marx não se limitou, porém, ao materialismo do século XVIII; pelo contrário, levou mais longe a filosofia. Enriqueceu-a com as aquisições da filosofia clássica alemã, sobretudo do sistema de Hegel, o qual conduzira por sua vez ao materialismo de Feuerbach. A principal dessas aquisições foi a dialética, isto é, a doutrina do desenvolvimento na sua forma mais completa, mais profunda e mais isenta de unilateralidade, a doutrina da relatividade do conhecimento humano, que nos dá um reflexo da matéria em constante desenvolvimento. As descobertas mais recentes das ciências naturais - o rádio, os elétrons, a transformação dos elementos - confirmaram de maneira admirável o materialismo dialético de Marx, a despeito das doutrinas dos filósofos burgueses, com os seus "novos" regressos ao velho e podre idealismo.

    Aprofundando e desenvolvendo o materialismo filosófico, Marx levou-o até ao fim e estendeu-o do conhecimento da natureza até o conhecimento da sociedade humana. O materialismo histórico de Marx é uma conquisto formidável do pensamento científico. Ao caos e à arbitrariedade que até então imperavam nas concepções da história e da política, sucedeu uma teoria científica notavelmente integral e harmoniosa, que mostra como, em conseqüência do crescimento das forças produtivas, desenvolve-se de uma forma de vida social uma outra mais elevada, como, por exemplo, o capitalismo nasce do feudalismo.

    Assim, como o conhecimento do homem reflete a natureza que existe independentemente dele, isto é, a matéria em desenvolvimento, também o conhecimento social do homem (ou seja: as diversas opiniões e doutrinas filosóficas, religiosas, políticas, etc.) reflete o regime econômico da sociedade. As instituições políticas são a superestrutura que se ergue sobre a base econômica. Assim, vemos, por exemplo, como as diversas formas políticas dos Estados europeus modernos servem para reforçar a dominação da burguesia sobre o proletariado.

    A filosofia de Marx é o materialismo filosófico acabado, que deu à humanidade, à classe operaria sobretudo, poderosos instrumentos de conhecimento.

    ResponderExcluir
  6. II

    Depois de ter verificado que o regime econômico constitui a base sobre a qual se ergue a superestrutura política, Marx dedicou-se principalmente ao estudo deste regime econômico. A obra principal de Marx, O Capital, é dedicada ao estudo do regime econômico da sociedade moderna, isto é, da sociedade capitalista.

    A economia política clássica anterior a Marx tinha-se formado na Inglaterra, o país capitalista mais desenvolvido. Adam Smith e David Ricardo lançaram nas suas investigações do regime econômico os fundamentos da teoria do valor-trabalho. Marx continuou sua obra. Fundamentou com toda precisão e desenvolveu de forma conseqüente aquela teoria. Mostrou que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho socialmente necessário investido na sua produção.

    Onde os economistas burgueses viam relações entre objetos (troca de umas mercadorias por outras), Marx descobriu relações entre pessoas. A troca de mercadorias exprime a ligação que se estabelece, por meio do mercado, entre os diferentes produtores. O dinheiro indica que esta ligação se torna cada vez mais estreita, unindo indissoluvelmente num todo a vida econômica dos diferentes produtores. O capital significa um maior desenvolvimento desta ligação: a força de trabalho do homem torna-se uma mercadoria. O operário assalariado vende a sua força de trabalho ao proprietário de terra, das fábricas, dos instrumentos de trabalho. O operário emprega uma parte do dia de trabalho para cobrir o custo do seu sustento e de sua família (salário); durante a outra parte do dia, trabalha gratuitamente, criando para o capitalista a mais-valia, fonte dos lucros, fonte da riqueza da classe capitalista.

    A teoria da mais-valia constitui a pedra angular da teoria econômica de Marx.

    O capital, criado pelo trabalho do operário, oprime o operário, arruína o pequeno patrão e cria um exercito de desempregados. Na indústria, é imediatamente visível o triunfo da grande produção; mas também na agricultura deparamos com o mesmo fenômeno: aumenta a superioridade da grande exploração agrícola capitalista, cresce o emprego de maquinaria, a propriedade camponesa cai nas garras do capital financeiro, declina e arruína-se sob o peso da técnica atrasada. Na agricultura, o declínio da pequena produção reveste-se de outras formas, mais esse declínio é um fato indiscutível.

    Esmagando a pequena produção, o capital faz aumentar a produtividade do trabalho e cria uma situação de monopólio para os consórcios dos grandes capitalistas. A própria produção vai adquirindo cada vez mais um caráter social - centenas de milhares e milhões de operários são reunidos num organismo econômico coordenado - enquanto um punhado de capitalistas se apropria do produto do trabalho comum. Crescem a anarquia da produção, as crises, a corrida louca aos mercados, a escassez de meios de subsistência para as massas da população.

    Ao fazer aumentar a dependência dos operários relativamente ao capital, o regime capitalista cria a grande força do trabalho unido.

    Marx traçou o desenvolvimento do capitalismo desde os primeiros germes da economia mercantil, desde a troca simples, até às suas formas superiores, até à grande produção.

    E de ano para ano a experiência de todos os países capitalistas, tanto os velhos como os novos, faz ver claramente a um numero cada vez maior de operários a justeza desta doutrina de Marx.

    O capitalismo venceu no mundo inteiro, mas, esta vitória não é mais do que o prelúdio do triunfo do trabalho sobre o capital.

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  7. III

    Quando o regime feudal foi derrubado e a "livre" sociedade capitalista viu a luz do dia, tornou-se imediatamente claro que essa liberdade representava um novo sistema de opressão e exploração dos trabalhadores. Como reflexo dessa opressão e como protesto contra ela, começaram imediatamente a surgir diversas doutrinas socialista. Mas, o socialismo primitivo era um socialismo utópico. Criticava a sociedade capitalista, condenava-a, amaldiçoava-a, sonhava com a sua destruição, fantasiava sobre um regime melhor, queria convencer os ricos da imoralidade da exploração.

    Mas, o socialismo utópico não podia indicar uma saída real. Não sabia explicar a natureza da escravidão assalariada no capitalismo, nem descobrir as leis do seu desenvolvimento, nem encontrar a força social capaz de se tornar a criadora da nova sociedade.

    Entretanto, as tempestuosas revoluções que acompanharam em toda a Europa, e especialmente em França, a queda do feudalismo, da servidão, mostravam cada vez com maior clareza que a luta de classes era a base e a força motriz de todo o desenvolvimento.

    Nenhuma vitória da liberdade política sobre a classe feudal foi alcançada sem uma resistência desesperada. Nenhum país capitalista se formou sobre uma base mais ou menos livre, mais ou menos democrática, sem uma luta de morte entre as diversas classes da sociedade capitalista.

    O gênio de Marx está em ter sido o primeiro a ter sabido deduzir daí a conclusão implícita na história universal e em tê-la aplicado conseqüentemente. Tal conclusão é a doutrina da luta de classes.

    Os homens sempre foram em política vítimas ingênuas do engano dos outros e do próprio e continuarão a sê-lo enquanto não aprendem a descobrir por trás de todas as frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticas e sociais, os interesses de uma ou de outra classe. Os partidários de reformas e melhoramentos ver-se-ão sempre enganados pelos defensores do velho, enquanto não compreenderem que toda a instituição velha, por mais bárbara e apodrecida que pareça, se mantém pela força de umas ou de outras classes dominantes. E para vencer a resistência dessas classes só há um meio: encontrar na própria sociedade que nos rodeia, educar e organizar para a luta, os elementos que possam - e, pela sua situação social, devam - formar a força capaz de varrer o velho e criar o novo.

    Só o materialismo filosófico de Marx indicou ao proletariado a saída da escravidão espiritual em que vegetaram até hoje todas as classes oprimidas. Só a teoria econômica de Marx explicou a situação real do proletariado no conjunto do regime capitalista.

    No mundo inteiro, da América ao Japão e da Suécia à África do Sul, multiplicam-se as organizações independentes do proletariado. Este se educa e instrui-se travando a sua luta de classe; liberta-se dos preconceitos da sociedade burguesa, adquire uma coesão cada vez maior, aprende a medir o alcance dos seus êxitos, temperam as suas forças e cresce irresistivelmente."

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  8. Sou muito mais Bakunin, que desenvolveu uma crítica ao Marxismo prevendo que, se os marxistas tivessem êxito em ocupar o poder, eles iriam criar uma ditadura de partido "em tudo mais perigosa porque ela se apresentaria como uma falsa expressão da vontade do povo." Bingo!!!

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  9. .

    Respondendo a Lenin:

    1. Na época de Lenin o marxismo ainda não era, mas, acabou sendo uma "seita maldita"... e a obra de Lenin, a URSS, foi a principal delas!

    2. Talvez Lenin achasse que em uma sociedade socialista onde apenas existe uma opinião, a dos comunistas, é que existiria uma ciência social "imparcial"...

    Lenin é um mentiroso assumido, a democracia liberal jamais defendeu escravidão, foi com ela que a escravidão começou a deixar de existir, e foi Marx quem disse que a escravidão tinha "parte boa".

    Lenin diz tantas tolices ideológicas q a maioria delas não dá para comentar pois é demasiadamente penosos...

    Lenin diz que a doutrina de Marx é exata!
    Precisa ser muito estúpido para dizer isso... Marx errou todas as previsões que fez e a sua doutrina na própria URSS de Lenin matou milhões de russos e faliu.

    A filosofia do marxismo é o materialismo....

    Bom, depois dessa não dá coragem para escrever mais nada!



    Ieda

    Exatamente! rsrs

    Bakunin, na sua previsão para o marxismo, acertou na mosca!

    .

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  10. esse texto é um livro... onde pesquisou para tirar essa conclusão... estou muito interessado nas fontes, e se for um livro queria compra-lo!

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  11. Rodrigo
    Pesquisei em muitas fontes, não dá para enumera-las.
    esse texto é um livro sim, mas, muitas coisas do texto já foram modificadas, entretanto, ainda é válido.
    Você pode baixa-lo sem problemas, é aberto.

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  12. Mesmo sabendo de que Marx tinha caráter duvidoso,que o Muro de Berlim caiu,que o socialismo fracassou fragorosamente no século passado,é INACREDITÁVEL que a mentalidade de universiotários dos anos 60 ainda grasna com força nos dias de hoje!
    E o pior é que esse tipo de mentalidade obsoleta ainda tem uma força enorme no ambiente acadêmico das universidades aqui no Brasil! Professores medíocres posando de ex-revolucionários,mendigando a admiração de semi-virgens. Mas os incautos ali tem 17, 18 anos...Dureza são os que passaram dos 25 e continuam idiotas.

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